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terça-feira, 13 de janeiro de 2026

História: O Dia da Gratidão de Pedrinho


Pedrinho acordou animado e resolveu dar uma volta no quintal. O céu estava azul, as nuvens brancas se mexiam com o vento, e o sol aquecia seu rosto. Ele se lembrou do abraço da vovó e do café da manhã quentinho. Um calorzinho bom invadiu seu coração, e ele percebeu que começar o dia com gratidão fazia tudo parecer mais bonito.

Enquanto explorava o quintal, Pedrinho começou a observar pequenas bênçãos:

flores balançando com o vento;

canto alegre dos passarinhos;

sombra fresca das árvores;

cheiro da grama molhada;

barulho da água da torneira no jardim.

Ele fechou o nariz por alguns instantes e percebeu como é bom respirar livremente. Depois respirou fundo, sentindo o ar entrar e sair com prazer.

Pedrinho ajudou um amigo a colher frutas e percebeu que gestos de bondade também trazem gratidão ao coração. Ele pensou:

“Tenho tanto pelo que agradecer… e tantas coisas lindas que posso fazer hoje!”

Ao voltar para dentro de casa, encontrou a vovó sorrindo. Ela disse:

“Quando sentimos gratidão, o dia começa dentro de nós, e o coração fica leve.”

Pedrinho percebeu que agradecer faz o coração feliz, e que ao valorizar as pequenas bênçãos, podia tornar cada momento mais especial, para si e para os outros.

Frase de fechamento da história:

“Começar bem o dia é agradecer pelo que temos, mesmo pelas pequenas coisas.”

Evangelizadora Elaine Pita

Escolinha Espiritualista


Esta história integra o Eixo 1 - EU COMIGO, tema Presença, do projeto anual de Evangelização Espírita infantil.

Acesse a aula completa aqui https://escolinhaespirita.blogspot.com/2026/01/evangelizacao-espirita-infantil-eixo-1_13.html


História: O dia começa dentro de mim


Pedrinho acordou com o barulho do despertador tocando bem alto.

Ele abriu os olhos rápido, levantou num pulo e já começou a se vestir correndo.

— Ai, estou atrasado! — pensou.

Enquanto colocava o tênis apressado, acabou derrubando a mochila no chão. Ficou irritado, respirando rápido, sem perceber o que estava fazendo.

A vovó, que estava na cozinha preparando o café, observava tudo com carinho.

Ela se aproximou devagar e disse com voz calma:

— Bom dia, Pedrinho. Venha sentar um pouquinho comigo.

Pedrinho estranhou.

— Agora, vovó? Estou com pressa…

Ela sorriu e respondeu: — Só um minutinho. Prometo.

Ele sentou à mesa, ainda meio inquieto.

A vovó colocou um copo de leite na frente dele e falou baixinho:

— Antes de começar o dia lá fora, a gente precisa começar o dia aqui dentro.

— Aqui dentro onde? — perguntou Pedrinho, curioso.

A vovó tocou levemente no peito dele e disse: — Dentro da gente. No nosso corpo, no nosso coração, no nosso pensamento.

Ela convidou: — Vamos fazer assim: feche os olhos um pouquinho e respire comigo.

Pedrinho respirou fundo.

Depois respirou outra vez.

Seu corpo começou a ficar mais tranquilo.

A vovó continuou: — Quando a gente acorda correndo, o dia corre junto.

Quando a gente acorda com calma, o dia fica mais leve.

Pedrinho abriu os olhos e percebeu que já não estava tão apressado.

Tomou o leite devagar, pegou a mochila com mais cuidado e até ajudou a vovó a guardar a mesa.

Antes de sair, ela disse: — Lembre-se, meu querido: o dia nasce primeiro dentro da gente.

Quando começamos bem por dentro, conseguimos fazer o bem lá fora.

Pedrinho sorriu.

Saiu de casa sentindo que aquele dia estava diferente.

Mais calmo.

Mais atento.

Mais presente.

E Pedrinho entendeu que começar bem não é correr…

é chegar. 


Evangelizadora Elaine Pita

Escolinha Espiritualista


Esta história integra o Eixo 1 - EU COMIGO, tema Presença, do projeto anual de Evangelização Espírita infantil.

