Quando você ensina, transmite. Quando você educa, disciplina. Mas quando evangeliza, salva.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

O QUE É ESPIRITISMO, AS MESAS GIRANTES, MATERIALIZAÇÃO E APARIÇÕES.


Espiritismo é uma doutrina de caráter cintífico, filosófico de consequências morais e religiosas, codificada por Allan Kardec nos meados do século XIX. Trata da natureza, da origem e da destinação dos Espíritos e das relações como mundo corporal.
Como ciência prática, ele consiste nas relações que se pode estabecer com os Espíritos; como filosofia, compreende todas as consequências morais que decorrem dessas relações; e como religião, temos de entendê-lo não como organização religiosa, mas no seu real sentido de religar a criatura ao criador.
(Apostila do Cruso de Espiritismo e Evangelho - Centro Espírita Amor e Caridade Goiania - G.O.)

O Espiritismo não tem nacionalidade, independe de todos os cultos particulares, não é imposto por nenhuma classe social, visto que cada um pode receber instrução de seus parentes e amigos de além- túmulo. Era necessário que assim fosse, para que ele pudesse conclamar todos os homens à  fraternidade, pois se não se colocasse em terreno neutro, teria mantido as dissenções, em lugar de apaziguá-la.
(Evangelho Segundo o Espiritismo)

"É uma doutrina ensinada pelos espíritos que prega a reencarnação e a imortalidade da alma; tem como base a tríplice: Ciência - filosofia e a moral Cristã.
É universalista sem dognas, sectarismo ou cultos religiosos. Convida as pessoas a analisar e meditar seus conceitos, guiando à fé raciocinada."
(Elaine Saes)


Sobre este tema, Emmanuel em sua genial obra “O Consolador”, nos afirma o seguinte:
“Podemos tomar o Espiritismo, simbolizado desse modo, como um triângulo de forças espirituais. A Ciência e a Filosofia vinculam à Terra essa figura simbólica, porém a Religião é o ângulo divino que a liga ao céu. No seu aspecto científico e filosófico, a doutrina será sempre um campo nobre de investigações humanas, como outros movimentos coletivos, de natureza intelectual, que visam o aperfeiçoamento da Humanidade. No aspecto religioso, todavia, repousa a sua grandeza divina por constituir a restauração do Evangelho de Jesus Cristo, estabelecendo a renovação definitiva do homem, para a grandeza do seu imenso futuro espiritual. A Religião é o aspecto mais importante, por ser o elo de ligação à Deus." 
 POR QUE USAR A PALAVRA ESPIRITISMO?

No início da introdução de “O Livro dos Espíritos”, o Codificador nos explica porque deu este nome à doutrina que então se iniciava.
“Para se designarem coisas novas são precisos termos novos. Assim o exige a clareza da linguagem, para evitar a confusão inerente à variedade de sentidos das mesmas palavras. Os vocábulos espiritual, espiritualista, espiritualismo têm acepção bem definida. Dar-lhes outra, para aplicá-los à doutrina dos Espíritos, fora multiplicar as causas já numerosas de anfibologia. Com efeito espiritualismo é o oposto do materialismo. Quem quer que acredite haver em si alguma coisa mais do que matéria, é espiritualista. Não se segue daí, porém que creia na existência dos Espíritos ou em suas comunicações com o mundo visível. Em vez das palavras espiritual, espiritualismo, empregamos, para indicar a crença a que vimos de referir-nos , os termos espírita e espiritismo, cuja forma lembra a origem e o sentido radical e que, por isso mesmo apresentam a vantagem de ser perfeitamente inteligíveis , deixando ao vocábulo espiri-tualismo a acepção que lhe é própria(...) Os adeptos do Espiritismo serão os espíritas, ou se quiserem, os espiritistas.”

