Quando você ensina, transmite. Quando você educa, disciplina. Mas quando evangeliza, salva. A. R.

domingo, 18 de março de 2018

A PÁSCOA DOS CRISTÃOS





Olá meu amiguinho!
Estamos chegando, no final do mês, e amais um domingo de Páscoa! É um dia muito feliz porque logo lembramos de presentes, de coelhinhos e de ovos de chocolate! Mas a verdadeira Páscoa não é nada disso.
Você sabe o que representa a Páscoa?

Originalmente, a Páscoa é uma festa anual dos hebreus, que comemoram a saída do seu povo do cativeiro no Egito. Muito tempo depois, tornou-se uma festa anual dos cristãos, porque foi exatamente durante a semana da Páscoa judaica que Jesus foi preso, julgado e condenado a morrer na cruz, entre dois ladrões. O fato ocorreu numa sexta feira.
No domingo, Maria Madalena e outra duas mulheres, levando aromas e ervas para embalsamar o corpo de Jesus, foram até o túmulo e o encontraram vazio. Depois, Maria Madalena viu Jesus e conversou com ele, compreendendo que ele tinha ressuscitado. Então em memória de Jesus, que retornou em espírito e verdade após a sua morte, os cristãos passaram a comemorar a Páscoa.
Esse fato, conhecido como a ressurreição de Jesus, é dos acontecimentos mais importantes e decisivos, pois representa a  prova da imortalidade da alma, que o cristo tanto havia pregado.

Quanto ao costume de presentear com ovos vem dos tempos antigos, quando os pagãos celebravam a volta da primavera oferecendo uns aos outros ovos de galinha, pintados de cores vivas, hábito que ainda existe em certos países. Mas... Que é que o coelho tem com isso?
Muitos povos têm o coelho como símbolo da fertilidade, representando a renovação da vida, assim como o próprio ovo. E os ovos de chocolate, tão gostosos?
Para incentivar as vendas no período que antecede a Páscoa, alguém uniu o útil ao agradável. Inventou os ovos de chocolate, que os comerciantes passaram a vender com grande sucesso.
No próximo domingo de Páscoa vamos, porém, lembrarmos   de Jesus, agradecendo a ele pelos exemplos que nos deixou e pelo seu evangelho, que é luz em nossas almas.
Extraído do Jornal Imortal /março 2018

domingo, 11 de março de 2018

CONHECER-SE NO CONVÍVIO COM O PRÓXIMO





Queridos pais, educadores, irmãos, tios, avós de nossas crianças.

 É na fase da infância e juventude que está sendo construido a base emocional que lhes trará uma vida adulta equilibrada. Dependo de nós, proporcionarmos segurança, apoio e carinho.

Trago um excelente texto do livro Manual prático do espírita de Ney Pietro Peres, para que possamos compreender os mecanismos do auto conhecimento nesta fase. E não só a eles, mas a nos também.

Se acharem interessante, temos outros textos relacionados ao tema em nosso blog Seguindo os Passos do Ser Integral, deixarei o link no final do texto.

Boa Leitura, Bom estudo.

Com carinho,

Elaine Saes



CONHECER-SE NO CONVÍVIO COM O PRÓXIMO


“Amar ao próximo como a si mesmo, fazer aos outros o que quereríamos que os outros nos fizessem, é a mais  completa expressão da caridade, pois que resume todos os deveres para com o próximo”( Allan Kardec O Evangelho Segundo o Espiritismo cap XI amar aos próximo como a si mesmo)

 

No relacionamento entre os seres humanos, as experiências vividas ensinam constantemente lições sociais, através de nossas reações com o meio e das manifestações que o meio nos provoca.

 

 

O campo das relações humanas, já pesquisado amplamente, talvez seja a área de experiências mais significativa para a evolução moral do homem.

 

 

O tempo vai realizando progressivamente o amadurecimento de cada criatura, na medida em que aprendemos, no convívio com o próximo, a identificar nossas reações de comportamento e a discipliná-las.

 

 

O relacionamento mais direto acha-se o meio familiar, onde desde criança brotam espontaneamente nossos impulsos e reações. Nessa fase gravam-se impressões em nosso campo emocional que repercutirão durante toda nossa existência. Quantos quadros ficam plasmados na alma sensível de uma criança. Quadros esses que podem levá-la a inconformações, angústias profundas, desejos recalcados, traumas, caracterizando comportamentos e disposições na fase da adolescência e na adulta.

 

Guardamos do relacionamento com os pais, irmãos, tios, primos e avós, os reflexos que mais nos marcaram.

