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quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Qual o valor da Família?

"O fator essencial para reconhecer o valor da família está na capacidade de sentir o bem e retribuí-lo.
Quando crianças, ao sermos contrariados, fazíamos "birra".
Alguém, insistiu conosco, não uma, mas mil vezes, para aprendermos"

Valorizar a família, à primeira vista, parece se fácil. Recuperemos as primeiras lembranças de que temos: quase sempre, vamos pensar nas brincadeiras infantis, ambiente afetuoso, do carinho da mãe, da atenção do pai, das brincadeiras entre irmãos. E se lembramos de broncas e castigos, concluímos com nosso raciocínio de adulto que muitas advertências nos ensinaram limites e nos fizeram compreender o que é dever, carência, respeito, prudência.

São conceitos abstratos, mas necessários para "uma criança virar gente". como se dizia antigamente.

Mais difícil é quando não temos boas lembranças. Se faltou um dos pais ou ambos, seja presencialmente, seja no cumprimento de seu papel. Ainda assim, com mais esforço, vamos situar em outras pessoas a condição de educadores e apoiadores necessários ao nosso desenvolvimento. Avós, tios, primos ou irmãos mais velhos, consanguíneos ou não, podem ser referências importantes para nossas vidas.

Quem cresceu com total ausência destas referências teve muito mais dificuldades e sua vida, precisando encontrar em seu próprio íntimo as forças para construir a si mesmo como ser humano adulto e em condições de compreender e cumprir sua missão na vida. Mas, às vezes, quem teve tudo, só vem a dar o devido valor quando sofre as perdas que a vida impõe.

Não há dúvida que os conceitos que o Espiritismo trouxe sobre a vida ajudam a melhorar o nível do aproveitamento de nossa existência, pois aprendemos que estamos vivos para evoluir e que isso significa desenvolver a alma, em seus potenciais mentais e emocionais. O fator "reencarnação" auxilia a compreender melhor as situações de exceção, porém não se pode dizer que é indispensável para valorizar a família. Sem dúvida, ajuda, e muito. Porém são bilhões de almas encarnadas em jornada evolutiva na situação de encarnados que não receberam tal informação e que nascem, crescem, desenvolvem-se e, portanto, evoluem.

O fator essencial para reconhecer o valor da família está na capacidade de sentir o bem e retribuí-lo. Quando crianças, ao sermos contrariados, fazíamos "birra", chorando, batendo o pé no chão, chutando coisas. Alguém, pai, mãe ou couto com esta função, insistiu conosco, não uma, mas "mil vezes", para aprendermos. Talvez o tenhamos deixado quase louco, testando sua paciência, mas dentro de nós, aprendemos a identificar quando uma atitude tem como finalidade o nosso bem. Isso é aprendizado, modificação, evolução enfim.

A frase já é conhecida: amor é o que o  amor faz. O que a família - ou diversas pessoas na vida que cumpriram esse papel -  nos fez e continua nos fazendo é a verdadeira medida do amor para cada um de nós. E isso se desdobra ao longo do tempo, quando chega nossa vez de criar uma família. Pode ser que nos unamos a outra pessoa, para formar um lar, que venham os filhos e os desafio de educa-los. Pode ser que venhamos a assumir a extraordinária missão de adotá-los. Que tenhamos que criar filhos sem um companheiro/companheira.
 Ou ainda que venhamos a ser pais substitutos de filhos de outras famílias que se aproximaram de nós pela mais diversas razões.

As possibilidades são infinitas, mais tais situações da vida aparecem para nosso aprendizado e crescimento. Nem sempre vamos acertar, ao contrário, costumamos errar muito pensando que estamos certos. Porém, a direção mais segura continua sendo a regra áurea: amar ao próximo como a si mesmo. Pode ser que, em nossa mente, essa frase tão sábia seja ouvida como chavão, porque a ouvimos muitas vezes, Mas atenção: lembremos de nós mesmos, de quem somos, de que já vivemos para valorizar nossas atitudes como parte da família de alguém na vida.

Texto de Eduardo Miyashiro - Diretor-geral da Aliança
Extraido O TREVO - Aliança Espírita Evangélica numero 462

terça-feira, 3 de maio de 2016

Oração à Mulher

Missionária da vida, ampara o homem para que o homem te ampare.

Não te conspurques no prazer, nem te mergulhes no vício.

A felicidade na Terra depende de ti, como o fruto depende, da árvore.

Mãe, sê o anjo do Lar.

Esposa, auxilia sempre.

Companheira, acende o lume da esperança.

Irmã, sacrifica-te e ajuda.

Mestra orienta o caminho.

Enfermeira, compadece-te.

Fonte sublime, se as feras do mal te poluíram as águas, imita a corrente cristalina que no serviço infatigável a todos expulsa do próprio seio a lama que lhe atiram.