AS TRÊS REVELAÇÕES
As três grandes fases da revelação: 

  1. Moisés - Infância d humanidade
  2. Jesus - Maioridade
  3. Espiritismo - Maturidade


Revelar significa tirar o véu, mostrar, tomar conhecimento do que é secreto, mas todo conhecimento deve ser progressivo e ajustado à mente a que se destina.
Desta forma, os Espíritos nos afirmam que a Humanidade recebeu a grande Reve-lação em três aspectos essenciais:

– Revelação de Moisés:
Através desta revelação, Moisés nos traz a missão da Justiça.
Na lei mosaica, há duas partes distintas: a lei de Deus, que está formulada nos dez mandamentos, e a lei civil ou disciplinar, decretada por Moisés. Se a primeira é invariável, a segunda é apropriada aos costumes e ao caráter do povo, e se modifica com o tempo.
Por ser o povo hebreu indisciplinado e preconceituoso, Moisés precisou usar da força para combater os abusos e preconceitos adquiridos durante a escravidão do Egito. Só a idéia de um Deus terrível podia impressionar criaturas ignorantes.
Por isso afirma Kardec: “As leis mosaicas, propriamente ditas, revestiam, pois um caráter essencialmente transitório.”.

– Revelação de Jesus:
Jesus nos trouxe a revelação insuperável do Amor. Ele não veio destruir a lei, isto é, a lei de Deus, veio cumpri-la e desenvolvê-la; dar-lhe o verdadeiro sentido e adaptá-la ao grau de adiantamento dos homens.
O Mestre nos desvendou a vida futura e nos revelou um Deus-Pai, todo Amor e Misericórdia.
Seu Evangelho é o mais perfeito código de conduta moral que se conhece, mas para compreender o sentido oculto de suas palavras, seria preciso que novas idéias e novos conhecimentos viessem dar-lhes a chave, e essas idéias não poderiam vir antes de um certo grau de maturidade do espírito humano. Meditemos em suas palavras:
“Ainda tenho muito que vos dizer, mas vós não podeis suportar agora. Mas quando vier aquele Espírito de Verdade, ele vos guiará em toda verdade; porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará o que há de vir.”  (João 16: 12 e 13)

– Revelação Espírita:
O Espiritismo, em sua feição de Cristianismo redivivo, traz, por sua vez, a sublime tarefa da Verdade.
O século XIX trouxe novas claridades para o mundo, encaminhando-o para as re-formas úteis e preciosas. A ciência nessa época desfere os vôos soberanos que a condu-ziriam às culminâncias do século atual.
Decretada a maturidade espiritual da coletividade em evolução no planeta, novas luzes chegam ao campo terrestre marcando o advento da terceira revelação.
Se a primeira Revelação teve em Moisés a sua personificação, e a Segunda tem-na no Cristo, a terceira – o Espiritismo – não tem um só elemento a personificá-la, visto não ser fruto do ensinamento de nenhum homem, mas sim dos Espíritos.

Assim como o Cristo disse:
 “Não vim destruir a lei, porém cumpri-la”, também o Espiritismo diz: “Não venho destruir a lei cristã, mas dar-lhe execução.”
Vem cumprir, nos tempos preditos, o que o Cristo anunciou e preparar a realização das coisas futuras. Ele é, pois obra do Cristo, que preside, conforme igualmente o anunciou, à regeneração que se opera e prepara o reino de Deus na Terra.
(Allan Kardec)


HISTÓRIA DO ESPIRITISMO



Ao falarmos sobre História do Espiritismo, devemos diferenciar os fatos espíritas do Espiritismo propriamente dito. Os fenômenos espíritas aconteceram em todas as épocas da Humanidade. No livro do Velho Testamento, encontramos inumeráveis casos de prática mediúnica, obsessão, curas, que se naquele instante foram tidos como sobre-naturais, hoje, à luz da doutrina consoladora, são explicados com muita tranqüilidade. Por isso, quando falamos em história do Espiritismo, queremos falar daquele instante em que Arthur Conan Doyle nos afirma ter havido uma “invasão” das entidades desencarnadas.
O fato mais marcante deste período é sem dúvida o episódio de Hydesville, mas antes gostaríamos de citar dois médiuns maravilhosos que foram Emanuel Swedenborg e Andrew Jackson Davis, que tiveram importante atuação como precursores do Espiritismo.
 Emanuel Swedenborg 
O primeiro foi um sábio sueco que viveu no século XVIII, e que em suas incursões pela espiritualidade, nos antecipa o mundo que mais tarde Allan Kardec iria meto-dicamente estudar.
Jackson Davis