 

 

Começamos, então, numa busca tranquila, a conhecer como reagimos e por que reagimos, na infância e na adolescência, aos apelos agressões, contendas, choques de interesses. Essas reações emocionais, que normalmente não se registram com clareza nos níveis da consciência, deixam, entretanto, suas marcas indeléveis nas profundidades do inconsciente.

 

 

Importantes são as suaves e doces experiências daqueles primeiros períodos da nossa vida, quando os corações amorosos de uma mãe, de um pai, de um irmão, de uma professora, pelas expressões de carinho e de compreensão, aquecem nossa alma em formação e nela gravam o conforto emocional que tantos benefícios nos fizeram, predispondo-nos às coisas boas, às expressões de amor, que, por termos conhecido e recebido, aprendemos a dar e a proporcionar aos outros. Essas ternas experiências constituem necessários pontos de apoio ao nosso espírito, para que possamos prosseguir e ampliar nossas obras nas expressões do coração.

 

 

No convívio escolar, iniciamos as primeiras experiências como o meio social fora dos limites familiares. As reações já não são tão espontâneas. Retraímo-nos às vezes; a timidez e o acanhamento refletem de início a falta de confiança nas professoras e nos colegas de turma. Aprendemos paulatinamente a nos comportar na sociedade, com reservas. Sufocamos, por vezes, desejos e expressões interiores, e até mesmo defendemos com violência nossos interesses, mesmo que ainda infantis. E também brigamos com aqueles que caçoam de alguma particularidade nossa. Quase sempre retribuímos com bondade aos que são bondosos conosco. E devolvemos insultos aos que nos agridem. Sem dúvida são reações naturais, embora ainda bem primárias.

 

 

Vamos assim caminhando para a adolescência, fase em que nossos desejos se acentuam. O querer começa a surgir, a auto-afirmação emerge naturalmente, a nossa personalidade se configura. Aparecem as primeiras desilusões, as amizades não correspondidas, os sonhos frustrados, as primeiras experiências mais profundas no campo sentimental. De modo particular, cada um reage de forma diferente aos mesmos aspectos do relacionamento com os outros: uns aceitam e resignam-se com os desejos não alcançados; outros, inconformados, reagem com irritação e violência e, por isso mesmo, sofrem mais. E o sofrimento é maior porque é necessário maior peso para dobrar a inflexibilidade do coração mais endurecido, como ensina a lei física aplicada à nossa rigidez de emperramento. Os mais dóceis e flexíveis sofrem menos, porque menor é a carga que lhes atinge o íntimo. Esses não oferecem restência ao que não pode possuir.

 

 

A resignação é o meio de modelação da nossa alma, característica do desprendimento e da mansuetude que precisamos cultivar.

 

 

Inúmeros aspectos desconhecidos da nossa personalidade abrem-se para a nossa consciência exatamente quando conseguimos identificar, nos entrechoques sociais, aquilo que nos atinge emocionalmente.

 

 

As reações observadas nos outros que mais nos incomodam são precisamente aquelas que estão mais profundamente marcadas dentro de nós. As explosões de gênio, os repentes que facilmente notamos nos outros e comentamos atribuindo-lhes razões particulares, espelham a nossa própria maneira de ser, inconscientemente atribuída a outrem e dificilmente aceita como nossa. É o mecanismo de projeção que se manifesta psicologicamente. 

 

 

Poucas vezes entendemos claramente as manifestações de nossos sentimentos em situações específicas, principalmente quando alguém nos critica ou comenta nossos defeitos. Normalmente reagimos: não aceitamos esses defeitos e procuramos justifica-los. Nesse momento passam a funcionar os nossos mecanismos de defesa, naturais e presentes que qualquer criatura.

 

 

No convívio com o próximo, desde a nossa infância, no lar, na escola, no trabalho, agimos e reagimos emocionalmente, atingindo os domínios dos outros e sendo atingidos nos nossos. Vamos, assim, nos aperfeiçoando, arredondando as facetas pontiagudas do nosso ser ainda embrutecido, à semelhança das pedras rudes colocadas num grande tambor que, ao girar continuamente, as modela em esferas polidas pela ação do atrito de para a parte.

 

 

É interessante notar que as pedras de constituição menos dura modelam-se mais rapidamente, enquanto aquelas de maior dureza sofrem, no mesmo espaço de tempo, menor desgaste, demorando mais, portanto, para perderem a sua forma original bruta.

 

 

Esse aperfeiçoamento progressivo, no entanto, vem se realizando lentamente nas múltiplas existências corpóreas como processo de melhoramento contínuo da humanidade.

