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domingo, 28 de abril de 2019

OS PAIS ESCLARECIDOS DEVEM COMPREENDER QUE

..tanto o seu corpo como o do seus filhos, não passam de instrumentos de trabalho do espírito na matéria.
 São "vestuários carnais" diferentes apenas quanto à particularidades próprias da cor, porte, ou contextura hereditária. Mas isso é de pouca importância, pois o organismo carnal que o espírito utiliza no mundo físico é uma espécie de "ferramenta" de atividade terrena, algo semelhante ao formão do marceneiro, ou o bisturi para o médico. Pais, filhos e demais membros da mesma família são um grupo de espíritos compondo um conjunto interessado no mesmo reajuste espiritual, recíproco, das mazelas do passado!

À medida que os espíritos identificam a lei da reencarnação, eles se certificam de que os preconceitos de raças e distinções no mundo material não passam de perigosas ilusões que obscurecem a autenticidade do espírito imortal. E, assim, todos devem integrar-se à família universal e compartilhar do sofrimento alheio, participar de servir aliviar a dor do próximo!

Quantas vezes os nossos filhos de hoje foram os nossos piores adversários no passado, ou vice-versa; enquanto o filho do vizinho, que às vezes detestamos, pode ter sido o nosso maior amigo do passado? Sob a mesma vestimenta consanguinea do nosso parente, pode se embuçar o espírito cruel, que nos infernizou outrora, enquanto noutro, que nos antipatiza, vive um excelente companheiro de vivências pregressas! Assim, é tolice o orgulho da linhagem hereditárias consanguinea, ou apegarmo-nos à raça de que descendemos, porque a indumentária carnal do espírito, além de ser provisória, jamais, identifica ao verdadeiros afinidade do coração!

Ramatis
Extraído do livro A Vida Humana e o Espírito Imortal

domingo, 17 de março de 2019

REFLEXÃO FAMILIAR



Quer ter saudáveis momentos de refeição?

Bem, em primeiro lugar comece a comer mais freqüentemente junto da família, e em segundo lugar desligue a tevê quando for comer.

Um recente estudo da Baylor College of Medicine descobriu que quando as crianças comem junto à sua família, comem mais vegetais, bebem menos refrigerantes e comem mais alimentos com baixos teores de gordura.

O relatório diz também que a tevê não deve ser convidada ao jantar.

Muito pais usam a tevê para entreter-se e à suas crianças durante as refeições, mas o foco deve estar no alimento e no relacionamento entre você e suas crianças - não no tubo.

Então, puxe uma cadeira. Prepare seu prato e coma direito.

Lembre-se, sua família em primeiro lugar!
Por Mark Merril / Tradução SergioBarros
(respeite a fonte, a autoria e as traduções dos textos)

domingo, 10 de março de 2019

O CRISTÃO NO LAR - Familiares


"Porquanto qualquer que fizer a vontade de Deus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe"- Jesus (Mc 3:35).

A instituição da família n nosso mundo, sem dúvida tem obediência aos planos sábios emanados da Espiritualidade. Nos pequenos agrupamentos particulares, células da sociedade, jungidas as criaturas pelos deveres consanguíneos, estabelecem-se progressivamente os laços espirituais eternos.

É a construção dos Planos Divinos, segundo as leis de amor, que identificam aqueles parentes enunciados pelo nosso Mestre.

O parentesco estende-se dos pais e filhos para os avos, tios, primos e sobrinhos, nos seus graus de ligação, ampliando-se o relacionamento familiar. Igualmente dilatamos os nossos laços afetivos, dedicando a todos a nossa atenção, emprestando o nosso cuidado, colaborando nas necessidades mais imediatas do sustento material daqueles que a sorte não favoreceu.

Nos transes difíceis da vida, em que as comoções profundas envolvem os lares mais próximos pelos laços familiares, o nosso apoio e a nossa compreensão, exaltando a oportunidade das provas no nosso aprendizado cristão e o despertamento da nossa sensibilidade e interesse pelos menos afortunados, cujas misérias, são observadas por nossos olhos, revelam quão agraciados ainda somos pela misericórdia Divina.

O perdão, a Tolerância, a paciência, o refreamento dos costumeiros falatórios, no ambiente familiar e no convívio com os parentes, devem ser mais intensamente vividos, amortecendo as nossas paixões desenfreadas e equilibrando os nossos impulsos violentos.