O segundo, Jackson Davis, foi um excepcional médium americano contemporâneo das irmãs Fox. Dono de uma grande força profética, tem em seu currículo as profecias detalhadas que fez antes de 1856 do automóvel e da máquina de escrever.
O próprio aparecimento do Espiritismo foi por ele previsto nos seus “Princípios da Natureza”, publicados em 1847, onde ele diz:
“É verdade que os Espíritos se comunicam entre si, quando um está no corpo e outro em esferas mais altas, e, também, quando uma pessoa em seu corpo é inconsciente do influxo e, assim, não se pode convencer do fato. Não levará muito tempo para que essa verdade se apresente como viva demonstração. E o mundo saudará com alegria o surgimento dessa era, ao mesmo tempo em que o íntimo dos homens será aberto e estabelecida a comunicação espírita, tal qual a desfrutam os habitantes de Marte, Júpiter e Saturno”.

O EPISÓDIO HYDESVILLE


As manifestações de Hydesville marcam o início do moderno Espiritismo. Nos tempos antigos não havia, propriamente, Espiritismo, que é um corpo de doutrina originado pelas manifestações dos Espíritos, senão simples fenômenos, embora fartamente descrito em várias obras, alguns pouco estudados, outros imperfeitamente registrados, e muitos mesclados de fatos lendários ou superstições.
Hydesville, vilarejo situado próximo à cidade de Rochester, no condado de Wayne, nos Estados Unidos, já a história registrava os fenômenos que os ignorantes e sectários (fanáticos) atribuem a invenção e fraude da família. A casa já tinha estranha reputação, pois antigos moradores resolveram retirar-se repentinamente sem maiores explicações. É que havia ali uns batimentos misteriosos. As pancadas ou “raps” começaram em 1848; depois ouvia-se a arrastar de cadeiras. Com o tempo os fenômenos tornaram-se mais complexos: tudo estremecia, os objetos se deslocavam, havia uma erupção de sons fortes.
Duele idealizou, então, o alfabeto para poderem traduzir as pancadas e compreenderem o que dizia o invisível.
Alarma-se a família, vêm os parentes, acorrem os vizinhos curiosos, enchem a casa. Em breve, toda a localidade contava os acontecimentos.
As filhas do casal Fox, Margareth e Kate moradores da casa, eram protestantes, da igreja Metodista, pela crença supunham ter tratado com o demônio, resolveram desafiar o mistério travando um diálogo com o que todos julgavam fosse o diabo. A igreja excomungou as meninas. Concluiu-se que se tratava de uma alucinação coletiva.
Foram nomeadas comissões de investigações. O exame das moças atingiu as raias da brutalidade; foram isoladas, puseram-nas diante de espelhos; pesquisadoras femininas as despiram, inspecionaram-nas e ainda amarradas, selaram... Olheiros e escutas tinham olhos e ouvidos sobre elas. E os fenômenos se foram reproduzidos sem que se pudesse apanhar a maroteira. Ouviram-se bateduras pelo chão, pelas paredes. Pelo teto, pelos aposentos vizinhos, em lugares onde elas não estavam. Não houve jeito de descobrir a burla. Desta vez quiseram linchar as moças, o que não levaram a efeito pela corajosa intervenção de alguns heróis.
As meninas tinham 11 anos e 14 anos. Depois de algum tempo vários outros depoimentos vieram reforçar a ausência de fraude.
O batedor invisível contou sua história: Chamava-se Charles Rosma, fora um vendedor ambulante hospedado naquela casa pelo casal Bell (antigos moradores), que ali o assassinaram para roubar-lhe a mercadoria e o dinheiro que trazia . Seu corpo fora sepultado no porão.
Graças ao depoimento de Lucrécia Pelves, criada dos Bell, Fox e outros desceram à adega, onde cavaram, encontrando tábuas, alcatrão, cal e cabelos humanos, bem como utensílios do mascate. Seu corpo, todavia, só apareceu em 1904 (56 anos depois), quando uma parede da casa ruiu, deixando descoberto o esqueleto do morto.
Assim, os fatos vieram confirmar a estranha denúncia de um morto, que saía das trevas para relatar a ação criminosa de que fora vítima, havia anos.

