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quarta-feira, 23 de agosto de 2017

7 formas positivas de ajudar as crianças a lidar com o desapontamento






por Miguel Lucas psicólogo

Como pai ou educador, o mais natural é fazer todos os esforços para evitar que a sua criança sofra ou passe por experiências de dor física ou emocional. Uma das experiências mais difíceis para uma criança é o desapontamento. As crianças são por natureza muito entusiasmadas, envolvendo-se em muitas atividades e sempre à procura de conquistas. Quando as suas esperanças e desejos não são cumpridos, elas podem experimentar sentimentos de decepção. Se esses sentimentos forem personalizados por parte da criança, ela pode julgar-se inferior relativamente às outras crianças, conduzindo-a a comportamentos prejudiciais para o seu desenvolvimento saudável. Se é pai ou educador, quero muito dizer-lhe que é possível transformar o desapontamento como um trampolim para o crescimento e desenvolvimento das crianças.
Em seguida apresento sete estratégias chave para ajudar as crianças a trabalhar na sua força emocional através dos sentimentos de decepção:

1. Reconheça os sentimentos da criança
Talvez a criança não tenha sido escolhida para o papel principal na peça escolar ou não tenha alcançado o grau académico que ela queria. Talvez ele ou ela não tenha sido convidado para uma festa de aniversário ou o seu desapontamento foi sobre algo muito sério. A primeira e mais importante resposta dos pais ou educadores é ouvir e reconhecer.
Por exemplo:
“Sim, estás desapontado.
Está certo sentir isso, e não tem problema nenhum em expressares esse sentimento. 
Sim, o desapontamento dói. É uma perda.
Queres falar comigo acerca disso? Fala o que quiseres.”

2. Valide a criança como pessoa

A decepção é uma crise emocional para as crianças. Quando elas lutam com um revés ou com uma derrota, as crianças olham para os pais para validação. Após uma experiência de decepção por parte da criança, o comportamento que os pais ou educadores têm com ela e a forma como falam acerca disso tem uma influência preponderante para a construção de uma opinião acerca do que significa o desapontamento. 
Discurso da criança:
Ainda estou bem?
Os meus sentimentos são aceitáveis ​​para você?
Há algo de errado comigo?
Isto está a acontecer comigo porque eu sou diferente para pior?  
Discurso dos pais ou educadores:
O desapontamento é doloroso, mas não tem nada de que te possas envergonhar.
Não faz com que sejas uma pessoa inferior.
Não conseguires algo que gostarias de ter ou alcançar não faz de ti um perdedor.
É muito importante deixar isso claro, tanto em palavras como em ações, porque os julgamentos negativos são comuns de acontecerem, quase de forma automática. A realidade da sociedade em que vivemos é que há classificações constantes, como por exemplo na escola, no desporto e até mesmo entre os pares.
A mensagem que importa deitar por terra é que a criança tem de ser um “vencedor”, um “número um” para ser aceite ou ter valor. Na grande maioria das vezes e para a maioria das áreas de vida isso é completamente impossível ou desajustado. Comentários desagradáveis ​​na escola ou entre os ciclos de amigos podem reforçar a sensação de ser um “perdedor”.
Fique atento às manifestações verbais e comportamentais da criança que indiquem desvalorização pessoal.

3. Ensine pelo exemplo

As crianças aprendem muito mais através da observação do que pelo que você lhes diz. Mostre à criança como você lida com o seu desapontamento. Deixe-a saber como você se sente e o que faz perante o desapontamento. Então a criança irá sentir-se encorajada a fazer de forma idêntica. 

4. Desejar versus ter

Fale com a criança. Discuta como tolerar os desapontamentos a curto prazo e como transferir as suas esperanças para o futuro. Tente descobrir juntamente com a criança quão realista é esse desejo ou objetivo. Esta é uma oportunidade de aprendizagem particularmente boa se a decepção é sobre não obter um objeto desejado, uma viagem à Disneyland, ou qualquer outra coisa.
Por exemplo: 
Nem todos os desapontamentos são para sempre.
Não foi possível fazer essa viagem agora, mas para o ano que vem certamente irá acontecer.
Escrutinar as nossas esperanças e sonhos, por um lado, e o que a vida pode oferecer a qualquer momento, por outro lado, é uma habilidade de vida muito valiosa. Por isso importa orientar e ajudar a criança a aprender a realidade que a vida nos impõe.

5. habilidades auto-calmantes para crianças

Mesmo os bebés praticam habilidades auto-calmantes, como balançar, chupar na chupeta e abraçar os pais. Observe a criança e note que habilidades auto-calmantes têm funcionado para ela. Sugira à criança que tente  aplicar essas habilidades quando se encontra desapontada. Recorrer a um conjunto de estratégias ou técnicas de regulação do estado emocional que sejam familiares para as crianças é uma forma eficaz e saudável de lidar com a decepção.  