Extraído do livro Iniciação Espírita - Ed. Aliança - Cap O CRISTÃO NO LAR

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Familia



Há, pois duas espécies de famílias:
  • as famílias pelos laços espirituais e
  • as famílias pelos laços corporais.
Duráveis, as primeiras se fortalecem pela purificação e se perpetuam no mundo dos Espíritos, por meio das várias migrações da alma; as segundas, frágeis como a matéria, se extinguem com o tempo e, muitas vezes, se dissolvem moralmente, já na existência atual.
(do item 8,cap XIV de O Evangelho segundo o espiritismo)

De todas as associações existentes na Terra - excetuando naturalmente a humanidade - nenhuma talvez mais importante em sua função educadora e regenerativa;  a constituição da família.

De semelhante agremiação, na qual dois seres se conjugam, atendendo aos vínculos do afeto, surge o lar, garantindo os alicerces da civilização. Por meio do casal aí estabelecido funciona o princípio da reencarnação, consoante as Leis divinas, possibilitando o trabalho executivo dos mais elevados programas de ação do mundo espiritual.

Por intermédio da paternidade e da maternidade, o homem e a mulher adquirem mais amplos créditos da vida superior.

Daí, as fontes de alegria que se lhes rebentam do ser com as tarefas da procriação.

Os filhos são liames de amor conscientizado que lhes granjeiam proteção mais extensa do mundo maior, uma vez que todos nós integramos grupos afins.

Na arena terrestre, é justo que determinada criatura se faça assistida por outras que lhe respiram a mesma faixa de interesse afetivo. De modo idêntico, é natural que as inteligências domiciliadas nas esferas superiores se consagrem a resguardar e guiar aqueles companheiros de experiência, volvidos à reencarnação para fins de progresso e burilamento.

A parelentela no planeta faz-se filtro da família espiritual sediada além da existência física, mantendo os laços preexistentes entre aqueles que lhe comungam o clima.

Arraigada nas vidas passadas de todos aqueles que a compõem, a família terrestre é formada, assim, de agentes diversos, portanto nela se reencontram, comumente, afetos e desafetos, amigos e inimigos, para os ajustes e reajustes indispensáveis ante as leis do destino.

Apesar disso, importa reconhecer que o clã familiar evolve incessantemente para mais amplo conceitos de vivência coletiva, sob os ditames do aperfeiçoamento geral, conquanto se erija sempre em educandário valioso da alma.

Temos, dessa forma, no instituto doméstico uma organização de origem divina, em cujo seio encontramos os instrumentos necessários ao nosso próprio aprimoramento para a edificação do mundo melhor.

Emmanuel
Extraído do livro Sexo e Vida - Francisco Cândico Xavier

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Qual o valor da Família?

"O fator essencial para reconhecer o valor da família está na capacidade de sentir o bem e retribuí-lo.
Quando crianças, ao sermos contrariados, fazíamos "birra".
Alguém, insistiu conosco, não uma, mas mil vezes, para aprendermos"

Valorizar a família, à primeira vista, parece se fácil. Recuperemos as primeiras lembranças de que temos: quase sempre, vamos pensar nas brincadeiras infantis, ambiente afetuoso, do carinho da mãe, da atenção do pai, das brincadeiras entre irmãos. E se lembramos de broncas e castigos, concluímos com nosso raciocínio de adulto que muitas advertências nos ensinaram limites e nos fizeram compreender o que é dever, carência, respeito, prudência.

São conceitos abstratos, mas necessários para "uma criança virar gente". como se dizia antigamente.

Mais difícil é quando não temos boas lembranças. Se faltou um dos pais ou ambos, seja presencialmente, seja no cumprimento de seu papel. Ainda assim, com mais esforço, vamos situar em outras pessoas a condição de educadores e apoiadores necessários ao nosso desenvolvimento. Avós, tios, primos ou irmãos mais velhos, consanguíneos ou não, podem ser referências importantes para nossas vidas.

Quem cresceu com total ausência destas referências teve muito mais dificuldades e sua vida, precisando encontrar em seu próprio íntimo as forças para construir a si mesmo como ser humano adulto e em condições de compreender e cumprir sua missão na vida. Mas, às vezes, quem teve tudo, só vem a dar o devido valor quando sofre as perdas que a vida impõe.

Não há dúvida que os conceitos que o Espiritismo trouxe sobre a vida ajudam a melhorar o nível do aproveitamento de nossa existência, pois aprendemos que estamos vivos para evoluir e que isso significa desenvolver a alma, em seus potenciais mentais e emocionais. O fator "reencarnação" auxilia a compreender melhor as situações de exceção, porém não se pode dizer que é indispensável para valorizar a família. Sem dúvida, ajuda, e muito. Porém são bilhões de almas encarnadas em jornada evolutiva na situação de encarnados que não receberam tal informação e que nascem, crescem, desenvolvem-se e, portanto, evoluem.

