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quinta-feira, 21 de julho de 2016

O Valor das Pequenas Coisas


Como é importante ajudarmos as crianças a crescerem espiritualmente, facilitando o trabalho do auto-conhecimento que todos temos que ter.

O texto psicografado que trago, fala sobre a importância de valorizar as pequenas coisa. Vivemos numa era digital, e é preciso trazer a mente da criança para o simples... é preciso mostrar o amor do Pai e ensina-la que o grande segredo da vida é valorizar o pequeno como o grande e amar a tudo e a si mesmo.

É um texto que poderá ser adaptado para diferentes faixas etárias.

Elaine Saes


"... os membros do corpo que parecem ser os mais fracos são necessários". I Coríntios 12:22

Todos são peças importantes para o funcionamento do organismo universal. Ninguém ou nenhum trabalho seja desprezado.

Já nos foi dito que nenhum fio de cabelo cai da cabeça sem que o Todo-Sábio tenha dele conhecimento, e certo filósofo asseverou, no passado, que não se pode ferir uma grama no campo sem afetar a estrela mais distante.

A humanidade caminha cada vez mais rápido para fases mais adiantadas de progresso.Por necessidade da sociedade humana, os conceitos de globalização alcançam mais e mais adeptos, facilitando o cotidiano de muitos. Contudo, não há que desprezar o trabalho dos outros, não há que invalidar aqueles que são julgados menores. Todos têm sua importância para que haja harmonia.

O corpo que vos serve de instrumento para a caminhada no mundo guarda um exemplo vivo de como todos têm o seu papel e como são importantes para a comunidade.

O que seria do corpo sem os pés que andam sobre a Terra? Como o homem atuaria sem as suas mãos? Serrá que o cérebro ou o coração merecem mais respeito do que a lingua?

Somos parte de um organismo universal e estamos ligados às estrelas através de tênues fios de amor.

É preciso sensibilidade para valorizar as pequenas coisas. Tudo tem um objetivo, Todo homem tem o seu valor.

Mas, levando o nosso raciocínio para campos mais amplos, podemos ver também a necessidade e o valor de outra comunidades, de outras organizações, de outras religiões e filosofias, e não somente daquilo que julgamos acertado.

Não se esqueça o homem de que o seu ponto de vista é apenas um ponto de vista, e não a espressão máxima da verdade.

Por isso, convém procurarmos nas pequenas como nas grandes coisas o seu valor, que muitas vezes se acha escondido. E, não raros, vemos que aquilo, aquele ou a situação que julgamos de maior importância perde o seu valor diante das pequenas coisas feitas com amor.
Alex Zarthúr - Robson Pinheiro - Livro Serenidade cap 21

domingo, 3 de janeiro de 2016

COLABORAÇÃO


Ninguém realiza algo sem o apoio de alguém.

Pensa nisso, a fim de que saibas angariar o concurso preciso na execução da tarefa a que te consagras.

Colaboração é reciprocidade.

A arvore protege a fonte e a fonte lhe alimenta as raízes.

 O solo acolhe a semente e a semente produz valores que o prestigiam.

Auxilia aos teus companheiros no cotidiano para que te possam auxiliar.

Criatura alguma concretiza esse ou aquele ideal sem aquelas outras que se lhes façam recursos de expressão.

E entendendo que todos nos, os espíritos interligados no aperfeiçoamento na terra, somos ainda seres em crescimento, não exijas cooperadores perfeitos para as realizações que demandas.

Sempre encontraras companheiros no mundo que te apresentem falhas no mecanismo da ação.

Esse possui raciocínio rápido, mas não mostra apuro de sentimento. Aquele revela coração generoso, entretanto, ainda não percebe a necessidade de estudo. Outro comunica otimismo e entusiasmo, contudo parece tardar no culto a disciplina. Outro ainda é um modelo de honestidade, no entanto, não compreende, por agora, o impositivo da cortesia para a rentabilidade do serviço em andamento.

Ante a nossa própria condição de obreiros incompletos, aproveita as qualidades de cada qual e usa a paciência diante das imperfeições de cada um, observando que todos nos achamos em processo de evolução, à frente do futuro.

Recorda que a pedra é capaz de ferir, mas, se colocada em lugar certo da construção, é agente de solidez no edifício que se levanta. A força elétrica é suscetível de gerar incêndios destruidores, no entanto, se devidamente controlada, é manancial de energia e de luz.

Ampara a todos os irmãos que te cruzem o caminho, mas ampara especialmente aos que te amparam.

Nem Deus quis estar a sós na sustentação do Universo, pois chamou as suas próprias criaturas a participarem com Ele das Obras da Criação. E o próprio Jesus, na formação do cristianismo que se agiganta com os séculos, precisou de doze companheiros e entre os doze estavam três que mais profundamente lhe refletiam o coração. 

