Fish

Material Didático para Evangelizadores

O QUE É EDUCAÇÃO ESPÍRITA?





 "Uma criança educada espiritualmente - Será um adulto que irá elevar-se rumo à felicidade futura"
1. CONCEITO
 O que é feito na área da infância e juventude sob o nome de Educação Espírita é a divulgação do conhecimento espírita e os ensinos morais dada por Jesus, que foi apontado pelos Espíritos Superiores, que trabalharam na codificação, como um modelo de perfeição para toda a Humanidade.
         Como a preocupação não é apenas com o repasse de conhecimentos, mas principalmente com a formação moral e, como a formação moral está baseada no Evangelho, pareceu mais apropriada a denominação de Evangelização Espírita, pois compreende exatamente o que ocorre durante oo nosso reuniões do grupo.
 
2. OBJETIVOS:
a) Promover a integração do aluno: consigo mesmo, com Deus e com os outros;
 
b) Proporcionar ao aluno o estudo: a lei natural que rege o universo, a natureza, origem e destino dos espíritos, bem como sua relação com o mundo corpóreo.
 
c) Oferecer aos alunos a oportunidade de entender-se como: um herdeiro ser integral, crítico, participativo, de si mesmo, cidadão do universo, o agente da transformação do seu meio ambiente, para a perfeição um todo pode alcançar.


3. ESPIRITISMO E EDUCAÇÃO
       O Espiritismo é um conjunto eminentemente racional do conhecimento, e possui fortes recursos para iluminar a educação com uma filosofia que transcende todas as necessidades materiais imediatas, que transcende todas as fronteiras, que revela horizontes mais amplos, que atende os interesses mais nobres, e que tem um ideal capaz de impulsionar o progresso real.
      Do ponto de vista espírita, a educação começa antes do nascimento e continua após a morte do corpo físico.

       "É através da educação, mais do que pela Instrução que a Humanidade será transformada."
                                                                    Allan Kardec, O Livro dos Espíritos
 
4. IMPORTÂNCIA DA EDUCAÇÃO ESPÍRITA
      O principal objetivo do Espírito para retornar a um corpo de uma criança é ser educado novamente. As impressões positivas do Espírito recebe durante a infância pode ser crucial para sua existência atual e até mesmo a vida futura. É por causa do estado semi-consciente do espírito encarnado no corpo de uma criança que suas barreiras mentais de defesa são neutralizados, assim é mais macio e mais receptiva, assim como mais flexível e aberto a todas as influências ...
Daí a importância da Educação Espírita, porque espiritualmente é educar as crianças para prepará-los para enfrentar todos os tempos e de todas as adversidades da vida, segundo os postulados do Evangelho. É a única maneira de cultivar no espírito da criança, desde o alvorecer da vida, a compreensão da prática de boas ações, a aquisição da moral e do conhecimento, de modo que ela possa alcançar o crepúsculo da sua existência física consciente de suas conquistas espirituais , Sabendo-se e colocando-se no universo como colaboradora da Divindade Suprema.


5. O CENTRO ESPÍRITA E A EDUCAÇÃO DE CRIANÇAS E JOVENS
A Educação Espírita para Crianças e Jovens é o melhor caminho para o Centro Espírita para realizar um dos objetivos principais Espiritismo: transformar a todos em bons seres humanos, porque a Educação Espírita para Crianças e Jovens é uma das primeiras atividades que servem como base para o moral de um Novo Mundo.
O Centro Espírita consciente de sua missão, deve envidar todos os esforços não só para a criação da Educação Espírita para Crianças e Jovens, mas também para o seu pleno funcionamento, considerando sua importância para a preparação moral das novas gerações e a preparação de futuros profissionais de o Centro Espírita e do Movimento Espírita.

6. PROGRAMA DE ENSINO
       Um programa de ensino contendo evangélica moral é o elemento-chave utilizada na preparação de nossas aulas. Este conhecimento é apresentado aos alunos através de situações práticas da vida. A metodologia empregada tem como objetivo inspirar os alunos a refletir por si mesmos e para chegar a suas próprias conclusões a respeito dos assuntos estudados, pois essa é a única forma eficaz de promover a aprendizagem real.
O currículo utilizado durante as aulas de Educação Espírita tem seu conteúdo baseado na obra da Codificação Espírita e constitui um curso de Espiritismo, que se desenvolve durante o processo de Educação Espírita.
 