6. Soluções (mas sem desaprovação)

Alguns desapontamentos só podem ser ultrapassados trabalhando na sua aceitação ao logo do tempo, mas existem outros que podem ser reavaliados e os seus efeitos transformados. Experimente falar tranquilamente com a criança e perceber quais as razões que a levam a colocar uma carga emocional tão elevada em alguns acontecimentos. Depois, conjuntamente com ela, perceba o que pode ser feito para minimizar os danos causados e de que forma mais construtiva poderá lidar com acontecimentos semelhantes no futuro.
Esteja ciente de que é realmente importante não transmitir culpa à criança por não ter conseguido encontrar uma forma de lidar com o seu desapontamento. Oriente a criança no caminho para uma solução que ela seja capaz de implementar na próxima vez. 

7. Amor incondicional

Quando a criança está desapontada, particularmente quando a decepção está conectada às suas realizações, você tem uma chance maravilhosa de mostrar-lhe que a ama exatamente como ela é. Se tiver algo a dizer-lhe ou a ensinar-lhe como mencionei nos pontos anteriores, refira-se sempre em relação ao comportamento ou atitude que ela teve ou tem perante o desapontamento e não propriamente a ela como pessoa. 
Exemplo:
“Eu gosto muito de ti, e percebo que possas estar desapontado. Acredito que da próxima vez não seja necessário teres uma atitude tão furiosa e de afastamento.”
Abraço,
Miguel Lucas
Licenciado em Psicologia, exerce em clínica privada. É também preparador mental de atletas e equipas desportivas, treinador de atletismo e formador na área do rendimento desportivo.

sábado, 26 de março de 2016

Os Contos na Formação Ética e Moral de Crianças da Educação Infantil

 
Os contos são capazes de responder perguntas tão instigantes que atormentam o interior das crianças e as atraem, espontaneamente, por relatarem conflitos semelhantes aos que estão presentes em seu interior. Ao demonstrarem o real de maneira indireta e simbólica, permitem a sua assimilação de forma menos traumática, auxiliando na compreensão do mundo sem comprometer o seu desenvolvimento emocional, com uma linguagem pertencente ao universo infantil.

Sendo assim, os contos favorecem a passagem do nível simbólico para o real de modo gradativo, sem transtorno ao emocional da criança, pois é internalizado por ela de forma diferente em cada faixa etária, de acordo com seu nível de conhecimento e maturação. Por esse motivo, através dos contos, é possível demonstrar com mais clareza às crianças a diferença entre o que é considerado certo e o que é considerado errado em nossa sociedade, pois apesar de alguns contos terem sido criados há séculos, eles tratam de assuntos que lidam diretamente com características e sentimentos que estão presentes no homem, como: o medo, a perda, a morte, a vida, o bem, o mal, o certo, o errado, o esperto, o tolo, o fraco, o forte, assuntos, sentimentos e características que estão e sempre estarão presentes no ser humano e, sendo assim, em todas as sociedades.

Por meio da utilização dos contos, em sala de aula, os educadores podem alcançar objetivos e obter atitudes esperadas em nível moral e ético, mesmo de crianças tão pequenas, pois eles podem ser utilizados como auxílio para resolver conflitos, que surgem na sala de aula, como a violência, a mentira, a agressividade, a indisciplina, a repulsa pelas regras, atitudes tão presentes em crianças da educação infantil que se encontram na fase egocêntrica.

Percebe-se que, por meio do contato com os contos, as crianças conseguem compreender as questões sociais relacionadas à ética e à moral, bem como assuntos complexos, que podem ser abordados pelo professor por meio dos mesmos, de maneira fácil e lúdica.

Através dos contos, a criança pequena é capaz de perceber o mal e o bem, assimilando, assim, o que é socialmente aceito e o que é socialmente desprezado, pois ela se encontra na fase de incorporação das regras sociais. Dessa forma, ao trabalhar com os contos de forma didática, o professor não apresenta apenas a literatura infantil como algo prazeroso, que de fato é, mas a apresenta como uma forma de aprendizagem, podendo levá-la até mesmo a ser utilizada como forma de ensino aprendizagem, servindo para alfabetização e para despertar, no aluno, o prazer pela leitura e escrita.

A utilização dos contos na educação infantil vem possibilitar, assim, uma educação voltada para a valorização do raciocínio, para a análise, a reflexão, o respeito às diversas interpretações e ideias, para o estímulo ao ato de ler, a exaltação aos valores morais e éticos.