MEIMEI 

livro Deus Aguarda - F.C.X.

quarta-feira, 20 de maio de 2015

A força do Espiritismo - Rita Folker



Quando Allan Kardec formulou as bases da Doutrina Espírita, ele recebia comunicações mediúnicas de cerca de mil centros espíritas espalhados por diversos lugares do mundo. Além de dialogar, ele mesmo, com os Espíritos, ele estudou o assunto por sua própria conta, comparou todas essas comunicações, pesquisou fenômenos e, só depois, veio a publicar "O Livro dos Espíritos", a primeira das Obras Básicas do Espiritismo.
Um homem sozinho pode ser enganado. Pode enganar a si mesmo e a um pequeno número de pessoas.
Se a Doutrina Espírita tivesse sido concebida por um só homem, seria preciso acreditar neste homem para acreditar na Doutrina, e ela estaria limitada por seu nível de esclarecimento e cheia dos seus preconceitos. Seria uma Doutrina com falhas.
Se os Espíritos tivessem transmitido a Doutrina Espírita a um só homem, ele poderia ser enganado, por mais sinceros que fossem os seus propósitos, pois a razão de uma só pessoa pode errar em seus julgamentos.
Mas o Espiritismo começou a ser revelado através de fatos que movimentaram diversos pontos do mundo ao mesmo tempo, na segunda metade do século passado. Os ensinamentos dos Espíritos foram disseminados através de comunicações mediúnicas dadas em lugares muito distante entre si e, apesar disto, e apesar das diferenças de linguagem, os princípios coincidiam precisamente. Não seria possível que a mesma idéia fosse lançada em grupos tão diferentes e que não tinham contato entre si, se elas não tivessem a mesma origem, se não tivessem uma finalidade maior.
Segundo Allan Kardec, esta universalidade no ensinamento dos Espíritos é que torna o Espiritismo forte, indestrutível, garantindo, ao mesmo tempo, a autoridade do que ele nos ensina.
O Espiritismo é um trabalho conjunto de homens e Espíritos.
E pode-se, afinal, fazer desaparecer um homem, mas não se pode calar milhões de pessoas. Os fenômenos mediúnicos acontecem por toda parte, e mesmo que todos os livros espíritas fossem queimados, e os centros espíritas, fechados, o Espiritismo poderia começar novamente, pois a sua origem não está sobre a Terra. Onde houvesse um Espírito e um médium - e os há em todo lugar - poderia a Doutrina Espírita começar a ser revelada novamente.
Sempre haverá gente que veja com seus próprios olhos e que tire suas próprias conclusões, partindo da lógica irrefutável dos princípios do Espiritismo.

Livro: Um pouco por dia

Rita Foelker
 Espiritismo, Amor e Luz, Bússola da Alma

"Deus segundo Spinoza" ou "Deus falando com você"

Einstein, quando lhe perguntaram se acreditava em Deus, respondeu:

" Acredito no Deus de Spinoza que se revela por si mesmo na harmonia de tudo o que existe, e não no Deus que se interessa em premiar ou castigar os homens".
Baruch Spinoza, filósofo judeu, viveu em Portugal no séc. XVII
Na Holanda, pelas suas ideias, foi banido pelos rabinos judeus.

 Este texto foi chamado 
"Deus segundo Spinoza" ou "Deus falando com você":

 "Pára de ficar rezando e batendo no peito. O que eu quero que faças é que saias pelo mundo e desfrutes da tua vida. Eu quero que gozes, cantes, te divirtas e que desfrutes de tudo o que Eu fiz.
 Pára de ir a estes templos lúgubres, obscuros e frios que tu mesmo construíste e que acreditas ser a minha casa. A Minha casa está nas montanhas, nos bosques, nos rios, nas praias. Aí é onde eu vivo e expresso o meu amor por ti. 

 Pára de me culpar pela tua vida miserável; eu nunca te disse que eras um pecador.
Pára de ficar lendo supostas escrituras sagradas que nada têm a ver comigo. Se não podes ler-me num amanhecer, numa paisagem, no olhar dos teus amigos, nos olhos do teu filhinho... não me encontrarás em nenhum livro...

 Pára de tanto ter medo de mim. Eu não te julgo, nem te critico, nem me irrito, nem me incomodo, nem te castigo. Eu sou puro amor.

 Pára de me pedir perdão. Não há nada a perdoar. Se Eu te fiz... Eu te enchi de paixões, de limitações, de prazeres, de sentimentos, de necessidades, de incoerências, de livre-arbítrio. Como posso castigar-te por seres como és, se fui Eu quem te fez?

Crês que eu poderia criar um lugar onde queimar todos os meus filhos, que não se comportassem bem, pelo resto da eternidade? Que tipo de Deus pode fazer isso?
Esquece qualquer tipo de mandamento que em ti só geram culpa, são artimanhas para te manipular, para te controlar .

 Respeita o teu próximo e não faças aos outros o que não queiras para ti.
 A única coisa que te peço é que prestes atenção à tua vida; que o teu estado de alerta seja o teu guia. Tu és absolutamente livre para fazer da tua vida um céu ou um inferno.

 Pára de crer em mim... crer é supor, imaginar. Eu não quero que acredites em mim. Quero que me sintas em ti quando beijas tua amada, quando agasalhas a tua filhinha, quando acaricias o teu cachorro, quando tomas banho de mar.

 Pára de louvar-me! Que tipo de Deus ególatra acreditas que Eu seja? Tu sentes-te grato? Demonstra-o cuidando de ti, da tua saúde, das tuas relações, do mundo. Expressa a tua alegria! Esse é o jeito de me louvar.

 Pára de complicar as coisas e de repetir como um papagaio o que te ensinaram sobre mim.


Que marilhoso texto. Obrigada querida Rose Pedersoli Fuhrmann.

domingo, 10 de maio de 2015

EDUCAÇÃO

Um dia desses, lemos em um adesivo colado no vidro traseiro de um veículo a
seguinte advertência: "minha educação depende da tua".
Ficamos a imaginar qual seria o conceito de educação para quem pensa dessa
forma.

Ora, se nossa educação dependesse dos outros, certamente seria tão instável quanto a quantidade de pessoas com as quais nos relacionamos.
Ademais, se assim fosse, não formaríamos jamais o nosso caráter. Seríamos apenas o resultado do comportamento de terceiros. Refletiríamos como se fôssemos um espelho.