Fonte:. Curriculares para a Educação Espírita para Crianças e Jovens - Federação Espírita Brasileira /Educação segundo o Espiritismo, de Dora Incontri / Conceito e Filosofia da Educação - Federação Espírita Brasileira / Educação para o Espírito - Walter Oliveira Alves
Agradecimento à Cláudia Werdine
 





A CRIANÇA E O DESENHO LIVRE
      Após a aula  vem atividades! 
Quando ministramos o desenho livre em nossas atividades estamos estimulando o desenvolvimento psíquico- emocional da criança.
É através do desenho livre que ela manifestará suas emoções.
Sugira um tema para o desenho e deixe a criatividade da criança trabalhar.
Elogie, moderadamente  para estimular. Pergunte o que ela desenhou.
O respeito pelo desenho é muito importante! 
Ali está gravado suas impressões emocionais.
O trabalho com desenho livre facilita na evangelização, pois através das formas e cores podemos sentir  o estado vibratório da criança e assim, recolhendo informações pessoais para o preparo da próxima aula.
Se policie para nunca falar p.ex. - isso não é uma casa, uma casa é assim... Não faça o desenho para ela. deixa-a trabalhar.
Hoje vemos crianças, adolescentes jovens e adultos com dificuldades em desenhar. - Dizem não saber! Que seu desenho é feio... Um horror! 
Supostamente foram reprimido em sua criatividade na infância.
Nosso dever é ajudar o  desenvolvimento da criança, ajudando-a  a crescer com segurança e com poder de decisões. Para que usem sabiamente o seu livre-arbítrio. 
Sempre com orientação e não repressão.


ASSIM NÃO DÁ
Dar brindes a quem faz a tarefa corretamente ...
Muitos professores dão doces, figurinhas ou brinquedos a quem acerta uma atividade. Eles acreditam que o aluno vai associar o esforço em aprender ao prazer de receber o presente – e assim tomará gosto pelos estudos. Isso é um grande engano. Ao dar brindes a quem faz corretamente uma tarefa, você passa a mensagem de que todo o esforço merece uma gratificação material e esquece que a principal recompensa está no próprio ato de aprender – passar do patamar de desconhecimento para o de conhecimento.
Quem trabalha com crianças certamente já se deparou com um aluno feliz dizendo: “Quer ver? Eu já sei ler!” Esse orgulho em aprender deve ser a principal motivação da turma. Melhor do que premiar que acerta é valorizar o esforço de cada um. Elogie as conquistas, mas nunca tente comprar a garotada com presentes.
Para saber mais sobre o assunto em questão, confira O Diálogo entre o Ensino e a Aprendizagem Telma Weisz/ Ana Sanches Ed. Ática
Elaine Saes


O EVANGELIZADOR ESPÍRITA POR CLÁUDIA WEDINE
A figura do evangelizador é de importância fundamental na Evangelização. Ele é o pólo de energia emuladora que criará o ambiente ideal para o trabalho. Suas palavras, seus gestos, seus pensamentos e sentimentos são extremamente importantes no processo educativo. Será ele que propiciará as atividades adequadas para que ocorra a interação da criança com o meio físico e espiritual, permitindo que ela vivencie as atividades, a fim de construir seu próprio futuro.
Para a execução desta tarefa de tão grande responsabilidade, os evangelizadores espíritas, cada vez mais conscientizados da importância do seu trabalho, estudam a Doutrina Espírita, aprofundando conhecimentos doutrinários; e se aperfeiçoam ou se preparam em técnicas de ensino, para melhor atender às exigências do processo ensino-aprendizagem.
Aliás, a única exigência, em termos de conhecimento, que se deve fazer em relação ao preparo daquele que se propõe evangelizar, é a do domínio prévio do Espiritismo. Quem não tiver este domínio não está em condições de atender aos objetivos da tarefa, ainda que possuidor de grande boa vontade. Esta é uma maneira de assegurar o cumprimento dos objetivos propostos para a Evangelização Espírita das novas gerações.
A falsa concepção de que o candidato a evangelizador, tendo boa vontade, dispensa os conhecimentos doutrinários tem causado muitos prejuízos à eficiência do trabalho.
Além do mais, a boa vontade se manifesta exatamente pelo esforço que o candidato faz para adquirir os conhecimentos que são indispensáveis ao seu ministério. Boa vontade de aprender, de se aprimorar, de enriquecer seus recursos pessoais (intelectuais e afetivos), esta sim, seria uma qualidade básica para outras aquisições que venha a conquistar.
Devemos ressaltar que não basta somente ser um profundo conhecedor do Espiritismo para ser um evangelizador, é preciso também um amor infinito, aliás, segundo Pestalozzi, o amor é o eterno fundamento da educação. O amor é condição sem a qual não se pode promover a Evangelização Espírita das novas gerações. Amor este que nos leva a trabalhar, diariamente, nossa reforma íntima, pois o evangelizador espírita deve ser aquele que, antes de falar, exemplifica; antes de teorizar, sente e antes de ser um educador, é um ser humano.
O amor pressupõe renúncia, dedicação, fé, perdão sincero, perseverança, entre outros sentimentos de igual valor, para que se concretize a obra de educação dele fundamentada.
Quando, como educadores, começamos a enumerar dificuldades, obstáculos instransponíveis, problemas pessoais e circunstâncias impeditivas à completa realização da nossa tarefa, significa que ainda não somos capazes de amar no sentido pleno desta palavra. Meditemos nisso!
“Caros Evangelizadores,
Fomos convocados a realizar uma obra específica no campo do bem, cujo Mestre e responsável maior pela sua execução coloca ao nosso alcance os recursos necessários, respeitando, porém, a nossa disposição de agir.
São poucos, por hora, os que dispõem à ação. Mas já aprendemos com Jesus a lição do fermento que á capaz de levedar a massa toda! Sejamos o fermento pela força da nossa convicção e da nossa certeza na excelência da tarefa a que nos propomos.
Outros se juntarão a nós, se dermos o exemplo da perseverança e da fidelidade aos princípios estabelecidos para este trabalho pelo Cristo de Deus. O nosso exemplo pode arrastar multidões pela força que lhe é intrínseca, pelos objetivos que norteiam a tarefa.
Quem caminha rumo à espiritualização, com certeza não caminha só, como também, em boa companhia. Quem não desiste no meio do caminho, encoraja os que o acompanham a prosseguir, colaborando para que a caravana não se enfraqueça e siga, unida, até o fim.
Perseverar no trabalho anônimo e produtivo que não recebe os aplausos do mundo, porque não fica na evidência social, é dar testemunho de alta compreensão dos planos de Jesus, relativos à nossa melhoria espiritual. A tarefa de evangelização da criança e do jovem é um desses trabalhos. Plantar, na mente e nos sentimentos da nova geração, a semente de uma sociedade altruísta é investir no futuro, com apreciáveis possibilidades de êxito.
Para tanto, necessita o evangelizador estar convencido da importância e do alcance do seu trabalho, condição sem a qual não terá forças suficientes para enfrentar os obstáculos de várias naturezas que comumente se antepõem às nobres realizações.
Fortificado no seu ideal, poderá o evangelizador cumprir tarefa sócio espiritual de grande valia e arrastar, com seu exemplo, aqueles que, embora ainda indecisos, se inclinam a seguir um bom modelo.”
(Cecília Rocha, Pelos Caminhos da Evangelização – FEB.)
Bibliografia:
Material IV Encontro de Evangelizadores – FEB
Pelos Caminhos da Evangelização − Cecília Rocha – FEB
Currículo para as Escolas de Evangelização Espírita Infanto-Juvenil – FEB
O Livro dos Espíritos −Allan Kardec
A Educação segundo o Espiritismo – Dora Incontri
Entrevista com Divaldo Franco – A Importância da Evangelização – IDE

