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domingo, 10 de março de 2019

O CRISTÃO NO LAR - Vida Conjulgal


"Assim também vós, cada um em particular, ame a sua própria mulher, com a si mesmo, e a mulher reverencie o seu marido". Paulo (Efésios, 5:33)

Acentuam-se nos nossos dias os desajustes conjugais atribuídos principalmente à incompatibilidade dos temperamentos, aos desencantos da vida íntima ou às aflições domésticas. Refletem todos a intolerância e a irresponsabilidade tão comuns na criatura humana.

As desarmonias e os desencontros surgem do convívio, onde, sob os impulsos espontâneos dos nossos sentimentos íntimos, mostramo-nos como realmente ainda somos. Ocorrem as decepções, resultantes da nossa própria imaturidade, e se não estivermos mais sólidos, alicerçados nos ideais cristãos, colocamos realmente em perigo a estabilidade do lar.

O cristão não pode ignorar os laços profundos dos compromissos escolhidos na Espiritualidade, que se renovam na experiencia terrena, para a instituição dos divinos fundamentos da amizade real. Abandonar a tarefa no lar é contrair pesadas dívidas que nos serão cobradas com os acrescidos juros que a nossa irresponsabilidade terá que saldar em existências próximas.

Suportemos o quanto pudermos a esposa exigente e incompreensiva, o marido árido e indiferente, os filhos irreverentes e agressivos e testemunhemos no seio familiar os ensinamentos do Cristo que já começam a nos tocar as fibras mais sutis do coração.

Extraído do livro Iniciação Espírita - Ed. Aliança - Cap O CRISTÃO NO LAR

domingo, 14 de outubro de 2018

A MISSÃO DOS PAIS

(…) os Espíritos dos pais têm por  missão desenvolver os de seus
filhos pela educação. Constitui-lhes isso uma tarefa.1

Se as várias áreas de estudo do comportamento e desenvolvimento humano denotam, de há muito, o papel fundamental desempenhado pelos pais na educação e, consequentemente, na vida dos filhos, a Doutrina dos Espíritos reforça e amplia o entendimento dessa responsabilidade, trazendo à tona o reconhecimento de que a infância é, para o Espírito, especial período para o seu desenvolvimento onde ele2 é mais acessível às impressões que recebe, capazes de lhe auxiliarem o adiantamento, para o que devem contribuir os incumbidos de educá-lo, denotando também a responsabilidade dos pais nesse processo.

Outra afirmativa da Espiritualidade superior corrobora, ainda, a grande tarefa da paternidade, ante a resposta à pergunta formulada por Allan Kardec3:

Nenhuma influência exercem os Espíritos dos pais sobre o filho depois do nascimento deste?

Ao contrário: bem grande influência exercem. Conforme já dissemos, os Espíritos têm que contribuir para o progresso uns dos outros. Pois bem, os Espíritos dos pais têm por missão desenvolver os de seus filhos pela educação. Constitui-lhes isso uma tarefa. Tornar-se-ão culpados, se vierem a falir no seu desempenho.

Cientes assim da responsabilidade da mãe e do pai para com seus filhos, observamos, ao longo do tempo, mudanças no seu desempenho, a mulher ampliando o seu papel social, assumindo, além das tarefas do lar e da maternidade, também um importante papel na sociedade, tornando-se extremamente ativa e participativa no mercado de trabalho. Por outro lado, o homem cada vez mais auxiliando e compartilhando das tarefas domésticas, em especial, a educação dos filhos.

Passa o homem a perceber-se não somente como provedor dos recursos materiais para a subsistência familiar, como autoridade dentro do lar, papéis hoje divididos com a figura da mulher, mas também como responsável pelo cuidado e educação dos filhos. Vemos, dessa forma, pais interessados em informar-se sobre métodos de educação, buscando cursos, vídeos, livros, recursos diversos que os auxiliem no melhor desempenho do seu papel enquanto educadores de seus filhos.

Contudo, em particular, encontramos pais cada vez mais sensibilizados para a consciência de que o seu exemplo de conduta será o recurso chave para a formação moral do Espírito que lhes está confiado por Deus, com vistas à sua condução pelas sendas do bem, consoante a afirmativa de Kardec de que a educação moral4 consiste na arte de formar caracteres, a que incute hábitos, porquanto a educação é o conjunto dos hábitos adquiridos.

Sendo assim, observamos pais preocupados quanto aos seus atos, aos seus costumes, suas atitudes em sociedade, seus hábitos, que são objeto de observação e de referência na formação dos filhos que lhes compartilham o cotidiano dentro e fora do lar.

