Quando você ensina, transmite. Quando você educa, disciplina. Mas quando evangeliza, salva. A. R.

Um impressionante curta-metragem mostra como tiramos a criatividade das crianças

sábado, 18 de maio de 2019

Animais de estimação na infância



 
Toda aprendizagem tem uma base emocional. Platão

Cães, gatos, coelho, porquinho-da-índia, cavalo… As crianças, em geral, adoram bichos e querem brincar com eles, levá-los para casa. O convívio na infância com animais domésticos não provoca apenas diversão, alegria, mas também proporciona outros benefícios relacionados a um desenvolvimento mais dinâmico e integral.
A criança considera o animal de estimação como um verdadeiro amigo, um cúmplice de aventuras e descobertas. Por causa dessa interação positiva, dessa proximidade amorosa, sensibilidade, companheirismo e sociabilidade são fortalecidos. Um cachorro ensina sobre a vida, é fonte de felicidade e até mesmo da inevitável lição da dor da perda quando o bichinho morre.
Na casa em que uma criança constrói vínculo com um gato ou um coelho, ela tem a chance de treinar empatia, paciência, senso de responsabilidade. Além disso, as crianças que crescem em um lar com animais de estimação se tornam adultos mais competentes do ponto de vista da inteligência emocional do que aqueles que não passaram por essa experiência na infância.
Existe hora certa? Há idade adequada para uma criança ter o primeiro animal de estimação?
Ainda que não haja consenso entre quem entende da questão, todo mundo concorda que, independentemente da idade da criança, a supervisão dos pais ou de um adulto é fundamental. De todos os modos, a criança que tem a oportunidade de conviver com animais de estimação, de criar laço com um bichinho, cresce muito mais feliz.
Notinha
Entre outros benefícios, é sabido que a convivência com os animais de estimação favorece o sistema imunitário das crianças. 

Extraído da Revista Online O consolador

MATURDADE AFETIVA



A afetividade é inerente ao desenvolvimento dos valores do Espírito na sua caminhada milenar na aquisição da maturidade.

Quanto mais maduro espiritualmente, mais disposto ao afeto encontra-se o ser.

Questões como a educação na infância, com marcante influência dos pais e da sociedade sobre o psiquismo da criança, influenciam fortemente a vida afetiva para toda a existência, embora ainda não possamos escapar de reconhecer que a maturidade espiritual é capaz de sobrepor-se a esses fatores, caso seja patrimônio conquistado pelo Espírito.

Com a luz da reencarnação fica mais nítida outra fonte de complexas causas para o "endurecimento” do afeto, quando analisamos as vivências culposas, as mágoas cultivadas longamente, a ausência de limites morais aos exercícios do Amor e a rebeldia sistemática aos alvitres do crescimento espiritual.

Conflitos e frustrações, traumas e carências, culpas e ódios, indisciplina e revolta, seja dessa ou de outras existências carnais, são os componentes principiais de quem não conseguiu estabilizar sua vida emocional e psíquica, sendo essas "feridas do coração” que irão determinar inibições nas relações afetivas na futura experiência corporal do Espírito, trazendo desde o berço as matrizes de paz ou desequilíbrio, sossego ou inquietude, alegria ou distmia, que pedirão elevadas quotas de atenção e cuidados.

A cicatrização dessas "feridas do afeto", que mais não são que o narcisismo proveniente da imaturidade espiritual em crise de insegurança e auto piedade, desejando ser amada sem amar, requer o testemunho de aprender a amar a si mesmo e ao próximo incondicionalmente. Somente a experiência terapêutica do Amor é capaz de sanar semelhantes desequilíbrios emocionais, transformando situações traumáticas e dolorosas em experiências enriquecedoras para a vida.

A "reconstrução do afeto", portanto, é fator de reeducação do coração que vai burilando e rezando as vivências, dias apos dia, através da conivência na busca do elastecimento da sensibilidade.

Ermance Dufaux - Livro Laços de Afeto - psicografia de Wanderley Oliveira

terça-feira, 14 de maio de 2019

KARDEC E A EDUCAÇÃO INTEGRAL

"Para agradar a Deus e assegurar a sua posição futura, bastará que o homem não pratique o mal?
"Não; cumpre-lhe fazer o bem no limite de suas forças, porquanto responderá por todo o mal que haja resultado de não haver praticado o bem".
O Livro dos Espíritos - questão 642

Conhecida parábola da cultura oriental fala de uma senhora que resolveu abrigar um sábio guru no quintal de sua residência. Deu-lhe comida, abrigo e tranquilidade para que o homem de meditações pudesse cumprir sua missão.

