imprimir

Mostrando postagens com marcador A família. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador A família. Mostrar todas as postagens

domingo, 28 de abril de 2019

O QUE SÃO AS FAMÍLIAS HUMANAS?

As famílias humanas são agrupamentos interligados pelos laços consanguíneos, mas funcionam como breves estágios educativos das almas encarnadas e comprometidas carmicamente no passado. O lar terreno é a escola providencial, onde os espíritos adversos apagam a incêndio de ódio pretérito e se renovam nas lições do amor, embora sob os interesses das relações protetoras da família. Mas a família, malgrado a sua expressão consanguinea, é apenas a premiliminar onde os espíritos treinam e desenvolvem o amor universal acima de qualquer preocupação racista.

Quando Jesus advertiu que deveríamos abandonar pai e mãe para segui-Lo incondicionalmente, referiu-se à necessidade de o homem libertar-se dos laços consanguíneos, que são o sustentáculo da família humana isolada no seio da humanidade! O Mestre convidou o homem a integrar-se, definitivamente, no seio da família universal, que é eterna! Não aconselhou o desamor nem a rebeldia entre os membros da mesma descendência humana, mas distinguiu a necessidade de mantermos os princípios espirituais acima das tendências inferiores e transitórias da carne. O homem deve superar o amor egocêntrico, que é nutrido pelo sangue do mesmo agrupamento doméstico, a fim de integrar-se no amor do Cristo, que é universal!

O lar terreno, além de sua função precípua de escola de educação espiritual, ainda pode ser acolhido à conta de oficina onde os espíritos se reabilitam e se retificam, alguns atraídos pelo amor cultivado há milênios, outros imantados pelas paixões e pelo ódio vividos no passado!
Ramatis

Extraido do livro A Vida Humana e o Espírito Imortal - cap. 1 Problemas da infância

domingo, 17 de março de 2019

REFLEXÃO FAMILIAR



Quer ter saudáveis momentos de refeição?

Bem, em primeiro lugar comece a comer mais freqüentemente junto da família, e em segundo lugar desligue a tevê quando for comer.

Um recente estudo da Baylor College of Medicine descobriu que quando as crianças comem junto à sua família, comem mais vegetais, bebem menos refrigerantes e comem mais alimentos com baixos teores de gordura.

O relatório diz também que a tevê não deve ser convidada ao jantar.

Muito pais usam a tevê para entreter-se e à suas crianças durante as refeições, mas o foco deve estar no alimento e no relacionamento entre você e suas crianças - não no tubo.

Então, puxe uma cadeira. Prepare seu prato e coma direito.

Lembre-se, sua família em primeiro lugar!
Por Mark Merril / Tradução SergioBarros
(respeite a fonte, a autoria e as traduções dos textos)

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Qual o valor da Família?

"O fator essencial para reconhecer o valor da família está na capacidade de sentir o bem e retribuí-lo.
Quando crianças, ao sermos contrariados, fazíamos "birra".
Alguém, insistiu conosco, não uma, mas mil vezes, para aprendermos"

Valorizar a família, à primeira vista, parece se fácil. Recuperemos as primeiras lembranças de que temos: quase sempre, vamos pensar nas brincadeiras infantis, ambiente afetuoso, do carinho da mãe, da atenção do pai, das brincadeiras entre irmãos. E se lembramos de broncas e castigos, concluímos com nosso raciocínio de adulto que muitas advertências nos ensinaram limites e nos fizeram compreender o que é dever, carência, respeito, prudência.

São conceitos abstratos, mas necessários para "uma criança virar gente". como se dizia antigamente.

Mais difícil é quando não temos boas lembranças. Se faltou um dos pais ou ambos, seja presencialmente, seja no cumprimento de seu papel. Ainda assim, com mais esforço, vamos situar em outras pessoas a condição de educadores e apoiadores necessários ao nosso desenvolvimento. Avós, tios, primos ou irmãos mais velhos, consanguíneos ou não, podem ser referências importantes para nossas vidas.