Constatamos aí a sabedoria e bondade divinas, ensejando a oportunidade de que reforme os seus próprios caracteres o homem adulto, que assume esse papel na condição de pai. Oportunidade de romper com as barreiras do egoísmo; de olhar mais para o próximo que lhe chega na condição de filho e lhe proporcione a própria mudança de hábitos, visando o bem e o desenvolvimento deste último.  Por isso, abre mão, muitas vezes, de seus prazeres e de sua vontade, em função do pequeno ser que lhe requer cuidados, atenção, dedicação e, principalmente, exemplos de retidão, honradez e condutas adequadas para a sua formação moral. Tudo isso com vistas ao desenvolvimento e progresso desse Espírito que lhe foi confiado por empréstimo pela misericórdia divina. É o amor ao próximo ensejando o próprio bem da criatura.

Cada vez mais conscientes, tanto pais quanto mães, de que5 a melhor escola ainda é o lar, onde a criatura deve receber as bases do sentimento e do caráter, encontrarão certamente desafios para o adequado desempenho de suas tarefas, que requerem a sua própria transformação íntima.

Terão, por certo, o amparo constante da Espiritualidade amiga a lhes inspirar os bons propósitos, como também a Doutrina Espírita no papel do Consolador enviado por Jesus a nortear os seus caminhos.

Referências:
1 KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. 33. ed. Rio de Janeiro: FEB, 1974. pt. II, cap. IV, item 208.
2______. Op. cit. pt. II, cap. VII, item 383.
3______. Op. cit. pt. II, cap. IV, item 208.
4______. Op. cit. pt. III, cap. III, item 685ª.
5 XAVIER, Francisco Cândido. O Consolador. Pelo Espírito Emmanuel. 14. ed. pt. I, cap. V, q. 110.

Fonte http://www.mundoespirita.com.br/?materia=a-missao-dos-pais

quarta-feira, 12 de julho de 2017

A formação do ser ainda em fase infantil - Os primeiros educadores são os pais. A primeira escola é o lar.



No mundo pós-moderno em que estamos vivendo, o automatismo, o escapismo, o imediatismo e o consumismo devoram cada vez mais o que há de belo no interior da grande maioria de jovens, crianças e muitos adultos. Deixa-se escapar pelos “dedos” a simplicidade de uma vida que sempre pode ser prazerosa e eficaz para todos nós.

Deveríamos parar por uns momentos na “Lufa-Lufa”[1] e amparar, com carinho, os pensamentos do nosso íntimo, os desejos benéficos de nossa mente que anseia por liberdade e paz. Quanto tempo mais demoraremos nesta luta ineficaz e sem compromisso com a verdade que está dentro de cada um? Já paramos para pensar o que estamos fazendo com os espíritos recém-chegados ao planeta pelo processo reencarnatório, ávidos por um aprendizado que os ajude a se transformarem em criaturas melhores, modificando suas inclinações?

Ainda existem no planeta aqueles que se debatem na fome, na pobreza, na extrema miséria e no esquecimento de todos os governos das grandes potências. Em contradição existem aqueles que reencarnam em lares onde as condições financeiras são estáveis, mas que são trocados por eventos sociais, tablets, computadores modernos, games e outras coisas, e são presenteados pelos mesmos “brinquedos”, sem limites para o uso desde a mais tenra idade. São colocados (sem poder opinar) na companhia das secretárias eletrônicas ou de secretárias humanas, ao contrário daquilo que realmente gostariam.

Os apelos midiáticos do sistema capitalista, que prioriza lucros e mais lucros, são extensos e apelativos, em uma grande demanda cotidiana onde quer que estejamos. O que estamos fazendo como pais e espíritas?

A tarefa de educar é diária e intransferível; não se pode terceirizá-la. Os primeiros educadores são os pais. A primeira escola é o lar. A percepção da lei de causa e efeito poderá ter seus resultados nesta existência. Os males sociais e políticos que vivenciamos são, muitas vezes, oriundos do descaso de pais que trocaram seus filhos pelo consumismo, pelo descaso, pela impotência diante da vaidade humana, e pelo imediatismo do ego. O mundo regenerado será construído mediante as transformações éticas e morais de nós mesmos, os terráqueos, que construímos a história deste planeta, de século a século. O compromisso de aparar arestas, de exemplificar, de nortear, de semear a vida dos espíritos reencarnantes é tarefa a ser cumprida pelos pais, no hoje e no agora. O mundo melhor que tanto esperamos acontecer será fruto do trabalho das sociedades contemporâneas.