Chegara o momento preciso em que era necessário chamar a atenção deste mundo para os mistérios do outro. Nova era, começava em que os homens se deviam encaminhar para a harmonia e para a paz. Foi o que declararam os Espírito, quando indagou a razão daqueles ruídos e ao que eles vinham
“Nosso desejo-lhe responderam é que a humanidade viva em harmonia e que os cépticos se convençam da imortalidade da alma”.
Não se compreendia bem o que eram aqueles fenômenos, ou ao que vinham eles. O grande papel que o Espiritismo tinha que representar não estava bem definido, apesar do aviso dado pelos primeiros batedores. Era preciso pôr em ordem as diversas peças esparsas, dar-lhe um sentido, explicá-las, trazer o lampadário que iria esclarecer o grande movimento que desponta à face do mundo, que iria transformar esse mundo de dores em mundo de esperança.
Após todos esses acontecimentos, Allan Kardec apareceu no grande cenário Espiritual.
Como queriam os espíritos, o acontecimento repercutiria na Europa, despertando as consciências e, ao lado dos fenômenos das “Mesas Girantes”, prepararia o advento do Espiritismo.


AS MESAS GIRANTES

Paralelamente ao episódio das irmãs Fox, a Europa e também
os Estados Unidos puderam observar outros fenômenos de causa até então desconhecida. Eram pancadas, ruídos e movimentos de objetos, a partir da influência de certas pessoas, designadas Médiuns, que podiam de alguma sorte provocá-los à vontade, o que permitiu repetir-se as experiências. Serviu-se, para isso, sobretudo, de mesas; não que fosse esse o único objeto possível a dar condições a tais fenômenos, mas por seu caráter de comodidade e de facilidade para se assentar à sua volta. Obteve-se, dessa maneira, a rotação da mesa, em seguida de movimentos em todos os sentidos, erguimentos, pancadas com violência, etc.
Até então, os fatos eram explicados somente por uma suposta ação magnética ou de uma corrente elétrica, mas não tardou a se reconhecer nesses fenômenos, efeitos inteligentes, porque o movimento obedecia a uma vontade; a mesa se dirigia à direita ou à esquerda, sobre um ou dois pés, batendo o número de pancadas convencionadas para a obtenção de respostas , etc. Desde então ficou evidente que a causa não era puramente física, e segundo o axioma:
 “todo efeito tem uma causa, todo efeito inteligente deve ter uma causa inteligente”, concluiu-se que a causa desse fenômeno deveria ser uma inteligência".
A princípio pensou-se que a natureza desta inteligência seria um reflexo da própria inteligência do médium ou dos assistentes, mas estudos posteriores revelaram a impossibilidade destas afirmativas. Foi demonstrado pelos próprios Espíritos que ninguém mais eram, que homens que já não viviam sob a roupagem física deste planeta; que a matéria poderia ser influenciada por eles, usando fluidos fornecidos pelos médiuns, gerando assim as manifestações físicas e inteligentes.
As comunicações por pancadas eram lentas e incompletas; reconheceu-se que a-daptando-se um lápis a uma cesta ou a uma prancheta ou a outro objeto qualquer sob o qual colocavam-se os dedos, esse objeto se punha em movimento e traçava caracteres. Mais tarde, certificou-se que esses objetos não eram senão acessórios os quais podia-se dispensar. A experiência demonstrou que o espírito agindo sobre um corpo inerte para dirigi-lo à vontade, poderia agir do mesmo modo sobre o braço ou a mão, a fim de conduzir o lápis.
Desde este momento, as comunicações não tiveram mais limites e a troca de idéias pôde ser feita com tanta rapidez e desenvolvimento quanto entre os vivos. Era um vasto campo aberto à exploração, à descoberta de um mundo novo: O mundo dos Espíritos.