A educação, segundo o codificador do Espiritismo Allan Kardec, "é a arte de formar caracteres", e por conseguinte, "é o conjunto de hábitos adquiridos".

Assim sendo, como fica a nossa educação se refletir tão-somente o comportamento dos outros, como uma reação apenas?

O verdadeiro caráter é forjado na luta. Na luta por dominar as más tendências, por não revidar uma ofensa, por retribuir o mal com o bem.

Um amigo tinha o costume de dizer: "bateu, levou". Um dia perguntamos se ele admirava os mal-educados que tanto criticava.


Imediatamente ele se posicionou em contrário: é claro que não!

Então questionamos outra vez: se não os admira, por que você os imita?

Ele ficou um tanto confuso, pensou um pouco e respondeu: é, de fato deveríamos imitar somente o que achamos bonito.

Dessa forma, a nossa educação não deve jamais depender da educação dos outros, menos ainda da falta de educação dos outros.

Todos os ensinamentos do cristo, a quem a maioria de nós diz seguir, nos recomendam apresentar a outra face.

Imaginemos se Jesus, o mestre, tivesse nos ensinado: se alguém te bater numa face, esmurra-lhe a outra. Ou então, faz aos outros tudo aquilo que não desejas que te façam. Nós certamente não o aceitaríamos como modelo e guia.

Assim sendo, lutemos por nos educar segundo os preceitos do Mestre de Nazaré, que, diante dos momentos mais dolorosos de sua vida, manteve a calma e tolerou com grandeza todas as agressões sofridas.

Não nos espelhemos nos que não são modelos nem de si mesmos. Construamos o nosso caráter com os exemplos nobres.

Quando tivermos que prestar contas às leis que regem a vida, não encontraremos desculpas para a nossa falta de educação, nem poderemos jogar a culpa nos outros, já que Deus nunca deixou a terra sem bons exemplos de educação e dignidade.

***
Não adotemos os costumes comuns que nada têm de normais.
O normal é cada um buscar a melhoria íntima com os recursos internos e externos que Deus oferece.
As rosas, mesmo com as raízes mergulhadas no estrume, se abrem para oferecer ao mundo o seu inconfundível perf ume.


O sândalo, por ser uma árvore nobre, deixa suave fragrância impregnada no machado que lhe dilacera as fibras. Assim, nós também podemos dar exemplos dignos de serem imitados.

Equipe de Redação do Momento Espírita, com base em "O Livro dos Espíritos" perg. 685, 685a. 
Fonte http://www.cvdee.org.br/evangelize/pdf/1_0540.pdf

domingo, 29 de junho de 2014

Lição no Apólogo

Estamos vivendo momentos terra à terra, se assim posso me expressar, momentos intensos e ao mesmo tempo rápidos! Emoções que vem e logo se vão... E precisamos trabalhar, precisamos ganhar o pão de cada dia, precisamos estudar, precisamos ter paciência, precisamos cuidar de alguém, precisamos orientar, precisamos nos reformar intimamente, precisamos estar conectados às redes sociais, para estarmos atualizados de tudo e de todos, enfim, precisamos viver!
 A nossa luta é grande! E sem o devido cuidado, diante de tantos "deveres", estamos sempre "carregados", envolvidos em vibrações pesadas que nos deixam cansados, desanimados e sem energias. Mas...Quando, pelo menos uma vez por semana, estamos dentro de uma casa de oração, seja ela qual for, não importa, o caminho à Deus é um só; sentados naquelas cadeiras, compenetrados, desligados dos problemas diários e refletindo sobre a palavra que à nós, está sendo passada; estamos sendo limpos e renovados para que, durante mais uma semana, possamos estar vigilantes a não cairmos em emboscadas...
A não nos deixarmos levar pelas maledicências...
Para podermos auxiliar aos mais endurecidos, com humildade e sem esperar recompensa.
A trabalhar nossa conduta moral, sendo inspirados à paciência, à boa palavra, à boa leitura.
E ao bom caminhar... com aquele sorriso fraterno e sincero, que quebra qualquer energia contrária; e é aí, onde a nossa luz brilha.
Trago uma narrativa de grande sabedoria, onde nosso irmão André Luz intitulou Lição no Apólogo, orientações reflexiva sobre a nossa responsabilidade diante de nossos atos AGORA.
Boa leitura, boa reflexão.
Com carinho. Elaine Saes
Lição no Apólogo
André Luiz
Na noite de 26 de janeiro de 1956, fomos agraciados com a visita de nosso amigo espiritual André Luiz, que nos ofereceu à meditação à página simples e expressiva que ele próprio intitulou "Lição no apólogo".
Diante das perturbações e das lágrimas que nos visitam cada noite o santuário de socorro espiritual, lembraremos velho apólogo, dezenas de vezes repetido na crônica de vários países do mundo e que, por pertencer à alma do povo, é também uma pérola da Filosofia a enriquecer-nos os corações.
 Certo cavalheiro que possuía três amigos foi convocado a comparecer no fórum, de modo a oferecer solução imediata aos problemas e enigmas que lhe manchavam a vida, porquanto já se achava na iminência de terrível condenação.
Em meio das dificuldades de que se via objeto, procurou os seus três benfeitores, suplicando-lhes proteção e conselho.
Arrogante, replicou-lhe o primeiro:
- Mais não posso fazer por ti que obter-te uma roupa nova para que compareças dignamente diante do juiz.
Muito preocupado, disse-lhe o segundo:
- Não obstante devotar-te a mais profunda estima, posso apenas fortalecer-te e acompanhar-te ate à porta do tribunal.
O terceiro, porém, afirmou-lhe humilde:
- Irei contigo e falarei por ti.
E esse último, estendendo-lhe os braços, amparou-o em todos os lances da luta e falou com tanta segurança e com tanta eloquência em benefício dele, diante da justiça, que o mísero suspeito foi absolvido com a aprovação dos próprios acusadores que lhe observavam o processo.
Neste símbolo, temos a nossa própria história à frente da morte.
Todos nós, diante do sepulcro, somos chamados a exame na Contabilidade Divina.
E todos recorremos àqueles que nos protegem.
O primeiro amigo, o doador de trajes novos, é o dinheiro que nos garante as exéquias.(funeral)
O segundo, aquele que nos acompanha até à porta do tribunal, é o mundo representado na pessoa dos nossos parentes ou na presença das nossas afeições mais queridas, que compungidamente nos seguem até à beira da sepultura.
O terceiro, contudo, é o bem que praticamos, a transformar-se em gênio tutelar de nossos destinos, e que, falando em nós, e por diante da justiça, consegue angariar-nos mais amplas oportunidades de serviço, quando não nos conquista a plena liberação do Espírito para a Vida Eterna.