 

 

As vidas corpóreas constituem-se, para o espírito imortal, no campo experimental, no laboratório de testes onde os resultados das experiência se vão acumulando. “A cada nova existência, o espírito dá um passo na senda do progresso; quando se despojou de todas as suas impurezas, não precisa mais das provas da vida corpórea.”( Allan Kardec O Livro dos Espíritos cap IV Pluralidade das Existências pergunta 168)

 

 

Instruirmo-nos através das lutas e tribulações da vida corporal é a condição natural que a Justiça Divina a todos impõe, para que obtenhamos os méritos, com esforço próprio, no trabalho, no convívio com o próximo.

 

 

O conhecer-se implica em tomarmos consciência de nossa destinação como participantes na obra da Criação. Dela somos parte e nela agimos sendo solicitados a colaborar na sua evolução global; Deus assim legislou.

 

 

O limitado alcance de nossa percepção e de nossa vivência em profundidade, no íntimo do nosso espírito, dessa condição de co-participantes da Criação Universal é decorrente de nossa mínima sensibilidade espiritual, o que só podemos ampliar através das conquistas realizadas nas sucessivas reencarnações.

 

 

Parece claro que caminhamos ainda hoje aos tropeços, caindo aqui, levantando acolá, nos meandros sinuosos da estrada evolutiva que ainda não delineamos firmemente. Constantemente alteramos os rumos que poderiam nos levar as correções, por isso retardamos os passos e repetimos experiências até que delas colhamos bons resultados, para daí avançarmos.

 

 

O conhecer-se é o próprio processe de autoconscientização, de reconhecimento de nossas limitações e dos perigos a que estamos sujeitos no campo das experiências corpóreas. É ponderar sempre, é refletir sobre os riscos que podem comprometer a nossa caminhada ascensional e tomar decisões, definir rumos, dar testemunhos.

 

 

É precisamente no convívio com o próximo que expressamos a nossa condição real, como ainda estamos – não o que somos, pois entendemos que, embora ainda ignorantes e perfeitos, somos obra da Criação e contamos com todas as potencialidades para chegarmos a ser perfeitos. Estamos todos em condições de evoluir. Basta querermos e dirigirmos nossos esforços para esse mister.

 

 

Uma das melhores diretrizes para chegarmos a isso é oferecida pelo educador Allan Kardec ( O Evangelho Segundo o Espiritismo cap XVII Sedes perfeitos – o Dever):

 

 

 “O dever começa precisamente no momento em que ameaçais a felicidade e a tranquilidade do vosso próximo, e termina no limite que quereríeis alcançar par vós mesmos”.

Extraído do Livro Manual Prático do Espírita – Ney Pietro Peres 

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

A COMUNICAÇÃO COM OS ESPÍRITOS





Os Espíritos podem entrar em relação conosco?
Deus tem permitido que os Espíritos se comuniquem com os homens para lhes dar a certeza da imortalidade.

De que maneira os Espíritos se manifestam aos homens?
De várias maneiras: tornando-se visíveis, falando-nos diretamente ou com o auxílio dos médiuns.
Nós, se formos músicos, podemos, para provar que de fato o somos, assobiar ou cantar uma ária. Mas se não tivermos voz ou não pudermos assobiar, podemos tomar um instrumento qualquer que conheçamos e tocar a música que possa demonstrar a todos que somos músicos.
Assim os Espíritos: uns se manifestam pessoalmente, outros o fazem por uma outra pessoa que seja médium.
Lendo, depois, “O Livro dos Médiuns”, de Allan Kardec, compreenderemos o mecanismo da comunicação.

Mas dizem que não se devem evocar os Espíritos?
Não se deve evocar um Espírito que não se conhece, ou, então, chamar os Espíritos para fins inúteis. Devemos sempre preferir os nossos parentes ou amigos em que depositamos confiança, mas sempre para fins espirituais.

Então é perigoso evocar qualquer Espírito?
Seríamos capazes de chamar qualquer homem que não conhecêssemos para fazer-lhe perguntas ou trocar ideias? Evoquemos de preferência o nosso Anjo da Guarda, os nossos Espíritos Protetores, e seremos bem sucedidos.

Há Espíritos que velam particularmente por nós?
Deus em sua Bondade Suprema deu a cada um de nós um Espírito Protetor, a quem chamamos Anjo da Guarda, encarregado de nos vigiar, de inspirar-nos bons pensamentos, ajudar-nos com seus conselhos, consolar-nos e sustentar a nossa coragem nas provas da vida.