 Muitos dizem que educar não é tarefa fácil, mas a maioria se esquece de que para tal tarefa basta a simplicidade no viver. A descomplicação nas conversações e na maneira de agir é um ótimo começo.

Podemos dar um exemplo em mil; imagine uma pipa feita pelo pai para o filho, o velho e bom velocípede para a filha, o passeio no campo ou na praça saboreando o gostoso bolo de cenoura feito pela mãe, com o suco de laranja espremido em casa. São situações suficientes para o fortalecimento dos laços de família e a construção de valores como: união, alegria, aceitação, paz, entre outros. As pequenas atitudes podem traduzir, ao longo da jornada terrena da família, as lições de Jesus, que exemplificou a simplicidade e fraternidade.

Pais. Prestem atenção aos seus filhos, importem-se com eles. O fruto do trabalho nunca será em vão.

Que possamos ajudar nossos “pequenos” a construir, dentro deles, os alicerces positivos do hoje e do amanhã. Que eles possam ser a “terra boa” (Parábola do Semeador) para a semente fértil que germinará em futuro breve. Que possamos resgatar o jeito simples de viver, realçando a cada passo o que de bom reside em cada um daqueles que, no momento, são nossos filhos.

1. ROHDEN, Huberto. A Grande Libertação. p. 23. 2011.
Segundo Rohden é a caça incessante à matéria morta e à matéria física realizada por aqueles que se acomodam no estado de ignorância, em detrimento da busca do sentido da vida do espírito na Terra.

Luciene Guisone
guisonelu@gmail.com
01/07/2017 

Fonte https://www.oclarim.org/oclarim/materias/5339/jornal/2017/Julho/a-formacao-do-ser-ainda-em-fase-infantil.html

domingo, 23 de abril de 2017

Maternidade

A Natureza deu à mãe o amor a seus filhos no interesse da conservação deles. No animal, porém, esse amor se limita às necessidades materiais [...]. No homem, persiste pela vida inteira e comporta um devotamento e uma abnegação que são virtudes. Sobrevive mesmo à morte e acompanha o filho até no além-túmulo.(O Livro dos Espíritos,questão 890.)
 
 A Doutrina Espírita nos ensina que assim como temos as famílias constituídas
pelos laços materiais, temos, também, as constituídas pelos laços espirituais. Estes
laços espirituais são mais sólidos e duráveis do que os primeiros, visto que não estão
sujeitos às instabilidades da matéria. Destaca, todavia, que a família espiritual se
forma e se consolida com a prática da Lei de Amor no convívio da família corporal.
 
A Lei de Amor, que a tudo preside, deve, pois, estar presente em todos os atos,
sentimentos e pensamentos do ser humano. Deve presidir o ato que permite ao
Espírito retornar às experiências materiais pela reencarnação, especialmente o rela-
cionamento com a mãe que com ele convive, na intimidade, durante a gestação, na
formação inicial do seu corpo.
 
Pesquisas sobre o comportamento do ser humano vêm demonstrando que a
causa predominante de desequilíbro se situa na fase de gestação e nascimento do
ser. A rejeição que muitos sentem, desde a simples dúvida dos pais quanto ao seu
nascimento até a rejeição ostensiva e odiosa, leva esses seres a uma grave instabili-
dade comportamental, quer na área da integração social, quer na da própria acei-
tação pessoal. Em sentido oposto, os aceitos no lar, com real e manifesto amor dos
pais, demonstram melhores condições morais e psicológicas para vencerem os na-
turais desafios da existência.
Observa-se, desse modo, a importância da paternidade e da maternidade ligadas
à prática da Lei de Amor. Quando os pais e mães aceitam o filho, desde a concepção,
com sincero sentimento de amor, amparando-o em suas necessidade de aprendiza-
do e evolução, constroem as bases de um mundo de paz, uma vez que a primeira
lição por ele vivida será a da fraternidade, do amor ao próximo, que lhe servirá de
modelo para toda a existência. Neste sentido, ensina-nos Allan Kardec (O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XXII, item 3):
 
“Quis Deus que os seres se unissem não só pelos laços da carne, mas também pelos da alma, a fim de que a afeição mútua dos esposos se lhes transmitisse aos filhos e que fossem dois, e não um somente, a amá-los, a cuidar deles e a fazê-los progredir.”
 
Edital da revista  reformador maio 2006 - 12/5/2006



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