Atendamos assim ao bem, onde estivermos, agora, hoje, amanhã e sempre, na certeza de que o bem que realizamos é a única luz do caminho infinito e que jamais se apagará. 

André Luiz 

domingo, 15 de junho de 2014

Em família

A família consanguínea é lavoura de luz da alma, dentro da qual triunfam somente aqueles que se revestem de paciência, renúncia e boa vontade.

De quando a quando, o amor nos congrega, em pleno campo da vida, regenerando-nos a sementeira do destino.

Geralmente, não se reúnem a nós os companheiros que já demandaram a esfera superior dignamente aureolados por vencedores, e sim afeiçoados menos estimáveis de outras épocas, para restaurarmos o tecido da fraternidade, indispensável ao agasalho de nossa alma, na jornada para os cimos da vida.

Muitas vezes, na condição de pais e filhos, cônjuges ou parentes, não passamos de devedores em resgate de antigos compromissos.

Se és pai, não abandones teu filho aos processos da natureza animal, qual se fora menos digno de atenção que a hortaliça de tua casa.

A criança é um “trato de terra espiritual” que devolverá o que aprende, invariavelmente, de acordo com a sementeira recebida.

Se és filho, não desprezes teus pais, relegando-os ao esquecimento e subestimando-lhes os corações, como se estivessem em desacordo com os teus ideais de elevação e nobreza, porque também, um dia, precisarás da alheia compreensão para que se te aperfeiçoe na individualidade a região presentemente menos burilada e menos atendida.

A criatura no ocaso da existência é o espelho do teu próprio futuro na Terra.

Aprende a usar a bondade, em doses intensivas, ajustando-a ao entendimento e à vigilância para que a tua experiência em família não desapareça no tempo, sem proveito para o caminho a trilhar.

Quem não auxilia a alguns, não se acha habilitado ao socorro de muitos.

Quem não tolera o pequeno desgosto doméstico, sabendo sacrificar-se com espontaneidade e alegria, a benefício do companheiro de tarefa ou de lar, debalde se erguerá por salvador de criaturas e situações que ele mesmo desconhece.

Cultiva o trabalho constante, o silêncio oportuno, a generosidade sadia e conquistarás o respeito dos outros, sem o qual ninguém consegue ausentar-se do mundo em paz consigo mesmo.

Se não praticas no grupo familiar ou no esforço isolado a comunhão com Jesus, não te demores a buscar-lhe a vizinhança, a inspiração e a diretriz.

Não percas o tesouro das horas em reclamações improfícuas ou destrutivas.

Procura entender e auxiliar a todos em casa, para que todos em casa te entendam e auxiliem na luta cotidiana, tanto quanto lhes seja possível.

O lar é o porto de onde a alma se retira para o mar alto do mundo, e quem não transporta no coração o lastro da experiência dificilmente escapará ao naufrágio parcial ou total.

Procura a paz com os outros ou a sós.

Recorda que todo dia é dia de começar. 


Do livro Família, obra mediúnica psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier.

extraído:http://www.oconsolador.com.br/ano8/367/emmanuel.html 

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Teste para o nosso Orgulho

A recomendação é do Cristo que diante da disputa dos apóstolos para saber quem era o maior, enunciou a desafiante proposta educativa narrada em Mateus, capítulo 18, versículo 4:
"Portanto, aquele que se tornar humilde como este menino, esse é o maior no reino dos céus!"
Jesus utilizou-se da criança para criar um modelo de exemplo cristão.
— Com que palavra a  - Simplicidade.
O maior teste para nosso orgulho consiste em estar diante da superioridade alheia. A luz dos outros revela-nos a sombra interior.
Os alegres assustam os mal-humorados.
 Os bons perturbam os mal intencionados. 
Os destemidos são lembretes vivos para os acomodados nas teias do medo.
 Os empreendedores atiçam a impotência dos despreparados.
Os inteligentes insultam os ignorantes. 
O virtuoso, sem desejar, desnuda as mazelas de quem pretendia mantê-las ocultas de si mesmo. As conquistas espirituais manifestadas na boa vontade e na capacidade de servir são um estorvo para almas como nós, ainda inseguras e vacilantes na caminhada de melhoria moral. Por essa razão diz um velho ditado do tempo de meus avós, "mourão junto não faz cerca". Dois mourões juntos entram em tamanha disputa para saber quem é o maior, que terminam esquecendo sua função essencial, que é arrimar uma cerca. Assim, atazanados pelos êxitos alheios, perdemos a autenticidade procurando parecer o que não somos para diminuir a luz que nos ofusca; sentindo-nos impotentes diante da agilidade e destreza de outrem, não conseguimos conter os ímpetos da maledicência, com a qual procuramos empanar o brilho do próximo. E, em muitas ocasiões, não sabendo como reduzir a superioridade de outrem, adotamos a indiferença como único recurso de proteção contra nossa própria fragilidade.