Quem cresceu com total ausência destas referências teve muito mais dificuldades e sua vida, precisando encontrar em seu próprio íntimo as forças para construir a si mesmo como ser humano adulto e em condições de compreender e cumprir sua missão na vida. Mas, às vezes, quem teve tudo, só vem a dar o devido valor quando sofre as perdas que a vida impõe.

Não há dúvida que os conceitos que o Espiritismo trouxe sobre a vida ajudam a melhorar o nível do aproveitamento de nossa existência, pois aprendemos que estamos vivos para evoluir e que isso significa desenvolver a alma, em seus potenciais mentais e emocionais. O fator "reencarnação" auxilia a compreender melhor as situações de exceção, porém não se pode dizer que é indispensável para valorizar a família. Sem dúvida, ajuda, e muito. Porém são bilhões de almas encarnadas em jornada evolutiva na situação de encarnados que não receberam tal informação e que nascem, crescem, desenvolvem-se e, portanto, evoluem.

O fator essencial para reconhecer o valor da família está na capacidade de sentir o bem e retribuí-lo. Quando crianças, ao sermos contrariados, fazíamos "birra", chorando, batendo o pé no chão, chutando coisas. Alguém, pai, mãe ou couto com esta função, insistiu conosco, não uma, mas "mil vezes", para aprendermos. Talvez o tenhamos deixado quase louco, testando sua paciência, mas dentro de nós, aprendemos a identificar quando uma atitude tem como finalidade o nosso bem. Isso é aprendizado, modificação, evolução enfim.

A frase já é conhecida: amor é o que o  amor faz. O que a família - ou diversas pessoas na vida que cumpriram esse papel -  nos fez e continua nos fazendo é a verdadeira medida do amor para cada um de nós. E isso se desdobra ao longo do tempo, quando chega nossa vez de criar uma família. Pode ser que nos unamos a outra pessoa, para formar um lar, que venham os filhos e os desafio de educa-los. Pode ser que venhamos a assumir a extraordinária missão de adotá-los. Que tenhamos que criar filhos sem um companheiro/companheira.
 Ou ainda que venhamos a ser pais substitutos de filhos de outras famílias que se aproximaram de nós pela mais diversas razões.

As possibilidades são infinitas, mais tais situações da vida aparecem para nosso aprendizado e crescimento. Nem sempre vamos acertar, ao contrário, costumamos errar muito pensando que estamos certos. Porém, a direção mais segura continua sendo a regra áurea: amar ao próximo como a si mesmo. Pode ser que, em nossa mente, essa frase tão sábia seja ouvida como chavão, porque a ouvimos muitas vezes, Mas atenção: lembremos de nós mesmos, de quem somos, de que já vivemos para valorizar nossas atitudes como parte da família de alguém na vida.

Texto de Eduardo Miyashiro - Diretor-geral da Aliança
Extraido O TREVO - Aliança Espírita Evangélica numero 462

A Família

 "O lar é o sagrado vértice onde o homem e a mulher se encontram para o entendimento indispensável. É o templo onde as criaturas devem unir-se espiritual antes que corporalmente.
 André Luiz - Nosso Lar" .

A reunião de Espíritos, quase sempre diferentes, moral e intelectualmente, e uma mesma família, formando um mesmo lar, é providência tomada por força de acordos pré-encarnatórios e compromissos assumidos antes do nascimento, no Plano Espiritual.

As finalidades principais desses agrupamentos de indivíduos diferentes são:
a) resgates de dívidas do passado;
b) desenvolvimento da capacidade de amos aos semelhantes:
c) afinização entre participantes, sendo ao consanguinidade problema simplesmente decorrente, porém complementar porque, pela hereditariedade, muitas das provações se efetivam.