Por mais que te aflija a dificuldade, não te confies à tristeza ou ao desânimo.

Lembra os órfãos, os doentes, os velhos e os desvalidos da estrada, que esperam por teus braços e sorri com serenidade para a luta.

Deixa que o trabalho tanjas as cordas celestes do teu sentimento para que não false a música da harmonia aos pedregosos trilhos da existência terrestre.

Teu coração é uma estrela encarcerada.

Não lhes apagues a luz para que o amor resplandeça sobre as trevas.

Eleva-te, elevando-nos.

Não te esqueças de que trazes nas mãos a chave da vida, porque a chave da vida é a gloria de Deus.

Meimei

Extraído do livro MÃE - Espíritos diversos - Francisco Cândido Xavier.

domingo, 31 de janeiro de 2016

ORAÇÃO

Mais que atitude de adoração a Deus, orar é indispensável ato de introspecção.

Portanto, quanto menos formalidade adotar no momento da prece, mais sincero você estará sendo consigo mesmo.

Converse com Deus e abra o seu coração.

Não tenha receio de se expor a Ele como você é.

É sempre através da prece que a criatura dispõe de seu instante de maior intimidade com o Criador.

Ore por você e ore pelos outros.

Peça que Deus lhe conceda um pouco mais de humildade e, sobretudo, de luz ao entendimento.

Feliz daquele que, no conhecimento de sua própria ignorância, finca os alicerces de seu real saber.

O hábito de orar com transparência possibilita que você estabeleça vínculos de sintonia com os Bons Espíritos, arejando a sua vida mental.

Infelizmente, muitos são os que se camuflam na prece. Então, não seja você mais um deles!

livro - A fé Transporta Montanhas - Carlos A. Baccelli - Maria Máximo

domingo, 3 de janeiro de 2016

COLABORAÇÃO


Ninguém realiza algo sem o apoio de alguém.

Pensa nisso, a fim de que saibas angariar o concurso preciso na execução da tarefa a que te consagras.

Colaboração é reciprocidade.

A arvore protege a fonte e a fonte lhe alimenta as raízes.

 O solo acolhe a semente e a semente produz valores que o prestigiam.

Auxilia aos teus companheiros no cotidiano para que te possam auxiliar.

Criatura alguma concretiza esse ou aquele ideal sem aquelas outras que se lhes façam recursos de expressão.

E entendendo que todos nos, os espíritos interligados no aperfeiçoamento na terra, somos ainda seres em crescimento, não exijas cooperadores perfeitos para as realizações que demandas.

Sempre encontraras companheiros no mundo que te apresentem falhas no mecanismo da ação.

Esse possui raciocínio rápido, mas não mostra apuro de sentimento. Aquele revela coração generoso, entretanto, ainda não percebe a necessidade de estudo. Outro comunica otimismo e entusiasmo, contudo parece tardar no culto a disciplina. Outro ainda é um modelo de honestidade, no entanto, não compreende, por agora, o impositivo da cortesia para a rentabilidade do serviço em andamento.

Ante a nossa própria condição de obreiros incompletos, aproveita as qualidades de cada qual e usa a paciência diante das imperfeições de cada um, observando que todos nos achamos em processo de evolução, à frente do futuro.

Recorda que a pedra é capaz de ferir, mas, se colocada em lugar certo da construção, é agente de solidez no edifício que se levanta. A força elétrica é suscetível de gerar incêndios destruidores, no entanto, se devidamente controlada, é manancial de energia e de luz.

Ampara a todos os irmãos que te cruzem o caminho, mas ampara especialmente aos que te amparam.

Nem Deus quis estar a sós na sustentação do Universo, pois chamou as suas próprias criaturas a participarem com Ele das Obras da Criação. E o próprio Jesus, na formação do cristianismo que se agiganta com os séculos, precisou de doze companheiros e entre os doze estavam três que mais profundamente lhe refletiam o coração. 

MEIMEI 

livro Deus Aguarda - F.C.X.

sábado, 13 de junho de 2015

Fatos da Infância


Pai, o elefante era pequeno. Então, ele cresceu e saiu voaaando.
Mas filha, como elefante voa? Ele não tem asas! – indaga a lógica paterna.
Ah, pai, é só uma estória. (Ana, cinco anos)