Trecho extraído do cap. 11 - livro Os dragões pelo espírito de Maria Modesto Cravo, psicograf/ Wanderley Oliveira

sexta-feira, 5 de julho de 2013

A Vida depois da Vida

"A morte não é o fim de tudo. Ela não é senão o fim de uma coisa e o começo de outra.
Na morte o homem acaba, e a alma começa.
Eu sou uma alma.
Bem sinto que o que darei ao túmulo não é o meu eu, o meu ser.
O que constitui o meu eu, irá além.
O homem é um prisioneiro. O prisioneiro escala penosamente os muros da sua masmorra.
Aí, olha, distingue ao longe a campina. Aspira o ar livre, vê a luz.
Assim é o homem.
O prisioneiro não duvida que encontrará a claridade do dia, a liberdade.
Como pode o homem duvidar se vai encontrar a eternidade à sua saída?
Por que não possuirá ele um corpo sutil, etéreo.
De que o nosso corpo humano não pode ser senão um esboço grosseiro?
A alma tem sede do absoluto e o absoluto não é deste mundo
É por demais pesado para esta terra.
O mundo luminoso é o mundo invisível.
O mundo do luminoso é o que não vemos.
Os nossos olhos carnais só vêem a noite.
A morte é uma mudança de vestimenta.
A alma, que estava vestida de sombra, vai ser vestida de luz.
As almas passam de uma esfera para outra, tomam-se cada vez mais luz.
aproximam-se cada vez mais e mais de Deus.
O ponto de reunião é o infinito.
Aquele que é vivo e morre, desperta e vê que é Espírito".
Victor Marie Hugo

- Foi um novelista, poeta, dramaturgo, ensaísta, artista, estadista e ativista francês de grande atuação política em seu país. É autor de Les Misérables e de Notre-Dame de Paris, entre diversas outras obras.
26/02/1802 - Besançon, França
22/05/1885 - Paris, França

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Eu contra Eu

A maior luta é contra nossas próprias fraquezas! 

Não adianta fecharmos os olhos e acharmos que somos perfeitos!

Quanto mais perfeitos formos, menos rigorosos seremos com os nossos semelhantes.

Não podemos mais virar as costas para nosso passado. Devemos aceitar nossa condição de Espíritos em evolução, isto é, Espíritos aprendendo... A amar.

E não há tempo a perder.

Somos alunos dentro de uma sala de aula, onde a lição é dada, deve ser estudada, treinada e depois o aprendizado deve ser testado através de provas.

A lição já temos gravada em nossa consciência, é a do Mestre Jesus, o treino é com os nossos semelhantes, principalmente àqueles com quem convivemos mais de perto. Tudo isso acontece no decorrer de nosso dia-a-dia. São nas pequeninas situações onde somos testados, os resultados ficam arquivados no Plano Espiritual.

Mas como sabermos se passamos nos testes?

É simples. Enquanto certa situação nos incomodar, é sinal que o aprendizado ainda não foi adquirido, então, ela se repetirá...

A história abaixo, Eu contra Eu, do irmão X, retrata as consequências de uma vida ilusória, e nos mostra que não estamos sozinhos nesse aprendizado,  que somos auxiliados pela Misericórdia Divina na busca do caminhar reto. Depende de nossa boa vontade. 

Boa Leitura
Elaine Saes


Quando o HOMEM,  ainda jovem, desejou cometer o primeiro desatino aproximou-se o Bom-Senso e observou:
- Detém-se! Por que te confias assim ao mal?
O interpelado respondeu orgulhoso:
Eu quero!
Passando adiante à condição de esbanjador e adotando a extravagância e a loucura por normas de viver, apareceu a ponderação e aconselhou-o:
- Para! Por que te consagras deste modo, ao gasto inconsequente?
Ele contudo esclareceu arrogante:
Eu posso.
Mais, tarde, mobilizando os outros, a serviço da própria insensatez, recebeu a visita da humildade, que lhe rogou piedosa:
- Reflete! Por que não te compadeces dos mais fracos e dos mais ignorantes?
O infeliz, todavia redarguiu colérico:
- Eu mando.
Absorvendo imensos recursos, inutilmente, quando podia beneficiar a coletividade, abeirou-se dele o Amor e pediu:
- Modifica-te! Sê caridoso! Como podes reter o rio das oportunidades sem socorrer o campo das necessidades alheiras?
E o mísero, informou:
- Eu ordeno.
Praticando atos condenáveis que o levaram ao pelourinho da desaprovação pública, a justiça acercou-se dele a recomendar:
- Não prossigas! Não te dói ferir tanta gente?
O infortunado entretanto, acentuo implacável:
Eu exijo.
E assim viveu o HOMEM, acreditando ser o centro do Universo, reclamando, oprimindo e dominando, sem ouvir as sugestões das virtudes que iluminam a Terra, até que um dia, a morte o procurou e lhe impôs a entrega do corpo físico. o desditoso entendendo a gravidade do acontecimento, prosternou-se diante dela e considerou:
- Morte por que me buscas?
Eu quero - disse ela.
Por que me constranges a aceitar-te?
Gemeu triste.
 - Eu posso - retrucou a visitante.
- Como podes atacar-me deste modo?
- Eu mando.
Que poderes te movem?
- Eu ordeno.
-Defender-me-ei contra ti - clamou o HOMEM, desesperado - duelarei e receberás a minha maldição...!
Mas a morte sorriu, imperturbável, e afirmou:
- Eu exijo.
E na luta do eu contra eu, conduziu-o à casa da Verdade, para maiores lições.