Acesse a aula completa aqui: https://escolinhaespirita.blogspot.com/2026/01/evangelizacao-espirita-infantil-eixo-1.html




sábado, 18 de outubro de 2025

História O Bom Samaritano

 História – O Bom Samaritano

Um dia, um homem estava viajando por uma estrada que ia de Jerusalém até Jericó.

Era um caminho longo, cheio de pedras e buracos, e também muito perigoso, porque bandidos costumavam se esconder ali.

De repente, alguns ladrões apareceram!

Eles roubaram o homem, bateram nele e o deixaram machucado, quase sem forças, caído na beira da estrada.

Passado um tempo, veio caminhando por ali um sacerdote.

Os sacerdotes eram homens importantes, que trabalhavam no Templo e faziam orações para o povo.

Quando o sacerdote viu o homem caído, sabe o que fez?

Ele mudou de lado na estrada e foi embora, fingindo que não tinha visto nada.

Depois, veio um levita.

Os levitas eram ajudantes dos sacerdotes no Templo, também pessoas religiosas e respeitadas.

Ele também viu o homem no chão, mas… passou direto e não ajudou.

Então, apareceu um samaritano viajando.

Naquela época, os samaritanos e os judeus não se davam bem, eram como inimigos.

Mas esse samaritano, quando viu o homem machucado, ficou com compaixão.

Ele parou, cuidou das feridas dele com azeite e vinho, colocou-o em seu animal e o levou até uma hospedaria (como uma pensão).

Lá, ele pagou ao dono da hospedaria para que cuidasse do homem até ele melhorar.

Jesus, depois de contar essa história, perguntou:

— “Quem foi o próximo daquele homem que estava caído?”

E todos responderam:

— “Aquele que teve compaixão dele.”

Então Jesus disse:

— “Vá e faça o mesmo.”

Escolinha Espirita 

Fonte: Criado no chatgpt inspirado na Parábola de Jesus O Bom Samaritano.

História O Bom Pastor

 História Reflexiva: O Bom Pastor 

Na época de Jesus, havia homens que tinham uma profissão muito comum: eram os pastores de ovelhas.

Eles passavam o dia inteiro cuidando dos rebanhos. Levavam as ovelhas para lugares com grama boa, buscavam água fresca para elas beberem e, à noite, colocavam todas juntas num cercado para ficarem protegidas.

O trabalho não era fácil. Muitas vezes precisavam enfrentar perigos, como terrenos difíceis, ovelhas que se perdiam pelo caminho e até animais selvagens, como lobos, que tentavam atacar o rebanho.

O pastor tinha que ser corajoso, paciente e, acima de tudo, cuidadoso.

Jesus usou essa imagem para ensinar. Ele contou a história de um **Bom Pastor**:

Esse pastor era diferente dos outros. Ele não via suas ovelhas apenas como animais de trabalho. Ele as conhecia uma por uma, sabia quando estavam com medo, quando estavam feridas ou cansadas. E nunca abandonava nenhuma.

Quando apareciam dificuldades ou perigos, ele ficava firme. Um pastor contratado, que não tivesse amor pelo rebanho, talvez fugisse para salvar a si mesmo. Mas o Bom Pastor não. Ele defendia suas ovelhas, mesmo que tivesse que arriscar a própria vida.

Um dia, um estranho tentou chamar as ovelhas para outro caminho. Mas elas não foram. Reconheciam que aquela voz não era a voz do seu verdadeiro pastor. Elas só seguiam a voz daquele em quem confiavam.

Então, Jesus explicou:

— Eu sou o Bom Pastor. Assim como o pastor cuida das suas ovelhas, eu cuido de cada um de vocês. Eu os conheço, os amo e quero conduzi-los pelo caminho do bem e da vida verdadeira.

 Reflexão: 

A grande pergunta é: Será que reconhecemos a voz de Jesus dentro de nós?

Quando Jesus fala sobre ouvir a sua voz, não significa ouvir com os ouvidos do corpo.

A voz de Jesus é espiritual Ela se manifesta:

No Evangelho, que nos ensina o caminho do amor, da bondade e da verdade.

Na oração e no silêncio, quando sentimos paz no coração e clareza para escolher o que é certo.

Através de pessoas de bem, que nos aconselham com carinho, como pais, avós, tios, evangelizadores e amigos sinceros.

Na consciência, onde encontramos os **princípios de Deus** gravados em nós, que nos mostram o que é certo e o que é errado.