O fator essencial para reconhecer o valor da família está na capacidade de sentir o bem e retribuí-lo. Quando crianças, ao sermos contrariados, fazíamos "birra", chorando, batendo o pé no chão, chutando coisas. Alguém, pai, mãe ou couto com esta função, insistiu conosco, não uma, mas "mil vezes", para aprendermos. Talvez o tenhamos deixado quase louco, testando sua paciência, mas dentro de nós, aprendemos a identificar quando uma atitude tem como finalidade o nosso bem. Isso é aprendizado, modificação, evolução enfim.

A frase já é conhecida: amor é o que o  amor faz. O que a família - ou diversas pessoas na vida que cumpriram esse papel -  nos fez e continua nos fazendo é a verdadeira medida do amor para cada um de nós. E isso se desdobra ao longo do tempo, quando chega nossa vez de criar uma família. Pode ser que nos unamos a outra pessoa, para formar um lar, que venham os filhos e os desafio de educa-los. Pode ser que venhamos a assumir a extraordinária missão de adotá-los. Que tenhamos que criar filhos sem um companheiro/companheira.
 Ou ainda que venhamos a ser pais substitutos de filhos de outras famílias que se aproximaram de nós pela mais diversas razões.

As possibilidades são infinitas, mais tais situações da vida aparecem para nosso aprendizado e crescimento. Nem sempre vamos acertar, ao contrário, costumamos errar muito pensando que estamos certos. Porém, a direção mais segura continua sendo a regra áurea: amar ao próximo como a si mesmo. Pode ser que, em nossa mente, essa frase tão sábia seja ouvida como chavão, porque a ouvimos muitas vezes, Mas atenção: lembremos de nós mesmos, de quem somos, de que já vivemos para valorizar nossas atitudes como parte da família de alguém na vida.

Texto de Eduardo Miyashiro - Diretor-geral da Aliança
Extraido O TREVO - Aliança Espírita Evangélica numero 462

A Família

 "O lar é o sagrado vértice onde o homem e a mulher se encontram para o entendimento indispensável. É o templo onde as criaturas devem unir-se espiritual antes que corporalmente.
 André Luiz - Nosso Lar" .

A reunião de Espíritos, quase sempre diferentes, moral e intelectualmente, e uma mesma família, formando um mesmo lar, é providência tomada por força de acordos pré-encarnatórios e compromissos assumidos antes do nascimento, no Plano Espiritual.

As finalidades principais desses agrupamentos de indivíduos diferentes são:
a) resgates de dívidas do passado;
b) desenvolvimento da capacidade de amos aos semelhantes:
c) afinização entre participantes, sendo ao consanguinidade problema simplesmente decorrente, porém complementar porque, pela hereditariedade, muitas das provações se efetivam.

As diferentes condições necessárias às provas a passar juntos pelos membros da família são providenciadas pelos benfeitores espirituais encarregados das reencarnações, com anuência dos interessados, quando estes têm liberdade de opção e, compulsoriamente, nos casos contrários.

Para os Espíritos benfeitores é um trabalho delicado e penoso este de reunir, num mesmo agrupamento familiar, as pessoas e as condições necessárias aos reajustes e provações.

Se os conhecimentos espíritas fossem mais difundidos, muitos fracassos encarnativos seriam evitados, os resgastes e as aproximações facilitados, cada uma das partes agindo com a consciência despertada para os benefícios comuns do grupo.

As leis e costumes diferentes e, sobretudo os ensinamentos religiosos afastados da realidade e impostos aos homens durante séculos, desviaram-nos dos rumos certos e promoveram continuados fracassos encarnativos ou, no mínimo, baixo aproveitamento de oportunidades em sucessivas encarnações.

O lar familiar é um primeiro campo de reajustes e de experiências afetivas, onde a fraternidade e a tolerância podem ser exercitadas, visando a futura expansão do sentimento divino do amor espiritual.

Acostumando-se a querer bem àqueles que são do mesmo sangue ou da mesma grei e estendendo a tolerância às gerações seguintes, de netos e bisnetos, vai crescendo essa capacidade afetiva, penetrando os homens no campo mais amplo e geral do amor aos semelhantes, extensivo, por fim, aos estranhos.

A civilização atual está aniquilando esses sentimentos e afastando essas oportunidades, substituindo-as pela indiferença, pelo egoísmo, pela insensibilidade que caracterizam o materialismo hodierno.