Certa feita, desconfiada sobre a integridade do guru, resolveu aplicar-lhe uma prova. Contratou a preço de cinco moedas de ouro uma belíssima vendedora de ilusões e bailarina para aferir a resistência do homem santo.

Na noite aprazada lá estava ela na cabana, tentando incendiar os apetites inferiores do guru com a sensualidade e a beleza. Bailou, despiu-se, provocou, mas o homem era de "gelo", mantinha-se impassível, quieto, em estado de plenitude. Então, depois de longo tempo ela desistiu e retornou até a senhora dizendo:

- Tentei de tudo e nada, ele é um homem santo.
Intrigada, a hospedeira do guru indaga:
- Mas ele não lhe disse nada, não fez nada, uma só palavra?
- Não, senhora!
- Então toma as moedas, você fez a sua parte.

Inusitadamente, a seguir ela tomou de uma larga vassoura e seguiu aos gritos em direção à cabana, assustando a vizinhança que conhecia o carinho com o qual tratava o mediador. Em lá chegando, espancou o homem, destruiu a cabana e em alta voz disse para que todos ouvissem::

- Testei esse homem com a luxuria, ele resistiu por três noites ao apelo de atraente e sedutora jovem, permaneceu em estado de orações,e quanto a isso eu o aplaudo. Porém, ele nada disse àquela jovem que pudesse servir de orientação e força na restauração de um caminho novo. Se é um homem de Deus, deveria agir pelo bem e não somente evitar o mal.

***

Evitar o mal necessariamente não edifica valores, enquanto fazer o bem significa acionar os recursos divinos latentes através do dinamismo da caridade.

Evitar o mal é contenção e disciplina, sendas formadoras de caráter, entretanto as realizações no bem sulcam a profundidade do sistema afetivo, fixando e dinamizando forças morais nobres.

Educação resume-se em transformar impulsos e desenvolver potencialidades. O ato de apenas conter sem renovar pode levar aos mais sofridos caminhos da radicalização, do fanatismo e da variadas expressões neuróticas em direção a mais intensas desarmonias da psiquê.

O ato educativo é um ato de Amor nas relações que destinem ao crescimento para "ser".

O processo de evitar o mal é adquirido com o domínio ocasionado pela disciplina dos sentidos e dos impulsos, enquanto a dinamização do bem exige da razão e do sentimento o desenvolvimento de condições interiores que edifiquem valores, treinem habilidades e façam surgir com maior plenitude as tendências inatas do bem que se encontram latentes e, quase sempre, "estáticas" na alma. Dessa forma, quando os Espíritos dizem: "Fazer maior soma de bem do que de mal constitui a melhor expiação", é porque quase tudo conspira contrariamente para aquele que deseja melhorar, as reações são-lhe fortes reflexos do mundo interior desconhecido de si mesmo.

Diríamos que educar é encontrar respostas para os enigmas do existir, razão pela qual somente amando o outro e as nós mesmos conseguiremos encontrar tais tesouros da vida.

Chamamos de integral o ato educativo com Amor, seja na prática pedagógica ou na vida de relação social.

A ausência de valores ético-morais dignificadores em nossas vidas sucessivas permitiram as perdas, as paixões, as crises, os traumas, os bloqueios e as traições, ferindo as fibras sensíveis da estrutura afetiva do perispírito, tendo como reflexos a culpa, o medo, a ansiedade, a frustração, a tristeza, o conflito, a insegurança e indiferença quais fossem "nódulos e abcessos emocionais"que se apresentam em múltipla conotação psicopatológica, conforme o caráter de seus portadores, determinando o temperamento e as conduta. Agravados pela educação infantil da existência presente, tais "nódulos e abcessos"são inflamados e começam a purgar incontinentemente.

Diagnosticando esse dinamismo patológico, passa-se então à etapa do desenvolvimento das habilidades emocionais capazes de promover novos e mais saudáveis sentimentos que libertem o ser dessa precariedade do afeto, quais sejam a coragem, a segurança, o auto-Amor, a serenidade, a alegria e a paz. A conquista dessas habilidades surge na busca pela auto-educação, regida pelas diretrizes evangélico-doutrinárias com excelente terapia curativa dessas "pústulas do sentimento".

A educação do afeto inicia-se pelo estudo perseverante de si no conhecimento dessas manifestações sombrias do coração, suas raízes, suas armadilhas, suas máscaras treino da empatia, da alteridade, da assertividade, da autenticidade.