Estamos ouvindo a voz de Jesus:

* Quando escolhemos ajudar ao invés de ignorar… estamos ouvindo a voz do Bom Pastor.

* Quando perdoamos em vez de brigar… estamos ouvindo a voz do Bom Pastor.

* Quando fazemos escolhas com amor… estamos seguindo o caminho que Ele nos mostrou.

Escolinha Espírita

Fonte: Criado do chatgpt inspirado na Parábola de Jesus O Bom Pastor.


A História da Ovelha Perdida

 História Reflexiva - A História da Ovelha Perdida

 

Jesus contou esta história:

Um pastor tinha cem ovelhinhas.

Ser pastor naquela época era uma profissão comum e remunerada. Eles eram pagos para cuidar bem das ovelhas: dar água, alimento, proteger do sol, do frio e de animais perigosos.

Esse pastor era muito cuidadoso. Amava suas ovelhas e as conhecia pelo nome. Todos os dias, ele as levava para pastar e à noite contava uma por uma.

Um dia, ao contar:

1, 2, 3... 97, 98, 99...

Percebeu que uma estava faltando!

Ele não pensou: "Ah, só uma está faltando... Tenho outras 99!"

Para ele, cada uma era importante. 

Mas, antes de sair, o pastor foi responsável: levou as 99 ovelhas para um lugar seguro, onde estariam protegidas.

Então partiu sozinho para buscar a ovelhinha que havia se perdido.

Ele andou muito, subiu montanhas, entrou em matas, chamou por ela com carinho. Mesmo cansado, não desistiu. Até que finalmente a encontrou: assustada, sozinha e com medo.

O pastor se aproximou com calma, agachou-se e disse: 

— Calma. Você está em segurança agora. Vamos voltar para casa.

Pegou a ovelhinha nos braços, colocou-a nos ombros e voltou com alegria.

Ao chegar, disse para os amigos:

— Fiquem felizes comigo! Encontrei minha ovelhinha que estava perdida!


Escolinha Espírita

Fonte: Criado no chatgpt inspirado na Parábola de Jesus A Ovelha Perdida.

História O Filho que Voltou para Casa

 História Reflexiva O Filho que Voltou para Casa

(Adaptação da Parábola do Filho Pródigo – Lucas 15:11-32)

 

Era uma vez um homem muito bondoso que tinha dois filhos. Ele trabalhava bastante e cuidava com carinho da sua casa e da sua família.

Um dia, o filho mais novo chegou perto do pai e disse:

— Pai, eu quero a minha parte da herança agora. Quero sair e viver minha vida do meu jeito!

O pai ficou triste, mas respeitou a vontade do filho. Então, dividiu os bens e deu ao filho mais novo o que ele pediu.

Cheio de dinheiro, o jovem saiu animado, viajou para bem longe e começou a gastar tudo com festas, coisas caras e escolhas que não faziam bem.

Mas, com o tempo, o dinheiro acabou. Os “amigos” desapareceram. Ele ficou sozinho, sem ter onde dormir e com muita fome. Para sobreviver, conseguiu um trabalho cuidando de porcos.

Era um trabalho muito difícil, e ele estava tão faminto que olhou para a comida dos porcos e pensou:

— Até essa comida parece melhor do que nada…

Foi aí que ele parou para pensar:

— Na casa do meu pai, até os trabalhadores têm comida e um lugar pra dormir. Eu errei muito, mas talvez ele me deixe voltar… Mesmo que não me aceite mais como filho, posso pedir pra ser um dos empregados.

Então, com o coração arrependido e humilde, ele decidiu voltar para casa.

 

Quando o pai viu o filho chegando de longe, ficou tão feliz que correu ao encontro dele, abraçou forte e chorou de alegria.

O filho disse:

— Pai, eu errei. Fiz escolhas que me afastaram do que é certo. Sei que não mereço ser tratado como seu filho, mas estou arrependido e quero recomeçar.

Mas o pai nem deixou ele terminar de falar. Chamou os empregados e disse:

— Corram! Tragam roupas limpas, algo especial para ele vestir, e coloquem um anel em seu dedo, para mostrar que ele continua sendo parte da nossa família! Preparem uma grande festa, porque meu filho estava perdido e foi encontrado, estava longe e voltou para casa!

Enquanto isso, o filho mais velho estava no campo. Quando chegou e ouviu a música da festa, perguntou o que estava acontecendo. Um empregado respondeu:

— Seu irmão voltou! E seu pai está muito feliz, por isso fez uma festa.

