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quinta-feira, 9 de janeiro de 2020

A PLASTICIDADE DO PERISPÍRITO

- Espere, tio! Olhe o que estou vendo!...

É a minha avó!... Será que veio me visitar?

Mas, estranho..., há um leve brilho à sua volta..., e parece que ela quer me falar...

Prestando melhor a atenção..., estou surpresa!

Minha avó morreu..., após eu nascer, e agora eu a estou vendo, jovem!

Tio, como isto pode acontecer?...

- Angel, olhe bem para ela, envolvida nesta luz a brilhar...

 O que você vê é o seu perispírito, que não morre e serve para reencarnar!

-Ah! Tio, então é assim este corpo, meio transparente e igual ao material!?...

A vovó pode nos ouvir e falar, e todos podem ver o seu corpo atual?

- Não, Angel, nem todos podem vê-la, apenas quem tem determinada faculdade;

É a da vidência"do mundo astral, que muitos têm - a chamada mediunidade...

E você não precisa falar com ela, basta firmar o seu pensamento. Ela ouve e responde normalmente, como fazemos aqui, neste momento...

-Ah!..., tio Antônio, então quando vemos alguém que já morreu e quer se comunicar, o que vemos é apenas o seu perispírito que aparece, às vezes, para nos ajudar?...

-É, Angel!... O que vemos é o seu perispírito, mas nem sempre para nos ajudar. Muitas vezes, aparece como desencarnou, pedindo auxilio, para se melhorar...

- Mas tio, como vou poder ajudar um perispírito?!...

Ou, ,melhor, uma pessoa que acaba de morrer?

- É simples, Angel, todos nos podemos servir:

 Basta fazer uma prece, que ela irá receber...

A prece conforta e ajuda a todos, mas quando feita com o coração. Serve para "mortos e vivos" e
 ajuda a qualquer irmão...

- Mas, tio, não estou compreendendo!

Minha avó morreu velha, e agora está jovem!...

É possível o que estou vendo?...

E como isso está acontecendo?

- O perispírito é plástico e , através da mente, sofre modificações. Obedece a comandos mentais, que lhe causam transformações...

Ou seja, por ele ser de natureza flexível, e pela vontade de sua avó, e sua determinação, tomou a forma jovem, da qual ela gosta!...

 É o fenômeno chamado de "ideoplastificação"...

-Entendi! Mas, seu perispírito é grande!

Temos outro menor para nascer?

- É Angel, esta é uma boa pergunta...

Vou lhe explicar - você vai entender!...

O nosso perispírito é um só, que "encolhe"para o corpo formar.

Quando crescemos, ele também cresce, mas é o mesmo, apenas fica a "esticar"...

- Ah, tio Antônio,  acho que entendi!

- É como as massinhas usadas na evangelização:

Quando esticadas, sob as mãos das crianças se alteram, surgindo nova formação.

- Veja, tio, minha avó está se despedindo!...

 Estou lendo todo o seu pensamento. ela diz que me ama muito, e que breve nos veremos, em outro momento...

'Que bom, Angel! Continuemos a passear..., para que outros exemplos eu lhe possa dar. Se você prestar bem atenção, compreenderá que, do perispírito, todos hão de encarnar...

Extraído do livro Perispírito em Histórias I-  – Delma Gonçalves – espíritos Tio Antônio e Angelina










terça-feira, 13 de agosto de 2019

AS CRIANÇAS E SEUS AMIGOS INVISÍVEIS





Segundo diversos psicólogos, a resposta é sim, e o percentual dos casos apurados em todo o mundo revela que o fato é mais comum do que se pensa, ou seja, não é uma ou outra criança que diz conversar com amigos que ninguém vê. O seu número seria muito grande.


A questão que se impõe é, portanto, outra: 

– Os amigos supostamente imaginários são fruto da imaginação infantil ou seres reais que os adultos não veem mas que as crianças veem e que com elas conversam, como fazem os amiguinhos encarnados?


A vidência mediúnica, que Allan Kardec estudou em minúcias nos itens 100 e 190 de O Livro dos Médiuns, é assunto pacífico no campo da fenomenologia espírita.


Essa faculdade, que depende da organização física do médium, permite a este ver os Espíritos em estado de vigília, ou seja, estando o sensitivo perfeitamente acordado. Como os fenômenos mediúnicos não ocorrem a revelia das autoridades espirituais superiores, é claro que há Espíritos que se deixam ver e há outros que não são vistos, o que não significa que estejamos sós, porquanto os desencarnados habitualmente nos rodeiam. 


A propósito de um estudo feito pelo Dr. H. Bouley sobre a evolução da raiva nos cães, que experimentam nas intermitências dos acessos uma espécie de delírio, Kardec examinou o fenômeno das visões de seres desencarnados que ocorre com as criancinhas e com certos animais, sobretudo o cão e o cavalo, concluindo que, no tocante às crianças, a vidência mediúnica parece ser frequente e mesmo geral. (Leia sobre o assunto a Revista Espírita de 1865, pp. 260 a 264.)


A existência da mediunidade de vidência, informam os Espíritos, foi a primeira de todas as faculdades dadas ao homem para se corresponder com o mundo invisível. Em todos os tempos e em todos os povos, as crenças religiosas se estabeleceram sobre revelações de visionários ou médiuns videntes. A Revista Espírita de 1866, págs. 120 a 123, trata do assunto.


Um fato de vidência numa criança de quatro anos, verificado em Caen, levou Kardec a reconhecer que a mediunidade de vidência não apenas parecia mas era, efetivamente, muito comum nas crianças, e isso, segundo o Codificador, não deixava de ser providencial. 

“Ao sair da vida espiritual, explicou Kardec, os guias da criança acabam de a conduzir ao porto de desembarque para o mundo terreno, como vêm buscá-la em seu retorno. A elas se mostram nos primeiros tempos, para que não haja transição muito brusca; depois se apagam pouco a pouco, à medida que a criança cresce e pode agir em virtude de seu livre arbítrio.” (Cf. Revista Espírita de 1866, pp. 286 e 287.)


Ninguém, pois, se assuste quando vir que seu filho anda a conversar com “amigos” que ele diz ver e que, no entanto, não vemos. 


Até os sete anos de idade, o Espírito da criança encontra-se em fase de adaptação para a nova existência e ainda não existe uma integração perfeita entre ele e a matéria orgânica, fato que lhe permite emancipar-se e, eventualmente, ver vultos desencarnados que lhe fazem companhia, o que nos permite deduzir que os amigos imaginários das nossas crianças só o são na aparência. Eles não são imaginários, mas tão-somente invisíveis.

Extraído da Revista O Consolador ano 2  numero 62









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