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domingo, 26 de maio de 2013

Mãe


Quando Jesus ressurgiu do túmulo, a negação e a dúvida imperavam no círculo dos companheiros.
Voltaria Ele? Perguntavam, perplexos. Que, se impossível. Seria Senhor da Vida Eterna quem se entregara na cruz expirando entre malfeitores?
Maria Madalena, porém, a renovada, vai ao sepulcro de manhãzinha. E, maravilhosamente surpreendida, vê o Mestre, ajoelhando-se-lhe aos pés. Ouve-lhe a voz repassada de ternura, fixa-lhe o olhar sereno e magnânimo. Entretanto, para que a visão se lhe fizesse mais nítida, foi necessário organizar o quadro exterior. O jardim reacendia perfumes para a sua sensibilidade feminina, a sepultura estava aberta, compelindo-a a raciocinar. Para que a gravação das imagens se tornasse bem clara, lavando-lhe todas as dúvidas da imaginação, Maria julgou a princípio que o jardineiro. Antes da certeza, a perquirição da mente precedendo a consolidação da fé. Embriagada de júbilo, a convertida de Magdala transmite a boa-nova aos discípulos confundidos. Os olhos sombrios de quase todos se enchem de novo brilho.
Outras mulheres, como Joana de Cusa e Maria, mãe de Tiago, dirigem-se, ansiosas, para o mesmo local, conduzindo perfumes e preces gratulatórias. Não enxergam o Messias, mas entidades resplandecentes lhe falam do Mestre que partiu.
Pedro e João acorrem, pressurosos, e ainda veem a pedra removida, o sepulcro vazio e apalpam os. Lenções abandonados.
No colégio dos seguidores, travam-se polêmicas discretas. Seria? Não seria? Contudo, Jesus o Amigo Fiel, mostra-se aos aprendizes no camonho de Emaús, que lhe reconhecem a presença ao partir do pão e, depois, aparece aos onze cooperadores, num salão de Jesrusalem. As portas permanecem fechadas e, no entanto, o Senhor demora-se, junto deles, plenamente materializados. Os discípulos estão deslumbrados, mas o olhar do Messias é melancólico. Diz-nos João Marcos que o Mestre lançou-lhes em rosto a incredulidade e a dureza de coração. Exort-os a que o vejam, que apalpem. Tomé chega a, consultar-lhe a chagas para adquirir a certeza do que observa. O Celeste Mensageiro faz-se ouvir para todos. E, mais tarde, para que se convençam os companheiros de sua, presença e da continuidade de seu amor, segue-os, em espírito, no labor da pesca. Simão Pedro registra-lhe carinhosas remendações, ao lançar as redes, e encontra-o nas preces solitárias da noite. Em seguida, para que os velhos amigos se certifiquem da ressurreição, materializa-se num monte, aparecendo a quinhentas pessoas da Galiléia.
No Pentecostes, a fim de que os homens lhe recebam o Evangelho do Reino, organiza fenômenos luminosos e linguísticos, valendo-se da colaboração dos companheiros, ante Judeus e Romanos, Paros e Medas, Gregos e Elamitas, Cretenses e Árabes. Maravilha o povo. Habitantes da Pantília e da Líbia, do Egito e da Capadócia ouvem a Boa-Nova no idioma que lhes é familiar.
Decorrido algum tempo, Jesus resolve modificar o ambiente farisaico e busca Saulo de Tarso para o seu ministério; entretanto, para isso, é compelido a materializar-se no caminho de Damasco, a plena luz do dia. O perseguidor implacável, para convencer-se, precisa experimentar a cegueira temporária, após a claridade sublime; e para que Ananias, o servo leal, dissipe o temor e vá socorrer o ex-verdugo, é imprescindível Jesus o visite, em pessoa, lembrando-lhe o obséquio fraternal.
Todos os companheiros, aprendizes, seguidores e beneficiários solicitam a cooperação dos sentidos físicos para sentir a presença do Divino Ressuscitado. Utilizaram-se dos olhos mortais, manejaram o tato, aguçaram os ouvidos...
Houve contudo, alguém que dispensou todas as toques e associações mentais, vozes e visões. Foi Maria, sua Divina Mãe. O Filho Bem-Amado vivia eternamente, no infinito mundo de seu coração. Seu olhar contemplava-o, através de todas as estrelas do Céu e encontrava-lhe o hálito perfumado de todas as flores da Terra. A voz d’Ele vibrava em sua alma e para compreender-lhe a sobrevivência bastava penetrar o iluminado santuário de ao mesma. Seu Filho – seu amor e sua vida – poderia, acaso, morrer? E embora a saudade angustiosa, consagrou-se à fé no reencontro espiritual, no plano divino, sem lágrimas, sem sombras e sem morte!...
Homens e mulheres do mundo, que haveis de afrontar, um dia, a esfinge do sepulcro, é possível que estejais esquecidos plenamente, no dia imediato ao de vossa partida, a caminho do Mais Além. Familiares a amigos, chamados ao imediatismo da luta humana, passarão a desconhecer-vos, talvez, por completo. Mas, se tiverdes um coração de mãe pulsando na Terra, regozijar-vos-eis, além da escura fronteira de cinzas, porque aí vivereis amados e felizes para sempre!
Irmão X

