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quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

A ORAÇÃO - Caibar Schutel




O que é a oração?
A oração é a elevação da nossa alma para Deus: é por ela que entramos em comunicação com Ele e dEle nos aproximamos.

Deus atende àqueles que oram com fé e fervor?
Deus envia-lhes sempre bons Espíritos para os auxiliarem.

Existem fórmulas especiais de orações?
Não. A Divindade pouco se preocupa com as fórmulas; as intenções do suplicante é que fazem peso na balança da Bondade Divina.

Por que então existem, mesmo no Espiritismo, orações ditadas por Espíritos e que foram publicadas em livros?
Para ensinar os homens a raciocinar quando se dirigem a Deus e fazê-lo não só por meio de palavras, como também pelo sentimento e com inteligência.

Então essas fórmulas não compõem um ritual?
O Espiritismo não tem ritual nem formalismo. O intuito dos Espíritos, dando-nos uma coleção de Preces, é nos oferecer um modelo de como deve ser feita a Prece, sem que por isso se restrinjam às palavras escritas. É, ainda mais, como se disse, tornar a oração inteligente e compreendida, e dar o sentido da petição que devemos fazer ao Supremo Criador, para aprendermos a pedir o que nos convém e o que nos é útil.

A oração é agradável a Deus?
Sim, porque é um ato de humildade, é o reconhecimento das nossas fraquezas e da nossa inferioridade, invocando o auxílio dos Poderes Superiores, sempre solícitos em atender aos nossos rogos.

O que dizer das orações repetidas inúmeras vezes?
Já dissemos que a bondade de Deus não está voltada para as fórmulas e o número de palavras, mas sim para as intenções de quem ora. As intermináveis ladainhas, as “Ave-Marias” e “Padre-Nossos”, repetidos 5 ou 7 vezes, as rezas pronunciadas com os lábios, que o coração não sente e a inteligência não compreende, não têm valor perante Deus. Jesus disse: “Não vos assemelheis aos hipócritas que pensam que pelo muito falar serão ouvidos”. O essencial é orar bem e não muito.

Por quem devemos orar?
Por nós mesmos, por nossos parentes, pelos nossos amigos e inimigos deste e do outro Mundo; devemos orar pelos que sofrem e por aqueles por quem ninguém ora.

É lícito receber paga por orações que se fazem por outrem?
A razão está nos dizendo que Deus não vende a sua misericórdia, nem tem parte com os traficantes que negociam até com as coisas divinas.

Então os ofícios e as orações pagas não chegam a Deus?
Absolutamente não. A prece é uma manifestação de amor e de humildade; aqueles que se elevam pela prece ao Supremo Criador devem se revestir de desinteresse e humildade.

Qual a oração ao Senhor?
Nosso Pai, que estais no infinito, santificado seja o vosso nome; venha a nós o vosso reino – o reino do bem; seja feita a vossa vontade na Terra e no espaço, assim como em todos os mundos habitados; dai-nos o pão da alma e do corpo; perdoai as nossas ofensas como de todo o coração perdoamos aos que nos têm ofendido; não nos deixeis sucumbir à tentação dos maus Espíritos, mas enviai-nos os bons para nos esclarecerem.
Amo-vos, ó meu Deus, de toda a minha alma e quero amar a todos os homens que, pelo vosso amor, são todos meus irmãos.

Qual a oração ao Anjo da Guarda?
Espíritos bem-amados, Anjos da Guarda, vós a quem Deus em Sua infinita misericórdia permite velar pelos homens, sede nossos protetores nas provações da vida terrestre; dai-nos a força, a coragem, a resignação, inspirai-nos tudo o que é bom; reprimi a nossa inclinação para o mal; que a vossa suave influência penetre em nossas almas; fazei que reconheçamos que um amigo devotado está junto de nós, vendo os nossos sofrimentos e participando das nossas alegrias. Não nos abandoneis; necessitamos da vossa proteção para suportarmos com fé e amor as provas que aprouver a Deus enviar-nos.

Como devemos orar pelos que sofrem, encarnados e desencarnados?
Deus Todo-Poderoso, que vedes as nossas misérias, dignai-Vos escutar favoravelmente os votos que Vos dirigimos por amor aos que sofrem, encarnados ou desencarnados. Lançai para eles, ó meu Deus, um olhar de piedade e misericórdia; abri suas almas ao arrependimento e dai-lhes os meios de expiarem o seu passado. Estendei particularmente o vosso amor àqueles que temos conhecido e amado; enviai às suas almas um raio de esperança, fazendo-lhes entrever a grandeza dos seus destinos e a felicidade de estarmos reunidos um dia em mundos melhores.


