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terça-feira, 13 de novembro de 2012

Eu contra Eu

A maior luta é contra nossas próprias fraquezas! 

Não adianta fecharmos os olhos e acharmos que somos perfeitos!

Quanto mais perfeitos formos, menos rigorosos seremos com os nossos semelhantes.

Não podemos mais virar as costas para nosso passado. Devemos aceitar nossa condição de Espíritos em evolução, isto é, Espíritos aprendendo... A amar.

E não há tempo a perder.

Somos alunos dentro de uma sala de aula, onde a lição é dada, deve ser estudada, treinada e depois o aprendizado deve ser testado através de provas.

A lição já temos gravada em nossa consciência, é a do Mestre Jesus, o treino é com os nossos semelhantes, principalmente àqueles com quem convivemos mais de perto. Tudo isso acontece no decorrer de nosso dia-a-dia. São nas pequeninas situações onde somos testados, os resultados ficam arquivados no Plano Espiritual.

Mas como sabermos se passamos nos testes?

É simples. Enquanto certa situação nos incomodar, é sinal que o aprendizado ainda não foi adquirido, então, ela se repetirá...

A história abaixo, Eu contra Eu, do irmão X, retrata as consequências de uma vida ilusória, e nos mostra que não estamos sozinhos nesse aprendizado,  que somos auxiliados pela Misericórdia Divina na busca do caminhar reto. Depende de nossa boa vontade. 

Boa Leitura
Elaine Saes


Quando o HOMEM,  ainda jovem, desejou cometer o primeiro desatino aproximou-se o Bom-Senso e observou:
- Detém-se! Por que te confias assim ao mal?
O interpelado respondeu orgulhoso:
Eu quero!
Passando adiante à condição de esbanjador e adotando a extravagância e a loucura por normas de viver, apareceu a ponderação e aconselhou-o:
- Para! Por que te consagras deste modo, ao gasto inconsequente?
Ele contudo esclareceu arrogante:
Eu posso.
Mais, tarde, mobilizando os outros, a serviço da própria insensatez, recebeu a visita da humildade, que lhe rogou piedosa:
- Reflete! Por que não te compadeces dos mais fracos e dos mais ignorantes?
O infeliz, todavia redarguiu colérico:
- Eu mando.
Absorvendo imensos recursos, inutilmente, quando podia beneficiar a coletividade, abeirou-se dele o Amor e pediu:
- Modifica-te! Sê caridoso! Como podes reter o rio das oportunidades sem socorrer o campo das necessidades alheiras?
E o mísero, informou:
- Eu ordeno.
Praticando atos condenáveis que o levaram ao pelourinho da desaprovação pública, a justiça acercou-se dele a recomendar:
- Não prossigas! Não te dói ferir tanta gente?
O infortunado entretanto, acentuo implacável:
Eu exijo.
E assim viveu o HOMEM, acreditando ser o centro do Universo, reclamando, oprimindo e dominando, sem ouvir as sugestões das virtudes que iluminam a Terra, até que um dia, a morte o procurou e lhe impôs a entrega do corpo físico. o desditoso entendendo a gravidade do acontecimento, prosternou-se diante dela e considerou:
- Morte por que me buscas?
Eu quero - disse ela.
Por que me constranges a aceitar-te?
Gemeu triste.
 - Eu posso - retrucou a visitante.
- Como podes atacar-me deste modo?
- Eu mando.
Que poderes te movem?
- Eu ordeno.
-Defender-me-ei contra ti - clamou o HOMEM, desesperado - duelarei e receberás a minha maldição...!
Mas a morte sorriu, imperturbável, e afirmou:
- Eu exijo.
E na luta do eu contra eu, conduziu-o à casa da Verdade, para maiores lições.

Irmão X

Contos e Apólogos - psicografia - Francisco Cândido Xavier





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