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domingo, 12 de maio de 2013

Mediunidade em Crianças

Mediunidade Infantil
A principal obra espírita que trata o tema mediunidade em crianças é "O Livro dos Médiuns", de Allan Kardec.
Kardec formulou aos Espíritos que participaram da obra de codificação da Doutrina Espírita três questões relativamente à mediunidade em crianças, como o leitor pode conferir lendo o item 221, parágrago 6 a 8, da obra citada.

CAPÍTULO XVIIIDos inconvenientes e perigos da mediunidade• Influência do exercício da mediunidade sobre a saúde• Idem sobre o cérebro• Idem sobre as crianças221. 1ª Será a faculdade mediúnica indício de um estado patológico qualquer, ou de um estado simplesmente anômalo?“Anômalo, às vezes, porém, não patológico; há médiuns de saúde robusta; os doentes o são por outras causas.”2ª O exercício da faculdade mediúnica pode causar fadiga?“O exercício muito prolongado de qualquer faculdade acarreta fadiga; a mediunidade está no mesmo caso, principalmente a que se aplica aos efeitos físicos, ela necessariamente ocasiona um dispêndio de fluido, que traz a fadiga, mas que se repara pelo repouso.”3ª Pode o exercício da mediunidade ter, de si mesmo, inconveniente, do ponto de vista higiênico, abstração feitado abuso?“Há casos em que é prudente, necessária mesmo, a abstenção, ou, pelo menos, o exercício moderado, tudo
dependendo do estado físico e moral do médium. Aliás, em geral, o médium o sente e, desde que experimente fadiga, deve abster-se.”4ª Haverá pessoas para quem esse exercício seja mais inconveniente do que para outras?“Já eu disse que isso depende do estado físico e moral do médium. Há pessoas relativamente às quais se devemevitar todas as causas de sobreexcitação e o exercício da mediunidade é uma delas.” (Nos 188 e 194.)5ª Poderia a mediunidade produzir a loucura?“Não mais do que qualquer outra coisa, desde que não haja predisposição para isso, em virtude de fraqueza cerebral. A mediunidade não produzirá a loucura, quando esta já não exista em gérmen; porém, existindo este, o bom-senso está a dizer que se deve usar de cautelas, sob todos os pontos de vista, porquanto qualquer abalo pode ser prejudicial.”6ª Haverá inconveniente em desenvolver-se a mediunidade nas crianças?“Certamente e sustento mesmo que é muito perigoso, pois que esses organismos débeis e delicados sofreriam poressa forma grandes abalos, e as respectivas imaginações excessiva sobreexcitação. Assim, os pais prudentes devemafastá-las dessas idéias, ou, quando nada, não lhes falar do assunto, senão do ponto de vista das conseqüênciasmorais.”7ª Há, no entanto, crianças que são médiuns naturalmente, quer de efeitos físicos, quer de escrita e de visões.Apresenta isto o mesmo inconveniente?“Não; quando numa criança a faculdade se mostra espontânea, é que está na sua natureza e que a sua constituição se presta a isso. O mesmo não acontece, quando é provocada e sobreexcitada. Nota que a criança, que temvisões, geralmente não se impressiona com estas, que lhe parecem coisa naturalíssima, a que dá muito pouca aten-ção e quase sempre esquece. Mais tarde, o fato lhe volta à memória e ela o explica facilmente, se conhece o Espiritismo.8ª Em que idade se pode ocupar, sem inconvenientes, de mediunidade?“Não há idade precisa, tudo dependendo inteiramente do desenvolvimento físico e, ainda mais, do desenvolvimentomoral. Há crianças de doze anos a quem tal coisa afetará menos do que a algumas pessoas já feitas. Falo da mediunidade, em geral; porém, a de efeitos físicos é mais fatigante para o corpo; a da escrita tem outro inconveniente, derivado da inexperiência da criança, dado o caso de ela querer entregar-se a sós ao exercício da sua faculdade e fazer disso um brinquedo.

Em resumo, ensinam os Espíritos Superiores:


  1. Não existe uma idade precisa para que uma pessoa passe a ocupar-se da mediunidade. Isso depende fundamentalmente do desenvolvimento físico e, mais ainda, do desenvolvimento moral. Há crianças de 12 anos que são menos afetadas que certos adultos.
  2. Quando a faculdade mediúnica é espontânea na criança, é sinal de que se acha em sua natureza e que sua constituição a isso se presta. Já o mesmo não se dá quando é provocada e superexcitada.
  3. É muito perigoso desenvolver a mediunidade nas crianças, porque sua organização franzina e delicada ficaria abalada e sua imaginação superexcitada com a prática mediúncia. Desse modo, os pais prudentes devem afastá-las dessas ideias ou, pelo menos, só tratar do assundo do ponto de vista de suas consequências morais.
Os autores espíritas, quando tratam do assunto, repetem essas mesmas observações, às quais é bom adicionar uma explicação importante.
Certas faculdades mediúnicas, como a vidência, são muito comuns durante a primeira infância.
O próprio Codificador escreveu que a mediunidade de vidência parece se frequente,  e mesmo geral, nas criancinhas. (veja Revista Espírita de 1865 p. 262.)
O fato decorre de que não existe ainda, até os 7 anos de idade, um total integramento entre a alma e o corpo da criança, o que favorece o desprendimento parcial da alma e, por causa disso, a possibilidade de certas percepções, como a visão de pessoas falecidas ou Espíritos. Essa fase, no entanto, é passageira e pode ser que, ao tornar-se adulta, jamais a pessoas experimente situações semelhantes.

Extraído de O Consolador
http://www.oconsolador.com.br/27/oespiritismoresponde.html

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