As diferentes condições necessárias às provas a passar juntos pelos membros da família são providenciadas pelos benfeitores espirituais encarregados das reencarnações, com anuência dos interessados, quando estes têm liberdade de opção e, compulsoriamente, nos casos contrários.

Para os Espíritos benfeitores é um trabalho delicado e penoso este de reunir, num mesmo agrupamento familiar, as pessoas e as condições necessárias aos reajustes e provações.

Se os conhecimentos espíritas fossem mais difundidos, muitos fracassos encarnativos seriam evitados, os resgastes e as aproximações facilitados, cada uma das partes agindo com a consciência despertada para os benefícios comuns do grupo.

As leis e costumes diferentes e, sobretudo os ensinamentos religiosos afastados da realidade e impostos aos homens durante séculos, desviaram-nos dos rumos certos e promoveram continuados fracassos encarnativos ou, no mínimo, baixo aproveitamento de oportunidades em sucessivas encarnações.

O lar familiar é um primeiro campo de reajustes e de experiências afetivas, onde a fraternidade e a tolerância podem ser exercitadas, visando a futura expansão do sentimento divino do amor espiritual.

Acostumando-se a querer bem àqueles que são do mesmo sangue ou da mesma grei e estendendo a tolerância às gerações seguintes, de netos e bisnetos, vai crescendo essa capacidade afetiva, penetrando os homens no campo mais amplo e geral do amor aos semelhantes, extensivo, por fim, aos estranhos.

A civilização atual está aniquilando esses sentimentos e afastando essas oportunidades, substituindo-as pela indiferença, pelo egoísmo, pela insensibilidade que caracterizam o materialismo hodierno.

Nações inteiras expoentes dessa civilização ilusória estão caminhando para a anarquia social, na qual desaparecem o respeito e o pudor, e o sexo é entronizado pelo amor livre, desembaraçado dos liames afetivos da família, num regresso lastimável à animalidade anterior.

A defesa intransigente da estabilidade dos lares, no seu sentido cristão, é uma das tarefas a que os Discípulos de Jesus devem dedicar-se com firme determinação, porque a purificação do corpo e do Espírito que os lares cristãos favorecem é condição indispensável ao aprimoramento da evolução.

Há uma forte tendência de se implantar no mundo essa licença sexual desmoralizante, para que os instintos inferiores campeiem livremente; e este é um dos sinais de que a Besta Apocalíptica tenta estender seu domínio amplamente, opondo-se às hostes iluminadas do Cristo Planetário, das quais todos os espíritas devem fazer.
cap 5 do livro Enquanto é Tempo - Edgard Armond

INFLUÊNCIA DOS PAIS
Os pais, como se sabe, influem poderosamente na conduta dos filhos, contendo excesso e impulsos instintivos, herdados da animalidade ancestral (que são congênitos) como também, sentimentos inferiores, que o convívio com os semelhantes muitas vezes favorecem, porque se soma.

Energia, vigilância e amor são três requisitos indispensáveis para o cumprimento proveitoso do dever e a quitação das responsabilidades que, como pais, lhe cabem.

EDUCAÇÃO DOS FILHOS
Quando os pais terrenos não impõem aos filhos os corretivos necessários, no tempo justo, seja por tolerância, negligência ou cansaço pela inutilidade deles, os estigmas das paixões animais prevalecem e acabam por dominá-los, exigindo repressões mais drásticas que, entretanto, nestes casos, tornam-se inúteis e até mesmo contraproducentes, porque geram ressentimentos, malquerenças e afastamentos.

