imprimir

Mostrando postagens com marcador filhos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador filhos. Mostrar todas as postagens

sábado, 9 de outubro de 2021

Porque os Adultos se Esquecem que Já Foram Crianças

 O PERIGO DO EXEMPLO  

O comportamento dos adultos, não só em relação às crianças mas também ao redor das crianças, tem sobre elas um poder maior do que geralmente pensamos.



O EXEMPLO É UMA DIDÁTICA VIVA. 
POR ISSO MESMO É PERIGOSO.


Costumamos dizer que as crianças aprendem com facilidade as coisas más e dificilmente as boas. E é verdade. Mas a culpa é nossa e não das crianças. Nossos exemplos exercem maior influência sobre elas do que as nossas palavras. Nosso ensino oral é quase sempre falso, insincero. Ensinamos o que não fazemos e queremos que as crianças sigam as nossas palavras. Mas elas não podem fazer isso porque aprendem muito mais pela observação, pelo contágio social do que pelo nosso palavrório vazio.

Renouvier dizia que aprender é fazer e fazer é aprender.
Nós mesmos, os adultos, só aprendemos realmente alguma coisa quando a fazemos. Na criança o aprendizado está em função do seu instinto de imitação. A menina imita a mãe (e a professora), o menino imita o pai (e o professor). 

De nada vale a mãe e o pai, a professora e o professor ensinarem bom comportamento se não derem o exemplo do que ensinam. 

As palavras entram por um ouvido e saem pelo outro, mas o exemplo fica, o exemplo cala na alma infantil.
Tagore, o poeta-pedagogo da Índia, comparava a criança a uma árvore. Dizia que a criança se alimenta do solo social pelas raízes da espécie, mas também extrai da atmosfera social a clorofila do exemplo. 


O psiquismo infantil é como uma fronde aberta no lar e na escola, haurindo avidamente as influências do ambiente. Responsabilidade espiritual Dois exemplos nos mostram, no passado e no presente, a responsabilidade

J Herculano Pires

Livro Pedagogia Espírita

domingo, 10 de março de 2019

O CRISTÃO NO LAR - O Lar e o Trabalho Doutrinário


Muitos de nós, atendendo aos impulsos idealistas do trabalho doutrinário nos diversos campos de serviço ao próximo, envolvidos no entusiasmo que os nossos corações, à semelhança do viajor que, perdido no deserto árido da ociosidade, encontra no oásis o líquido balsamizante para saciar a sede, à sombra da proteção e do aconchego dos Amigos Espirituais, somos assim inclinados a dedicar a maior parte de nosso tempo disponível, ao trabalho desinteressado que tanto nos edifica.

Absorvemo-nos, às vezes, nas nossas ocupações idealistas, afastando-nos momentaneamente dos compromissos primeiros com aqueles mais próximos, no convívio familiar, alegando para nós mesmos, as justificativas de ordem superior, pautadas no exemplo dos pioneiros da Cristandade.

Todo trabalho idealista, realizado com o coração desinteressado, é antes de tudo a sustentação sutil para o trabalho mais profundo de transformação interior, na nossa realidade presente, à qual estamos condicionados pela lei de causa e efeito. A evolução é sempre lenta e progressiva, realizada com muito trabalho e paciência. E se atendemos aos nossos melhores impulsos de servir ao Divino Mestre, a serenidade e o equilíbrio nos evidenciam que esse mesmo serviço inicia-se com aqueles que a própria Providencia Divina nos uniu sob um mesmo teto.

Quando buscamos acariciar aqueles pequeninos necessitados na nossa atividade social, observemos primeiramente se aqueles que em casa deixamos chorando, já foram supridos com  as nossos atenções orientadoras cristãs.

Quando nos deslocamos, para levar a nossa palavra às assembleias reunidas para receber os chamados evangélicos, meditemos se já transmitimos aos poucos que nos circundam no lar, o carinho e os ensinamentos do Sublime Peregrino.

Quando nos empenhamos em oferecer as nossas energias nos trabalhos de assistências espirituais, revitalizando pelos passes os que carecem do equilíbrio físico e espiritual, analisemos se já distribuímos a confiança e o ânimo aos abrigados no mesmo ninho que, nas depressões, abrem as portas às enfermidades.

Para alçar os voos mais altos, é necessário que construamos, com o nosso trabalho, as asas elevadoras, igualmente fortificadas na dedicação ao próximo, de dentro e de fora de nosso meio doméstico. Pois,na ordem de nossas obrigações, ambos não podem se esquecidos.

Extraído do livro Iniciação Espírita - Ed. Aliança - Cap O CRISTÃO NO LAR

O CRISTÃO NO LAR - Divórcio e Lar

"Não separeis o que Deus juntou". Jesus
Tema muito discutido em nossos dias e conduzido ao sabor dos interesses e inclinações pessoais de cada um. Vejamos, no entanto, a colocação que nos cabe situar dentro da conduta compatível com os ensinamentos do Divino Pastor.

É a lei do amor que realmente une as criaturas em quaisquer relações. E o amor, no matrimônio se reveste não exclusivamente da atração física que tanto fala aos sentidos. Duas criaturas que se unem no casamento, são assim principalmente chamadas ao amparo mútuo, afetivo e material.

