Quando você ensina, transmite. Quando você educa, disciplina. Mas quando evangeliza, salva.

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Que delícia de sorvete


Lendo uma historinha....
Gustavo, menino de família rica, era muito orgulhoso. Morava numa casa grande e linda, onde nada lhe faltava. Tudo o que ele pedia o pai lhe dava.
Como não poderia deixar de ser, em razão das suas condições de vida, Gustavo era também bastante egoísta. Nunca dava nada para ninguém.
Certo dia, Gustavo saiu de casa e, com a mão no bolso, sentia cheio de satisfação o dinheiro que o pai lhe dera para comprar o que quisesse.
O orgulhoso menino começou a andar pelas ruas olhando tudo que poderia comprar com o dinheiro que tinha no bolso. Olhava as vitrines de roupas, de calçados, de brinquedos, mas nada lhe interessava.
 
Caminhou bastante debaixo do sol forte de verão até se sentir cansado. Certo momento resolveu parar para descansar. Antes, porém, viu uma sorveteria e comprou um sorvete. Depois, sentou-se num banco defronte da sorveteria.
Mal havia se sentado à sombra, ansiando por começar a tomar seu gostoso sorvete, quando um garoto maltrapilho sentou-se também no mesmo banco.
Irritado com a presença do garoto de roupas velhas e sujas, que parecia faminto, Gustavo virou-se para o outro lado, fingindo não tê-lo visto. Porém o menino olhava o sorvete que Gustavo tinha na mão e disse com um sorriso:
— Que sorvete lindo! Deve estar uma delícia! Ah! Como eu gostaria de experimentá-lo!...
Ao ouvir as palavras do menino, Gustavo levantou ainda mais sua cabeça, com arrogância, e disse:
— Pois do meu sorvete você não tomará! Era só o que faltava! Eu ter que dar-lhe uma colherada do meu delicioso sorvete! Suma daqui, moleque!...
Mas o pobrezinho retrucou:
— Como pode alguém como você, que tem roupas boas, que usa tênis caros e que deve ter de tudo, ser tão egoísta? Se eu tivesse o que você tem, ajudaria quem nada tem!...
Ouvindo o menino de rua, Gustavo ficou vermelho de raiva e não sabia se respondia ou se tomava o sorvete, que começava a derreter sujando sua mão. E respondeu:
— Sou rico, sim! E daí? Posso comprar tudo que quiser! Inclusive este sorvete! Mas ele é meu e não vou dividi-lo com ninguém, muito menos com um garoto mal-educado como você, entendeu?
 
Vendo Gustavo irritado, ele sorriu ao notar que o sorvete já lhe escorria pelo braço, e sugeriu:
— Acho melhor você tomar logo esse sorvete, senão ficará sem ele. Olhe! Ele está derretendo todo!
— Culpa sua, seu atrevido. Se me tivesse deixado tomar o sorvete em paz, isso não teria acontecido!
Bem-humorado, o menino retrucou:
 
— É verdade! Mas se você tivesse me dado uma colherada logo que pedi, não teria perdido seu sorvete. Viu? Por ser egoísta, perdeu seu delicioso sorvete!
Gustavo olhou com tristeza o sorvete todo derretido em sua mão. Depois se virou para o menino que o observava, também desolado, e que lamentou:
— Me desculpe. Ao vê-lo tão bem vestido, limpo e cheiroso, todo orgulhoso e ainda com um delicioso sorvete nas mãos, não resisti à vontade de brincar com você. Estou arrependido. Agora nem você nem eu poderemos experimentar o sorvete, que já escorreu pela sua roupa toda!
A expressão do menino era ao mesmo tempo comovente e engraçada. Gustavo começou a rir. Daí a pouco os dois estavam rindo sem parar.
Em seguida, Gustavo disse:
— Você tem razão. Fui muito egoísta mesmo. Como se chama?
— Joãozinho. E você?
 
— Gustavo. Sabe o que vou fazer? Venha comigo! Vou comprar dois sorvetes: um para mim e outro para você!
— Verdade, Gustavo?
— Claro! Como você disse, tenho dinheiro!
— Ah! E vou poder escolher o sabor?
— Pode, sem dúvida.
— Ah! Então, quero um de chocolate e morango! Sempre achei que deveriam ser os melhores sabores, mas nunca pude comprar. Então hoje vou experimentá-los!
Após pedirem os sorvetes, eles se sentaram num banco e saborearam aquelas delícias, rindo e conversando como bons amigos. Ao terminar de tomar o sorvete, Joãozinho levou a mão à barriga, e respirando fundo, com expressão satisfeita, disse:
— Ah! Que delícia de sorvete! Obrigado, Gustavo, pela sua generosidade.
Ao chegar a casa, ele contou aos pais o que tinha acontecido e como ficara envergonhado diante do menino, com o sorvete derretido nas mãos. E com lindo sorriso, prometeu:
— Deus nos tem dado tanto, não é, papai? Por que não podemos dividir um pouco do muito que temos com quem tem menos do que nós? Senti tamanha satisfação ao ver a alegria de Joãozinho, que meu coração inchou dentro do peito! Nunca mais desejo ser orgulhoso e egoísta com ninguém!... Acho que Jesus está contente comigo!
O pai concordou, satisfeito:
— Sem dúvida, meu filho. O fato de termos dinheiro não significa que devemos nos considerar melhores do que as outras pessoas, porque somos todos irmãos, filhos de Deus, Nosso Pai! 
A partir desse dia, Gustavo nunca mais esqueceu que o orgulho e o egoísmo nada nos trazem de bom, afastam de nós as pessoas e impedem-nos de fazer amigos. E por toda a sua vida, ele nunca esqueceu essa lição que lhe fora dada por um menino de rua.
MEIMEI
(Mensagem recebida por Célia X. Camargo em 13/04/2015.)       
Extraído:  http://www.oconsolador.com.br/ano9/414/espiritismoparacriancas.html

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