Mas se os pais tudo fazem e nada conseguem, resta então confiar que o mundo exterior o fará de qualquer forma, porque aquele que não aprende com os pais, aprende com a vida que nestes casos, nunca tem mão leve.
Do livro Na Semeadura I - Edgard Armond

Extraído de O TREVO - Aliança Espírita Evangélica numero 462

7 formas positivas de ajudar as crianças a lidar com o desapontamento






por Miguel Lucas psicólogo

Como pai ou educador, o mais natural é fazer todos os esforços para evitar que a sua criança sofra ou passe por experiências de dor física ou emocional. Uma das experiências mais difíceis para uma criança é o desapontamento. As crianças são por natureza muito entusiasmadas, envolvendo-se em muitas atividades e sempre à procura de conquistas. Quando as suas esperanças e desejos não são cumpridos, elas podem experimentar sentimentos de decepção. Se esses sentimentos forem personalizados por parte da criança, ela pode julgar-se inferior relativamente às outras crianças, conduzindo-a a comportamentos prejudiciais para o seu desenvolvimento saudável. Se é pai ou educador, quero muito dizer-lhe que é possível transformar o desapontamento como um trampolim para o crescimento e desenvolvimento das crianças.
Em seguida apresento sete estratégias chave para ajudar as crianças a trabalhar na sua força emocional através dos sentimentos de decepção:

1. Reconheça os sentimentos da criança
Talvez a criança não tenha sido escolhida para o papel principal na peça escolar ou não tenha alcançado o grau académico que ela queria. Talvez ele ou ela não tenha sido convidado para uma festa de aniversário ou o seu desapontamento foi sobre algo muito sério. A primeira e mais importante resposta dos pais ou educadores é ouvir e reconhecer.
Por exemplo:
“Sim, estás desapontado.
Está certo sentir isso, e não tem problema nenhum em expressares esse sentimento. 
Sim, o desapontamento dói. É uma perda.
Queres falar comigo acerca disso? Fala o que quiseres.”

2. Valide a criança como pessoa

A decepção é uma crise emocional para as crianças. Quando elas lutam com um revés ou com uma derrota, as crianças olham para os pais para validação. Após uma experiência de decepção por parte da criança, o comportamento que os pais ou educadores têm com ela e a forma como falam acerca disso tem uma influência preponderante para a construção de uma opinião acerca do que significa o desapontamento. 
Discurso da criança:
Ainda estou bem?
Os meus sentimentos são aceitáveis ​​para você?
Há algo de errado comigo?
Isto está a acontecer comigo porque eu sou diferente para pior?  
Discurso dos pais ou educadores:
O desapontamento é doloroso, mas não tem nada de que te possas envergonhar.
Não faz com que sejas uma pessoa inferior.
Não conseguires algo que gostarias de ter ou alcançar não faz de ti um perdedor.
É muito importante deixar isso claro, tanto em palavras como em ações, porque os julgamentos negativos são comuns de acontecerem, quase de forma automática. A realidade da sociedade em que vivemos é que há classificações constantes, como por exemplo na escola, no desporto e até mesmo entre os pares.
A mensagem que importa deitar por terra é que a criança tem de ser um “vencedor”, um “número um” para ser aceite ou ter valor. Na grande maioria das vezes e para a maioria das áreas de vida isso é completamente impossível ou desajustado. Comentários desagradáveis ​​na escola ou entre os ciclos de amigos podem reforçar a sensação de ser um “perdedor”.
Fique atento às manifestações verbais e comportamentais da criança que indiquem desvalorização pessoal.

3. Ensine pelo exemplo

As crianças aprendem muito mais através da observação do que pelo que você lhes diz. Mostre à criança como você lida com o seu desapontamento. Deixe-a saber como você se sente e o que faz perante o desapontamento. Então a criança irá sentir-se encorajada a fazer de forma idêntica. 

4. Desejar versus ter

Fale com a criança. Discuta como tolerar os desapontamentos a curto prazo e como transferir as suas esperanças para o futuro. Tente descobrir juntamente com a criança quão realista é esse desejo ou objetivo. Esta é uma oportunidade de aprendizagem particularmente boa se a decepção é sobre não obter um objeto desejado, uma viagem à Disneyland, ou qualquer outra coisa.
Por exemplo: 
Nem todos os desapontamentos são para sempre.
Não foi possível fazer essa viagem agora, mas para o ano que vem certamente irá acontecer.
Escrutinar as nossas esperanças e sonhos, por um lado, e o que a vida pode oferecer a qualquer momento, por outro lado, é uma habilidade de vida muito valiosa. Por isso importa orientar e ajudar a criança a aprender a realidade que a vida nos impõe.