Dois corações que se entreguem um ao outro, desde que se fundem nas mesmas promessas e realizações recíprocas, passam a responder, de maneira profunda, aos imperativos de causa, e efeito, dos quais não podem efetivamente escapar.

Individualmente, já não nos pertencemos completamente, e a necessária reflexão interior certamente nos despertará para a renúncia, do que nos cabe, de interesses particulares, despertando a capacidade pessoal de doar-se, desprender-se, de sacrificar-se mesmo, em benefício da harmonia e do equilíbrio emocional no convívio caseiro.

O cristão, já consciente, não pode fugir aos compromissos assumidos nos Planos Espirituais, dentro da tarefa que o lar, em primazia, nos convida a desempenhar.

Diz-nos Emmanuel: "Indubitavelmente o divórcio é compreensível e humano, sempre que o casal se encontre à beira da loucura ou da delinquência.

No entanto, nos completa ele: "... é razoável se peça aos cônjuges o máximo esforço para que não venham a interromper os compromissos a que se confiaram no tempo."

Extraído do livro Iniciação Espírita - Ed. Aliança - Cap O CRISTÃO NO LAR

O CRISTÃO NO LAR - Vida Conjulgal


"Assim também vós, cada um em particular, ame a sua própria mulher, com a si mesmo, e a mulher reverencie o seu marido". Paulo (Efésios, 5:33)

Acentuam-se nos nossos dias os desajustes conjugais atribuídos principalmente à incompatibilidade dos temperamentos, aos desencantos da vida íntima ou às aflições domésticas. Refletem todos a intolerância e a irresponsabilidade tão comuns na criatura humana.

As desarmonias e os desencontros surgem do convívio, onde, sob os impulsos espontâneos dos nossos sentimentos íntimos, mostramo-nos como realmente ainda somos. Ocorrem as decepções, resultantes da nossa própria imaturidade, e se não estivermos mais sólidos, alicerçados nos ideais cristãos, colocamos realmente em perigo a estabilidade do lar.

O cristão não pode ignorar os laços profundos dos compromissos escolhidos na Espiritualidade, que se renovam na experiencia terrena, para a instituição dos divinos fundamentos da amizade real. Abandonar a tarefa no lar é contrair pesadas dívidas que nos serão cobradas com os acrescidos juros que a nossa irresponsabilidade terá que saldar em existências próximas.

Suportemos o quanto pudermos a esposa exigente e incompreensiva, o marido árido e indiferente, os filhos irreverentes e agressivos e testemunhemos no seio familiar os ensinamentos do Cristo que já começam a nos tocar as fibras mais sutis do coração.

Extraído do livro Iniciação Espírita - Ed. Aliança - Cap O CRISTÃO NO LAR

O CRISTÃO NO LAR

Na intimidade do templo doméstico desenvolvem-se as provas e as oportunidades de reencontro entre espíritos em reajustes. No convívio do lar, manifestamos mais nitidamente aqueles sentimentos de intolerância, de impaciência, de revolta, precisamente na intensidade em que os mesmos ainda permanecem no nosso íntimo,  em processo de transformação.

Extraído do livro Iniciação Espírita - Ed. Aliança - Cap O CRISTÃO NO LAR

O CRISTÃO NO LAR - Filhos


"Vós, filhos, sedes obedientes a vossos pais, no Senhor, porque isto é justo." Paulo (Efésios, 6:1)

Os Espíritos ainda na idade adolescentes, quando nas suas necessidades de reafirmações, muitas vezes desdenham as experiências daqueles que os embalaram, ao darem os primeiros passos nos caminhos das iniciativas próprias, retomam, muitas vezes tardiamente, os rumos na atual existência, quando o sofrimento ou a madureza dos anos lhes restarem a compreensão.

Os filhos, hoje tão libertos e impulsivos, são grandemente atraídos para os prazeres da idade no incontido desejo de viver a felicidade que sempre é procurada fora de nós mesmos, iludidos desobedecem aos apelos dos pais, contrariando-os pelos caprichos venenosos que, na maior das vezes, os leva à imprudência e à insensatez.

É indispensável prestar obediência aos progenitores, dentro do espírito de Cristão, porque semelhante atitude é justa. E o jovem, amadurecido no amor e no respeito, compreende o zelo e as advertências dos mais experientes, já vividos em situações semelhantes, com acumulados resultados à disposição deles, que apenas se iniciam na caminhada.

Ouvir e ponderar, num diálogo de companheiros, sem barreiras ou distâncias, sem prevenções nem imposições, é o clima desejável em todas as situações.