A infância surge como um período de preparação para o modo adulto de conhecer e pensar, segundo um ideário que aspira à autonomia com significação – uma resposta natural ao apelo humano para evoluir.
Embora sejam fatos cada vez mais cotidianos, sobretudo no Ocidente, as agendas cheias de compromissos da criança das classes média e alta, a precocidade dos comportamentos sexuais, os atos de violência praticados por crianças, levando à abreviação (ou mesmo fim) da infância, é possível, felizmente, identificar a criança, o seu devir, nos dias atuais: ela se mantém viva nas meninazinhas que brincam nos balanços dos parques urbanos; está atuante sob a irritação dos bebês superprotegidos pela parafernália eletrônica; resiste alegre no usufruto de um barco construído com caixa de papelão por dois meninos em uma casa de uma cidade qualquer; na invencionice de uma estorinha contada por uma menina de tranças à professora, ambas sentadas em um vasto gramado de um jardim de infância.
Mais do que nunca, especialmente no primeiro setênio, a criança precisa ter liberdade de movimento, de brincadeiras livres, desfrutar dia a dia de um ambiente amplo e lúdico, cujas ferramentas pedagógicas estimulam a (sua) criatividade. E tudo isso como um saudável início de um processo que desempenhará um papel determinante mais à frente na prontidão para escrever e ter uma linguagem de gestos e da escrita bem fortalecida, além de um pensar vivo...
Como o início da vida humana é marcado por impulso e reflexo que se movimentam sem coordenação, é vital oferecer nos primeiros anos um caminho pedagógico movido por um intuito de alimentar o físico, o emocional, o intelectual e o social da criança, respeitando os ritmos de seu desenvolvimento.
Todavia, para a saúde futura do indivíduo, o processo educacional não deve antecipar desafios cognitivos desnecessários ou propor uma aprendizagem estimulada por condutas antissociais, ciente o educador (e os responsáveis pela criança) de que a própria Natureza age para que possamos aprender e, desse modo, é seguro observar a natureza de cada criança para errar menos no (seu) processo de educar.

As crianças são nosso futuro. Mas o que estamos a oferecer às crianças?

Nesta época de vazio e desespero, de escassa coragem, é preciso assegurar à infância uma vivência ativa das percepções, elemento importante para as futuras escolhas e decisões e, por isso, dentro de casa e na escola, os dois universos de referência nos primeiros anos de vida, pais e professores, precisam perceber que a competitividade, o sucesso e a fama não servem como referenciais educativos para o prelúdio da existência.




 http://www.oconsolador.com.br/ano9/418/eugenia_pickina.html

quarta-feira, 20 de maio de 2015

A força do Espiritismo - Rita Folker



Quando Allan Kardec formulou as bases da Doutrina Espírita, ele recebia comunicações mediúnicas de cerca de mil centros espíritas espalhados por diversos lugares do mundo. Além de dialogar, ele mesmo, com os Espíritos, ele estudou o assunto por sua própria conta, comparou todas essas comunicações, pesquisou fenômenos e, só depois, veio a publicar "O Livro dos Espíritos", a primeira das Obras Básicas do Espiritismo.
Um homem sozinho pode ser enganado. Pode enganar a si mesmo e a um pequeno número de pessoas.
Se a Doutrina Espírita tivesse sido concebida por um só homem, seria preciso acreditar neste homem para acreditar na Doutrina, e ela estaria limitada por seu nível de esclarecimento e cheia dos seus preconceitos. Seria uma Doutrina com falhas.
Se os Espíritos tivessem transmitido a Doutrina Espírita a um só homem, ele poderia ser enganado, por mais sinceros que fossem os seus propósitos, pois a razão de uma só pessoa pode errar em seus julgamentos.
Mas o Espiritismo começou a ser revelado através de fatos que movimentaram diversos pontos do mundo ao mesmo tempo, na segunda metade do século passado. Os ensinamentos dos Espíritos foram disseminados através de comunicações mediúnicas dadas em lugares muito distante entre si e, apesar disto, e apesar das diferenças de linguagem, os princípios coincidiam precisamente. Não seria possível que a mesma idéia fosse lançada em grupos tão diferentes e que não tinham contato entre si, se elas não tivessem a mesma origem, se não tivessem uma finalidade maior.
Segundo Allan Kardec, esta universalidade no ensinamento dos Espíritos é que torna o Espiritismo forte, indestrutível, garantindo, ao mesmo tempo, a autoridade do que ele nos ensina.
O Espiritismo é um trabalho conjunto de homens e Espíritos.
E pode-se, afinal, fazer desaparecer um homem, mas não se pode calar milhões de pessoas. Os fenômenos mediúnicos acontecem por toda parte, e mesmo que todos os livros espíritas fossem queimados, e os centros espíritas, fechados, o Espiritismo poderia começar novamente, pois a sua origem não está sobre a Terra. Onde houvesse um Espírito e um médium - e os há em todo lugar - poderia a Doutrina Espírita começar a ser revelada novamente.
Sempre haverá gente que veja com seus próprios olhos e que tire suas próprias conclusões, partindo da lógica irrefutável dos princípios do Espiritismo.

Livro: Um pouco por dia

Rita Foelker
 Espiritismo, Amor e Luz, Bússola da Alma
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