O objetivo maior da vida do homem à Terra é a sua melhora espiritual. Tal mister só será plenificado na medida em que aprender a amar, porque o Amor é o decreto sublime do universo para o crescimento e a felicidade de todos os seres.

Verificamos o centro espírita e sua importância como educandário do Amor face à didática estimuladora de conhecimentos e da vivência através da ampliação do saber e de transformação do caráter. As organizações humanas, com poucas exceções, fazem uma leitura adulterada das manifestações afetivas, tornando-as desprezíveis e com conotações de interesse inferiores e falsidade. Outras  vezes, algumas pessoas mais afetuosas, quando possuem uma visão egocêntrica, recuam e tolhem e espontaneidade do carinho face aos desapontamentos das relações ingratas e decepcionantes. Assim, forma-se estigmas sociais acalentados pela maioria, sufocando as expressões de sensibilidade humana nas torres frias da indiferença e do desamor, para os quais a grande maioria dos homens foram "educados"no aprendizado de esconder o que se passa nos recônditos escaninhos do afeto.

Quanto nos valerá a reencarnação tendo os raciocínios iluminados pelos princípios estruturais da doutrina sem, contudo, jorrar essa luminosidade sobre o coração?

A fraternidade, expressando a síntese das virtudes cristãs, é a meta ética de todo o corpo filosófico e científico do Espiritismo. Eis, portanto, que tarefa grave aguarda nossas vanguardas doutrinárias no cenário conturbado da sociedade materialista dos dias atuais, junto às almas que ingressam para sus fileiras em ambos os planos existenciais.

Cap do livro Laços de Afeto - Wanderley Oliveira - Espírito Ermance Dufaux

PESTALOZZI E A EDUCAÇÃO DO CORAÇÃO

Pestalozzi definiu a educação como sendo o desenvolvimento harmônico de todas as potencialidades do ser, considerando como elementos latentes básicos no interior da criatura humana a inteligência, o sentimento e a vontade.
Para ele, essa tríade, sintetizada em educar a cabeça, o coração e as mãos, ganhava uma amplitude incomensurável quando se cria a relação de Amor entre educadores e educando.

Johann Heinrich Pestalozzi, sem dúvida, foi o educador do Amor. A ele devemos o mérito indiscutível de estabelecer as linhas afetivas da educação em maior proporção que outros pedagogos, demonstrando na sua própria vivência a eficácia de conduzir o processo educacional em elos de afeto.

Assinalamos em suas palavras na "Carta de Stans"a grandeza de suas concepções, como segue:

"Minha meta principal direcionou-se, antes de mais nada, a tornar as crianças irmãs, cultivando os primeiros sentimentos da vida em comum e desenvolvendo suas primeiras faculdades nesse sentido. Com isso, minha intenção era fundir a casa no Espírito simples de uma grande comunidade familiar e, sobre a base de tal relacionamento e da predisposição por ele gerada, suscitar em todos um sentimento de justiça e moralidade.

Atingi meus objetivos com razoável sucesso. Em breve, viam-se setenta crianças mendigas, embrutecidas viverem juntas numa paz, num Amor, numa atenção recíproca e cordial que raramente se encontram entre irmãos de uma mesma família.

Minha ação, nessas circunstâncias, partia do seguinte princípio: procura em primeiro lugar fazer tuas crianças generosas. Pela satisfação diária de suas necessidades, impregnarás sua sensibilidade, sua experiência e sua ação de Amor e de caridade, que se estabelecerão e se consolidarão em seu íntimo. Depois, acostuma-as às práticas em que poderão exercitar e espalhar seguramente a benevolência em seu próprio círculo."

A grande conquista da educação, segundo o mestre suíço, é a autonomia do homem pela maturidade de suas potências morais, que já se encontram em gérmen em seu mundo íntimo ao nascer.
 As teorias modernas da psicologia têm demonstrado a importância essencial da emoção em todas as realizações humanas, confirmando por excelências  e pesquisas sérias que o homem é dotado de múltiplas inteligências, sendo que suas habilidades emocionais são as mais aptas a fazer-lhe feliz e bem sucedido.

A visão "Pestaloziana"de educar, além de precursora, é perfeitamente compatível com a meta maior do Espiritismo, ou seja, o melhoramento moral da humanidade, e educação integral do homem bio-sócio-psíquico-espiritual.