Extraído do livro Iniciação Espírita - Ed. Aliança - Cap O CRISTÃO NO LAR

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Filhos que aprontam e pais que se desculpam




Artigo da Revista O Consolador
...
Para ser mais preciso, algo muito estranho, para dizer o mínimo, está em curso na relação entre pais e filhos na atualidade. Ou seja, os pais estão agora se desculpando por exercer o seu papel na educação da sua prole. Explico melhor: há fortes indícios de que muitos pais se sentem desconfortáveis em chamar a atenção dos seus filhos quando estes se excedem ou cometem uma falta grave. Em situações mais extremas, há pais que se desculpam por não poder acompanhar os seus filhos em certos eventos ou lhes atender certos desejos e caprichos.
É evitado a todo o custo – como já presenciei inúmeras vezes - o uso da palavra “não” na interação diária entre eles, até mesmo em situações que concretamente a exigem. É notório que os padrões educacionais – refiro-me essencialmente aqui à orientação que parte do lar – sofreram acentuadas mudanças nas últimas décadas. Por conseguinte, o modelo austero do passado cedeu a um enfoque e/ou tratamento contemporizador e, às vezes, até mesmo excessivo. Por isso, é pertinente recuperar as elucidações exaradas pela doutrina espírita, considerando a delicadeza do assunto. 
Desse modo, será que estabelecer certos limites e/ou pronunciar a palavra não, quando esta for necessária, podem ser iniciativas indesejadas nas relações entre pais e filhos? A lógica nos sugere o contrário. Afinal de contas, a educação do lar tende a moldar importantes traços comportamentais e de personalidade dos filhos. É nessa fonte sagrada que normalmente bebemos durante uma parte relevante da nossa formação, e que provavelmente determinará muito do que haveremos de ser no futuro. Se bem aproveitada, certamente nos lembraremos por toda a vida de certas lições recebidas, conselhos formulados, explicações fornecidas e exemplos dados pelos nossos pais.
Corroborando essa percepção, O Espírito Emmanuel, na obra Pensamento e Vida (psicografia de Francisco Cândido Xavier), recorda que “Nasce a criança, trazendo consigo o patrimônio moral que lhe marca a individualidade antes do renascimento no plano físico; no entanto, receberá os reflexos dos pais e dos mestres que lhe imprimirão à nova chapa cerebral as imagens que, em muitas ocasiões, lhe influenciarão a existência inteira”.  
Emmanuel pondera igualmente que:
“Tratá-los à conta de enfeites do coração será induzi-los a funestos enganos, porquanto, em se tornando ineficientes para a luta redentora, quando se lhes desenvolve o veículo orgânico facilmente se ajustam ao reflexo dominante das inteligências aclimatadas na sombra ou na rebeldia, gravitando para a influência do pretérito que mais deveríamos evitar e temer.
É assim que toda criança, entregue à nossa guarda, é um vaso vivo a arrecadar-nos as imagens da experiência diária, competindo-nos, pois, o dever de traçar-lhe noções de justiça e trabalho, fraternidade e ordem, habituando-a, desde cedo, à disciplina e ao exercício do bem, com a força de nossas demonstrações, sem, contudo, furtar-lhe o clima de otimismo e esperança. Acolhendo-a, com amor, cabe-nos recordar que o coração da infância é urna preciosa a incorporar-nos os reflexos, troféu que nos retratará no grande futuro, no qual passaremos todos igualmente a viver, na função de herdeiros das nossas próprias obras”.
Por sua vez, Allan Kardec, em O Livro dos Espíritos (questão 208), sintetiza: “... os Espíritos dos pais têm por missão desenvolver os de seus filhos pela educação. Constitui-lhes isso uma tarefa. Tornar-se-ão culpados, se vierem a falir no seu desempenho” (ênfase minha). Dedicar-se a essa tarefa com denodo, portanto, constitui uma obrigação inalienável quando se assume a paternidade.
Desculpar-se por querer lhes fornecer as lições mais valiosas ou por negar-lhes certos caprichos perigosos não condiz com tal missão. Querer compensar a ausência física – muito comum nos dias presentes por várias razões que não cabem discorrer aqui - por meio da complacência descabida com os defeitos, manias e comportamentos inapropriados dos filhos não ajuda os que abraçam a paternidade, assim como os seus filhos, além de criar situações penosas e perfeitamente dispensáveis para todos os envolvidos.
 por Anselmo Ferreira Vasconcelos
http://www.oconsolador.com.br/ano11/530/ca1.html

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

OS PAIS SÃO RESPONSÁVEIS PELO DESENVOLVIMENTO DOS VALORES DOS FILHOS


Atualmente paira sobre as famílias modernas uma grave ameaça em torno da cultura do prazer. O instituto familiar necessita de grande choque de modelo e, sobretudo, de muito apoio religioso para alcançar seu equilíbrio moral. Infelizmente, muitos pais querem que os filhos tenham prazer sem responsabilidade. Sobre isso, o psiquiatra Içami Tiba afirma: “as drogas são maneiras fáceis de conseguir “prazer”. O jovem não precisa fazer nada, apenas ingeri-la. Os filhos estão sendo educados para que usem drogas.”(1) Os pais têm oferecido tudo aos filhos sem exigir responsabilidade em troca, sem exigir que eles mantenham uma disciplina moral.\

Os pais são responsáveis pelo desenvolvimento dos valores dos filhos e não devem apostar na escola para exercer essa tarefa. Para Içami, “as crianças viraram batatas quentes: os pais as jogam na mão dos professores, os professores devolvem aos pais.”.(2) O psiquiatra reafirma que “um pai de verdade é aquele que aplica em casa a cidadania familiar. Ou seja, ninguém em casa pode fazer aquilo que não se pode fazer na sociedade. É preciso impor a obrigação de que o filho faça isso, destarte, cria-se a noção de que ele tem que participar da vida comunitária.”.(3)