5. habilidades auto-calmantes para crianças

Mesmo os bebés praticam habilidades auto-calmantes, como balançar, chupar na chupeta e abraçar os pais. Observe a criança e note que habilidades auto-calmantes têm funcionado para ela. Sugira à criança que tente  aplicar essas habilidades quando se encontra desapontada. Recorrer a um conjunto de estratégias ou técnicas de regulação do estado emocional que sejam familiares para as crianças é uma forma eficaz e saudável de lidar com a decepção.  

6. Soluções (mas sem desaprovação)

Alguns desapontamentos só podem ser ultrapassados trabalhando na sua aceitação ao logo do tempo, mas existem outros que podem ser reavaliados e os seus efeitos transformados. Experimente falar tranquilamente com a criança e perceber quais as razões que a levam a colocar uma carga emocional tão elevada em alguns acontecimentos. Depois, conjuntamente com ela, perceba o que pode ser feito para minimizar os danos causados e de que forma mais construtiva poderá lidar com acontecimentos semelhantes no futuro.
Esteja ciente de que é realmente importante não transmitir culpa à criança por não ter conseguido encontrar uma forma de lidar com o seu desapontamento. Oriente a criança no caminho para uma solução que ela seja capaz de implementar na próxima vez. 

7. Amor incondicional

Quando a criança está desapontada, particularmente quando a decepção está conectada às suas realizações, você tem uma chance maravilhosa de mostrar-lhe que a ama exatamente como ela é. Se tiver algo a dizer-lhe ou a ensinar-lhe como mencionei nos pontos anteriores, refira-se sempre em relação ao comportamento ou atitude que ela teve ou tem perante o desapontamento e não propriamente a ela como pessoa. 
Exemplo:
“Eu gosto muito de ti, e percebo que possas estar desapontado. Acredito que da próxima vez não seja necessário teres uma atitude tão furiosa e de afastamento.”
Abraço,
Miguel Lucas
Licenciado em Psicologia, exerce em clínica privada. É também preparador mental de atletas e equipas desportivas, treinador de atletismo e formador na área do rendimento desportivo.

terça-feira, 1 de agosto de 2017

A Nova Geração


A época atual é de transição; confundem-se os elementos das duas gerações. Colocados no ponto intermédio, assistimos à partida de uma e à chegada da outra, já se assinalando cada uma, no mundo, pelos caracteres que lhes são peculiares.1
Allan Kardec

 No atual momento de regeneração da Humanidade, conforme afirma Allan Kardec, e confirma a Espiritualidade superior a respeito da transição planetária pela qual passa o orbe terrestre, deixando de ser um planeta de provas e expiações e transformando-se, gradualmente, em mundo de regeneração, assistimos à chegada de uma nova geração de Espíritos que se distingue por inteligência e razão geralmente precoces, juntas ao sentimento inato do bem e a crenças espiritualistas, o que constitui sinal indubitável de certo grau de adiantamento anterior.1

São essas crianças, inteligentes, inquietas, criativas, questionadoras, que adentram os nossos lares, nossas escolas e nossas casas espíritas, atendendo ao chamado da construção do mundo novo.

Enquanto trazem esses claros sinais de adiantamento anterior, se deparam com o reino dominante das paixões materialistas que caracterizam o estágio atual do planeta. Possível é imaginarmos o conflito capaz de surgir a esses Espíritos reencarnados, com sentimento inato do bem, ao se defrontarem com um mundo de violência crescente, de desigualdades sociais, de conflitos familiares, frutos do orgulho e do egoísmo que ainda encontram guarida no coração humano.

