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sexta-feira, 26 de julho de 2019

“Evangelizar bebês é educar o Espírito desde a mais tenra idade”


A educadora goiana Cíntia Vieira Soares fala sobre a origem e o objetivo de sua proposta de evangelização de bebês
 
 



Por que a proposta Evangelizando Bebês? 
Considerando que evangelizar é alcançar os corações com o conhecimento espírita e com a moral do Cristo, evangelizar bebês é educar o Espírito desde a mais tenra idade, levando-o a sentir as vibrações amorosas de Jesus e a proteção de Deus. Além de vivenciar atividades doutrinárias e cristãs de estimulação, visando ao seu desenvolvimento harmônico, o bebê é também incentivado a perceber os laços de carinho e amor que o unem à mamãe, ao papai e seus familiares, em ambiente espiritualmente saturado de boas vibrações.
    
Como surgiu a ideia? 
A ideia de evangelizar bebês surgiu a partir da necessidade de se atender crianças menores de 2 anos, que até então não tinham a oportunidade de participar das atividades de evangelização em nossa casa espírita. Os pais queriam que os bebês ficassem nas salas com os irmãozinhos, mas não tínhamos nenhuma condição de receber crianças com faixa etária tão específica... Como eu já trabalhava com musicalização de bebês, a inspiração que me veio foi utilizar a mesma metodologia que eu dominava profissionalmente, a partir de um programa estruturado com conteúdos sobre Deus e os ensinamentos de Jesus.   
Como tem sido a experiência das oficinas? 
Maravilhosa. A proposta é compartilhar ideias e práticas sobre o tema “Evangelização de Bebês”. Como o trabalho é em algumas regiões desconhecido, realizamos a rotina de uma aula com algumas atividades fundamentais, com os próprios bebês da região e seus pais. A oficina é estruturada em dois momentos: o primeiro, com a demonstração de uma aula de evangelização para bebês, e o segundo, com a fundamentação pedagógica e doutrinária, a partir das dúvidas e perguntas dos evangelizadores participantes. 
Conte-nos algo marcante. 
O aspecto mais distinto desse trabalho é a possibilidade de participação dos pais junto aos bebês. A presença ativa da mamãe e do papai nas atividades de evangelização do bebê é fonte básica de segurança e bem-estar, facilitando desde a sua adaptação até a sua completa integração ao ambiente educativo espiritual. Não podemos esquecer que os pais são acima de tudo corresponsáveis pelo processo de evangelização de seu filho. Assim, a evangelização propicia conteúdo evangélico-doutrinário tanto para o bebê quanto para os pais, além de criar e fortalecer os vínculos da família com a Casa Espírita.    
Como é apresentado o trabalho? 
Fazemos uma palestra sobre o tema “A Arte de Servir e Educar” e, também, uma oficina para evangelizadores, com os bebês da região e seus pais. Os evangelizadores terão a noção de como a evangelização de bebês se processa na prática. Assim, além de incentivar ao estudo mais aprofundado do assunto, esperamos estimular a estruturação de atividades para essa faixa etária em mais casas espíritas e também contribuir com os trabalhos de evangelização já existentes.  

 
 Cíntia Vieira Soares, diretora da Escola Música e Bebê em Goiânia-GO, onde reside, possui graduação em Música pela Universidade Federal de Goiás e é mestre em Educação pela mesma instituição e conhecida nacionalmente por seu livro de conteúdo exclusivo na área: Evangelizando Bebês, publicado pela Lefee.

Atuante no Movimento Espírita Goiano desde muito jovem, sua dedicação sempre foi na área da evangelização da infância. Atualmente é Diretora Pedagógico-Doutrinária do Lar Espírita Francisca de Lima, evangelizadora da Infância no Posto de Auxílio Espírita e coordenadora do Setor de Infância da Federação Espírita do Estado de Goiás.
 
Nota do entrevistador: 
Cíntia apresentou a oficina Evangelizando Bebês na 3ª edição do Encontro Cairbar Schutel, realizado em Araraquara-SP no mês de setembro de 2013.
A oficina está disponível no site do Instituto Cairbar Schutel no seguinte endereço:



sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

O que é fácil e o que é difícil



É fácil resolver os  problemas dos outros.
Difícil é encarar os nossos…

É fácil educar os filhos alheios.
Difícil é pôr os nossos na linha.

É fácil administrar o dinheiro dos demais.
Difícil é equilibrar o nosso orçamento.

É fácil dizer aos outros como proceder.
Difícil é escutar o que estamos dizendo e fazermos a mesma coisa em nós.

É difícil aceitar os erros alheios.
Fácil é justificar as nossas quedas.

É difícil tolerar as manias dos outros.
Fácil é seguirmos exercitando as nossas manias.

É difícil escutar os lamentos de nossos semelhantes.
Fácil é esperar que nossas reclamações sejam ouvidas por todos.

É fácil pagar nossas contas com o dinheiro dos outros.
Difícil é abrir o nosso bolso para amparar os semelhantes em suas necessidades.

É fácil apontar a felicidade na casa do vizinho, invejando sua posição.
Difícil é perceber a felicidade que já existe em nosso caminho, perto de nós.

É fácil entregarmos a roupa que não presta mais e dar-lhe o destino da caridade.
Difícil é doarmos a veste em boas condições que ainda nos poderia servir por mais tempo.

É fácil dizer aos que têm fome para que batam na porta do outro.
Difícil é abrir a própria porta para dar de comer ao faminto.

É fácil dizer que as pessoas estão violentas e agressivas.
Difícil é calar o palavrão e a gritaria na hora da irritação pessoal.

É fácil reclamar da malta de ladrões e usurpadores do dinheiro público.
Difícil é pagar o imposto devido ou recusar o lucro excessivo em algum negócio.

