quarta-feira, 18 de novembro de 2020

CARTA A JESUS – Caibar Schutel

 

 

 

 

Meu mestre e Senhor Jesus.

Louvado seja o Teu iluminado Espírito!

Nos momentos penosos da minha vida tenho-me apegado contigo e nunca deixei de merecer a Tua misericórdia.

Nos momentos de alegria e abundância da minha vida, nunca deixei de Te render graças e cantar louvores ao Teu incomparável Espírito.

Ajuda-me Senhor, nas minhas deficiências, preenche as minhas falhas, enche os meus claros com o Teu beneplácito e não permitas que pelos meus defeitos seja a Tua Doutrina escandalizada e a tua palavra maculada.

Sou Teu discípulo e Te amo como o cão fiel ama ao seu dono. Sou criança ignorante. Tem compaixão de mim!

Abençoa a todos os Espíritos, meus irmãos, que me sustentam e dá-lhes forças para que operem comigo o Teu amor.

Louvado seja Deus, o nosso Pai Celestial a quem conheço, Senhor por Teu intermédio e a quem amo e adoro, se guardo o Teu preceito.

Caibar Schutel (10hs. Da noite de 19 de março de 1936).

 

 

 

PRECE - Caibar Schutel

 


Pai nosso que estais nos céus, Santificado seja o vosso nome!

Venha a nós o vosso reino!

Seja feita a vossa vontade assim na terra como no céu!

O pão nosso de cada dia nos dai hoje!

Perdoai as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores. Perdoai as nossas ofensas, assim como nós perdoamos aos nossos ofensores!

Não nos deixeis cair em tentações, mas livrai-nos do mal!

Assim seja!

Caibar Schutel

sábado, 13 de junho de 2020

PALAVRAS DO MESTRE DE LYON


"Os meios apropriados para educar a juventude constituem uma ciência bem distinta que se deveria estudar para ser educador, como se estuda a medicina para ser médico."
Hippolyte Léon Denizard Rivail

"A educação é a arte de formar os homens, isto é, a arte de neles fazer surgir os germes das virtude e reprimir os dos vícios.(...)"
Hippolyte Léon Denizard Rivail

Fonte: Livro Plano Proposto para a melhoria da Educação pública de Leon Denis 1 edição 2005, obra publicada na França em 1828 por  Hippolyte Léon Denizard Rivail, que anos depois utilizaria o pseudonimo de Allan Kardec

 PARA REFLEXÃO  questão 385 L.E.

De onde provém a mudança que se opera no caráter, a uma certa idade, e particularmente ao sair da adolescência? É o Espírito que se modifica?


É o Espírito que retoma sua natureza e se mostra como ele era.(...) A infância corporal senão para se aperfeiçoar, se melhorar; a fraqueza da pouca idade os torna flexíveis, acessíveis aos conselhos da experiência e daqueles que os devem fazer progredir. É, então, que se pode reformar seu caráter e lhes reprimir as más inclinações; tal é o dever que Deus confiou aos seus pais, missão sagrada pela qual deverão responder.(...) 


quinta-feira, 19 de março de 2020

Livros cabem na infância





Livros não mudam o mundo,
quem muda o mundo são as pessoas.
Os livros só mudam as pessoas. Mario Quintana