Nações inteiras expoentes dessa civilização ilusória estão caminhando para a anarquia social, na qual desaparecem o respeito e o pudor, e o sexo é entronizado pelo amor livre, desembaraçado dos liames afetivos da família, num regresso lastimável à animalidade anterior.

A defesa intransigente da estabilidade dos lares, no seu sentido cristão, é uma das tarefas a que os Discípulos de Jesus devem dedicar-se com firme determinação, porque a purificação do corpo e do Espírito que os lares cristãos favorecem é condição indispensável ao aprimoramento da evolução.

Há uma forte tendência de se implantar no mundo essa licença sexual desmoralizante, para que os instintos inferiores campeiem livremente; e este é um dos sinais de que a Besta Apocalíptica tenta estender seu domínio amplamente, opondo-se às hostes iluminadas do Cristo Planetário, das quais todos os espíritas devem fazer.
cap 5 do livro Enquanto é Tempo - Edgard Armond

INFLUÊNCIA DOS PAIS
Os pais, como se sabe, influem poderosamente na conduta dos filhos, contendo excesso e impulsos instintivos, herdados da animalidade ancestral (que são congênitos) como também, sentimentos inferiores, que o convívio com os semelhantes muitas vezes favorecem, porque se soma.

Energia, vigilância e amor são três requisitos indispensáveis para o cumprimento proveitoso do dever e a quitação das responsabilidades que, como pais, lhe cabem.

EDUCAÇÃO DOS FILHOS
Quando os pais terrenos não impõem aos filhos os corretivos necessários, no tempo justo, seja por tolerância, negligência ou cansaço pela inutilidade deles, os estigmas das paixões animais prevalecem e acabam por dominá-los, exigindo repressões mais drásticas que, entretanto, nestes casos, tornam-se inúteis e até mesmo contraproducentes, porque geram ressentimentos, malquerenças e afastamentos.

Mas se os pais tudo fazem e nada conseguem, resta então confiar que o mundo exterior o fará de qualquer forma, porque aquele que não aprende com os pais, aprende com a vida que nestes casos, nunca tem mão leve.
Do livro Na Semeadura I - Edgard Armond

Extraído de O TREVO - Aliança Espírita Evangélica numero 462

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Filhos que aprontam e pais que se desculpam




Artigo da Revista O Consolador
...
Para ser mais preciso, algo muito estranho, para dizer o mínimo, está em curso na relação entre pais e filhos na atualidade. Ou seja, os pais estão agora se desculpando por exercer o seu papel na educação da sua prole. Explico melhor: há fortes indícios de que muitos pais se sentem desconfortáveis em chamar a atenção dos seus filhos quando estes se excedem ou cometem uma falta grave. Em situações mais extremas, há pais que se desculpam por não poder acompanhar os seus filhos em certos eventos ou lhes atender certos desejos e caprichos.
É evitado a todo o custo – como já presenciei inúmeras vezes - o uso da palavra “não” na interação diária entre eles, até mesmo em situações que concretamente a exigem. É notório que os padrões educacionais – refiro-me essencialmente aqui à orientação que parte do lar – sofreram acentuadas mudanças nas últimas décadas. Por conseguinte, o modelo austero do passado cedeu a um enfoque e/ou tratamento contemporizador e, às vezes, até mesmo excessivo. Por isso, é pertinente recuperar as elucidações exaradas pela doutrina espírita, considerando a delicadeza do assunto. 
Desse modo, será que estabelecer certos limites e/ou pronunciar a palavra não, quando esta for necessária, podem ser iniciativas indesejadas nas relações entre pais e filhos? A lógica nos sugere o contrário. Afinal de contas, a educação do lar tende a moldar importantes traços comportamentais e de personalidade dos filhos. É nessa fonte sagrada que normalmente bebemos durante uma parte relevante da nossa formação, e que provavelmente determinará muito do que haveremos de ser no futuro. Se bem aproveitada, certamente nos lembraremos por toda a vida de certas lições recebidas, conselhos formulados, explicações fornecidas e exemplos dados pelos nossos pais.
Corroborando essa percepção, O Espírito Emmanuel, na obra Pensamento e Vida (psicografia de Francisco Cândido Xavier), recorda que “Nasce a criança, trazendo consigo o patrimônio moral que lhe marca a individualidade antes do renascimento no plano físico; no entanto, receberá os reflexos dos pais e dos mestres que lhe imprimirão à nova chapa cerebral as imagens que, em muitas ocasiões, lhe influenciarão a existência inteira”.  
Emmanuel pondera igualmente que:
“Tratá-los à conta de enfeites do coração será induzi-los a funestos enganos, porquanto, em se tornando ineficientes para a luta redentora, quando se lhes desenvolve o veículo orgânico facilmente se ajustam ao reflexo dominante das inteligências aclimatadas na sombra ou na rebeldia, gravitando para a influência do pretérito que mais deveríamos evitar e temer.
É assim que toda criança, entregue à nossa guarda, é um vaso vivo a arrecadar-nos as imagens da experiência diária, competindo-nos, pois, o dever de traçar-lhe noções de justiça e trabalho, fraternidade e ordem, habituando-a, desde cedo, à disciplina e ao exercício do bem, com a força de nossas demonstrações, sem, contudo, furtar-lhe o clima de otimismo e esperança. Acolhendo-a, com amor, cabe-nos recordar que o coração da infância é urna preciosa a incorporar-nos os reflexos, troféu que nos retratará no grande futuro, no qual passaremos todos igualmente a viver, na função de herdeiros das nossas próprias obras”.
Por sua vez, Allan Kardec, em O Livro dos Espíritos (questão 208), sintetiza: “... os Espíritos dos pais têm por missão desenvolver os de seus filhos pela educação. Constitui-lhes isso uma tarefa. Tornar-se-ão culpados, se vierem a falir no seu desempenho” (ênfase minha). Dedicar-se a essa tarefa com denodo, portanto, constitui uma obrigação inalienável quando se assume a paternidade.
Desculpar-se por querer lhes fornecer as lições mais valiosas ou por negar-lhes certos caprichos perigosos não condiz com tal missão. Querer compensar a ausência física – muito comum nos dias presentes por várias razões que não cabem discorrer aqui - por meio da complacência descabida com os defeitos, manias e comportamentos inapropriados dos filhos não ajuda os que abraçam a paternidade, assim como os seus filhos, além de criar situações penosas e perfeitamente dispensáveis para todos os envolvidos.
 por Anselmo Ferreira Vasconcelos
http://www.oconsolador.com.br/ano11/530/ca1.html