Irmão X

Contos e Apólogos - psicografia - Francisco Cândido Xavier





quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Bem Sofrer e Mal Sofrer

Há somente três Fatalidades para nós Espíritos:
O Nascimento; 
O Desencarne;  
A Iluminação.
O resto, fica por conta de nosso livre-arbítrio!
O Espiritismo como despertador de consciências, nos auxilia, não através de medos e cobranças, mas através do raciocínio que desenvolve a responsabilidade.
Eis abaixo uma mensagem onde podemos sentir exatamente essa realidade. Boa leitura.
Elaine Saes


BEM SOFRER E MAL SOFRERLacordaire - Havre, 1863

Quando Cristo disse: "Bem-aventurados os aflitos, porque deles é o Reino dos Céus", não se referia aos sofredores em geral, porque todos os que estão neste mundo sofrem, quer estejam num trono ou na miséria, mas ah! Poucos sofrem bem, poucos compreendem que somente as provas bem suportadas podem conduzir ao Reino de Deus. O desânimo é uma falta; Deus vos nega consolações, se não tiverdes coragem. 

A prece é um sustentáculo da alma, mas não é suficiente por si só; é necessário que se apóie numa fé ardente na bondade de Deus. Tendes ouvido freqüentemente que Ele não põe um fardo pesado em ombros frágeis. O fardo é proporcional às forças, como a recompensa será proporcional à resignação e à coragem. A recompensa será tanto mais esplendente quanto mais penosa tiver sido a aflição. Mas essa recompensa deve ser merecida, e é por isso que a vida está cheia de tribulações.

O militar que não é enviado à frente de batalha não fica satisfeito, porque o repouso no acampamento não lhe proporciona nenhuma promoção. Sede como o militar, e não aspireis a um repouso que enfraqueceria o vosso corpo e entorpeceria a vossa alma. Ficai satisfeitos, quando Deus vos envia à luta. Essa luta não é o fogo das batalhas, mas as amarguras da vida, onde muitas vezes necessitamos de mais coragem que num combate sangrento, pois aquele que enfrenta firmemente o inimigo poderá cair sob o impacto de um sofrimento moral. O homem não recebe nenhuma recompensa por essa espécie de coragem, mas Deus lhe reserva os seus louros e um lugar glorioso. Quando vos atingir um motivo de dor ou de contrariedade, tratai de elevar-vos acima das circunstâncias. E quando chegardes a dominar os impulsos da impaciência, da cólera ou do desespero, dizei, com justa satisfação: "Eu fui o mais forte!"

Bem-aventurados os aflitos, pode, portanto, ser assim traduzido; bem-aventurados os que têm a oportunidade de provar a sua fé, a sua firmeza, a sua perseverança e a sua submissão à vontade de Deus, porque eles terão centuplicadas as alegrias que lhes faltam na Terra, e após o trabalho virá o repouso.

Extraído: Livro do Espíritos - Bem-Aventurados os Aflitos - Instruções dos Espíritos - Bem sofrer e mal sofrer - Lacordaire Havre, 1863

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Como é rica a fase da Adolescência e Juventude


É tempo de consciência e ação, já sabemos quem somos; de onde viemos e para que viemos. Não há mais o que temer. Nossa existência é marcada por fases, todas entrelaçadas e de grande importância, e o nosso destino é caminhar, desenvolver, iluminar.
Tudo aquilo que não conhecemos, tememos, é natural, faz parte de nossa Natureza. Por isso muitas vezes passamos décadas fugindo de nosso dever, nos escondendo nas ilusões da vida, até que a vida se encarrega de nos dar o amadurecimento, aquela frase tão conhecida e  tão temido por tantos - a vida ensina - Em contrapartida, tudo aquilo que conhecemos nos traz segurança. Esse é o nosso convite, se conheça, estude, busque o entendimento que cada fase da vida requer de você e com certeza seu caminhar será amenizado, se sentirá mais feliz. E poderá ajudar ao próximo com suas experiências. Esse é o convite de Jesus.
Leia esse  texto interessante de Joanna de Angelis e reflita como é rica essa fase da adolescência e juventude. Aproveite-a com sabedoria. 
Elaine Saes