Kardec, como aluno da escola de Yverdon, fundade por Pestalizzi, foi notadamente influenciado pela didática da tríade conhecida mais tarde como "Princípio do Equilíbrio de Potencialidades", ou seja, mãos, corações e cabeça em harmonia. Nota-se em seu comentário na questão 917 de "O Livro dos Espíritos" o quanto essa cultura do emérito pensador suíço marcou sua formação quando diz:
 "A educação, convenientemente entendida, constitui a chave do progresso moral. Quando se conhecer a arte de manejar so caracteres, como se conhece a de manejar as inteligências, conseguir-se-á corrigi-los, do mesmo modo que se aprumam plantas novas. Essa arte, porém, exige muito tato, muita experiência e profundo observação".

Esse desenvolvimento harmônico implica fazer crescer o intelecto, o afeto e a ação, não sendo demais afirmar que a coerência entre pensar, sentir e fazer respondem pelo equilíbrio do ser integral.

Temos desenvolvido a razão, mas temos trabalhado o afeto? Temos disseminado conteúdos espíritas a mancheias, mas os temos contextualizado à vida?

Trabalhamos pela aquisição da fé racional, contudo, semelhante valor só será angariado na ética do "ser", ou seja. na vivência das "Virtudes Paternas"ínsitas em osso patrimônio sublime, prestes a descobrirmos pelas vias de evolução.

Trecho da "Carta de Stans"na qual é narrada a experiência vivida por esse educador incomparável. Em Stans, ele cuidou sozinho de 80 crianças órfãs da guerra civil deflagrada pela revolução Helvêtica. "Educação e Ética - Pestalozzi"- Dora Incontri - Ed Scipione.

cap do livro Laços de Afeto - Wanderley S de Oliveira - Espírito Ermance Dufaux




domingo, 28 de abril de 2019

O LAR TERRENO E SUA FUNÇÃO

Além da função fundamental de unir as almas comprometidas e treiná-las para o amor fraternal, o lar terreno também é excelente curso de alfabetização espiritual, preparando o espírito para manusear a linguagem universal e viver os sublimes eventos futuros entre as humanidades angélicas. Através dos laços consanguíneos e das obrigações recíprocas existentes entre os membros da mesma família, o lar aproxima as almas e desenvolve-lhes o entendimento da vida espiritual superior.

Assim, enquanto o chefe de família criterioso mantém-se ausente para mobilizar a receita da casa e os jovens dispensam-se em busca de empregos ou atividades educativas cotidianas, as crianças também deixam o lar bem cedo, para frequentar as escolas. Os mais moços buscam novas afeições próprias de sua idade e afinidade, enquanto os velhos vinculam-se a afetos adequados à sua experiência e vivência humana. Deste modo, enfraquecem, pouco a pouco, os laços consanguíneos entre todos os membros da família! Nesse treino singular, quer pela maior ausência como pela diversidade de problemas pessoais, os membros da mesma família preparam-se, grau por grau, para o momento nevrálgico da separação desencarnatória.

O namoro, noivado ou o casamento dos filhos desvia um pouco o afeto egocêntrico de sangue, cujo vínculo se divide entre o eleito ou a eleita do coração. A constituição de novos lares, por parte dos filhos e demais parentes, fragmenta ainda mais o fanatismo consanguíneo e canaliza novos afetos para com os novos descendentes. Sob a legislação amorosa do Criador, os espíritos adversos unem-se disfarçadamente sob as vestimentas carnais da mesma família, e acabam idolatrando-se, envoltos nas mesmas vicissitudes, alegrias e favores! Isso torna cruciante a separação pela morte física, caso não houvesse o ensejo de deveres, afetos e atividades fora do lar, ausências que entre os descendentes da mesma família, amenizam a dor futura!

Deus, na Sua Magnanimidade e Sabedoria, criou o lar humano como o ensejo de convocação, vivência e união dos espíritos adversos comprometidos no passado, a fim de se unirem e amarem-se pelos laços consanguíneos da família terrena! Mas, conforme relembramos, os favores e deveres recíprocos terminam despertando afetos e até paixões fanáticas entre os próprios adversários de outrora, cujo "esquecimento" benéfico dos acontecimentos passados permite a confraternização espiritual. Sem dúvida, há os que se advinham, entre si, no seio da mesma família, na posição de algozes ou vítimas, decorrendo disso a maioria dos conflitos nos lares terrenos. Mas o generoso disfarce do corpo carnal plasmado do mesmo sangue, não só favorece a aproximação afetiva, como ainda desperta afeições novas, que chegam a produzir sofrimentos atrozes na hora nevrálgica da partida para o Além!