Os pais precisam fazer com que os filhos entendam que eles têm que cumprir sua parte para usufruir as benesses do amor. Os pais precisam exigir mais. “O exigir é muito mais acompanhar os limites, daquilo que o filho é capaz de fazer.”. Para Içami Tiba, se “Você quer educar? Seja educado. E ser educado não é falar “licença” e “obrigado”. Ser educado é ser ético, progressivo, competente e feliz.”.(4)
Os espíritas sabem que a fase infantil, em sua primeira etapa, é a mais importante para a educação, e não podemos relaxar na orientação dos filhos, nas grandes revelações da vida. Sob nenhuma hipótese, essa primeira etapa reencarnatória deve ser enfrentada com insensibilidade. De 0 até 7 anos, aproximadamente, é a fase infantil mais acessível às impressões que recebe dos pais, razão pela qual não podemos esquecer nosso dever de orientar os filhos quanto aos conteúdos morais. “O pretexto de que a criança deve desenvolver-se com a máxima noção de liberdade pode dar ensejo a graves perigos. Já se disse, no mundo, que o menino livre é a semente do celerado.”.(5)

Se não observarmos essas regras, permitimos acender para o faltoso de ontem a mesma chama dos excessos de todos os matizes, que acarretam o extermínio e o delito. “Os pais espiritistas devem compreender essa característica de suas obrigações sagradas, entendendo que o lar não se fez para a contemplação egoística da espécie, mas sim para santuário onde, por vezes, se exige a renúncia e o sacrifício de uma existência inteira.”.(6)
Principalmente a mãe, que segundo Emmanuel, “deve ser o expoente divino de toda a compreensão espiritual e de todos os sacrifícios pela paz da família. A mãe terrestre deve compreender, antes de tudo, que seus filhos, primeiramente, são filhos de Deus. Desde a infância, deve prepará-los para o trabalho e para a luta que os esperam. Desde os primeiros anos, deve ensinar a criança a fugir do abismo da liberdade, controlando-lhe as atitudes e concentrando-lhe as posições mentais, pois essa é a ocasião mais propícia à edificação das bases de uma vida. Ensinará a tolerância mais pura, mas não desdenhará a energia quando seja necessária no processo da educação, reconhecida a heterogeneidade das tendências e a diversidade dos temperamentos.”.(7)

A mãe “não deve dar razão a qualquer queixa dos filhos, sem exame desapaixonado e meticuloso das questões, levantando-lhes os sentimentos para Deus, sem permitir que estacionem na futilidade ou nos prejuízos morais das situações transitórias do mundo. Na hipótese de fracassarem todas as suas dedicações e renúncias, compete às mães incompreendidas entregar o fruto de seus labores a Deus, prescindindo de qualquer julgamento do mundo, pois que o Pai de Misericórdia saberá apreciar os seus sacrifícios e abençoará as suas penas, no instituto sagrado da vida familiar.”.(8)

Os filhos rebeldes são filhos de nossas próprias obras, em vidas anteriores, cuja Bondade de Deus, agora, concede a possibilidade de se unir a nós pelos laços da consanguinidade, dando-nos a estupenda chance de resgate, reparação e os serviços árduos da educação. Dessa forma, diante dos filhos insurgentes e indisciplináveis, impenetráveis a todos os processos educativos, “os pais depois de movimentar todos os processos de amor e de energia no trabalho de orientação deles, é justo que esperem a manifestação da Providência Divina para o esclarecimento dos filhos incorrigíveis, compreendendo que essa manifestação deve chegar através de dores e de provas acerbas, de modo a semear-lhes, com êxito, o campo da compreensão e do sentimento.”.(9)

Os pais, após esgotar todos os recursos a bem dos filhos e depois da prática sincera de todos os processos amorosos e enérgicos pela sua formação espiritual, sem êxito algum, “devem entregá-los a Deus, de modo que sejam naturalmente trabalhados pelos processos tristes e violentos da educação do mundo. A dor tem possibilidades desconhecidas para penetrar os espíritos, onde a linfa do amor não conseguiu brotar, não obstante o serviço inestimável do afeto paternal, humano. Eis a razão pela qual, em certas circunstâncias da vida, faz-se mister que os pais estejam revestidos de suprema resignação, reconhecendo no sofrimento que persegue os filhos a manifestação de uma bondade superior, cujo buril oculto, constituído por sofrimentos, remodela e aperfeiçoa com vistas ao futuro espiritual.”.(10)
Jorge Hessen

www.jorgehessen.net
Referências bibliográficas:

(1)           Entrevista com Içami Tiba, psiquiatra , autor de livros como “Adolescentes: quem ama educa!” e “Disciplina: Limite na Medida Certa” disponível em http://delas.ig.com.br/filhos/educacao/nos+educamos+os+filhos+para+que+eles+usem+drogas/n1597078796088.html
(2)           idem
(3)           idem
(4)           idem
(5)           XAVIER, Francisco Cândido. O Consolador. Pelo Espírito Emmanuel. 17. ed. Rio de Janeiro: FEB, 1995,Perg. 113
(6)           idem
(7)           _______, Francisco Cândido. O Consolador. Pelo Espírito Emmanuel. 17. ed. Rio de Janeiro: FEB, 1995,Perg. 189
(8)           idem
(9)           _______, Francisco Cândido. O Consolador. Pelo Espírito Emmanuel. 17. ed. Rio de Janeiro: FEB, 1995,Perg. 190
(10)         _______,XAVIER, Francisco Cândido. O Consolador. Pelo Espírito Emmanuel. 17. ed. Rio de Janeiro: FEB, 1995,Perg. 191
http://aluznamente.com.br/os-pais-sao-responsaveis-pelo-desenvolvimento-dos-valores-dos-filhos/ 

domingo, 23 de abril de 2017

Maternidade

A Natureza deu à mãe o amor a seus filhos no interesse da conservação deles. No animal, porém, esse amor se limita às necessidades materiais [...]. No homem, persiste pela vida inteira e comporta um devotamento e uma abnegação que são virtudes. Sobrevive mesmo à morte e acompanha o filho até no além-túmulo.(O Livro dos Espíritos,questão 890.)
 
 A Doutrina Espírita nos ensina que assim como temos as famílias constituídas
pelos laços materiais, temos, também, as constituídas pelos laços espirituais. Estes
laços espirituais são mais sólidos e duráveis do que os primeiros, visto que não estão
sujeitos às instabilidades da matéria. Destaca, todavia, que a família espiritual se
forma e se consolida com a prática da Lei de Amor no convívio da família corporal.
 
A Lei de Amor, que a tudo preside, deve, pois, estar presente em todos os atos,
sentimentos e pensamentos do ser humano. Deve presidir o ato que permite ao
Espírito retornar às experiências materiais pela reencarnação, especialmente o rela-
cionamento com a mãe que com ele convive, na intimidade, durante a gestação, na
formação inicial do seu corpo.
 
Pesquisas sobre o comportamento do ser humano vêm demonstrando que a
causa predominante de desequilíbro se situa na fase de gestação e nascimento do
ser. A rejeição que muitos sentem, desde a simples dúvida dos pais quanto ao seu
nascimento até a rejeição ostensiva e odiosa, leva esses seres a uma grave instabili-
dade comportamental, quer na área da integração social, quer na da própria acei-
tação pessoal. Em sentido oposto, os aceitos no lar, com real e manifesto amor dos
pais, demonstram melhores condições morais e psicológicas para vencerem os na-
turais desafios da existência.
Observa-se, desse modo, a importância da paternidade e da maternidade ligadas
à prática da Lei de Amor. Quando os pais e mães aceitam o filho, desde a concepção,
com sincero sentimento de amor, amparando-o em suas necessidade de aprendiza-
do e evolução, constroem as bases de um mundo de paz, uma vez que a primeira
lição por ele vivida será a da fraternidade, do amor ao próximo, que lhe servirá de
modelo para toda a existência. Neste sentido, ensina-nos Allan Kardec (O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XXII, item 3):
 
“Quis Deus que os seres se unissem não só pelos laços da carne, mas também pelos da alma, a fim de que a afeição mútua dos esposos se lhes transmitisse aos filhos e que fossem dois, e não um somente, a amá-los, a cuidar deles e a fazê-los progredir.”
 
Edital da revista  reformador maio 2006 - 12/5/2006



quinta-feira, 30 de junho de 2016

“Nunca tivemos uma geração tão triste” - Augusto Cury




Augusto Cury, o famoso psiquiatra que tem livros publicados em mais de 70 países e dá palestras para multidões no Brasil e lá fora, lançou recentemente uma versão para crianças e adolescentes do seu best-seller
 Ansiedade - Como Enfrentar o Mal do Século.
O autor conversou sobre os desafios de se criar os filhos hoje e não poupou críticas à maneira como a família e a escola têm educado os pequenos. Confira!