O ADOLESCENTE: POSSIBILIDADES E LIMITES

Na quadra primaveril da adolescência tudo parece fácil, exatamente pela falta de vivência da realidade humana. O adolescente examina o mundo através das lentes límpidas do entusiasmo.
A vida é um conjunto de possibilidades que se apresentam para ser experimentadas, facultando o crescimento intelecto-moral dos seres. Para o jovem sonhador, que tudo vê róseo, há muitos caminhos a percorrer, que exigem esforços, bom direcionamento de opções e sacrifício.
Assim, as possibilidades do adolescente estão no investimento que ele aplica para a conquista do que traça como objetivo. Nesse período, tem-se pressa, ansioso pelos voos que pretende desferir, pensa que as suas aspirações podem ser transformadas em realidade de um para outro momento, e, quando isso não ocorre, deixa-se abater por graves frustrações e desânimo. No entanto através desse vaivém de alegria e desencanto passa a entender que os fenômenos existenciais independem das suas imposições, decorrido de muitos fatores que se conjugam para oferecer resultado correspondente.
Nessa sucessão de contrários, amadurece-lhe a capacidade de compreensão e aprimora-se a faculdade de planejar, auxiliando-o a colocar os pés no chão sem a perda do otimismo, que é fator decisivo para o prosseguimento das aspirações e da sua execução contínua.
Face à constituição da vida, não basta anelar e querer, mas produzir e perseverar. Esse meio de levar adiante os planos acalentados demonstra que há limites em todos os indivíduos, que não podem ser ultrapassados, e que se apresentam na ordem social, moral, econômica, cultural, científica, enfim, em todas as áreas dos painéis existenciais.
Os acontecimentos são conforme ocorrem e não consoante gostariam que se sucedessem. A sabedoria, que decorre das contínuas lutas, demonstra que se deve realizar o que é possível, aguardando o momento oportuno para novos cometimentos. Especificamente, cada dever tem o seu lugar e não é lícito assumir diversos labores que não podem ser executados de uma só vez.
A própria organização física, constitui limite para todos os indivíduos. O limite se encontra na capacidade das resistências físicas, moral e mental, que constituem os elementos básicos do ser humano, e no enfrentamento com os imperativos da sociedade, da época em que se vive etc.
Certamente, há homens e mulheres que se transformaram em exceção, havendo pagado pesados ônus de sacrifício, graças ao qual abriram à História páginas e incomparável beleza. Simultaneamente, também, houve aqueles que mergulharam no fundo abismo do desencanto, deixando-se dominar por terríveis angústias que lhes estiolaram a alegria de viver e os maceram, levando-os a estados profundamente perturbadores, porque não possuíam essas energias indispensáveis para as conquistas que planejaram.
Ao moço compete o dever de aprender as lições que lhe chegam, impregnando-se das suas mensagens e abrindo novos espaços para o futuro.
Quando arrebatado pelo entusiasmo, considerar que há tempo para semear como o há para colher; quando deprimido, liberar-se das sombras pelo esforço de acender as regiões onde brilha a luz da esperança, compreendendo que a marcha começa no primeiro passo, assim como o discurso mais inflamado tem início na primeira palavra. Todas as coisas exigem planificação e tentativa. Aquele que se recusa experimentar, já perdeu parte do empreendimento. Não há por que recear o insucesso. Esse medo da experimentação já é, em si mesmo, uma forma de fracasso. Arriscar-se, no bom sentido do termo, é intensificar os esforços para produzir, mesmo que, aparentemente, tudo esteja contra. Não realizando, não tentando, é claro que as possibilidades são infinitamente menores. Sempre vence aquele que se encontra alerta, que labora que persiste.
A atitude de esperar que tudo aconteça em favor próprio é comodidade injustificável; e deixar-se abater pelos pensamentos pessimistas, assim como pelas heranças auto-depreciativas, significa perder as melhores oportunidade de crescimento interior e exterior, que se encontram na adolescência. Esse é o momento de programar; é o campo de experimentação.
Quando o jovem começa a delinear o futuro não significa que haja logrado a vitória ou perdido a batalha, apenas está traçando rotas que o levarão a um ou a outro resultado, ambos de muito valor na sua aprendizagem, em torno da vida na qual se encontra.
A perseverança e o idealismo sem excesso responderão pelo empreendimento iniciado. O adolescente não deve temer nunca o porvir, porquanto isso seria limiar as aspirações, nem subestimar as lições do cotidiano, que lhe devem constituir mensagens de advertência, próprias para ensinar-lhe como conseguir os resultados Superiores.
Assim, nesse período de formação de identificação consigo mesmo, a docilidade no trato, à confiança nas realizações a gentileza na afetividade, o trabalho constante, ao lado do estudo que se aprimora os valores e desenvolve a capacidade de entendimento, devem ser o programa normal de vivenciar os prazeres, os jogos apaixonantes do desejo, as buscas intérminas do gozo cedem lugar aos compromissos iluminativos que desenham a felicidade na alma e materializam-na no comportamento.
Ser jovem não é, somente, possuir forças orgânicas, capacidade de sonhar e de produzir, mas, sobretudo, poder discernir o que precisa ser feito, como executá-lo e para que realizá-lo.
A escala de valores pessoais necessita ser muito bem considerada, a fim de que o tempo não seja empregado de forma caótica em projetos de secundária importância, em detrimento de outros labores primaciais, que constituem a primeira meta existencial, da qual decorrerão todas as outras realizações.
São infinitas, portanto, as possibilidades da vida, limitadas pelas circunstâncias, pelo estágio de evolução de cada homem e de cada mulher, que devem, desde adolescentes, programar o roteiro da evolução e seguir com segurança, etapa a etapa, até o momento de sua auto-realização.
Joanna de Angelis
Adolescência e Vida – Joana de Angelis – Divaldo Pereira - cap. 6 – O adolescente: possibilidades e limites

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Mocidade e Velhice

Uma existência é a soma da infância, da juventude e velhice,  o tempo começa a contar com a encarnação e finda na desencarnação. 
Esse espaço de tempo, chamamos vida terrena, onde o espírito reúne experiências numa busca pelo bem, pelo belo e pelo desabrochar do amor. Divina e abençoada, deve ser envolvida com respeito, com bondade, com carinho, tolerância e olhada como sendo uma fonte de ensinamentos.
 A velhice não existe para aqueles que têm a consciência de que a vida é um eterno aprendizado e que deve ser aproveitada. 
O espírito na sua roupagem de idoso, deve se sentir valoroso, e esse é o nosso dever, ajudá-lo a sentir que  sua missão foi cumprida, guiando esse irmão a encerrar sua jornada com alegria e desejo de voltar à casa de onde retornou, tendo uma desencarnação sem traumas e sem apegos.
 Eis abaixo uma profunda, mensagem recebida por uma grande companheira de estudo a Patrícia, onde nos leva à reflexão de nossos valores e atitudes diante desses "antigos jovens".
 Elaine Saes