Para que possam cumprir os objetivos reencarnatórios, visando seu aprimoramento moral e da Humanidade, necessário se faz que aqueles que estão incumbidos de os receberem, nas fases iniciais da infância, estejam preparados para lhes dar a educação adequada que lhes permita enfrentar, da melhor forma possível, essa dualidade entre a nova e a velha geração, assim como os desafios que, certamente, encontrarão para a construção do mundo novo.

Notadamente, há de se observar aqui a educação, aquela que consiste na arte de formar caracteres, a que incute hábitos, porquanto a educação é o conjunto dos hábitos adquiridos.2

Nesse sentido, é de extrema relevância o papel desempenhado por pais e educadores na formação desses Espíritos, na fase infantil, onde é mais acessível às impressões que recebe, capazes de lhe auxiliarem o adiantamento. (q. 383)

Os pais e a família
Inegável a responsabilidade dos pais na condução dos Espíritos que lhes chegam aos braços, ainda mais quando observadas as considerações a respeito dessa nova geração de Espíritos que aporta ao orbe terrestre com o intuito de auxiliar no processo de transformação moral da Humanidade.

Assim, grande esforço devem despender pais, mães e responsáveis, no objetivo de se transformarem no exemplo salutar a ser observado pelas crianças dentro e fora do lar. Exemplo de conduta moral, de retidão, de honestidade, de esforço em domarem suas más inclinações e em superarem suas limitações, enquanto Espíritos em processo evolutivo. Exemplo na busca da vivência de valores morais, onde devem predominar o diálogo e o afeto, onde o autoritarismo cede lugar ao respeito pela autoridade moral, onde o sim e o não são usados com firmeza e com amorosidade, de forma a aprovar e a dar limites, sempre que necessário.

Para essa geração, nova conduta se espera da família. Família que, conforme afirma o Espírito Joanna de Ângelis é a escola de bênçãos onde se aprendem os deveres fundamentais para uma vida feliz e sem cujo apoio fenecem os ideais, desfalecem as aspirações, emurchecem as resistências morais. 3

Em outras palavras, o solo onde foi lançada a semente e cuja qualidade permitirá ou não o seu pleno desenvolvimento para a floração futura.

O Centro Espírita
Igualmente, reconhecendo a ação evangelizadora espírita como recurso fundamental para a formação de homens de bem, tem o Centro Espírita a responsabilidade de empreender todos os esforços possíveis, visando angariar espaços e recursos adequados para a promoção da integração da criança consigo mesma, com o próximo e com Deus4, objetivo maior da evangelização espírita infantojuvenil, conforme preconizado pela Federação Espírita Brasileira.

Referimo-nos à importância atribuída às atividades de evangelização infantil dentro do centro espírita, como também aos recursos materiais (espaços físicos para as atividades e materiais adequados para o seu desenvolvimento) mas, principalmente, nos esforços para a formação de evangelizadores capacitados a atender às necessidades das crianças reconhecendo-as como Espíritos imortais ativos no caminho do autoaperfeiçoamento5, sendo responsáveis diretos na escolha de estratégias metodológicas adequadas e atrativas que promoverão a construção de espaços educativos prazerosos de crescimento e convivência, aprendizado e vivência cristã. 5

Quando você ensina, transmite. Quando você educa, disciplina. Mas quando evangeliza, salva.6