O irmão mais velho ficou bravo e não quis entrar. O pai saiu e conversou com ele, mas ele reclamou:

— Pai, eu sempre estive aqui com o senhor, obedeci tudo, e nunca teve uma festa pra mim. Mas agora esse seu filho volta, depois de tudo o que fez, e ainda ganha uma festa?

O pai respondeu com carinho:

— Meu filho, você sempre esteve comigo, e tudo o que tenho é seu. Mas hoje precisamos ficar felizes, porque seu irmão aprendeu com os próprios erros, voltou para o caminho do bem e está de volta ao lar.

 Mensagem para o coração das crianças:

 

             Jesus nos ensinou que o amor é mais forte que qualquer erro.

             Todos nós estamos aprendendo, e às vezes fazemos escolhas erradas. Mas sempre podemos reconhecer, pedir desculpas e recomeçar.

             perdão é um gesto de amor que Jesus nos ensinou com seu exemplo.

             Assim como o pai da história, Jesus nos ensina a acolher, perdoar e ficar felizes quando alguém decide mudar para melhor.


Escolinha Espírita

Fonte: Criado no chatgpt inspirado na Parábola de Jesus O Filho Pródigo.


História: A Parábola das Sementes e os Corações

 História Reflexiva  

A Parábola das Sementes e os Corações

 Era uma sexta-feira, logo depois da aula. O sinal do recreio tocou e os alunos correram para o pátio. Quatro amigos — Pedro, Ana, Júlia e Rafael — se sentaram juntos debaixo da árvore onde sempre ficavam 

Eles estudavam na mesma escola e participavam da evangelização espírita toda semana. Lá, aprendiam sobre Jesus, ouviam histórias bonitas e conversavam sobre o amor ao próximo, o perdão, a paciência, a humildade e a fé.

 Enquanto comiam seus lanches, Pedro puxou um assunto:

— Vocês lembram da história que a tia contou na última evangelização? Aquela do semeador? 

Júlia fez uma careta: 

— Aquela das sementes? Achei meio confusa… Era só sobre plantar? 

Pedro sorriu: 

— Não era só sobre plantar. Jesus contava essas histórias, chamadas parábolas, para ensinar lições importantes. A semente representa os ensinamentos de Jesus. E o solo... é o nosso coração. 

Rafael lembrou animado:

 — Ah, é! Jesus disse: um semeador saiu para semear no campo. Ele jogou as sementes para todos os lados.

Algumas sementes caíram na estrada, onde os passarinhos estavam passeando. Os passarinhos comeram as sementes e não sobrou nada.

Outras sementes caíram em lugares com pedras. As sementes brotaram, mas logo morreram, porque não tinham terra suficiente para crescer.

Outras sementes caíram nos espinhos. Os espinhos cresceram e sufocaram as sementes.

Mas algumas sementes caíram em terra boa. A terra era macia e cheia de nutrientes. E sabe o que aconteceu? As sementes brotaram, cresceram e deram muitas flores bonitas!

 

Pedro completou: 

— E a tia explicou que nós somos como esses tipos de solo. Cada pessoa recebe os ensinamentos de um jeito diferente.

Os amigos ficaram pensativos. Era estranho imaginar que os seus corações podiam ser parecidos com os solos da parábola... 

Ana ficou meio quieta e falou baixinho:

— Às vezes, durante a evangelização, eu fico pensando em brincar ou conversar... Quando saio, nem lembro o que foi falado. Talvez eu seja como aquele solo da beira do caminho. As sementes chegam, mas nem entram...

Pedro falou com carinho: 

— A tia disse que os passarinhos que comem as sementes do caminho representam as distrações. Se a gente não presta atenção, a sementinha do ensinamento vai embora rapidinho, sem tempo de crescer.

Ana suspirou: 

— Preciso prestar mais atenção... 

Rafael disse: 

— Eu adoro as histórias de Jesus. Saio animado, querendo fazer o bem. Mas, quando alguém me irrita ou alguma coisa dá errado... eu desisto. Acho que sou o solo com pedrinhas. A semente até cresce um pouquinho, mas logo morre.

 Pedro explicou: 

— Isso acontece quando a gente não deixa os ensinamentos criarem raízes no coração. As sementes que caem nas pedras até brotam, mas como não têm terra suficiente, o sol quente queima e elas morrem. O sol forte representa as dificuldades da vida. Se a gente não tiver paciência e fé, acaba desistindo

de fazer o bem. 