Excesso de estímulos
“Estamos assistindo ao assassinato coletivo da infância das crianças e da juventude dos adolescentes no mundo todo. Nós alteramos o ritmo de construção dos pensamentos por meio do excesso de estímulos, sejam presentes a todo momento, seja acesso ilimitado a smartphones, redes sociais, jogos de videogame ou excesso de TV. Eles estão perdendo as habilidades sócio-emocionais mais importantes: se colocar no lugar do outro, pensar antes de agir, expor e não impor as ideias, aprender a arte de agradecer. É preciso ensiná-los a proteger a emoção para que fiquem livres de transtornos psíquicos. Eles necessitam  gerenciar os pensamentos para prevenir a ansiedade. Ter consciência crítica e desenvolver a concentração. Aprender a não agir pela reação, no esquema 'bateu, levou', e a desenvolver altruísmo e generosidade.”
Geração triste
“Nunca tivemos uma geração tão triste, tão depressiva. Precisamos ensinar nossas crianças a fazerem pausas e contemplar o belo. Essa geração precisa de muito para sentir prazer: viciamos nossos filhos e alunos a receber muitos estímulos para sentir migalhas de prazer. O resultado: são intolerantes e superficiais. O índice de suicídio tem aumentado. A família precisa se lembrar de que o consumo não faz ninguém feliz. Suplico aos pais: os adolescentes precisam ser estimulados a se aventurar, a ter contato com a natureza, se encantar com astronomia, com os estímulos lentos, estáveis e profundos da natureza que não são rápidos como as redes sociais.”
Dor compartilhada
“É fundamental que as crianças aprendam a elaborar as experiências. Por exemplo, diante de uma perda ou dificuldade, é necessário que tenham uma assimilação profunda do que houve e aprender com aquilo. Como ajudá-las nesse processo? Os pais precisam falar de suas lágrimas, suas dificuldades, seus fracassos. Em vez disso, pai e mãe deixam os filhos no tablet, no smartphone, e os colocam em escolas de tempo integral.
Pais que só dão produtos para os seus filhos, mas são incapazes de transmitir sua história, transformam seres humanos em consumidores. É preciso sentar e conversar: ‘Filho, eu também fracassei, também passei por dores, também fui rejeitado. Houve momentos em que chorei’. Quando os pais cruzam seu mundo com os dos filhos, formam-se arquivos saudáveis poderosos em sua mente, que eu chamo de janelas light: memórias capazes de levar crianças e adolescentes a trabalhar dores perdas e frustrações.”

Intimidade
“Pais que não cruzam seu mundo com o dos filhos e só atuam como manuais de regras estão aptos a lidar com máquinas. É preciso criar uma intimidade real com os pequenos, uma empatia verdadeira. A família não pode só criticar comportamentos, apontar falhas. A emoção deve ser transmitida na relação. Os pais devem ser os melhores brinquedos dos seus filhos. A nutrição emocional é importante mesmo que não se tenha tempo, o tempo precisa ser qualitativo. Quinze minutos na semana podem valer por um ano. Pais têm que ser mestres da vida dos filhos. As escolas também precisam mudar. São muito cartesianas, ensinam raciocínio e pensamento lógico, mas se esquecem das habilidades sócio-emocionais.”
Mais brincadeira, menos informação
“Criança tem que ter infância. Precisa brincar, e não ficar com uma agenda pré-estabelecida o tempo todo, com aulas variadas. É importante que criem brincadeiras, desenvolvendo a criatividade. Hoje, uma criança de sete anos tem mais informação do que um imperador romano. São informações desacompanhadas de conhecimento. Os pais podem e devem impor limites ao tempo que os filhos passam em frente às telas. Sugiro duas horas por dia. Se você não colocar limite, eles vão desenvolver uma emoção viciante, precisando de cada vez mais para sentir cada vez menos: vão deixar de refletir, se interiorizar, brincar e contemplar o belo.”
Parabéns!
“Em vez de apontar falhas, os pais devem promover os acertos. Todos os dias, filhos e alunos têm pequenos acertos e atitudes inteligentes. Pais que só criticam e educadores que só constrangem provocam timidez, insegurança, dificuldade em empreender. Os educadores precisam ser carismáticos, promover os seus educandos. Assim, o filho e o aluno vão ter o prazer de receber o elogio. Isso não tem ocorrido. O ser humano tem apontado comportamentos errados e não promovido características saudáveis.”
Conselho final para os pais
“Vejo pais que reclamam de tudo e de todos, não sabem ouvir não, não sabem trabalhar as perdas. São adultos, mas com idade emocional não desenvolvida. Para atuar como verdadeiros mestres, pai e mãe precisam estar equilibrados emocionalmente. Devem desligar o celular no fim de semana e ser pais. Muitos são viciados em smartphones, não conseguem se desconectar. Como vão ensinar os seus filhos e fazer pausas e contemplar a vida? Se os adultos têm o que eu chamo de síndrome do pensamento acelerado, que é viver sem conseguir aquietar e mente, como vão ajudar seus filhos a diminuírem a ansiedade?”
 Lilian Prada 
 http://mdemulher.abril.com.br/cultura/claudia/nunca-tivemos-uma-geracao-tao-triste

Elaine Saes

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Crianças Muito Exigentes

Sempre fazemos o nosso melhor na educação de nossas crianças. E muitas vezes não entendemos porque não conseguimos ajuda-las com certas atitudes, certa manias e sentimentos que a fazem "sofrer", e não só a ela, mas a todos com quem convive.

Daniela Freixo de Faria, psicóloga infantil possui vários vídeos gravados sobre como ver essa situação, como lidar e como falar com a criança, auxiliando-a no viver a vida, com entendimento e com o uso da razão.