Referências bibliográficas:
1. KARDEC, Allan. A gênese. Tradução de Guillon Ribeiro. 1. ed. esp. Rio de Janeiro: FEB, 2005b. cap. XVIII, item 28.
2. ________. O livro dos espíritos. Tradução de Guillon Ribeiro. 84. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2003. Comentários à questão 685ª.
3. FRANCO, Divaldo Pereira. Constelação familiar.  Pelo Espírito Joanna de Ângelis. 3. ed. Salvador: LEAL, 2012. cap. 2.
4. FEB/CFN. Orientação ao Centro Espírita. Rio de Janeiro: FEB, 2007. cap. 6, it. 3, objetivos “a” e “d”.
5. ________. Orientação para a ação evangelizadora espírita da infância: subsídios e diretrizes. Brasília: FEB, 2016. pt. 1, cap. 2, it. 2.1.
6.FRANCO, Divaldo Pereira. Sementeira da fraternidade. Por diversos Espíritos. 6. ed. Salvador, 2008. cap. 26.

fonte http://www.mundoespirita.com.br/?materia=a-geracao-nova

Leia mais (no blog Material do Esudante Espírita):Nova Geração segundo Allan Kardec 

quarta-feira, 12 de julho de 2017

A formação do ser ainda em fase infantil - Os primeiros educadores são os pais. A primeira escola é o lar.



No mundo pós-moderno em que estamos vivendo, o automatismo, o escapismo, o imediatismo e o consumismo devoram cada vez mais o que há de belo no interior da grande maioria de jovens, crianças e muitos adultos. Deixa-se escapar pelos “dedos” a simplicidade de uma vida que sempre pode ser prazerosa e eficaz para todos nós.

Deveríamos parar por uns momentos na “Lufa-Lufa”[1] e amparar, com carinho, os pensamentos do nosso íntimo, os desejos benéficos de nossa mente que anseia por liberdade e paz. Quanto tempo mais demoraremos nesta luta ineficaz e sem compromisso com a verdade que está dentro de cada um? Já paramos para pensar o que estamos fazendo com os espíritos recém-chegados ao planeta pelo processo reencarnatório, ávidos por um aprendizado que os ajude a se transformarem em criaturas melhores, modificando suas inclinações?

Ainda existem no planeta aqueles que se debatem na fome, na pobreza, na extrema miséria e no esquecimento de todos os governos das grandes potências. Em contradição existem aqueles que reencarnam em lares onde as condições financeiras são estáveis, mas que são trocados por eventos sociais, tablets, computadores modernos, games e outras coisas, e são presenteados pelos mesmos “brinquedos”, sem limites para o uso desde a mais tenra idade. São colocados (sem poder opinar) na companhia das secretárias eletrônicas ou de secretárias humanas, ao contrário daquilo que realmente gostariam.

Os apelos midiáticos do sistema capitalista, que prioriza lucros e mais lucros, são extensos e apelativos, em uma grande demanda cotidiana onde quer que estejamos. O que estamos fazendo como pais e espíritas?

A tarefa de educar é diária e intransferível; não se pode terceirizá-la. Os primeiros educadores são os pais. A primeira escola é o lar. A percepção da lei de causa e efeito poderá ter seus resultados nesta existência. Os males sociais e políticos que vivenciamos são, muitas vezes, oriundos do descaso de pais que trocaram seus filhos pelo consumismo, pelo descaso, pela impotência diante da vaidade humana, e pelo imediatismo do ego. O mundo regenerado será construído mediante as transformações éticas e morais de nós mesmos, os terráqueos, que construímos a história deste planeta, de século a século. O compromisso de aparar arestas, de exemplificar, de nortear, de semear a vida dos espíritos reencarnantes é tarefa a ser cumprida pelos pais, no hoje e no agora. O mundo melhor que tanto esperamos acontecer será fruto do trabalho das sociedades contemporâneas.

 Muitos dizem que educar não é tarefa fácil, mas a maioria se esquece de que para tal tarefa basta a simplicidade no viver. A descomplicação nas conversações e na maneira de agir é um ótimo começo.

Podemos dar um exemplo em mil; imagine uma pipa feita pelo pai para o filho, o velho e bom velocípede para a filha, o passeio no campo ou na praça saboreando o gostoso bolo de cenoura feito pela mãe, com o suco de laranja espremido em casa. São situações suficientes para o fortalecimento dos laços de família e a construção de valores como: união, alegria, aceitação, paz, entre outros. As pequenas atitudes podem traduzir, ao longo da jornada terrena da família, as lições de Jesus, que exemplificou a simplicidade e fraternidade.