Rafael pensou:

 — Então falta força de vontade em mim... Mas eu posso melhorar, né?

— Claro que pode! — respondeu Pedro, sorrindo.

Júlia também começou a pensar em como se sentia. Às vezes ela guardava mágoas, sentia ciúmes e queria ser melhor do que os outros.

— Eu escuto tudo na evangelização... Mas meu coração ainda tem espinhos. Mágoas, orgulho, ciúmes... — disse ela, um pouco envergonhada.

Pedro respondeu com carinho:

 — A gente pode arrancar esses espinhos aos poucos. Quando a gente perdoa, quando entende o outro, quando escolhe fazer o bem, vai limpando o nosso coração. Jesus ajuda, mas a gente também precisa querer mudar. 

Júlia sorriu de leve:

— Eu quero aprender a tirar esses espinhos... 

Pedro ficou pensativo e disse:

— Eu também erro. Mas tento cuidar do meu coração. Quando escuto algo bonito e verdadeiro, guardo no pensamento e no coração. E, quando erro, peço desculpas e tento de novo. 

Os amigos sorriram. Eles entenderam que não é preciso ser perfeito. O mais importante é querer melhorar. Regar a semente. Tirar as pedras. Cortar os espinhos. Cuidar da terra do coração. 

Então fizeram um combinado entre eles: 

Ana prometeu prestar mais atenção durante a evangelização. 

Rafael decidiu praticar a paciência quando as coisas não saírem como ele quer. 

Júlia começou a escrever num caderninho o que sentia, para entender melhor suas emoções. 

Pedro se comprometeu a ser mais gentil com os colegas da escola.

 O sinal do fim do recreio tocou. Mas, dentro deles, algo novo começava a crescer.

 Pedro se levantou e disse:

 — Jesus continua semeando todos os dias. Nas histórias que ouvimos, nas nossas escolhas, nos gestos de amor.

Ele olhou para os amigos e perguntou:

 — E o nosso solo, como está hoje?

 Os quatro se entreolharam e, com um sorriso, disseram juntos:

 — Vamos cuidar da nossa terra!

E, debaixo da árvore de sempre, decidiram que, a cada dia, iam se esforçar para serem melhores.

Escolinha Espírita

Fonte Criado no  chatgpt inspirado na parábola de Jesus: O Semeador.


quinta-feira, 13 de setembro de 2018

AMIGOS PARA SEMPRE - (tema Perdão)


Carlinha costumava sempre brincar com seu vizinho, Hugo, que era bom, mas muito arteiro.

Um dia, Hugo ficou com raiva de Carlinha porque ela não quis brincar de esconde-esconde com ele, preferindo a companhia de uma amiguinha.

As meninas estavam brincando de casinha, quando o garoto, furioso, chegou, agarrou a boneca de Carlinha e saiu correndo com ela. A garota abandonou a amiga e saiu atrás dele. Quando conseguiu alcança-lo a boneca estava estraçalhada: braços para o lado, pernas para o outro e a linda roupa, rasgada.

Carlinha pegou os restos da boneca de estimação e correu para casa, chorando muito.
- O que aconteceu, minha filha? – perguntou a mãe ao vê-la chegar aos gritos. Carlinha contou o que tinha acontecido, afirmando entre soluços.

- Nunca mais vou brincar com o Hugo. Nuca mais quero vê-lo. Nunca o perdoarei, mamãe.
A mãezinha pegou a filha no colo com imenso carinho, consolando-a.

- Sei que está sofrendo, filhinha, mas isso passa. Ele gosta de você e ficou com ciúmes, por isso reagiu assim. Vocês são tão amigos! Logo estarão juntos de novo.

Mas a pequena afirmava, decidida: 

- Nunca, mamãe. Hugo não é mais meu amigo.

- Carlinha, boneca a gente pode comprar outra, minha filha. Mas uma amizade não tem preço. Algum dia você vai entender isso – ponderou, com calma.

Percebendo, porém, que naquele momento não adiantava dizer mais nada, pois a filha estava muito magoada, a senhora calou-se.

Dois dias depois, Carlinha estava triste e desanimada. Sozinha, não tinha ânimo para brincar, uma vez que perdera seu grande amigo.