Cresci em contato com os livros – em casa, na escola, nas amistosas bibliotecas. Os primeiros, os contos de fadas. Nas noites de frio, ao ouvir uma história, era eu a própria protagonista: a alegria de ser salva pelo solidário passarinho… 
No início da escola primária, ao ler o conto dos Músicos de Bremen, meu temperamento naturalista rapidamente tomou partido daqueles quatro animais sofridos e, sem dúvida, com eles eu quis morar naquela casinha sem endereço na floresta…
Os livros influenciam a vida das crianças
De início a criança tem necessidade de ouvir histórias. O calor e a atenção que o adulto coloca quando conta um conto desperta na criança valores e qualidades importantes para o seu desenvolvimento emocional e psíquico. Por exemplo, perguntas fundamentais que movimentam o ser da criança podem ser respondidas através dos contos e suas imagens universais.
Criança leitora?
O livro infantil desempenha um papel fundamental na formação de leitores.
Na fase pré-leitor, por exemplo, muito importante é o hábito da contação… Quantas vezes o pai contará a mesma história na hora de fazer o filho pequeno dormir? Sei de crianças que precisam que o mesmo conto seja repetido por inúmeras semanas – e essa necessidade deve ser respeitada.
O leitor iniciante depende de um acesso fácil aos contos de fadas clássicos – Irmãos Grimm e Hans Christian Andersen são muito apropriados, assim como a boa poesia: Cecília Meireles, Mario Quintana, Manuel Bandeira, Manoel de Barros. Quantos aos leitores em processo e os fluentes, eles estão implicados com livros que ajudem a criança a dar solidez ao amor pela leitura.
Família e escola orientam o gosto pelo livro na infância
A família e os professores têm um papel fundamental para auxiliar as crianças a desenvolver o gosto pela leitura. Casa e escola devem insistir com carinho e atenção o contato das crianças com o mundo das letras, disponibilizando obras literárias que favoreçam o gosto pela leitura.
Quando eu era criança, meus pais eram agricultores. Não tinham o hábito da leitura. Contudo, felizmente, permitiram que minha grande alegria na infância fosse o livre acesso ao livro.
A caixa de livros que ganhei no aniversário de 9 anos foi o presente que mais me sensibilizou na infância e dela até hoje eu não esqueço. Gratidão à minha mãe. Parte da leitora que sou hoje devo à compreensão que ela teve sobre minha necessidade de livros. Com eles, conheci mundos e aprendi a entender melhor a mim mesma e aos outros.
por Eugênia Pickina

Fonte: http://www.oconsolador.com.br/ano13/661/cincomarias.html

quarta-feira, 18 de março de 2020

CONSTELAÇÃO FAMILIAR – Educandário Familiar – Joanna de Ângelis



A família é o resultado do largo processo evolutivo do espírito na extensa trajetória vencida por meio das sucessivas reencarnações.

Resultado do instinto gregário que une todos os animais, aves, répteis e peixes em grupo que se auxiliam e se interdependem reciprocamente, no ser humano atinge um estágio relevante e de alta significação, em face da conquista do raciocínio, da consciência.

Dessa forma, a família é o alicerce sobre o qual a sociedade se edifica, sendo o primeiro educandário do espírito, onde são aprimoradas as faculdades que desatam os recursos que lhe dormem latentes.

A família é a escola de bênçãos onde se aprendem os deveres fundamentais para uma vida feliz e sem cujo apoio  fenecem os ideais, desfalecem as aspirações, emurchecem as resistências  morais.

Quando o indivíduo opta pela solidão, exceção feita aos grandes místicos e pesquisadores da ciência, filósofos e artistas que abraçam os objetivos superiores como a sua família, termina sendo portador de transtornos da conduta e da emoção.

Organizada, a família, antes da reencarnação, quando são eleitos os futuros membros que a constituirão, ou sendo resultado da precipitação e imprevidência sexual de muitos indivíduos, é sempre o santuário que não pode ser desconsiderado sem graves prejuízos para quem lhe perturbe a estrutura.

É permanente oficina onde se caldeiam os sentimentos e as emoções, dando-lhes a direção correta e a orientação segura para os empreendimentos do futuro.

Por essa razão, é que não se vive na família ideal, aquela na qual se gostaria de conviver com espíritos nobres e ricos de sabedoria, mas no grupo onde melhormente são atendidas as necessidade da evolução.

Não poucas vezes, no grupo doméstico ressuma as reminiscências perturbadoras do Além ou de outras existências, que devem ser trabalhadas pelo cinzel da misericórdia, da tolerância e da compaixão, a fim de que sejam arquivadas como diferentes emoções enobrecidas, que irão contribuir em favor do progresso de todos.

De inspiração divina, a família é a oportunidade superior do entendimento e da vera fraternidade, de onde surgirá o grupo maior, equilibrado e rico de valores, que é a sociedade.

Por isso, no momento em que a família se desestrutura sob os camartelos da impiedade e da agressão, ou se dilui em face da ilusão acalentada pelos seus membros, ou se desmorona em razão da imprevidência, a sociedade sofre um grande constrangimento.

No lar, fomentam-se e desenvolvem-se os recursos da compreensão humana ou da agressividade e ressentimento contra as demais criaturas.

A constelação familiar não é uma aventura ao país enganoso do prazer e da fantasia, mas uma experiência de profundidade, que faculta a verdadeira compreensão da finalidade da existência terrena com os olhos postos no futuro da humanidade.

