Quando você ensina, transmite. Quando você educa, disciplina. Mas quando evangeliza, salva.

quarta-feira, 23 de março de 2011

O Punhado de Lama


Lendo uma historinha ... 

Ricardo gostava de brincar com seu amigo Pedro. Eram vizinhos e tinham mais ou menos a mesma idade. Passavam pela cerca que separava suas casas e brincavam, ora na casa de um ora na casa do outro.  
De vez em quando, como é natural entre crianças, eles se desentendiam e ficavam dias sem se falar. Mas ambos só estavam contentes quando juntos.  
Certo dia, eles tiveram uma briga feia e Pedro disse uns palavrões para Ricardo. 
— Boca suja! — gritou o outro. 
Depois, cheio de raiva, e ainda não contente com a resposta que dera ao amigo, Ricardo olhou para o chão à procura de alguma coisa para bater em Pedro, mas nada encontrou. 
No entanto, como chovera na véspera, ainda havia lama no quintal. Então, Ricardo agarrou um punhado de lama e preparava-se para atirar no vizinho. 
Nesse momento a mãe de Ricardo, da porta da cozinha, viu o que ele pretendia fazer, e correu ao quintal. 
— Meu filho, o que você está fazendo? 
O garoto olhou para a mãe, depois para suas mãos e disse: 
— Eu ia atirar lama no Pedro, ué!... Ele me xingou de nomes muito feios, mamãe! 
A mãe chegou perto do filho e considerou: 
— E você ficará mais feliz atirando lama nele? 
— Ah!... Pelo menos, eu o deixarei bem sujo!... 
A mãe olhou bem para o filho, e perguntou: 
— Meu filho, sujeira por sujeira, olhe para suas mãos!... Percebe que você se sujou primeiro, Ricardo?  
O garoto olhou para as mãos enlameadas, surpreso, como se só agora percebesse. 
— Mas ele me xingou, mamãe!
 
— Eu sei, filho, mas quando Pedro lhe dirigiu palavrões, antes de atingir você, a boca dele ficou toda suja. Além disso, você também revidou!  
O menino ficou pensativo e a mãe prosseguiu: 
— Quando fazemos mal a alguém, meu filho, atingimos primeiro a nós mesmos.  
— É verdade. Minhas mãos estão sujas e ainda nem atirei lama no Pedro. Então o que eu faço, mamãe? 
A senhora fez um carinho na cabeça do filho e disse: 
— Pense. Qual a melhor atitude a tomar? 
O garoto pensou, pensou e depois pareceu ter encontrado a solução: Se ao fazer mal a alguém eu atinjo primeiro a mim próprio, então, se eu fizer o bem, a resposta será a mesma. Serei o primeiro a ser beneficiado!... 
Então, Ricardo olhou para suas mãos e viu a lama que estava endurecendo. Correu até a torneira do jardim e lavou-as bem. Depois, olhou pela cerca e viu Pedro que, do outro lado, de olhos arregalados esperava sua reação.  
Dirigiu-se até onde estava o vizinho e surpreendeu-o dizendo: 
— Pedro, brigar é feio e não resolve a situação. Ao contrário, nós dois ficamos sozinhos e não temos com quem brincar.  
O outro, envergonhado do que tinha feito, retrucou: 
— Eu não queria xingar você, Ricardo. Quando vi, já tinha falado! Peço desculpas. 
Ricardo ouviu o vizinho e admitiu: 
— Eu também errei, Pedro. Chamei você de boca suja e queria enchê-lo de lama. Ainda bem que não joguei! Aprendi com minha mãe que, quando desejamos o mal do nosso próximo, somos os primeiros a ser atingidos. 
Ricardo estendeu a mão para o outro e disse: 
— Amigos? 
— Amigos!  
Ambos, muito contentes, foram contar para a mãe de Ricardo que haviam feito as pazes. 
A senhora sorriu e abraçou a ambos.        
— Fazer as pazes é a melhor coisa. Conservem a amizade de vocês e jamais terão do que se arrepender. 
Os garotos se abraçaram e prometeram que nunca mais iriam brigar.    
Ricardo e Pedro cresceram, mudaram de escola, foram para a faculdade, mas jamais se esqueceram daquela lição.     
E pela vida afora, cada vez que surgia um desentendimento com alguém, logo o problema era resolvido através do diálogo, com compreensão, tolerância e paz.   
MEIMEI 

(Mensagem recebida por Célia Xavier de Camargo em 21/2/2011.)

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