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terça-feira, 19 de julho de 2011

A função de educar dura até que os filhos tem a liberdade de escolha...


A função de educar dura até que os filhos tem a liberdade de escolha, entendimento de si mesmos, poder de direcionar os seus destinos.
PAIS

Criou-se em torno da função dos pais tantas expectativas e paradigmas, que eles deixaram de ser simplesmente homens e mulheres e passaram a ser criaturas idealizadas.

Há uma grande diferenca entre "ser pessoa" e "ser função". Aliás "ser" é verdadeiro e concreto, enquanto que "função" é passageira e temporal.

Obviamente que quem é mãe ou pai biológico sempre o será, no entanto, sua função termina com o desenvolvimento e a maturidade dos filhos. Todavia, há adultos que, consciente ou inconsciente, para não perderm jamais o seu papel social de dominador, educador e protetor, preferem ver os filhos, embora crescidos, infantilizados.

No reino animal, vemos claramente o casal estimulando os filhotes a ser independentes, ajudando-os a assumir a própria vida. Aves marinhas, que fazem ninhos em altíssimos rochedos, quando percebem que suas crias estao aptas a voar, empurram-nas com o bico, lancando-as das alturas, sem a preocupação de que vão voar ou não, pois confiam nos instintos criados pela Natureza.

Não nos esqueçamos de que também somos Natureza, porquanto temos forças instintivas que não podemos subestimar.

Há técnicas impulsivas e automáticas em todos os seres humanos, utilizadas inconscientemente pelas criancas para se libertarem do domínio dos adultos, técnicas essas que as levam a "humanização dos pais". Consistem em reelaborar e transformar crenças incutidas na infância relativas aos atributos supostamente divinos ou à idolatria dos pais.

De repente, os adultos começam a ser vistos não mais como deuses, e sim como criaturas comuns. Deixam de ser perfeitos e puros e passam a ser observados em suas fraquezas, erros, injusticas, sexualidade, desacertos e outras tantas características humanas.

Essa "humanização", muitas vezes, nao é bem recebida pelo casal. Eles se vêem inseguros, desprestigiados, receando perder a afeição, obediência e respeito das crianças.

Os pais imaturos e despreparados são os que mais rejeitam e hostilizam as iniciativas de autonomia dos filhos. Prendem as crianças ao seu redor, sentindo-se frágeis e incapacitados, por acreditarem que elas ao se libertarem da dependência, deixarao de amá-los e considerá-los.

Muitos desses pais só aprenderam a perpetuar a função paternas e/ou materna. Por isso, têm tanto medo de perder a única finalidade de sua existência.

Antes de a criatura "estar família", ela é um "ser imortal" em evolução. Entretanto, no ambiente doméstico, nao podemos esquecer jamais a nossa condição humana, para que não nos percamos entre ilusões e fantasias de seres idealizados como perfeitos, intocáveis e superiores.

"Ser" qualifica-se como: possuir presença e existêncial real; "estar", ao contrário, entende-se como: encontrar-se provisóriamente em determinada situação, lugar e momento.

Em vista disso, podemos compreender perfeitamente o significado das palavras de Jesus Cristo: "porque aquele que fizer a vontade de meu Pai que está nos Céus, esse é meu irmo, irmã e mãe".

Portanto, os verbos "ser" e "estar" deverão fazer parte de nossas constantes indagações, para que possamos nos identificar ou desidentificar com pessoas, posições, lugares e situações, promovendo assim o exercício benéfico do desapego e da individualização.

Fonte: Um Modo de Entender - uma nova forma de viver - Espírito Hammed -Francisco do Espírito Santo Neto.
Agradecimento a Rose Pedersoli Fuhrmann



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