COMO NÃO PERDER A CALMA COM OS PEQUENOS? Tomar consciência de que, às vezes, nos falta auto-controle já é um grande passo. A raiva e a frustração podem se decorrentes de uma expectativa muito alta que criamos com base em uma concepção ideal de criança. Para lidar com os pequenos, precisamos conhecê-los e entender com pensam e agem em cada fase de desenvolvimento. Esse aprendizado nos faz perceber que as reações tidas como "irritantes" - empurrões, choro, desatenção, mordidas, gritos etc. - são inerentes à infância. A prática pedagógica fundamentada nesse saber permite que você organize um ambiente estimulante e realize intervenções construtivas, que vão lhe trazer mais segurança e tranquilidade para lidar com a turma. "É preciso deixar de lado o paradigma da criança perfeita a aceitá-la como é de verdade, e não como desejamos que seja."
 COMO LIDAR COM ALUNOS QUE APRESENTAM ALTO GRAU DE ANSIEDADE? Existem muitas situações em que a ansiedade pode estar presente, antes de provas, na hora de formar grupos etc. Para planejar suas intervenções, observe em quais momentos os alunos ficam ansiosos e como isso se manifesta. Analise se a rotina de aula não está contribuindo para o problema ao deixá-los muito tempo sem fazer nada.Inclua todos no planejamento de atividades e projetos para que saibam as etapas com antecedência. Procure demonstrar empatia, usando linguagem descritiva "Percebo que você quer contar sua ideia, espere só mais um pouco. Assim que seu colega terminar, será sua vez".Com isso, você auxilia os mais ansiosos a identificarem seus sentimentos e, aos poucos, desenvolverem mecanismos de autocontrole. Por fim, evite rótulos e críticas, pois só pioram a situação.(Telma Vinha - prof. psicologia educacinal Unicamp)
O QUE FAZER QUANDO UM ALUNO ME XINGA E ME DESRESPEITA? Alguns alunos precisam de intervenção para aprender a se expressar com respeito. O ideal é que, em uma conversa privada, você coloque a ele o que sentiu. Ouça-o também e legitime os sentimentos dele. Diga ter entendido que ele esteja bravo, mas que há formas não ofensivas de se manifestar. Peça que o próprio estudante as aponte. Com isso, você mostra como resolver conflitos de maneira assertiva. Punições controlam o problema só por um tempo, pois não promovem a tomada de consciência das reais consequencias dos atos. Tirar pontos por comportamentos, uma atitude comum, é um uso abusivo do nosso poder e desvirtua o processo de avaliação, que deve contrar-se na aprendizagem. (Luciene Tognetta - grupo de estudo e pesquisa em educação moral da Unicamp)
INÍCIO DE ANO  NA EVANGELIZAÇÃO


grátis
TEXTOS. ARTIGOS. APOSTILAS. LIVROS


fonte /www.ceeak.ch




 

-"QUERIDOS EVANGELIZADORES INCENTIVAR AS CRIANÇAS A FAZEREM PRECES ESPONTÂNEAS".

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Obrigada por sua mensagem. Será publicada após aprovação.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...