Elaine Saes


sábado, 2 de janeiro de 2016

OS SENTIMENTOS

Existe uma luzinha no seu peito.
Uma luz que os olhos não vêem.
Mas quando ela está acesa, a gente sente.
Pois é ela que causa os nossos sentimentos.
Quando você a acende, aparecem sentimentos bons em seu peito. Tudo fica mais bonito e gostoso. Ela faz você se sentir alegre.
Quando você a apaga, aparecem sentimento mais. Tudo fica mais feio e dolorido. Sem ela, você se sente triste.
Quando está acesa e brilhante, ela sai pela boca fazendo-nos sorrir. Ela também sai pelos olhos, fazendo-os brilhar.
Ela sai pelo peito, fazendo-nos amar, e pelos braços, fazendo-nos abraçar.
Sai também pelas mãos, fazendo-nos caprichar em tudo.
Sai, finalmente, pelo corpo inteiro, fazendo-nos dançar.
Nós só somos felizes quando ela está acesa.
Ela se acende quando você pensa positivo.
E você pensa positivo quando ela se acende.
Ela brilha quando você faz carinho nas plantas, nos animais e nas pessoas. Também quando sua mãe lhe dá um presente ou quando você come um doce gostoso.
Ela brilha mais ainda quando você dá um pedaço do seu doce para seu amigo.
Mas, muitas vezes, nós deixamos nossa luzinha se apagar.
Quando é
A se apaga, você sente medo.
O medo aparece quando você pensa que uma coisa ruim pode acontecer com você ou com alguém de quem você gosta.
Quando você tem coragem, a luzinha volta a se acender.
Coragem é o nome do sentimento que acontece quando você acredita que só coisas boas podem ocorrer com você e com os outros.
Muitas vezes, a gente não gosta de ir ao quarto sozinho, porque lá está escuro. Nós temos medo do escuro. A gente fica imaginando que tem coisas feias lá. Assim, ficamos tristes, pois apagamos nossa luzinha do peito. Mas é só imaginação.
Na nossa cabeça, podemos inventar de tudo. Se você imagina que está vendo um cachorro, você desenha o cachorro dentro da sua cabeça.
Mas o cachorro não está lá de verdade, é só imaginação. 
Medo é só imaginação.
Da próxima vez que você sentir medo, não deixe sua luzinha se apagar. Pense que no escuro tem muitas luzinhas invisíveis e alegres que estão lá para proteger você. Entre no escuro com coragem e você se sentirá feliz.
Quando você sentir medo de qualquer coisa, pense assim: " todo esse medo é só imaginação ", " eu sou corajoso ", e a sua luzinha se acenderá cheia de brilho.
Outra coisa que faz nossa luzinha se apagar, é quando ficamos frustrados.
Frustrado é o nome do jeito como você se sente quando não consegue o que quer.
As vezes, queremos coisas que não podemos ter agora, não é mesmo. Por exemplo, um brinquedo caro que a mamãe não tem dinheiro para comprar, ou quando um amiguinho não quer brincar da mesma coisa.
Aí nós ficamos com raiva. Choramos, brigamos ou falamos uma porção de coisas ruins.
Então, nós gostamos de ficar de mal.
A gente quer forçar os outros a fazer o que queremos que eles nos façam.
Preste atenção: forçar machuca a gente e os outros.
A gente fala: "ou você faz o que eu quero, ou vou ficar de mal com você". Isso quer dizer que, se a pessoa não fizer o que queremos, vamos machucá-la, fazendo-a apagar a luzinha do seu peito.
Ficar de mal é ser malvado, e isso apaga a sua luzinha também. Aí, você também sofre.
Ficamos frustrados quando a mamãe ou o papai não fazem tudo como queremos que eles façam. Queremos tudo só do nosso jeito, não? O nome disso se chama egoísmo.
O egoísmo é um sentimento que doí muito, pois a luzinha se apaga.
Generosidade é um sentimento que faz a luzinha se acender de novo. Ele acontece quando nós aceitamos que os outros também têm o direito de querer as coisas do jeito deles de vez em quando.
Ele também dá aquela sensação gostosa quando deixamos os outros brincar um pouquinho com nossas coisas.
Você, às vezes, não tem vontade de fazer certas coisas. Os outros também não.
Você, às vezes, não sabe fazer algumas coisas. Os outros também não.
Você, às vezes , está ocupado com algo e não quer largar para fazer o que os outros querem, não é? Os outros também não.
Eles também são como você.
Gente grande sente como criança.
Gente grande também tem uma luzinha no peito.
Gente grande também tem medo, fica frustrada, sente raiva , tem coragem e generosidade.
Tudo igualzinho a você.
Compaixão é o sentimento que acontece quando você tenta compreender por que as pessoas estão com raiva ou frustradas.
Para tudo tem sempre um porquê, não é?
Sentir compaixão deixa a gente feliz.
Mas, às vezes, temos preguiça de procurar o porquê e aí nós nos descontrolamos. Estando descontrolados, ficamos mais frustrados e tudo se torna muito dolorido.
Quando não queremos compreender o porquê das atitudes das pessoas, nós ficamos teimosos.
A pessoa teimosa se descontrola e faz uma porção de bobagens como chorar, fazer birra, espernear, gritar, falar palavrões e fazer um monte de cara feia. Com isso, ela apaga sua luzinha do peito e sofre muito.
Assustado é o nome do sentimento que você tem quando a mamãe se descontrola, fica com raiva e bate em você.
Ela está frustrada. Ela deixou a luzinha se apagar. Ela está sofrendo.
É a mesma coisa acontece quando o papai se descontrola. Com certeza, alguma coisa está indo mal na vida dele.