Por mais que o objetivo da literatura infantil seja o de permitir o imaginário, proporcionando prazer ao leitor ou ouvinte, ela pode e deve ser utilizada pelos pais e educadores para instruir e educar, pois uma aprendizagem divertida e prazerosa obtém, sempre, mais resultados por ser significativa, principalmente, quando se refere à aprendizagem de crianças.

Destaca-se, portanto, nesse artigo, as contribuições dos contos à formação da criança, tanto ética e moral, quanto intelectual e social, por meio da valorização do universo infantil e da ludicidade, destacando ainda a sua função didática e sua abordagem psicológica. E para efetivação deste trabalho, realizou-se pesquisas bibliográficas sobre a psicologia infantil, a ética e a moral, a literatura infantil, fazendo possível a correlação desses assuntos a partir dos contos populares.

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Fonte: https://psicologado.com/atuacao/psicologia-escolar/os-contos-na-formacao-etica-e-moral-de-criancas-da-educacao-infantil © Psicologado.com

domingo, 5 de julho de 2015

É PELA “EDUCAÇÃO”, MAIS DO QUE PELA “INSTRUÇÃO”

Educação

Algumas propostas sócio pedagógicas atuais são elogiáveis para instruir e formar o homem, entretanto “é pela educação, mais do que pela instrução, que se transformará a humanidade”. [1] Para o notável Allan Kardec, “há um elemento que não se ponderou bastante, e sem o qual a ciência econômica não passa de teoria: a educação. Não a educação intelectual, mas a moral, e nem ainda a educação moral pelos livros, mas a que consiste na arte de formar o caráter, aquela que cria os hábitos adquiridos”. [2]
O que identificamos de forma generalizada é o absoluto distanciamento dos pais contemporâneos ao nível de educação dos filhos nesse sentido. De regra, transferem suas responsabilidades para as escolas ou para o Estado, enquanto eles, os pais,  é que tinham que ensinar aos filhos se isso ou aquilo é acertado para eles. Sobretudo “os pais espiritistas devem compreender essa característica de suas obrigações sagradas, entendendo que o lar não se fez para a contemplação egoística da espécie, mas sim para santuário onde, por vezes, se exige a renúncia e o sacrifício de uma existência inteira.”[3]
Para Viviane Senna, coordenadora do Instituto Ayrton Senna (IAS), que vem organizando programas de reforço escolar , capacitação de professores, “numa escola  não dá para continuar com um sistema retrógrado  em que o professor é o detentor do conhecimento e o aluno um arquivo em que esse conteúdo deve ser “depositado”. Segundo Viviane, o aluno não pode apenas decorar conceitos, precisa desenvolver um pensamento crítico e um raciocínio lógico aguçado, desenvolver sua capacidade de inovar, ser criativo e flexível e de resolver problemas.[4]
A fase infantil, em sua primeira etapa, é a mais importante para a educação, e não podemos relaxar na orientação dos filhos, nas grandes revelações da vida. Sob nenhuma hipótese, essa primeira etapa reencarnatória deve ser enfrentada com insensibilidade. Até aproximadamente os sete anos de idade é o período infantil mais acessível às impressões que recebe dos pais, razão pela qual não podemos esquecer nosso dever de orientar os filhos quanto aos conteúdos morais. [5]
Numa análise espírita da questão cremos que  a escola (pública ou particular – espírita ou não) deve formar um homem novo e precisa ser uma escola inteiramente inovadora, rompendo com o modelo do século XIX do sistema vigente, pois a educação tradicional, conforme aferimos, já não atende às necessidades da atual geração. A escola deve incentivar a participação, a interação, o diálogo, o debate livre, o estudo em grupo e abolir todas as formas de repressão.
A rede de escolas charter KIPP (Knowlegde is Power Program), nos Estados Unidos, tem como meta levar seus alunos (quase 90% oriundos de famílias pobres) até a universidade. A proposta consubstancia-se em diversas atividades visando despertar entusiasmo, perseverança, autocontrole, gratidão, otimismo, inteligência social e curiosidade em seus alunos. Uma de suas unidades, localizada no Harlem, em Nova York, extrapolou e criou uma inusitada aula de “CARÁTER”. Nesse sentido a escola investiu no ensino de habilidades como comunicação, resiliência e determinação. A proposta é para fazer conexões com a ciência e explicar como o cérebro funciona, através de técnicas de meditação, concentração e yoga. [6]
Os pais são responsáveis pelo desenvolvimento dos valores dos filhos e não devem apostar somente na escola para exercer essa tarefa. Um pai legítimo é aquele que cultiva em casa a cidadania familiar. Ou seja, ninguém em casa pode fazer aquilo que não se pode fazer na sociedade. É preciso impor a obrigação de que o filho faça isso, assim, cria-se a noção de que ele tem que participar da vida comunitária. Não há dúvida, que ante as balizas do bom senso e moderação os pais precisam educar estabelecendo limites. Porém essa exigência é muito mais acompanhar os limites, daquilo que o filho é capaz de fazer. 
Uma legítima educação é aquela em que os poderes espirituais regem a vida social. Antigamente, a pureza das crianças era uma realidade mensurável. Sua perspectiva não ultrapassava os simples livros didáticos, um único humilde caderno e brinquedos baratos. Para repreendê-las e educá-las, às vezes, bastava um olhar firme dos pais. Porém, aquele imaginário infantil, de quietude e sonho ingênuo, desmoronou sob o impacto da era do sensualismo, da violência, do materialismo.
Estejamos atentos à verdade de que educar não se resume apenas a providências de abrigo e alimentação do corpo perecível. A educação, por definição, constitui-se na base da formação de uma sociedade saudável. A tarefa que nos cumpre realizar é a da educação das crianças pelo exemplo de total dignificação moral sob as bênçãos de Deus. Nesse sentido, os postulados Espíritas são antídotos contra todos os venenosos ardis humanos, posto que aqueles que os conhecem têm consciência de que não poderão se eximir das suas responsabilidades sociais, sabendo que o futuro é uma decorrência do presente. Destarte, é urgente identificarmos no coração infantil o esboço da futura geração saudável.
Referências bibliográficas:
[1]            Kardec ,Allan.  Obras Póstumas, Rio de Janeiro: Ed. FEB 1980, página 384.
[2]            ______ Allan. O Livro dos Espíritos, Rio de Janeiro: Ed FEB 2000, questão 685-A:
[3]            XAVIER, Francisco Cândido. O Consolador. Pelo Espírito Emmanuel. 17. ed. Rio de Janeiro: FEB, 1995, Perg. 113
[4]            Disponível  em http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2015/06/150525_viviane_senna_ru   acesso 19/06/2015
[5]            XAVIER, Francisco Cândido. O Consolador. Pelo Espírito Emmanuel. 17. ed. Rio de Janeiro: FEB, 1995, perg. 113
[6]            Disponível em http://www.mundosustentavel.com.br/2014/06/escola-nos-eua-inclui-aula-de-carater-no-curriculo/ acesso em 14/08/2014
http://aluznamente.com.br/e-pela-educacao-mais-do-que-pela-instrucao/