domingo, 23 de abril de 2017

Maternidade

A Natureza deu à mãe o amor a seus filhos no interesse da conservação deles. No animal, porém, esse amor se limita às necessidades materiais [...]. No homem, persiste pela vida inteira e comporta um devotamento e uma abnegação que são virtudes. Sobrevive mesmo à morte e acompanha o filho até no além-túmulo.(O Livro dos Espíritos,questão 890.)
 
 A Doutrina Espírita nos ensina que assim como temos as famílias constituídas
pelos laços materiais, temos, também, as constituídas pelos laços espirituais. Estes
laços espirituais são mais sólidos e duráveis do que os primeiros, visto que não estão
sujeitos às instabilidades da matéria. Destaca, todavia, que a família espiritual se
forma e se consolida com a prática da Lei de Amor no convívio da família corporal.
 
A Lei de Amor, que a tudo preside, deve, pois, estar presente em todos os atos,
sentimentos e pensamentos do ser humano. Deve presidir o ato que permite ao
Espírito retornar às experiências materiais pela reencarnação, especialmente o rela-
cionamento com a mãe que com ele convive, na intimidade, durante a gestação, na
formação inicial do seu corpo.
 
Pesquisas sobre o comportamento do ser humano vêm demonstrando que a
causa predominante de desequilíbro se situa na fase de gestação e nascimento do
ser. A rejeição que muitos sentem, desde a simples dúvida dos pais quanto ao seu
nascimento até a rejeição ostensiva e odiosa, leva esses seres a uma grave instabili-
dade comportamental, quer na área da integração social, quer na da própria acei-
tação pessoal. Em sentido oposto, os aceitos no lar, com real e manifesto amor dos
pais, demonstram melhores condições morais e psicológicas para vencerem os na-
turais desafios da existência.
Observa-se, desse modo, a importância da paternidade e da maternidade ligadas
à prática da Lei de Amor. Quando os pais e mães aceitam o filho, desde a concepção,
com sincero sentimento de amor, amparando-o em suas necessidade de aprendiza-
do e evolução, constroem as bases de um mundo de paz, uma vez que a primeira
lição por ele vivida será a da fraternidade, do amor ao próximo, que lhe servirá de
modelo para toda a existência. Neste sentido, ensina-nos Allan Kardec (O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XXII, item 3):
 
“Quis Deus que os seres se unissem não só pelos laços da carne, mas também pelos da alma, a fim de que a afeição mútua dos esposos se lhes transmitisse aos filhos e que fossem dois, e não um somente, a amá-los, a cuidar deles e a fazê-los progredir.”
 