 Extraído do livro Espiritismo para crianças



domingo, 31 de janeiro de 2016

ORAÇÃO

Mais que atitude de adoração a Deus, orar é indispensável ato de introspecção.

Portanto, quanto menos formalidade adotar no momento da prece, mais sincero você estará sendo consigo mesmo.

Converse com Deus e abra o seu coração.

Não tenha receio de se expor a Ele como você é.

É sempre através da prece que a criatura dispõe de seu instante de maior intimidade com o Criador.

Ore por você e ore pelos outros.

Peça que Deus lhe conceda um pouco mais de humildade e, sobretudo, de luz ao entendimento.

Feliz daquele que, no conhecimento de sua própria ignorância, finca os alicerces de seu real saber.

O hábito de orar com transparência possibilita que você estabeleça vínculos de sintonia com os Bons Espíritos, arejando a sua vida mental.

Infelizmente, muitos são os que se camuflam na prece. Então, não seja você mais um deles!

livro - A fé Transporta Montanhas - Carlos A. Baccelli - Maria Máximo

domingo, 18 de outubro de 2015

Oração

A prece é a força poderosa, não somente para desfazer as insinuações dos maus Espíritos, mas para todas as dificuldades da vida. Ela nos dá mais coragem e resistência nas lutas de cada dia. Convém que as criaturas aprendam a orar, e o façam todos os dias, criando assim um hábito elevado e cristão. Nem Jesus dispensou a oração, e de vez em quando subia ao monte para conversar com Deus. Ele deixou o exemplo e até uma forma de prece que usamos até os dias que correm.

Mas, não é com o simples balbuciar que afastamos os Espíritos malfeitores. É preciso que reformemos os sentimentos, que mudemos de idéias e de comportamento, para sairmos da sintonia dos ignorantes. As próprias pessoas encarnadas se ajuntam por afinidades de idéias, e logo que uma muda sua vida, a outra não encontra mais alegria com a sua companhia. Assim se processa com os desencarnados: a separação vem por força da lei.

Orar é um ato divino, porém, aquele que ora não pode nem deve esquecer o exercício no bem, o aperfeiçoamento espiritual decorrente do saber e do amor. As pessoas obsidiadas não devem se limitar a pedir a Deus que as livre do mal, mas que saiam da faixa desse mal. Pedir é bom, mas mudar a direção da vida para o bem é melhor, é a parte que o doente está fazendo em seu próprio benefício.

A prece nos traz muita claridade espiritual, mas ela pode ser breve. Ela é a resposta da misericórdia de Deus, para nos dar força, de modo a vencer as dificuldades que surgirem em nossos caminhos. Em todas as religiões os profitentes encontram na oração uma segurança, e ela, verdadeiramente, é um bastão que nos ajuda a caminhar, desde quando os pés se esforcem para andar.

Se te sentes acompanhado por Espíritos brincalhões, se percebes que sugestões de Espíritos malfeitores chegam a tua cabeça, procura orar, mas examina se esse tipo de sugestão não está se coadunando com o teu modo de pensar e, se essa for a verdade, muda de pensamentos para que se desviem as insinuações das almas ignorantes e fiques livre das opressões maléficas.

A prece é um poderoso auxilio para afastar más idéias, no entanto, é necessário que junto a ela esteja a nossa boa vontade de servir, de ajudar, de melhorar e de amar do modo ensinado por Jesus. Cumprindo com o dever, todas as criaturas que já entendem o valor da oração e dão continuidade a esse estado d’alma, conservam essa luz que se acende com a prece, vivendo uma vida correta e cheia de amor a Deus e ao próximo.

Se Deus assiste aos que obram, não devemos ficar com as mãos atadas pela inércia; estendamo-las em direção aos que sofrem, aos que choram, aos apedrejados e encarcerados, aos nús e aos famintos, porque, desta forma, a oração torna-se força contínua em nós e em torno de nós, de maneira a destruir, em quem está integrado no bem, todo ambiente que atrai os maus Espíritos. É conhecendo a verdade que nos libertaremos de todo mal. 
Filosofia Espírita X João Nunes Maia – Miramez pg 45

domingo, 24 de maio de 2015

PRECE


A prece é a expressão mais alta da comunhão das Almas com Deus. Considerada sob este aspecto, ela perde toda a analogia com as fórmulas banais, os recitativos monótonos em uso, para se tornar um transporte do coração, um ato da vontade, pelo qual o Espírito se desliga das servidões da Matéria, das vulgaridades terrestres, para perscrutar as leis, os mistérios do poder infinito e a ele submeter-se em todas as coisas:

 “Pedi e recebereis!” 
Tomada neste sentido, à prece é o ato mais importante da vida; é a aspiração ardente do ser humano que sente sua pequenez e sua miséria e procura pelo menos um instante, pôr as vibrações do seu pensamento em harmonia com a sinfonia eterna. É a obra da meditação que, no recolhimento e no silêncio, eleva a Alma até essas alturas celestes onde aumenta as suas forças, onde a impregna das irradiações da luz e do amor divinos.