MATERIALIZAÇÃO

As materializações dos espíritos entre os homens ocorreram em todos os tempos.

Na Bíblia, Velho Testamento, Livro 1 Samuel pg. 282 cap. 28, relata-se que o rei Saul havia ordenado à expulsão de todos os que comunicassem com os mortos. Vendo-se cercado pelos Filisteus, Saul disfarça-se e vai procurar a Pitoniza de Endor (Os gregos davam o nome de Pitonisas a todas as mulheres que tinham a profissão de adivinhas), que reconhecendo-o e temendo desobedecer à ordem real pergunta-lhe: 

Por que me armas um laço na minha vida, para me matares? Diante de tal pergunta Saul lhe jura que não lhe quer fazer mal nenhum.

A Pitoniza torna a perguntar: 
Quem queres tu que te apareças? E o consulente retruca “Faze-me aparecer Samuel”.
Ali faz-se uma verdadeira sessão de materialização; o espírito de Samuel fala ao aniquilado Saul, e profetiza que ele e seus filhos morreriam no dia seguinte, o que realmente aconteceu.

O Novo Testamento registra acontecimentos que hoje conhecemos através da doutrina dos espíritos, como fenômenos mediúnicos, como por exemplo: Da transfiguração do Senhor no Tabor. 
Seis dias depois Jesus chamou à parte, Pedro, Tiago e João e os levou consigo a um alto monte, e se transfigurou diante deles; suas vestes se tornaram brilhantes e alvíssimas como a neve. Apareceram Elias e Moises e falaram com Jesus. Disse Pedro então a Jesus: Mestre, bom é estarmos aqui, façamos três tendas; uma para ti; uma para Moises e outra para Elias. Não sabiam o que haviam de dizer, pois estavam aterrorizados. Viu-se uma nuvem que os envolveu e dela uma vez saiu, dizendo: Este é meu filho, muito amado, escutai-o. Ouvindo isso, os discípulos caíram de rosto em terra, presos de grande temor.
Jesus se aproximou e tocou-os, dizendo-lhes: Levantai-vos e não temais.
Erguendo então os olhos, eles a ninguém mais viram, senão somente a Jesus.
Quando desciam do monte, Jesus lhes fez esta recomendação: 
Não falais a pessoa alguma do que vistes, até que o filho de homem ressuscite dentre os mortos.
Deste fato podemos considerar como fenômeno de materialização, transfiguração, servindo três discípulos como médiuns. Além deste outros fatos ocorreram comprovando a materialização.

Coube a doutrina dos espíritos trazer à luz esses fenômenos que eram considerados sobrenaturais, nos explicando que Materialização é o fenômeno pelo qual os espíritos se corporificam tornando-se visíveis a quantos estiverem no local das sessões.

 As reuniões exigem um trabalho preparatório muito intenso, de encarnados e desencarnados especialmente dos últimos. Os dirigentes espirituais tomam as seguintes providências: 
A) Isolamento do local das sessões num círculo de mais ou menos 20 metros;
B) Ionização da Atmosfera;
C) Destruição das larvas.
Faz-se um isolamento através de um cordão de obreiros esclarecidos, a fim de evitar o acesso de entidades inferiores que podem perturbar os trabalhos, e afetar a pureza do material utilizado nas materializações, tais como: ectoplasma, fluidos, etc...