Edital da revista  reformador maio 2006 - 12/5/2006



sábado, 2 de janeiro de 2016

OS SENTIMENTOS

Existe uma luzinha no seu peito.
Uma luz que os olhos não vêem.
Mas quando ela está acesa, a gente sente.
Pois é ela que causa os nossos sentimentos.
Quando você a acende, aparecem sentimentos bons em seu peito. Tudo fica mais bonito e gostoso. Ela faz você se sentir alegre.
Quando você a apaga, aparecem sentimento mais. Tudo fica mais feio e dolorido. Sem ela, você se sente triste.
Quando está acesa e brilhante, ela sai pela boca fazendo-nos sorrir. Ela também sai pelos olhos, fazendo-os brilhar.
Ela sai pelo peito, fazendo-nos amar, e pelos braços, fazendo-nos abraçar.
Sai também pelas mãos, fazendo-nos caprichar em tudo.
Sai, finalmente, pelo corpo inteiro, fazendo-nos dançar.
Nós só somos felizes quando ela está acesa.
Ela se acende quando você pensa positivo.
E você pensa positivo quando ela se acende.
Ela brilha quando você faz carinho nas plantas, nos animais e nas pessoas. Também quando sua mãe lhe dá um presente ou quando você come um doce gostoso.
Ela brilha mais ainda quando você dá um pedaço do seu doce para seu amigo.
Mas, muitas vezes, nós deixamos nossa luzinha se apagar.
Quando é
A se apaga, você sente medo.
O medo aparece quando você pensa que uma coisa ruim pode acontecer com você ou com alguém de quem você gosta.
Quando você tem coragem, a luzinha volta a se acender.
Coragem é o nome do sentimento que acontece quando você acredita que só coisas boas podem ocorrer com você e com os outros.
Muitas vezes, a gente não gosta de ir ao quarto sozinho, porque lá está escuro. Nós temos medo do escuro. A gente fica imaginando que tem coisas feias lá. Assim, ficamos tristes, pois apagamos nossa luzinha do peito. Mas é só imaginação.
Na nossa cabeça, podemos inventar de tudo. Se você imagina que está vendo um cachorro, você desenha o cachorro dentro da sua cabeça.
Mas o cachorro não está lá de verdade, é só imaginação. 
Medo é só imaginação.
Da próxima vez que você sentir medo, não deixe sua luzinha se apagar. Pense que no escuro tem muitas luzinhas invisíveis e alegres que estão lá para proteger você. Entre no escuro com coragem e você se sentirá feliz.
Quando você sentir medo de qualquer coisa, pense assim: " todo esse medo é só imaginação ", " eu sou corajoso ", e a sua luzinha se acenderá cheia de brilho.
Outra coisa que faz nossa luzinha se apagar, é quando ficamos frustrados.
Frustrado é o nome do jeito como você se sente quando não consegue o que quer.
As vezes, queremos coisas que não podemos ter agora, não é mesmo. Por exemplo, um brinquedo caro que a mamãe não tem dinheiro para comprar, ou quando um amiguinho não quer brincar da mesma coisa.
Aí nós ficamos com raiva. Choramos, brigamos ou falamos uma porção de coisas ruins.
Então, nós gostamos de ficar de mal.
A gente quer forçar os outros a fazer o que queremos que eles nos façam.
Preste atenção: forçar machuca a gente e os outros.
A gente fala: "ou você faz o que eu quero, ou vou ficar de mal com você". Isso quer dizer que, se a pessoa não fizer o que queremos, vamos machucá-la, fazendo-a apagar a luzinha do seu peito.
Ficar de mal é ser malvado, e isso apaga a sua luzinha também. Aí, você também sofre.
Ficamos frustrados quando a mamãe ou o papai não fazem tudo como queremos que eles façam. Queremos tudo só do nosso jeito, não? O nome disso se chama egoísmo.
O egoísmo é um sentimento que doí muito, pois a luzinha se apaga.
Generosidade é um sentimento que faz a luzinha se acender de novo. Ele acontece quando nós aceitamos que os outros também têm o direito de querer as coisas do jeito deles de vez em quando.
Ele também dá aquela sensação gostosa quando deixamos os outros brincar um pouquinho com nossas coisas.
Você, às vezes, não tem vontade de fazer certas coisas. Os outros também não.
Você, às vezes, não sabe fazer algumas coisas. Os outros também não.
Você, às vezes , está ocupado com algo e não quer largar para fazer o que os outros querem, não é? Os outros também não.
Eles também são como você.
Gente grande sente como criança.
Gente grande também tem uma luzinha no peito.
Gente grande também tem medo, fica frustrada, sente raiva , tem coragem e generosidade.
Tudo igualzinho a você.
Compaixão é o sentimento que acontece quando você tenta compreender por que as pessoas estão com raiva ou frustradas.
Para tudo tem sempre um porquê, não é?
Sentir compaixão deixa a gente feliz.
Mas, às vezes, temos preguiça de procurar o porquê e aí nós nos descontrolamos. Estando descontrolados, ficamos mais frustrados e tudo se torna muito dolorido.
Quando não queremos compreender o porquê das atitudes das pessoas, nós ficamos teimosos.
A pessoa teimosa se descontrola e faz uma porção de bobagens como chorar, fazer birra, espernear, gritar, falar palavrões e fazer um monte de cara feia. Com isso, ela apaga sua luzinha do peito e sofre muito.
Assustado é o nome do sentimento que você tem quando a mamãe se descontrola, fica com raiva e bate em você.
Ela está frustrada. Ela deixou a luzinha se apagar. Ela está sofrendo.