 Mas quão poucos sabem orar! 
As religiões nos fizeram desaprender a prece, transformando-a em exercício ocioso, ás vezes ridículo.

 Sob a influência do Novo Espiritualismo, a prece tornar-se-á mais nobre e mais digna; será feita em mais respeito ao Poder Supremo, em mais fé, confiança e sinceridade, em completo destaque das coisas materiais. 
Todas as nossas ansiedades e incertezas cessarão quando tivermos compreendido que a vida é a comunhão universal e que Deus e todos os seus filhos vivem, em conjunto, essa vida.

Então, a prece tornar-se-á a linguagem de todos, a irradiação da Alma. Seus benefícios se estenderão por todos os seres e particularmente por aqueles que sofrem, pelos ignorados da Terra e do Espaço.

Ela chegará àqueles em quem ninguém pensa, e que jazem na sombra, na tristeza e no esquecimento, diante de um passado acusador. 

Ela originará neles inspirações novas; fortificar-lhes-á o coração e o pensamento – porque a ação da prece não tem limites, e assim as forças e os poderes que ela pode pôr em elaboração para o bem dos outros.

A prece, em verdade, nada pode mudar às leis imutáveis; ela não poderia, de maneira alguma, mudar os nossos destinos; seu papel é proporcionar-nos socorros e luzes que nos tornem mais fácil o cumprimento da nossa tarefa terrestre. 

A prece fervente abre, de par em par, as portas da Alma e, por essas aberturas, os raios de força, as irradiações do foco eterno nos penetram e nos vivificam.

Trabalhar com sentimento elevado, visando a um fim útil e generoso, é ainda. Orar. 

O trabalho é a prece ativa desses milhões de homens que lutam e penam na Terra, em benefício da Humanidade.

A vida do homem de bem é uma prece contínua, uma comunhão perpétua com seus semelhantes e com Deus. Ele não tem mais necessidade de palavras, nem de formas exteriores para exprimir sua fé: ela se exprime por todos os seus atos e por todos os seus pensamentos. Ele respira e se agita sem esforço em uma atmosfera fluídica cheia de ternura pelos desgraçados, cheia de boa-vontade por toda a Humanidade. 

Essa comunhão constante se torna uma necessidade, uma segunda natureza. É graças a ela que todos os Espíritos de eleição se mantêm nas alturas sublimes da inspiração e do gênio.

Os que vivem no organismo e na materialidade, e cuja compreensão não está aberta às influências do Alto, esses não podem saber que impressões inefáveis faculta essa comunhão da Alma com o Espírito Divino.

Todos aqueles que, vendo a espécie humana deslizar sobre os declives da decadência moral, procuram os meios de sustar sua queda, devem esforçar-se por tornar uma realidade essa união estreita de nossas vontades com a vontade suprema! 

.Não há ascensão possível, encaminhamento para o Bem, se, de tempos a tempos, o homem não se volta para o seu Criador e Pai, a fim de lhe expor suas fraquezas, suas incertezas, sua miséria, para lhe pedir os socorros espirituais indispensáveis à sua elevação. 

E quanto mais essa confissão, essa comunhão íntima com Deus for  frequente, sincera, profunda, mais a Alma se purifica e emenda. Sob o olhar de Deus, ela examina, expande suas intenções, seus sentimentos, seus desejos; passa em revista todos os seus atos e, com essa intuição, que lhe vem do Alto, julga o que é bom ou mau, o que deve destruir ou cultivar. 

Ela compreende então que tudo quanto de mal vem do "eu" e deve ser abatido para dar lugar à abnegação, ao altruísmo; que, no sacrifício de si mesmo, o ser encontra o mais poderoso meio de elevação, porque, quanto mais ele se dá, mais se engrandece. 

Deste sacrifício faz a lei de sua vida, lei que imprime no mais profundo do seu ser, em traços de luz, a fim de que todas as ações sejam marcadas com o seu cunho. 
Leon Denis – o Grande Enigma pg 24/25/26

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