Pais. Prestem atenção aos seus filhos, importem-se com eles. O fruto do trabalho nunca será em vão.

Que possamos ajudar nossos “pequenos” a construir, dentro deles, os alicerces positivos do hoje e do amanhã. Que eles possam ser a “terra boa” (Parábola do Semeador) para a semente fértil que germinará em futuro breve. Que possamos resgatar o jeito simples de viver, realçando a cada passo o que de bom reside em cada um daqueles que, no momento, são nossos filhos.

1. ROHDEN, Huberto. A Grande Libertação. p. 23. 2011.
Segundo Rohden é a caça incessante à matéria morta e à matéria física realizada por aqueles que se acomodam no estado de ignorância, em detrimento da busca do sentido da vida do espírito na Terra.

Luciene Guisone
guisonelu@gmail.com
01/07/2017 

Fonte https://www.oclarim.org/oclarim/materias/5339/jornal/2017/Julho/a-formacao-do-ser-ainda-em-fase-infantil.html

domingo, 23 de abril de 2017

Maternidade

A Natureza deu à mãe o amor a seus filhos no interesse da conservação deles. No animal, porém, esse amor se limita às necessidades materiais [...]. No homem, persiste pela vida inteira e comporta um devotamento e uma abnegação que são virtudes. Sobrevive mesmo à morte e acompanha o filho até no além-túmulo.(O Livro dos Espíritos,questão 890.)
 
 A Doutrina Espírita nos ensina que assim como temos as famílias constituídas
pelos laços materiais, temos, também, as constituídas pelos laços espirituais. Estes
laços espirituais são mais sólidos e duráveis do que os primeiros, visto que não estão
sujeitos às instabilidades da matéria. Destaca, todavia, que a família espiritual se
forma e se consolida com a prática da Lei de Amor no convívio da família corporal.
 
A Lei de Amor, que a tudo preside, deve, pois, estar presente em todos os atos,
sentimentos e pensamentos do ser humano. Deve presidir o ato que permite ao
Espírito retornar às experiências materiais pela reencarnação, especialmente o rela-
cionamento com a mãe que com ele convive, na intimidade, durante a gestação, na
formação inicial do seu corpo.
 
Pesquisas sobre o comportamento do ser humano vêm demonstrando que a
causa predominante de desequilíbro se situa na fase de gestação e nascimento do
ser. A rejeição que muitos sentem, desde a simples dúvida dos pais quanto ao seu
nascimento até a rejeição ostensiva e odiosa, leva esses seres a uma grave instabili-
dade comportamental, quer na área da integração social, quer na da própria acei-
tação pessoal. Em sentido oposto, os aceitos no lar, com real e manifesto amor dos
pais, demonstram melhores condições morais e psicológicas para vencerem os na-
turais desafios da existência.
Observa-se, desse modo, a importância da paternidade e da maternidade ligadas
à prática da Lei de Amor. Quando os pais e mães aceitam o filho, desde a concepção,
com sincero sentimento de amor, amparando-o em suas necessidade de aprendiza-
do e evolução, constroem as bases de um mundo de paz, uma vez que a primeira
lição por ele vivida será a da fraternidade, do amor ao próximo, que lhe servirá de
modelo para toda a existência. Neste sentido, ensina-nos Allan Kardec (O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XXII, item 3):
 
“Quis Deus que os seres se unissem não só pelos laços da carne, mas também pelos da alma, a fim de que a afeição mútua dos esposos se lhes transmitisse aos filhos e que fossem dois, e não um somente, a amá-los, a cuidar deles e a fazê-los progredir.”
 
Edital da revista  reformador maio 2006 - 12/5/2006



Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...