É a mesma coisa acontece quando o papai se descontrola. Com certeza, alguma coisa está indo mal na vida dele.
As coisas também nem sempre acontecem como eles querem.
Quando eles brigam com você, não quer dizer que não gostam de você. A verdade é que eles estão frustrados.
Então, você não precisa mais ficar assustado. Você pode compreender que eles estão assim bravos, porque não estão conseguindo o que querem na vida.
Os pais são como as crianças. Às vezes, eles são teimosos e não querem ser generosos e compreensivos. Mas eles procuram sempre fazer o que pensam que é o melhor para você ou para eles. Embora muitas vezes eles estejam errados.
Os pais também erram como você. Ninguém erra porque quer. Nós erramos, porque ainda não sabemos fazer as coisas da melhor maneira.
Os pais não sabem tudo. Eles estão aprendendo como você.
Se continuarmos a tentar sem desistir, todos nós chegaremos a aprender.
Mas cada um deverá aprender por si.
Os pais têm problemas que só eles podem resolver.
Todo mundo está tentando acertar, mas isso sempre demora um pouco.
Paciência é o nome do sentimento de quem sabe esperar.
Ela acende e faz brilhar nossa luzinha. Ela nos traz alegria.
Muitas vezes os outros têm paciência com você.
A paciência faz a gente ser carinhoso.
Quando você faz uma arte , e a mamãe é carinhosa e fala com jeito, ela está sendo paciente.
A paciência faz nascer o amor.
Todo mundo precisa de amor.
Amor é o sentimento que agente tem quando gosta muito de alguém ou de alguma coisa.
O amor nos faz sentir quentinhos por dentro. É que a nossa luzinha se acende tão forte que ficamos quentinhos.
Quando sua luzinha está acesa e a da mamãe também, vocês estão se amando.
O cachorro, quando abana o rabo, também está amando. É porque ele gosta de você. Ele vai brincar com você e ser seu amigo.
Quando o gato se esfrega em você, ele também está amando.
Os bichos também amam.
Eles também têm uma luzinha dentro deles.
Se você judiar ou assustar os animais , às luzinhas deles vão se apagar, aí eles podem morder você.
Os bichos são seus amigos quando vê-se aproxima deles com a sua luzinha acesa.
Um outro sentimento que apaga a sua luzinha e deixa você triste é a inveja.
A inveja aparece quando você pensa que deveria ter tudo igual ao que os outros têm. Algumas pessoas chamam a inveja de ciúmes.
Quando sua professora agrada um coleguinha seu e você não gosta , isso e inveja.
Quando seu amigo prefere brincar com outra pessoa e você fica chateado, frustrado, isso é inveja também.
Quando sua mãe beija seu irmão  ou irmã, ou ainda o seu pai, e você não gosta disso, então, você está com inveja. Muitas vezes, nós queremos todo amor e atenção dos outros.
Nós queremos aparecer e nos exibir. E ficamos bravos se as pessoas não ligam para nós.
A inveja dói muito. Cuidado com ela.
E você já sabe que quando dói, é porque você deixou a sua luzinha se apagar.
Para acendê-la de novo, basta você se lembrar de que muitas pessoas gostam de você e que você gosta de muitas pessoas.
Quando sua mãe agrada seu pai, isso não quer dizer que ela não gosta de você. Ela faz isso, porque a luzinha dela está acesa, e ela precisa agradar a todos.
Tenha paciência que a sua vez chegará.
A gente tem inveja do brinquedo dos outros e esquece de gostar dos brinquedos que tem.
Quando você sentir inveja , vá brincar com os seus brinquedos e goste muito deles. Assim, a sua luzinha vai acender outra vez, e você ficará alegre de novo.
Agora  quero que você conheça um sentimento que costuma apagar a luzinha de quase todo mundo: a solidão.
A solidão surge quando nos sentimos sozinhos e esquecidos por nós mesmos. Quando seus amigos não podem brincar com você e você não sabe o que fazer sozinho. Ou quando você se perde da sua mãe e não sabe o que fazer. Isso pode doer muito e apagar a sua luzinha.
Então, para se sentir bem outra vez, pense que você pode dar atenção a você mesmo, quando você quiser. Pense que você pode brincar com você mesmo é ser o seu próprio amigo.
Para começar, vá até o espelho e converse e brinque com você. Logo tudo passa, e sua luzinha se acende de novo.
Muitas vezes, nós nos sentimos muito mal quando alguém nos xinga e fala mentiras sobre nós. E isso pode doer muito. O nome desse sentimento é rejeição.
Você se sente rejeitado quando acredita e acha importante o que os outros pensam ou dizem.
Saiba que o que a pessoa está dizendo não é verdade. Ela está falando isso, porque está frustada e está sofrendo.
Então, não acredite nela.
Acredite em você.
Aí, tudo o que ela disser, não será mais importante para você.
Continue gostando dela, pois ela precisa do calor da sua luzinha para que a dela se acenda de novo.
Se ficar difícil, não escute o que ela diz. Pense que você é bom, é bonito e que você gosta de você do jeitinho que você é.
Mantenha a sua luzinha acesa que a da outra pessoa, cedo ou tarde, vai se reacender.
Pense também que a pessoa está descontrola, mas que logo, logo ela voltará ao normal.
Como você vê, manter a sua luzinha sempre acesa, depende só de você.
Então BOA SORTE!