Campo experimental de lutas íntimas e externas constitui oportunidade incomum para que o espírito se adestre nos empreendimentos pessoais, sem perder o contato com a realidade externa, com as demais pessoas.

Mesmo quando não correspondendo às expectativas pessoais, em face do reencontro com adversários ou caracteres inamistosos, no lar adquire-se a necessária filosofia existencial para conduzir-se com equilíbrio durante toda a existência.

O exercício da paciência no clã familiar é valiosa contribuição para a experiência iluminativa, porquanto, se aqueles com os quis se convive tornam-se difíceis de ser amados, gerando impedimentos emocionais que se sucedem continuamente, como poder-se vivenciar o amor em relação a pessoas com as quais não tem relacionamento senão por paixão ou sentimentos e interesses imediatista?

O lar, onde se é conhecido e muito dificilmente se podem ocultar as mazelas interiores, são lapidadas as imperfeições em contínuos atritos que não devem resvalar para os campeonatos da indiferença ou do ódio, do ciúme ou da revolta.

Aquele que hoje se apresenta agressivo e cínico no grupo doméstico, dando lugar a guerrilhas perversas, encontra-se doente da alma, merecendo orientação e exigindo mais paciência.

Ninguém se torna infeliz por mero prazer, mas em consequência de muitos fatores que lhe são desconhecidos. O próprio paciente ignora o distúrbio de que é portador, detendo-se, invariavelmente, no tormento em que se debate, sem capacidade de discernimento para avaliar os danos que produz no grupo onde se encontra, nem compreensão do quanto necessita para auto superar-se e agir corretamente.

Por isso mesmo, transforma-se em desafio familiar, conduzindo altas cargas tóxicas de antipatia, de agressividade, de desequilíbrio.

A constelação familiar recorda o equilíbrio que vige no universo: os astros menores giram atraídos pela força dos maiores, no caso específico das estrelas, planetas, satélites e asteroides... No caso, em tela, são os pais as estrelas de primeira grandeza cuja força gravitacional impõe-se aos filhos, na condição de planetas à sua volta, assim como de futuros satélites que volutearão no entorno sob a atração da afetividade, que são todos aqueles que se vinculam aos descendentes...

Nos astros há perfeita harmonia em face das leis cósmicas que os mantêm em contínuo equilíbrio. No entanto, na família, em razão dos sentimentos, das individualidades, das experiências transatas, o fenômeno é muito diferente, oscilando o equilíbrio conforme o desenvolvimento ético-moral de cada qual, que se apresenta conforme é e não consoante gostaria de ser.

Por mais combatida pelos novos padrões da loucura que grassa na Terra, a família não desaparecerá do contexto social, na condição de instituição superada, porque o amor que sempre existirá nos corações se expressará em maior potencialidade no lar, núcleo de formação que é para expandir-se na direção do colossal grupo humano.

Quem não consegue a capacidade de amar aqueles com os quais convive, mais dificilmente poderá amar aqueloutros que não conhece.

O combustível do amor se inflama com maior potencialidade quando oxigenado pela convivência emocional. Noutras condições, trata-se apenas de atração física passageira, de libido exagerada que logo cede lugar ao desencanto, ao tédio, ao desinteresse...

A família, portanto, é um núcleo de aformoseamento espiritual, que enseja aprendizagem de relacionamentos futuros exitosos.

No grupo animal, quando os filhos adquirem a capacidade de conseguir o alimento, os pais abandonam-nos, quando isso excepcionalmente em algumas espécies não ocorre antes.
No círculo humano da família é diferente: os laços entre pais e filhos jamais se rompem, mesmo quando há dificuldades no relacionamento atual, o que exige transferência para outras oportunidades no futuro reencarnacionista, que se repetem até a aquisição do equilíbrio afetivo.

É da Divina Lei que somente através do amor o espírito encontra a plenitude, e a família é o local onde se aprimora esse sentimento, que se desdobra em diversas expressões de ternura, de abnegação, de afetividade...

Com o treinamento doméstico o espírito adquire a capacidade de amar com mais plenitude, alcançando a sociedade, que se lhe transforma em família universal.

Joanna de Ângelis – livro Constelação Familiar – cap. 2 - psicografia de Divaldo Pereira Franco

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