A Ionização é um processo de eletrificação do ambiente possibilitam recursos elétricos magnéticos, como: focos de luz, lampejos, etc... Que se observam nas sessões.

A destruição das larvas por aparelhos elétricos invisíveis do plano espiritual, evita que o ectoplasma (força nervosa de médium) sofra a intromissão de certos elementos microbianos. A força nervosa do médium é matéria plástica e profundamente sensível às nossas criações mentais.

Como podemos observar, os espíritos tem um trabalho intenso para organizar uma sessão de materialização. Assim sendo, é justo que só por motivos superiores os espíritos se materializem tais como:
A) Atendimento aos sofredores encarnados nos serviços de cura;
B) Facilitar investigações científicas respeitáveis previamente planejadas no plano maior.
Se na parte espiritual há uma série de precauções, visando resguardar a organização mediúnica e o bom êxito das sessões de materialização, os encarnados precisam de um preparo muito maior.
Para que uma sessão seja bem organizada, a equipe material tem que estar com sentimentos elevados, e muito cuidado com a alimentação, evitando bebidas alcoólicas, que ingeridas, determinam emanações venenosas que podem atingir prejudicialmente a organização do médium.

Porque?


O médium fornece com abundância ectoplasma do seu próprio corpo, destinado à materialização dos espíritos. Assim, deve se preservar a pureza de ectoplasma. Se o ambiente se achar impregnado de pensamentos inferiores e de substâncias venenosas, resultante de ingestão de alimentos grosseiros e bebidas excitantes o ectoplasma é restituído e fica cheio de impurezas, afetando o aparelho fisiológico do médium.
Poucos se submetem a essa disciplina, daí os perigos das sessões de materialização.
Os assistentes, de um modo geral, não tomam conhecimento desses perigos, querem apenas deslumbrar-se ante a maravilha do fenômeno, sem se preocupar com o sacrifício das entidades e do médium.

Podemos dividir as materializações em dois grupos diferentes:
A) Os espíritos incorpora o perispírito do médium colocado em transe;
B) O espírito organiza o seu corpo, exclusivamente com os elementos essenciais às materializações, sem o concurso do perispírito do médium.
Nas materializações do grupo A, quando o corpo físico do médium descansa, sob as vistas de terceiros, na cabine separada, o perispírito, desprendendo-se, é utilizado pelo espírito, que, então, corporificado, aparece na sala, passeia, coversa, faz curativos ante o pasmo geral, que são as manifestações mais comuns.
Nas materializações do grupo B, o fenômeno adquire foros de sublimação. Essas materializações podem dispensar o concurso ostensivo do médium, verificando-se nos lares, nas ruas, etc... Embora o ectoplasma não apareça, ele existe e se associa a dois outros elementos: energias dos planos superiores e recursos tomados da própria natureza.
Alguém está doando de uma forma sutil, que transcende a nossa capacidade de percepção.
As materializações com Francisco Cândido Xavier atingiram culminâncias sublimes.
No ano de 1952, foi feita uma sessão, aonde foi preparado o ambiente, com portas, janelas cerradas. Materializa-se Meimei pedindo que uma pessoa necessitada, fosse colocada no meio da sala.
Um jovem enfermo do pulmão aproxima, e foi derramado sobre ele fluído com aparência de cordões fosforescentes. Logo após se materializa um espírito de aparência austera e nobre. Sua roupa era uma toga romana, e nas mãos aparece um atocha representando a fé, e o mesmo ponderou:
- Amigos, o que acabaste de ver e ouvir representa maiores responsabilidades sobre os vossos ombros. Abriu-nos os horizontes da alma, descerrando os panoramas do trabalho na Seara do Senhor, onde deveremos operar sempre, mesmo sob o guante da dor e do sofrimento.
Descerrada a porta, foi encontrado no quadro ao lado, o ambiente todo iluminado e Chico deitado, atravessado na cama, inanimado. De seu peito no local do coração, um brilhante foco de luz e, em letras douradas, se escrevia a palavra: Amor.
Após dois anos, a palavra paternal de Emmanuel comunicou que semelhantes manifestações haviam sido vedadas, a benefício do livro mediúnico. Isso ocorreu porque a mediunidade de Chico precisava estar emprenhada em outro tipo d materialização a materialização do pensamento de nossos instrutores da vida maior.