Eis por que a própria vivência humana foi esquematizada pelos Mestres da Espiritualidade, de modo a promover as "ausências"recíprocas dos componentes das mesma família, acostumando-os para sofrerem menos pela desencarnação inevitável. São hiatos benfeitores pela ausência de trabalho, diferença de credo religioso, preferência esportiva ou política! Ademais, essa separação ainda aumenta pela própria diferença de desenvolvimento mental, pois é bem grande o abismo entre a criança buliçosa, traquinas e instintivas, e a mente experimentada e conservadora dos avós, já curtidos pelos espinhos da vida e algo descrentes das ilusões que ainda dominam os jovens.

Sem dúvida, a simples vivência de corpos vinculados pelo mesmo sangue no agrupamento doméstico não é suficiente para unir os espíritos adversários e dirimir conflitos milenários no roteiro das encarnações anteriores. Mas os interesses em comum, o apego à ancestralidade biológica e à autoproteção da personalidade no lar ameniza e extingue, pouco a pouco, as diferenças antipáticas pregressas, a ponto de vitimas e algozes de ontem, depois de vinculados pela mesma linhagem carnal, derramarem sentidas lágrimas pela separação na morte física.

Ramatis
Extrário do livro A Vida Humanas e o Espírito Imortal - cap. 1 - Problemas da infância - Hercílio Maes



O QUE SÃO AS FAMÍLIAS HUMANAS?

As famílias humanas são agrupamentos interligados pelos laços consanguíneos, mas funcionam como breves estágios educativos das almas encarnadas e comprometidas carmicamente no passado. O lar terreno é a escola providencial, onde os espíritos adversos apagam a incêndio de ódio pretérito e se renovam nas lições do amor, embora sob os interesses das relações protetoras da família. Mas a família, malgrado a sua expressão consanguinea, é apenas a premiliminar onde os espíritos treinam e desenvolvem o amor universal acima de qualquer preocupação racista.

Quando Jesus advertiu que deveríamos abandonar pai e mãe para segui-Lo incondicionalmente, referiu-se à necessidade de o homem libertar-se dos laços consanguíneos, que são o sustentáculo da família humana isolada no seio da humanidade! O Mestre convidou o homem a integrar-se, definitivamente, no seio da família universal, que é eterna! Não aconselhou o desamor nem a rebeldia entre os membros da mesma descendência humana, mas distinguiu a necessidade de mantermos os princípios espirituais acima das tendências inferiores e transitórias da carne. O homem deve superar o amor egocêntrico, que é nutrido pelo sangue do mesmo agrupamento doméstico, a fim de integrar-se no amor do Cristo, que é universal!

O lar terreno, além de sua função precípua de escola de educação espiritual, ainda pode ser acolhido à conta de oficina onde os espíritos se reabilitam e se retificam, alguns atraídos pelo amor cultivado há milênios, outros imantados pelas paixões e pelo ódio vividos no passado!
Ramatis

Extraido do livro A Vida Humana e o Espírito Imortal - cap. 1 Problemas da infância

OS PAIS ESCLARECIDOS DEVEM COMPREENDER QUE

..tanto o seu corpo como o do seus filhos, não passam de instrumentos de trabalho do espírito na matéria.
 São "vestuários carnais" diferentes apenas quanto à particularidades próprias da cor, porte, ou contextura hereditária. Mas isso é de pouca importância, pois o organismo carnal que o espírito utiliza no mundo físico é uma espécie de "ferramenta" de atividade terrena, algo semelhante ao formão do marceneiro, ou o bisturi para o médico. Pais, filhos e demais membros da mesma família são um grupo de espíritos compondo um conjunto interessado no mesmo reajuste espiritual, recíproco, das mazelas do passado!

À medida que os espíritos identificam a lei da reencarnação, eles se certificam de que os preconceitos de raças e distinções no mundo material não passam de perigosas ilusões que obscurecem a autenticidade do espírito imortal. E, assim, todos devem integrar-se à família universal e compartilhar do sofrimento alheio, participar de servir aliviar a dor do próximo!

Quantas vezes os nossos filhos de hoje foram os nossos piores adversários no passado, ou vice-versa; enquanto o filho do vizinho, que às vezes detestamos, pode ter sido o nosso maior amigo do passado? Sob a mesma vestimenta consanguinea do nosso parente, pode se embuçar o espírito cruel, que nos infernizou outrora, enquanto noutro, que nos antipatiza, vive um excelente companheiro de vivências pregressas! Assim, é tolice o orgulho da linhagem hereditárias consanguinea, ou apegarmo-nos à raça de que descendemos, porque a indumentária carnal do espírito, além de ser provisória, jamais, identifica ao verdadeiros afinidade do coração!