Os Espíritos experimentam as mesmas necessidades e sofrimentos que nós?
Conhecem-nas porque passaram por elas, mas não as sentem do mesmo modo que nós, visto estarem isentos do corpo carnal.

Os Espíritos sentem cansaço?
Não; suas forças se reparam naturalmente sem o esforço dos órgãos.

Os Espíritos necessitam de luz para ver?
Veem por si mesmos e no outro mundo só há trevas para aqueles que estão em expiação.
Então os Espíritos veem as coisas tão distintamente como nós?
Mais distintamente, pois a sua vista penetra onde a nossa não pode penetrar.

Os Espíritos ouvem os sons?
Ouvem, e até percebem sons que os nossos ouvidos não podem perceber. 

Extraído do livro Espiritismo para crianças - Caibar Schutel








ESTUDO DE LIVROS

Livro ESPIRITISMO PARA CRIANÇA - CAIBAR SCHUTEL

O HOMEM E A IMORTALIDADE - Caibar Schutel






Sendo a religião uma ciência que nos ensina os nossos destinos depois da morte, qual é a natureza íntima do homem? O homem é apenas corpo?
Não, o corpo humano não é mais do que o instrumento de que o Espírito se serve neste mundo para trabalhar pelo seu adiantamento. Por ocasião da morte, o “homem espiritual” abandona o corpo como nós fazemos à roupa velha.

Então é ao “homem espiritual” que dão o nome de Espírito?
Perfeitamente. Todas as criaturas são Espíritos revestidos de corpos carnais.

Neste caso, o Espírito não nasceu quando o corpo nasceu?
O Espírito vive antes, no espaço, e se encarna no nosso e em outros mundos tantas vezes quantas forem necessárias ao adiantamento.

Os animais também são Espíritos?
Também, mas muito mais atrasados que o homem, embora imortais e suscetíveis ao aperfeiçoamento, pois o progresso é uma lei de Deus, e, sendo os animais criaturas de Deus, não seria justo que Deus os criasse para deixá-los morrer para sempre. (1)


(1) Embora a palavra Espírito seja quase sempre utilizada para designar a criatura humana quando desencarnada, sua utilização no tocante aos animais também desencarnados é encontrada na obra de Allan Kardec, como podemos verificar na Revue Spirite de 1861, tradução publicada pela Edicel, pp. 227 a 229; na Revue Spirite de 1865, Edicel, pp. 128 e 129;  e em O Livro dos Médiuns, cap. XXV, item 283, pergunta 36ª.

Sobre a presença de Espíritos de animais no plano espiritual, veja “O Espiritismo responde” da edição 266, de 24/6/2012, da revista “O Consolador”. Eis o link: http://www.oconsolador.com.br/ano6/266/oespiritismoresponde.html


Como pode um Espírito viver no outro mundo sem corpo?
O Espírito tem corpo de uma matéria fluídica e quanto mais adiantado ele é tanto mais fino e brilhante é o corpo que o reveste.

Neste caso os Espíritos reconhecem-se uns aos outros?
Sim, visto que têm corpo. Reconhecem-se como nós reconhecemos os parentes e amigos.

Até os Espíritos dos animais têm corpo?
Têm-no, semelhante, na aparência, ao corpo que tinham na Terra. É a esse corpo que damos o nome de perispírito.

Os Espíritos andam mais depressa do que nós?
Muito mais depressa do que os nossos mais velozes veículos e aviões; transportam-se de um a outro lugar com uma velocidade incrível, como a do pensamento, conforme o grau de adiantamento e a tarefa que tiverem no Espaço.

Por que não vemos os Espíritos?
Pela imperfeição dos nossos órgãos visuais, assim como não vemos também o ar que respiramos e as estrelas à luz intensa do Sol.

Os Espíritos foram criados bons ou maus?
Deus criou todos os Espíritos simples e ignorantes; cada um chega mais ou menos depressa à perfeição, conforme o uso que faz da sua liberdade.

Quer isto dizer que não existem anjos e diabos conforme ensinam as seitas religiosas?
Perfeitamente: assim como não existem penas    eternas e inferno.
E aqueles que praticam o mal aqui?
Sofrem na outra vida o castigo desse mal e se encarnam novamente para reparar as faltas cometidas.

O Espírito pode então durar 1.000 ou 2.000 anos?
Milhares de milhares de quatrilhões, de sextilhões de anos. O Espírito nunca morre, o Universo é infinito e o Espírito é imortal: quanto mais vive, mais sábio e mais feliz se torna, mais liberdade tem para ir aonde quer; mais conhece e aprecia as obras da Criação. 

Extraído do Livro Espiritismo para criança - Caibar Schutel



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