APARIÇÕES

A materialização é um fenômeno objetivo, e a aparição é um fenômeno subjetivo. Há, portanto fundamental diferença entre uma e outra:

Na materialização o espírito torna-se visível os quantos estiverem no local das sessões.
Na aparição o espírito é visto apenas por quem tiver vidência.
Dentre todas as manifestações espíritas, as manifestações visuais são das mais interessantes, e podem dar-se:


A)     Durante o sono: Enquanto o corpo físico repousa, o espírito desliga-se do mesmo, pondo-se em contato com o plano espiritual, transporta-se ou é levado a lugares desconhecidos, agradáveis ou não, entrando em contato com os espíritos. Os estudos dos sonhos nos esclarece bem o que sejam as visões durante o repouso corporal;
B)      No estado de Vigília: As manifestações visuais quando estamos acordados, ou seja, em pleno gozo de nossas faculdades, são as que mais interessam para fins de estudo, portanto caracterizam-se por aparições, que às vezes não passam de algo vago, vaporoso e impreciso, podendo também apresentar-se como formas concretas, tangíveis e palpáveis.
Os espíritos que se manifestam através dessas aparições, pertencem às todas as categorias da escala evolutiva. Assim, podem assumir todas as aparências, as quais servem para melhor caracterizá-lo aos olhos do observador, para comprovar sua identidade se for necessário, podendo se apresentar como: coxos, estropiados, com cicatrizes ou com atributos de sua elevação.
Os espíritos elevados se apresentam com aparência bela e serena, irradiando alegria e paz, enquanto os atrasados podem caracterizar-se por seu aspecto bestial, provocando até temor.

Os fenômenos de aparição resultam de uma Condensação do perispírito, que faz às vezes, adquirir as propriedades de corpos sólidos, assim, como volver ao estado primitivo.
Tais sucessos realizam-se sem o concurso de fatores exteriores, porém neles intervém a vontade do espírito, sob o controle de espíritos de ordem mais elevada.
Por sua natureza etérea, semi - material, o perispírito goza da propriedade da penetrabilidade, a qual lhe permite atravessar a matéria densa, da mesma maneira que os corpos transparentes são atravessados por um raio de luminoso.
As aparições podem dar-se tanto em considerações normais de vigília, como no estado próximo de êxtase, estado que possibilita uma espécie de dupla vista.
Nem todos podem ver espíritos, já que isso depende da organização física; embora as aparições dependem da vontade dos espíritos, mas só a caracterizam-se após harmonização dos fluídos do espírito com os do médium, tal harmonização é consequência de uma afinidade pré-existente, sem a qual a fenômeno não se daria.
As aparições no estado de vigília não são raras, verificam-se em todos os tempos. Muitas pessoas as tiveram e as tomaram no primeiro instante, pelo que se convencionou chamar de alucinação. São frequentes, no caso de morte de pessoas distantes, que veem visitar parentes e amigos.
O espiritismo servindo-se dos médiuns videntes, nos revelou o mundo dos espíritos, que é também uma das forças ativas da Natureza.

Vídeo: O Espiritismo de Kardec Aos Dias de Hoje




Fonte: Apostila do Cruso de Espiritismo e Evangelho - Centro Espírita Amor e Caridade Goiania - G.O.
Apostila de Desenvolvimento Mediúnico - Centro Espírita Caminho da Luz S.P.
Evangelho Segundo o Espiritismo
obra “O Consolador”

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Obrigada por sua mensagem. Será publicada após aprovação.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...