Ramatis
Extraído do livro A Vida Humana e o Espírito Imortal

O LAR É O AMBIENTE MAIS EFICAZ PARA A EDUCAÇÃO DOS HOMENS

O agrupamento doméstico é considerado no Espaço um curso vestibular para o evento da família universal!

É uma espécie de triagem onde se classificam os cidadãos diplomados na fraternidade consanguinea; e que se mostram eletivos par aplicar no mundo profano os dons superiores adquiridos e desenvolvidos entre a parentela humana! O lar proporciona ao espírito encarnado as inciativas do sentimento fraterno, incentiva-lhe a tolerância, paciência, humildade e a conformação, adestrando-o para depois enfrentar as adversidades do mundo!

No mesmo lar, as almas reciprocamente hostilizadas em existências pregressas contemporizam-se de suas diferenças porque vinculam-se à mesma linhagem consanguinea, e no ambiente doméstico e por força da sobrevivência físico avançam a compreensão espiritual definitiva. Os filhos são os hóspedes nem sempre desejados, que por força dos conflitos pretéritos achegam-se para substituir o ódio pelo amor, a desforra pela indenização. O lar funciona com um curso de confraternização e ajuste de sentimentos em conflito no passado!

Obviamente, isso não poderá ser conseguido em estabelecimentos educativos, colégios, conventos ou quaisquer outras instituições profanas, as quais não podem proporcionar os ensejos de reajuste e contemporização próprias da experiências espiritual sob a mesma vestimenta consaguinea.

Ramatis

Extrádo do livro A Vida Humana e o Espirito Imortal

sábado, 27 de abril de 2019

GLÂNDULA TIMO NA INFÂNCIA - RAMATIS

Quem não aprende a dominar os seus instintos primários na infância, bem mais difícil ser-lhe-á na fase adulta. Assim como o jardineiro decepa os galhos inferiores do bom arvoredo, os pais precisam eliminar na primeira infância dos filhos os maus estigmas lançados pela força selvagem da formação animal. Ramatis

O espírito não nasce, não cresce, nem morre. Ele "desperta", gradativamente, do seu invólucro fetal encaixando no ventre materno, até alcançar a sua configuração primitiva antes de mergulhar na carne. (reencarnação)

Cada existência humana é apenas uma nova manifestação do espírito através do corpo físico tangível na matéria. Assim como a luz elétrica projeta-se tanto mais ampla conforme seja a capacidade da lâmpada, o espírito encarnado também se manifesta mais autêntico à medida que se desenvolve o seu corpo físico. Em consequência, há grande diferença entre as manifestações ou ações do espírito, quando age pelo organismo carnal infantil, comparativamente ao que ele pode realizar depois de adulto.

A natureza gradua proporcionalmente o despertar do espírito no seu instrumento de carne, através de diversas etapas conciliadoras e conhecidas como infância, juventude, maturidade e velhice. Mas, assim como periga a carga elétrica de alta voltagem, os raciocínios incomuns e as emoções exaltadas do espírito encarnado podem afetar a coesão molecular do corpo, a rede enzimática, a desarmonizar as coletividades microbianas, quando essa operação ultrapassa a resistência e a capacidade normal. Por isso, a sabedoria do psiquismo criou a glândula timo, que frena o crescimento orgânico prematuro e assim evita uma ação demasiadamente violenta sobre o cérebro ainda em formação. O desenvolvimento adulto precitado e organicamente frágil daria ensejo para o espírito agir na sua plenitude espiritual, mas atuando em altíssima voltagem sideral, capaz de queimar os neurônios e a rede cerebral.

A providencia reguladora do timo, então, impede que o espírito encarnado manifeste, de chofre, todo o seu potencial psíquico antes dos sete anos a além da capacidade do seu equipo carnal, em crescimento. O timo, além de sua função controladora do excesso psíquico sobre o corpo imaturo, ainda frena os estímulos excessivos que fluem do perispírito para o "duplo etérico (1), também na fase de desenvolvimento e absorção do  "éter-físico" do meio terrestre. Daí justificar-se o aforismo de que a criança é inocente até os sete anos porque ainda não assume a responsabilidade total do organismo, o qual permanece sob o controle técnico do mundo espiritual. A máquina carnal até os sete anos encontra-se em fase de experimentação e reajustamento, assim com qualquer maquinaria do mundo sofre "testes"e correções na fábrica, a fim de não ser entregue ao seu dono com defeitos originais.