As coisas também nem sempre acontecem como eles querem.
Quando eles brigam com você, não quer dizer que não gostam de você. A verdade é que eles estão frustrados.
Então, você não precisa mais ficar assustado. Você pode compreender que eles estão assim bravos, porque não estão conseguindo o que querem na vida.
Os pais são como as crianças. Às vezes, eles são teimosos e não querem ser generosos e compreensivos. Mas eles procuram sempre fazer o que pensam que é o melhor para você ou para eles. Embora muitas vezes eles estejam errados.
Os pais também erram como você. Ninguém erra porque quer. Nós erramos, porque ainda não sabemos fazer as coisas da melhor maneira.
Os pais não sabem tudo. Eles estão aprendendo como você.
Se continuarmos a tentar sem desistir, todos nós chegaremos a aprender.
Mas cada um deverá aprender por si.
Os pais têm problemas que só eles podem resolver.
Todo mundo está tentando acertar, mas isso sempre demora um pouco.
Paciência é o nome do sentimento de quem sabe esperar.
Ela acende e faz brilhar nossa luzinha. Ela nos traz alegria.
Muitas vezes os outros têm paciência com você.
A paciência faz a gente ser carinhoso.
Quando você faz uma arte , e a mamãe é carinhosa e fala com jeito, ela está sendo paciente.
A paciência faz nascer o amor.
Todo mundo precisa de amor.
Amor é o sentimento que agente tem quando gosta muito de alguém ou de alguma coisa.
O amor nos faz sentir quentinhos por dentro. É que a nossa luzinha se acende tão forte que ficamos quentinhos.
Quando sua luzinha está acesa e a da mamãe também, vocês estão se amando.
O cachorro, quando abana o rabo, também está amando. É porque ele gosta de você. Ele vai brincar com você e ser seu amigo.
Quando o gato se esfrega em você, ele também está amando.
Os bichos também amam.
Eles também têm uma luzinha dentro deles.
Se você judiar ou assustar os animais , às luzinhas deles vão se apagar, aí eles podem morder você.
Os bichos são seus amigos quando vê-se aproxima deles com a sua luzinha acesa.
Um outro sentimento que apaga a sua luzinha e deixa você triste é a inveja.
A inveja aparece quando você pensa que deveria ter tudo igual ao que os outros têm. Algumas pessoas chamam a inveja de ciúmes.
Quando sua professora agrada um coleguinha seu e você não gosta , isso e inveja.
Quando seu amigo prefere brincar com outra pessoa e você fica chateado, frustrado, isso é inveja também.
Quando sua mãe beija seu irmão  ou irmã, ou ainda o seu pai, e você não gosta disso, então, você está com inveja. Muitas vezes, nós queremos todo amor e atenção dos outros.
Nós queremos aparecer e nos exibir. E ficamos bravos se as pessoas não ligam para nós.
A inveja dói muito. Cuidado com ela.
E você já sabe que quando dói, é porque você deixou a sua luzinha se apagar.
Para acendê-la de novo, basta você se lembrar de que muitas pessoas gostam de você e que você gosta de muitas pessoas.
Quando sua mãe agrada seu pai, isso não quer dizer que ela não gosta de você. Ela faz isso, porque a luzinha dela está acesa, e ela precisa agradar a todos.
Tenha paciência que a sua vez chegará.
A gente tem inveja do brinquedo dos outros e esquece de gostar dos brinquedos que tem.
Quando você sentir inveja , vá brincar com os seus brinquedos e goste muito deles. Assim, a sua luzinha vai acender outra vez, e você ficará alegre de novo.
Agora  quero que você conheça um sentimento que costuma apagar a luzinha de quase todo mundo: a solidão.
A solidão surge quando nos sentimos sozinhos e esquecidos por nós mesmos. Quando seus amigos não podem brincar com você e você não sabe o que fazer sozinho. Ou quando você se perde da sua mãe e não sabe o que fazer. Isso pode doer muito e apagar a sua luzinha.
Então, para se sentir bem outra vez, pense que você pode dar atenção a você mesmo, quando você quiser. Pense que você pode brincar com você mesmo é ser o seu próprio amigo.
Para começar, vá até o espelho e converse e brinque com você. Logo tudo passa, e sua luzinha se acende de novo.
Muitas vezes, nós nos sentimos muito mal quando alguém nos xinga e fala mentiras sobre nós. E isso pode doer muito. O nome desse sentimento é rejeição.
Você se sente rejeitado quando acredita e acha importante o que os outros pensam ou dizem.
Saiba que o que a pessoa está dizendo não é verdade. Ela está falando isso, porque está frustada e está sofrendo.
Então, não acredite nela.
Acredite em você.
Aí, tudo o que ela disser, não será mais importante para você.
Continue gostando dela, pois ela precisa do calor da sua luzinha para que a dela se acenda de novo.
Se ficar difícil, não escute o que ela diz. Pense que você é bom, é bonito e que você gosta de você do jeitinho que você é.
Mantenha a sua luzinha acesa que a da outra pessoa, cedo ou tarde, vai se reacender.
Pense também que a pessoa está descontrola, mas que logo, logo ela voltará ao normal.
Como você vê, manter a sua luzinha sempre acesa, depende só de você.
Então BOA SORTE!

Livro "Se liga em você -Tio Gaspa de Luiz Antonio Gasparetto"



Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...