sábado, 2 de maio de 2015

10 coisas que não devemos dizer as crianças

Pediatra lista 10 coisas que não devemos dizer para as crianças. Vale a pena ler, já que isso pode influenciar (e muito!) na personalidade delas.

1 – Não rotule seu filho de pestinha, chato, lerdo ou outro adjetivo agressivo, mesmo que de brincadeira. Isso fará com que ele se torne realmente isso.

2 – Não diga apenas sim. Os nãos e porquês fazem parte da relação de amizade que os pais querem construir com os filhos.

3 – Não pergunte à criança se ela quer fazer uma atividade obrigatória ou ir a um evento indispensável. Diga apenas que agora é a hora de fazer.

4 – Não mande a criança parar de chorar. Se for o caso, pergunte o motivo do choro ou apenas peça que mantenha a calma, ensinando assim a lidar com suas emoções.

5 – Não diga que a injeção não vai doer, porque você sabe que vai doer. A menos que seja gotinha, diga que será rápido ou apenas uma picadinha, mas não engane.

6 – Não diga palavrões. Seu filho vai repetir as palavras de baixo calão que ouvir.

7 – Não ria do erro da criança. Fazer piada com mau comportamento ou erros na troca de letras pode inibir o desenvolvimento saudável.

8 – Não diga mentiras. Todos os comportamentos dos pais são aprendidos pelos filhos e servem de espelho.

9 – Não diga que foi apenas um pesadelo e mande voltar para a cama. As crianças têm dificuldade de separar o mundo real do imaginário. Quando acontecer um sonho ruim, acalme seu filho e leve-o para a cama, fazendo companhia até dormir.

10 – Nunca diga que vai embora se não for obedecido. Ameaças e chantagens nunca são saudáveis.


(Fonte: http://www.mulher.com.br/mae/o-que-nao-se-deve-falar-para-as-criancas)

Extraido http://www.passatempoespirita.com.br/products/a10-coisas-que-n%c3%a3o-devemos-dizer-para-as-crian%c3%a7as/

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