Notando sua tristeza, a mãe sugeriu:

-Carlinha, porque não faz as pazes com Hugo? Ele já veio procura-la e você não quis brincar nem falar com ele.

- Não consigo mamãe.

A mãe, que estava preparando o almoço, parou e disse:

- Minha filha, que tal comprar uma bola nova para o Hugo? Ele vai gostar:

-Ah, mamãe! Ele destrói minha boneca preferida e eu ainda tenho que dar um presente a ele?

- Sabe por que, minha filha? Você estará fazendo um bem a ele. Hugo também está triste, se sentindo culpado pelo que lhe fez.

- Está bem. A professora de Evangelização disse outro dia que temos que praticar a caridade.

- Exatamente – concordou a mãe, sorrindo.

Mais tarde saíram e compraram uma linda bola. Depois, Carlinha foi levar o presente para ele, selando a paz entre eles.

Ao voltar, a mãe perguntou:

- Como foi seu encontro com Hugo, Carlinha?

A menina pensou um pouco e respondeu:

- Mais ou menos. Ele gostou da bola e pediu-me desculpas pela boneca quebrada.
- E você não ficou contente?

Carlinha ficou calada, pensativa.

Depois, contou:

- Sabe mamãe. Fizemos as pazes, mas aqui dentro, bem no fundo – e colocou a mão no coração – ainda estou triste e magoada.

A senhora abraçou a filha, explicando:

- É que você ainda não o perdoo, minha querida. Lembra-se que falou que iria fazer um bem a ele, isto é, um gesto de caridade? Pois bem.

Você fez a caridade mais fácil que é a material. Mas tem a caridade maior e mais difícil de ser praticada, que é a caridade moral especialmente, o perdão.

- É verdade. Ainda não o perdoei realmente.

- Para seu bem, procure esquecer o que ele lhe fez. Enquanto não perdoá-lo, você não será feliz, minha filha. 

- Vou tentar mamãe.

Alguns dias depois, Hugo foi procurar Carlinha. Trazia um pacote nas mãos.

- Isto é para você, Carlinha. Sei que não é a mesma coisa, mas gostaria que você aceitasse.

A menina abriu e viu uma linda bonequinha, nova em folha.

- É linda, Hugo! Como conseguiu?

O menino, com olhos brilhantes e o peito estufado de satisfação contou:

-Quando quebrei sua boneca me senti muito mal. Você sabe que somos pobres e mamãe não teria dinheiro para lhe comprar outra boneca. Mas, eu queria reparar meu erro. Pedi ajuda a algumas pessoas amigas, e comecei a trabalhar para ganhar alguns trocados.

Lavei carros, limpei jardins, varri calçadas, entregue encomendas, arrumei cozinha, cuidei de cachorros, e muito mais. Assim, consegui comprar, com meu esforço, essa boneca para você.

Carlinha estava surpresa. Não pensou que ele tivesse ficado tão abalado.

- Você não diz nada, Carlinha. Aceite o presente, com meu pedido de desculpas. Estou muito arrependido. Por favor!

Olhou o garoto que, à sua frente, suplicava com lágrimas nos olhos, a menina aproximou-se dele e deu-lhe um grande abraço.

-Claro que eu o perdoo, Hugo. Somo amigos e a amizade não tem preço.

Naquele instante, Carlinha sentiu que de dentro do seu peito uma nuvem escura se desprendia, enquanto uma pequena luz começava a brilhar.

E completou com um sorriso:

- Agora somos amigos para sempre! 

Tia Célia

Extraído do Jornal o imortal set 2018



quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

O FRUTO DOURADO




Num país bem distante, em meio a terras estranhas, vivia um rapazinho muito pobre.
Ajudava sua mãe nos afazeres domésticos e ainda saia de casa procurando pequenas tarefas que pudessem realizar.
Todos na aldeia e estimavam e não lhe faltava serviço. Carregava água para abastecer as residências, varria calçadas e quintais, lavava e tratava cavalos, fazia entrega para os comerciantes e levava pequenos recados. Com isso, ganhava sempre algumas moedas que entregava à sua mãezinha, que o agradecia com um beijo.
A vida deles era muito difícil e essas moedas ajudavam para que não lhes faltasse o necessário.
Rami ficou órfão muito cedo e sua mão tinha lutado com bastante dificuldade para cria-lo. Agora, que já estava com dez anos, era com imenso carinho e satisfação que ajudava a mãe, grato por tudo o que ela fizera por ele.
Certa vez, Rami voltava para casa depois de um dia de muito trabalho. Vinha cansado e faminto, quando avistou entre os galhos de uma árvore um brilho diferente.
Aproximou-se curioso, e, estendendo a mão, apanhou algo dourado e brilhante.
Com surpresa, viu que ele era um fruto como os outros daquela árvore, só que todo dourado.
Como é que aquela árvore pudera, entre suas produções, gerar um fruto de ouro? – pensou ele.
Deveria valer muito! Era grande e pesado.