É fácil falar mal dos corruptos e desonestos.
Difícil é não oferecer o cafezinho para o guarda tentando se livrar da multa.

É fácil dizer que o mundo é egoísta, indiferente e mau.
Difícil é viver no rumo que nos pede esforço no bem para reformarmos o mundo.

Por isso é que, parafraseando o que Jesus ensina em Lucas, 6, 41, podemos repetir:

É fácil ver o cisco no olho de teu irmão.
Difícil é ver a trave que está no teu próprio olho.

(Mensagem do livro ” Jesus No Teu Caminho”, psicografado por André Luiz Ruiz, pelo Espírito Públius – Ide Editora)

terça-feira, 1 de janeiro de 2019

A LIÇÃO DAS CRIANÇAS



“E lhe trouxeram crianças para que as tocasse; os discípulos, porém, as repreendiam. Vendo isto, Jesus zangou-se e disse-lhes. “Deixai virem a mim as crianças, não o proibais, porque destas é o reino de Deus”. Em verdade vos digo quem não receber reino de Deus como uma criança, de modo algum entrará nele”. E abraçando-as, as abençoava, pondo as mãos sobre elas. ( Marcos 10: 13-16)”.


Esta passagem de Jesus nos faz refletir sobre as lições que podemos apreender da infância. Mesmo reconhecendo na criança um Espírito já vivido, com experiências e uma história de vida, a infância propicia uma oportunidade valiosa para o Espírito. Kardec nos esclarece: “Pode-se assim dize que, nos primeiros anos, o Espírito é realmente criança, pois as ideias que formam o fundo do seu caráter estão ainda adormecidas. Durante o tempo em que os instintos permanecem latentes ela é mais dócil, e por isso mesmo mais acessível às impressões que podem modificar a sua natureza e fazê-la progredir, o que facilita a tarefa dos pais. O Espírito reveste, pois por algum tempo, a roupagem da inocência. E Jesus está com a verdade, quando apesar da anterioridade da alma, toma a criança como símbolo da pureza e da simplicidade”. (1) E á daí podemos tirar a nossa lição.

Carlos Torres Pastorino, em sua obra Sabedoria do Evangelho (2). Destrinchando o ensino de Jesus, nos mostra o quanto temos a aprender com as crianças. Ele nos diz:

“De uma forma ou de outra, é indispensável possuir certas qualidades, para que se alcance o reino dos céus. Sem pretender enumerar todas, poderemos citar, como próprio das crianças em tenra idade, as seguintes qualidades”:

1 – a HUMILDADE, que está sempre disposta a reconhecer sua incapacidade e a esforçar-se por aprender, sem pretender ser nem mais que o instrutor; e essa qualidade é básica na infância, que aceita o que se lhe ensina com humildade e fé;

2 – o AMOR, que se prontifica sempre a perdoar e esquecer as ofensas. A criança pode brigar a sopapos e pontapés, e sair apanhando, mas na primeira ocasião vai novamente brincar com quem a maltratou, esquecendo-se totalmente do que houve;

3 – a ÂNSIA DE SABER, coisa que as crianças possuem até chegar; por vezes, a ponto de exasperar os mais velhos com suas perguntas constantes, embaraçosas e indiscretas, jamais se dando por integralmente satisfeitas;

4 – a PERSEVERANÇA que, quando quer uma coisa, não desiste, mas usa de todas as artimanhas até conseguí-la, com incrível persistência e teimosia, obtendo o que quer, às vezes, pelo cansaço que causa aos adultos;

5 – a INOCÊNCIA, sem qualquer malícia, diante de quaisquer cenas e situações; para as crianças tudo é “natural” e limpo, mormente se são educadas sem mistérios nem segredos, pois a maldade ainda não viciou suas almas;

6 – a SIMPLICIDADE, tudo fazendo sem calcular “o que dirão os outros”, sem ter preconceitos nem procurar esconder qualquer gesto ou ato, mesmo àqueles que os adultos hipocritamente classificam com “vergonhosos”;

7 – a DOCILIDADE de deixar-se guiar, confiantemente, pelos mais idosos, sem indagar sequer “aonde vão”. Não podem imaginar traições nem, enganos, porque eles mesmos são incapazes de fazê-lo, e julgam os outros por si.

Se tivermos essa conduta, simples e natural, como a criança (isto é, sem forçar), estará com as qualidades necessárias para poder “receber” estado de consciência superior que traz à alma a paz que Cristo dá e a felicidade plena do Espírito.

Se deixássemos nosso coração falar mais alto. Quantas vezes nos emocionamos ao olhar para uma criança aprendendo suas primeiras letras... Quantas vezes sorrimos ao escutar perguntas tão absurdas, do ponto de vista adulto, mas tão comuns vindas das crianças. Quantas vezes sentimos nossa imensa responsabilidade ao segurarmos a mão de uma criança que prontamente nos segue, confiando plenamente em nós...

Com a nossa vaidade e orgulho, sempre pensamos estar do nosso lado à sabedoria e a possibilidade de ensinar, nunca pensamos em trocar de posição, buscando aprender e crescer a partir dessa relação com a criança. Que possamos pensar e refletir, e que cada item levantado pro Pastorino seja uma possibilidade de treino e um exercício em direção ao nosso crescimento.

Marlene Fagundes Carvalho Gonçalves de Ribeirão Preto, SP.
 
(1)   Kardec, A; O Evangelho Segundo o Espiritismo, LAKE. CapVIII, itens 1-4
(2)   PASTORINO, C T; Sabedoria do Evangelho, Vol. 6, RJ, Sabedoria, 1969, p. 101-104. (Jornal Verdade e Luz N 170 de Março de 2000)




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