Livro "Se liga em você -Tio Gaspa de Luiz Antonio Gasparetto"



sexta-feira, 24 de julho de 2015

Família ideal


Enquanto ia para a Evangelização Infantil no Grupo Espírita, Jô lembrou que, em sua Escola, a próxima semana seria a Semana da Família. Ela não gostava dessa data porque seus pais não moravam juntos e, no ano anterior, seu pai trouxe a namorada para a Festa da Escola.

         Quando a aula de Evangelização iniciou, Jô descobriu que o assunto era Família. Ela se escondeu atrás de um livro, pois não queria falar sobre isso.

         Mas logo se interessou pelas fotos e gravuras de várias famílias: algumas com a figura do pai, da mãe, dos filhos e avós; em outras, o pai desencarnou e na foto estavam apenas a mãe e os filhos; havia uma em que os pais se separaram e moram em casas diferentes, e outra em que o filho mora com a mãe e há muito tempo não vê o pai porque ele mora em outro Estado.

         Logo as crianças começaram a contar sobre suas famílias: Fábio mora com os pais e os avós; a mãe de Edu desencarnou e ele mora com o pai; José mora com a mãe e o pai, e seu irmão mais velho mora em outra casa com a esposa e os filhos; Gil mora com a mãe, seu pai mora em outra casa, e seus avós vivem em outra cidade. Jô contou que seus pais se separaram, e que ela mora com a mãe e os irmãos.

         A evangelizadora explicou, então, que família não são apenas as pessoas que moram na mesma casa, mas as que estão unidas por laços de afeto. E que os pais que desencarnaram não deixam de fazer parte da família, apenas estão morando no Mundo Espiritual, e que de lá amam seus filhos e zelam por eles.

         - Então, qual a melhor família? - perguntou Adriana, a evangelizadora.

         Ninguém respondeu. Jô pensou em uma família com pai, mãe e filhos, todos morando na mesma casa.

         A evangelizadora olhou para um aluno e apontou dizendo: - A sua! Apontou para outro e disse a mesma coisa. E assim fez com todas as crianças.

         E concluiu:

         - Não existe uma família ideal. Cada um tem a família certa para si. Existem apenas diferentes tipos de família, cada uma com suas características, mas cada família é especial!

         Aos poucos, as crianças compreenderam que cada um escolhe reencarnar na família que é a mais indicada para o que precisam aprender nesta vida. E que família é um grupo de pessoas que se reúnem para se ajudarem e evoluírem juntas.

         No final da aula, Jô desenhou sua família: a mãe, o pai, os irmãos, e os avós que já desencarnaram; afinal, aquela não era uma família diferente, mas uma família especial, a sua família.


Claudia Schmidt
Seara Espírita nº 84 - novembro de 2005 e Parte do livro Universo Infantil



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