MOCIDADE E VELHICE
Infância, juventude, madureza e velhice são simples fases da experiência maternal.A vida é essência divina e a juventude é seiva eterna do espírito imperecível.Mocidade da alma é condição de todas as criaturas que receberam com a existência o aprendizado sublime, em favor da iluminação de si mesmas e que acolheram no trabalho incessante do bem o melhor programa de engrandecimento e ascensão da personalidade.A velhice, pois, como índice de senilidade improdutiva ou enfermiça, constitui, portanto, apenas um estado provisório da mente que desistiu de aprender e de progredir nos quadros de luta redentora e santificante que o mundo nos oferece.Nesse sentido, há jovens no corpo físico que revelam avançadas características de senectude, pela ociosidade e rebeldia a que se confinam, e velhos na indumentária carnal que ressurgem sempre à maneira de moços invulneráveis, clareando as tarefas de todos pelo entusiasmo e bondade, valor e alegria com que sabem fortalecer os semelhantes na jornada para a frente.Se a individualidade e o caráter não dependem da roupa com que o homem se apresenta na vida social, a varonil idade juvenil e o bom ânimo não se acham escravizados à roupagem transitória.O jovem de hoje, pelas determinações biológicas do Planeta, será o velho de amanhã; e o ancião de agora, pela lei sublime da reencarnação, será o moço do futuro.Lembrando-nos, porém, de que a Vida é imortal, de que o Espiritismo é escola ascendente de progresso e sublimação, de que o Evangelho é luz eterna, em torno da qual nos cabe dever de estruturar as nossas asas de Sabedoria e de Amor e, num abraço compreensivo de verdadeira fraternidade, no círculo das esperanças, dificuldades e aspirações que nos identificam uns com os outros, continuemos o trabalho.

O jovem de hoje, pelas determinações biológicas do Planeta, será o velho de amnhã; e o ancião de agorta, pela lei sublime da reencarnação, será o moço do futuro."
André Luiz
Agradecimento à querida companheira de estudo Patrícia M. T. Santos
Correio Fraterno - André Luiz - Francisco Cândido Xavier

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

A Verdadeira Propriedade...


Vivemos em um mundo movido pelo dinheiro. A maior aspiração da humanidade é ficar extremamente rica, e de preferência, rapidamente, com o menor esforço possível. Ao longo dessa caminhada, nem sempre muito ética, vamos deixando pra trás valores simples e saudáveis e nos apegando a coisas supérfluas, que nos afastam do nosso verdadeiro destino e pior, nos fazem perder a saúde física e mental. Essa corrida impensada atrás do dinheiro, nos faz viver como se nunca fossemos morrer, e morrer como se nunca tivéssemos nascido. (Dalai Lama)

O espiritismo nos explica que a nossa verdadeira propriedade está nos nossos conhecimentos, nos sentimentos vivenciados e situações experienciadas.

Se refletirmos um pouco chegaremos rapidamente a algumas conclusões :

- Verdadeiramente não possuímos nada nesse mundo. Vejamos quantas fortunas foram dilapidadas, quantas famílias milionárias perderam tudo num piscar de olhos. Além do mais, diz a célebre frase – “Caixão não tem gaveta!”

- Pense no seu corpo físico. Ele não é você! Ele nem chega a ser seu. Você o pegou emprestado das substâncias do planeta Terra que sua mãe ingeriu pela alimentação, e você devolverá essas substâncias quando desencarnar. Ele é uma roupa perfeita, extremamente bem construída, que você temporariamente utiliza para se manifestar nesse plano físico. Cabe a você cuidar dele o melhor que puder, mas um dia ele fatalmente volverá ao manancial terráqueo.

- Nossos Pais e filhos. Eles também não são nossos! Por mais incomodo que seja isso, eles são criaturas independentes, que em outras vidas tiveram outras personalidades, e que nessa vida precisam evoluir tanto quanto você, e para isso vão sofrer, vão adoecer e um dia vão desencarnar, como todos nós.

Refletindo sobre isso chegamos a conclusão de que a única propriedade verdadeira é aquela que não enxergamos. Tudo que for palpável, não pode ser uma propriedade eterna, eu simplesmente estou utilizando-a temporariamente.

Nossos sentimentos, esses sim, nós os carregamos e eles são nossos. O prazer que tenho em conversar com um amigo, o amor que sinto pelos meus entes queridos, a felicidade de estar junto aos nossos quando eles necessitam, a alegria de poder ajudar ao próximo e me manter no caminho da evolução crística...

A vida passa muito rápido, e é formada de pequenas coisas, de lembranças, de situações cotidianas, que nos deixam mais ou menos integrados com a espiritualidade superior. Ela deve ser um exercício contínuo de desapego. Desapegar-se do dinheiro, das posses, da pose, de cargos, de pessoas que nos escravizam, desapegar-se do próprio sofrimento, e assumir aquilo que temos de melhor, deve ser a nossa orientação.

Vamos acumular dinheiro celestial, que é o amor. Essa moeda é a única capaz de pagar nossas despesas no plano espiritual, e nós a obtemos abundantemente quando passamos a enxergar todas as situações como sendo importantes para nos melhorarmos e para ajudar ao próximo mais próximo. Jesus dizia que a casa do meu Pai tem muitas moradas. Qual morada você quer escolher para sua próxima vida?

Por Sergio Vencio
Extraído:http://reflitasempre.blogspot.com
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