Extraído Luz no Lar – Emmanuel – F.C.Xavier

sábado, 25 de maio de 2013

Maria. Visão Espírita da Mãe de Jesus

As Escrituras Sagradas pouco retratam a vida de Maria Mãe de Jesus, trago algumas citações extraídas de obras como L. E. de Allan Kardec e Espíritos de Humberto de Campos e Camilo Cândido Botelho.
Boa Leitura.
Elaine Saes
As religiões cristãs têm diferentes visões de Maria.
Algumas a idolatram e a veem como uma santa. Outras colocam em um lugar de coadjuvante na história de Jesus, porém sem perder a admiração e carinho pela mãe do Cristo na sua jornada terrestre.
O espiritismo, como uma doutrina cristã, também destaca a importância de Maria, como um espírito elevado que recebeu a missão importantíssima de ser a mãe do emissário maior dos ensinamentos de Deus na Terra. Ela foi um elo imprescindível para que Jesus vivesse como homem para se tornar “o modelo de perfeição moral que a Humanidade pode pretender sobre a Terra” (trecho Livro dos Espíritos - Allan Kardec)
A biografia espírita traz informações sobre o trabalho realizado por Maria ainda na Terra, que ressaltam sua importância como um espírito elevado. Assim como os apóstolos de Jesus, ela teve papel fundamental na difusão e fortalecimento dos ensinamentos Dele.
O livro Bom Novo – Humberto de Campos – F.C.X., traz narrativas de vida de Maria após a morte de Jesus, que confirmam essa visão.
Em uma delas, Maria recebe a visita de João Batista durante sua curta estadia em Batanéia, onde se instalou após a morte de seu filho. Ela convida para morar em Éfeso, onde “estabeleceriam um pouco o refúgio aos desamparados, ensinariam as verdades do Evangelho a todos os espíritos de boa vontade e, como mãe e filho, iniciariam uma nova era de amor, na comunidade universal”.
A mesma obra narra o desencarne de Maria, assistido por Jesus. Acostumada a receber pessoas de todo tipo na casa humilde, que ficou conhecida como a “Casa Santíssima’, em que morava em Éfeso, Maria recebe a visita de um pedinte”. Como muitos faziam, ele a chama de “Minha Mãe”, no entanto, durante a conversa Maria o reconhece como o filho que viu ser crucificado, como mostra o trecho “o hóspede anônimo lhe estendeu as mãos generosas e lhe falou com profundo acento de amor – “Minha Mãe vem aos meus braços”“.
Na mesma passagem, o espírito de Humberto de Campos destaca a fala de Jesus que evidencia o progresso de Maria na Terra que ela cumpriu sua missão, mas, como espírito evoluído que se tornara continuaria seu trabalho no mundo espiritual: “Vim buscar-te, porque meu Pai quer que seja em meu Reino a Rainha dos Anjos”.
Já o livro Memórias de um Suicida – espírito, Camilo Cândido Botelho – Médium, Yvonne Amaral Pereira, aborda este trabalho de Maria nas esferas espirituais. No capítulo dedicado ao Hospital Maria de Nazaré, há várias indicações das atividades da Mãe de Jesus na espiritualidade. O trecho narra à trajetória de um comboio de espíritos que havia deixado o Vale dos Suicidas e é recebido neste hospital, que fica em uma colônia espiritual. Logo na chegada, o espírito de Camilo descreve a entrada da majestosa obra que traz, em português, os dizeres: “Legião dos Servos de Maria”.
Em outra parte do cap., o grupo é recebido no hospital, também denominado que fica em uma colônia espiritual. Logo na chegada, o espírito de Camilo descreve a entrada da majestosa obra que traz, em português, os dizeres “Legião dos Servos de Maria”.
Em outra parte do cap., o grupo é recebido no hospital, também denominado “Hospital Matriz” e um dos enfermeiros que os recebeu afirma: “Necessitais de repouso... Repousai sem receio meus amigos... Sois todos hóspedes de Maria de Nazaré, a doce Mãe de Jesus... Esta casa é dela...”.
Mariana machado
Transcrito do jornal Momento Espírita – n° 41 maio/2013 – Bauru- SP
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