Com cuidado, Rami colocou o fruto precioso dentro da bolsa que levava a tiracolo e apressou o passo. 
Tinha medo de que alguém o roubasse. Olhou para os lados a ver se ninguém o vira. Estava só. Ainda bem!
Chegando a casa narrou o acontecido à mãezinha, dizendo-lhe:
- Creio que o Senhor ouviu minhas preces, mamãe. Nada nos faltará daqui por diante. Teremos o necessário para viver com conforto e tranquilidade. Estamos ricos!
E sua mãe respondeu, satisfeita:
- Espero que tenha razão, meu filho. Podemos agora ajudar aquela mulher que mora perto do rio e que é muito mais pobrezinha, nada tendo para alimentar os filhinhos.
- Nada disso, mamãe! Ela que vá trabalhar como eu – retrucou.
A mãe fitou-o sem nada dizer, entristecida, e baixou a cabeça.
No dia seguinte, Rami não foi trabalhar. Disse que precisava ficar em casa para proteger seu tesouro.
A mão falou-lhe da necessidade de comprar alimentos. Estavam quase sem ter o que comer. Era preciso levar o tesouro à aldeia e vende-lo a algum rico senhor.
- Impossível mamãe. Como transportar o fruto dourado? – disse ele.
Rami temia leva-lo ao povoado, aguçar a cobiça de algum malfeitor e ser assaltado. Por outro lado, não poderia sair e deixa-lo em casa, pois alguém poderia entrar e roubá-lo.
- Mas ninguém sabe da sua existência, meu filho! – dizia a mãezinha carinhosa.
- Nunca se sabe! Alguém pode ter-me visto apanhando o fruto dourado e ter me seguido até em casa. Assim, teria uma boa oportunidade para furtá-lo – respondia ele, convicto.
Ao cabo de uma semana, Rami estava irreconhecível. Pálido, magro, olhos inquietos e mãos nervosas. Não se alimentava mais, não trabalhava e nem saia de perto do seu tesouro.
Em poucos dias caiu doente numa cama, sem forças para nada.
Sua mãe, preocupada com a saúde do filho, vendo-o definhar cada vez mais, orava a Deus pedindo proteção. Nessa tarde, Rami, que se entediava na cama sem ter o que fazer, apanhou distraidamente um pequeno espelho de metal polido que a mãe esquecera ao seu lado, e mirou-se nele.
Quem era aquela criatura que ela via? Os olhos vermelhos e inquietos, as faces macilentas, as profundas olheiras arroxeadas, o rosto de uma magreza extrema... Não! Não podia ser ele! Estava horrível!
Era “nisso”, então, que ele tinha se transformado?
Nesse instante, apavorado com a terrível mudança que se operara nele, tomou uma decisão.
Levantou-se, com muito esforço, apanhou o fruto dourado e saiu de casa sem que sua mãe notasse, jogando-o dentro do rio que corria ali perto.
Rami, agora longe do seu tesouro, liberto da ambição e do medo, sentia-se outra pessoa. Voltara a ser o que era antes.
Entrando em casa, ele contou à mãe o que tinha acabado de fazer, e disse:
- A senhora tinha razão, mãe. Agora percebo como me transformei por causa do ouro . Graças a Deus sinto-me livre, como se tivesse tirado um peso enorme dos ombros.
- Nossa felicidade, meu filho, está na paz de uma consciência tranquila e no dever cumprido – considerou a mãezinha, satisfeita com a decisão que ele tomara.
-Nunca mais quero ser rico, mamãe. O Senhor quis me experimentar e não consegui passar na prova. Mas, ainda bem que acordei a tempo. Amanha mesmo vou trabalhar e voltar à vida tão boa de antigamente.
Tia Célia
Jormal o Imortal – Fev, 2009
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