Mas, durante a fase do nascimento até os sete anos físicos, e pela impossibilidade de o espírito agir plenamente no seu corpo carnal, o instinto animal exerce a sua força criadora e procura impor a sua ascendência vigorosa e primária. Trava-se renhida luta entre o princípio espiritual superior e as tendências inferiores do mundo físico. Daí o motivo por que os pais devem exercer rigorosa vigilância nos filhos até os sete anos, extirpando-lhes energicamente os maus costumes, impulsos danosos, tentativas autoritárias e atrabiliárias, para evitar que uma estigmatização instintiva posteriormente se oponha na forma de uma barreira intransponível à correção espiritual.

A criança não deve ser estimulada nem louvada nas suas irascibilidades e reações censuráveis; o seu espírito só domina mais cedo os seus instintos primários, caso receba a ajuda eficiente e enérgica dos pais isentos de qualquer sentimentalismo, sem confundirem o mau instinto do descendente à conta de "precocidade"! Embora sem os extremos de crueldade e despotismo, os pais não devem afrouxar a sua autoridade, evitando louvar e estimular as ações indisciplinadas e rebeldes dos filhos.

Os filhos devem ser criados com amor, mas sem a imprudência de deixá-los agir livremente. só porque são "engraçadinhos" ou amuam-se por qualquer coisa. A fim de formar-lhes um caráter nitidamente estoico e leal, os pais devem fortificá-los, sem o culto demasiado da personalidade humana. É, algo perigoso quando, para os pais sentimentalistas, o seu pupilo sempre tem razão, enquanto que é mau e condenável o filho do vizinho. As contrariedades da infância caldeiam e fortificam o temperamento da criança para mais tarde enfrentar as desventuras da vida humana, pois, quando excessivamente apoiada e mimada, em todas as suas manhas e indisciplinas, os jovens viverão em conflitos nas suas relações com a sociedade e atuações no mundo. Quem não aprende a dominar os seus instintos primários na infância, bem mais difícil ser-lhe-á na fase adulta. Assim como o jardineiro decepa os galhos inferiores do bom arvoredo, os pais precisam eliminar na primeira infância dos filhos os maus estigmas lançados pela força selvagem da formação animal.

Ramatis

Extraído do livro A Vida Humana e o Espírito Imortal cap. 1 - Problemas da infância


 
(1) Duplo Etérico, corpo constituido de éter-físico medianeiro entre o perispírito e o corpo físico, existente somente durante a encarnação física e dissociando-se 3 a 4 dias após a morte carnal



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domingo, 17 de março de 2019

REFLEXÃO FAMILIAR



Quer ter saudáveis momentos de refeição?

Bem, em primeiro lugar comece a comer mais freqüentemente junto da família, e em segundo lugar desligue a tevê quando for comer.

Um recente estudo da Baylor College of Medicine descobriu que quando as crianças comem junto à sua família, comem mais vegetais, bebem menos refrigerantes e comem mais alimentos com baixos teores de gordura.

O relatório diz também que a tevê não deve ser convidada ao jantar.

Muito pais usam a tevê para entreter-se e à suas crianças durante as refeições, mas o foco deve estar no alimento e no relacionamento entre você e suas crianças - não no tubo.

Então, puxe uma cadeira. Prepare seu prato e coma direito.

Lembre-se, sua família em primeiro lugar!
Por Mark Merril / Tradução SergioBarros
(respeite a fonte, a autoria e as traduções dos textos)

domingo, 10 de março de 2019

O CRISTÃO NO LAR - O Lar e o Trabalho Doutrinário


Muitos de nós, atendendo aos impulsos idealistas do trabalho doutrinário nos diversos campos de serviço ao próximo, envolvidos no entusiasmo que os nossos corações, à semelhança do viajor que, perdido no deserto árido da ociosidade, encontra no oásis o líquido balsamizante para saciar a sede, à sombra da proteção e do aconchego dos Amigos Espirituais, somos assim inclinados a dedicar a maior parte de nosso tempo disponível, ao trabalho desinteressado que tanto nos edifica.

Absorvemo-nos, às vezes, nas nossas ocupações idealistas, afastando-nos momentaneamente dos compromissos primeiros com aqueles mais próximos, no convívio familiar, alegando para nós mesmos, as justificativas de ordem superior, pautadas no exemplo dos pioneiros da Cristandade.

Todo trabalho idealista, realizado com o coração desinteressado, é antes de tudo a sustentação sutil para o trabalho mais profundo de transformação interior, na nossa realidade presente, à qual estamos condicionados pela lei de causa e efeito. A evolução é sempre lenta e progressiva, realizada com muito trabalho e paciência. E se atendemos aos nossos melhores impulsos de servir ao Divino Mestre, a serenidade e o equilíbrio nos evidenciam que esse mesmo serviço inicia-se com aqueles que a própria Providencia Divina nos uniu sob um mesmo teto.

Quando buscamos acariciar aqueles pequeninos necessitados na nossa atividade social, observemos primeiramente se aqueles que em casa deixamos chorando, já foram supridos com  as nossos atenções orientadoras cristãs.

Quando nos deslocamos, para levar a nossa palavra às assembleias reunidas para receber os chamados evangélicos, meditemos se já transmitimos aos poucos que nos circundam no lar, o carinho e os ensinamentos do Sublime Peregrino.

Quando nos empenhamos em oferecer as nossas energias nos trabalhos de assistências espirituais, revitalizando pelos passes os que carecem do equilíbrio físico e espiritual, analisemos se já distribuímos a confiança e o ânimo aos abrigados no mesmo ninho que, nas depressões, abrem as portas às enfermidades.

Para alçar os voos mais altos, é necessário que construamos, com o nosso trabalho, as asas elevadoras, igualmente fortificadas na dedicação ao próximo, de dentro e de fora de nosso meio doméstico. Pois,na ordem de nossas obrigações, ambos não podem se esquecidos.

Extraído do livro Iniciação Espírita - Ed. Aliança - Cap O CRISTÃO NO LAR

O CRISTÃO NO LAR - Divórcio e Lar

"Não separeis o que Deus juntou". Jesus
Tema muito discutido em nossos dias e conduzido ao sabor dos interesses e inclinações pessoais de cada um. Vejamos, no entanto, a colocação que nos cabe situar dentro da conduta compatível com os ensinamentos do Divino Pastor.

É a lei do amor que realmente une as criaturas em quaisquer relações. E o amor, no matrimônio se reveste não exclusivamente da atração física que tanto fala aos sentidos. Duas criaturas que se unem no casamento, são assim principalmente chamadas ao amparo mútuo, afetivo e material.

Dois corações que se entreguem um ao outro, desde que se fundem nas mesmas promessas e realizações recíprocas, passam a responder, de maneira profunda, aos imperativos de causa, e efeito, dos quais não podem efetivamente escapar.

Individualmente, já não nos pertencemos completamente, e a necessária reflexão interior certamente nos despertará para a renúncia, do que nos cabe, de interesses particulares, despertando a capacidade pessoal de doar-se, desprender-se, de sacrificar-se mesmo, em benefício da harmonia e do equilíbrio emocional no convívio caseiro.

O cristão, já consciente, não pode fugir aos compromissos assumidos nos Planos Espirituais, dentro da tarefa que o lar, em primazia, nos convida a desempenhar.

Diz-nos Emmanuel: "Indubitavelmente o divórcio é compreensível e humano, sempre que o casal se encontre à beira da loucura ou da delinquência.

No entanto, nos completa ele: "... é razoável se peça aos cônjuges o máximo esforço para que não venham a interromper os compromissos a que se confiaram no tempo."

Extraído do livro Iniciação Espírita - Ed. Aliança - Cap O CRISTÃO NO LAR

O CRISTÃO NO LAR - Vida Conjulgal


"Assim também vós, cada um em particular, ame a sua própria mulher, com a si mesmo, e a mulher reverencie o seu marido". Paulo (Efésios, 5:33)

Acentuam-se nos nossos dias os desajustes conjugais atribuídos principalmente à incompatibilidade dos temperamentos, aos desencantos da vida íntima ou às aflições domésticas. Refletem todos a intolerância e a irresponsabilidade tão comuns na criatura humana.

As desarmonias e os desencontros surgem do convívio, onde, sob os impulsos espontâneos dos nossos sentimentos íntimos, mostramo-nos como realmente ainda somos. Ocorrem as decepções, resultantes da nossa própria imaturidade, e se não estivermos mais sólidos, alicerçados nos ideais cristãos, colocamos realmente em perigo a estabilidade do lar.

O cristão não pode ignorar os laços profundos dos compromissos escolhidos na Espiritualidade, que se renovam na experiencia terrena, para a instituição dos divinos fundamentos da amizade real. Abandonar a tarefa no lar é contrair pesadas dívidas que nos serão cobradas com os acrescidos juros que a nossa irresponsabilidade terá que saldar em existências próximas.

Suportemos o quanto pudermos a esposa exigente e incompreensiva, o marido árido e indiferente, os filhos irreverentes e agressivos e testemunhemos no seio familiar os ensinamentos do Cristo que já começam a nos tocar as fibras mais sutis do coração.

Extraído do livro Iniciação Espírita - Ed. Aliança - Cap O CRISTÃO NO LAR
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