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segunda-feira, 18 de maio de 2015

Que delícia de sorvete


Lendo uma historinha....
Gustavo, menino de família rica, era muito orgulhoso. Morava numa casa grande e linda, onde nada lhe faltava. Tudo o que ele pedia o pai lhe dava.
Como não poderia deixar de ser, em razão das suas condições de vida, Gustavo era também bastante egoísta. Nunca dava nada para ninguém.
Certo dia, Gustavo saiu de casa e, com a mão no bolso, sentia cheio de satisfação o dinheiro que o pai lhe dera para comprar o que quisesse.
O orgulhoso menino começou a andar pelas ruas olhando tudo que poderia comprar com o dinheiro que tinha no bolso. Olhava as vitrines de roupas, de calçados, de brinquedos, mas nada lhe interessava.
 
Caminhou bastante debaixo do sol forte de verão até se sentir cansado. Certo momento resolveu parar para descansar. Antes, porém, viu uma sorveteria e comprou um sorvete. Depois, sentou-se num banco defronte da sorveteria.
Mal havia se sentado à sombra, ansiando por começar a tomar seu gostoso sorvete, quando um garoto maltrapilho sentou-se também no mesmo banco.
Irritado com a presença do garoto de roupas velhas e sujas, que parecia faminto, Gustavo virou-se para o outro lado, fingindo não tê-lo visto. Porém o menino olhava o sorvete que Gustavo tinha na mão e disse com um sorriso:
— Que sorvete lindo! Deve estar uma delícia! Ah! Como eu gostaria de experimentá-lo!...
Ao ouvir as palavras do menino, Gustavo levantou ainda mais sua cabeça, com arrogância, e disse:
— Pois do meu sorvete você não tomará! Era só o que faltava! Eu ter que dar-lhe uma colherada do meu delicioso sorvete! Suma daqui, moleque!...
Mas o pobrezinho retrucou:
— Como pode alguém como você, que tem roupas boas, que usa tênis caros e que deve ter de tudo, ser tão egoísta? Se eu tivesse o que você tem, ajudaria quem nada tem!...
Ouvindo o menino de rua, Gustavo ficou vermelho de raiva e não sabia se respondia ou se tomava o sorvete, que começava a derreter sujando sua mão. E respondeu:
— Sou rico, sim! E daí? Posso comprar tudo que quiser! Inclusive este sorvete! Mas ele é meu e não vou dividi-lo com ninguém, muito menos com um garoto mal-educado como você, entendeu?
 
Vendo Gustavo irritado, ele sorriu ao notar que o sorvete já lhe escorria pelo braço, e sugeriu:
— Acho melhor você tomar logo esse sorvete, senão ficará sem ele. Olhe! Ele está derretendo todo!
— Culpa sua, seu atrevido. Se me tivesse deixado tomar o sorvete em paz, isso não teria acontecido!
Bem-humorado, o menino retrucou:
 
— É verdade! Mas se você tivesse me dado uma colherada logo que pedi, não teria perdido seu sorvete. Viu? Por ser egoísta, perdeu seu delicioso sorvete!
Gustavo olhou com tristeza o sorvete todo derretido em sua mão. Depois se virou para o menino que o observava, também desolado, e que lamentou:
— Me desculpe. Ao vê-lo tão bem vestido, limpo e cheiroso, todo orgulhoso e ainda com um delicioso sorvete nas mãos, não resisti à vontade de brincar com você. Estou arrependido. Agora nem você nem eu poderemos experimentar o sorvete, que já escorreu pela sua roupa toda!
A expressão do menino era ao mesmo tempo comovente e engraçada. Gustavo começou a rir. Daí a pouco os dois estavam rindo sem parar.
Em seguida, Gustavo disse:
— Você tem razão. Fui muito egoísta mesmo. Como se chama?
— Joãozinho. E você?
 
— Gustavo. Sabe o que vou fazer? Venha comigo! Vou comprar dois sorvetes: um para mim e outro para você!
— Verdade, Gustavo?
— Claro! Como você disse, tenho dinheiro!
— Ah! E vou poder escolher o sabor?
— Pode, sem dúvida.
— Ah! Então, quero um de chocolate e morango! Sempre achei que deveriam ser os melhores sabores, mas nunca pude comprar. Então hoje vou experimentá-los!
Após pedirem os sorvetes, eles se sentaram num banco e saborearam aquelas delícias, rindo e conversando como bons amigos. Ao terminar de tomar o sorvete, Joãozinho levou a mão à barriga, e respirando fundo, com expressão satisfeita, disse:
— Ah! Que delícia de sorvete! Obrigado, Gustavo, pela sua generosidade.
Ao chegar a casa, ele contou aos pais o que tinha acontecido e como ficara envergonhado diante do menino, com o sorvete derretido nas mãos. E com lindo sorriso, prometeu:
— Deus nos tem dado tanto, não é, papai? Por que não podemos dividir um pouco do muito que temos com quem tem menos do que nós? Senti tamanha satisfação ao ver a alegria de Joãozinho, que meu coração inchou dentro do peito! Nunca mais desejo ser orgulhoso e egoísta com ninguém!... Acho que Jesus está contente comigo!
O pai concordou, satisfeito:
— Sem dúvida, meu filho. O fato de termos dinheiro não significa que devemos nos considerar melhores do que as outras pessoas, porque somos todos irmãos, filhos de Deus, Nosso Pai! 
A partir desse dia, Gustavo nunca mais esqueceu que o orgulho e o egoísmo nada nos trazem de bom, afastam de nós as pessoas e impedem-nos de fazer amigos. E por toda a sua vida, ele nunca esqueceu essa lição que lhe fora dada por um menino de rua.
MEIMEI
(Mensagem recebida por Célia X. Camargo em 13/04/2015.)       
Extraído:  http://www.oconsolador.com.br/ano9/414/espiritismoparacriancas.html

domingo, 17 de maio de 2015

Prece - A prática da Oração - aula IV

Minhas aulinhas não terão faixa etária, a linguagem deverá ser adaptada às crianças que estiverem em sala,o importante deverá ser a mensagem transmitida sobre o tema proposto.
Sempre após as perguntas é importante ouvir as respostas, e depois complementar,  o importante das aulas não é quantidade de informações, mas sim, que as crianças compreendam a mensagem.Frequentemente se fará necessário repetir, determinados assuntos, Isso será da intuição do evangelizador, conforme sentir o conhecimento e inclinações dos aluninhos.

Relembrando a aulinha anterior colar no quadro frases em forma de pergunta:

1- O que é Prece?
2- Agrada a Deus a Prece?
3- Em nossa Prece devemos agradecer a Deus por tudo que ele nos dá?
4- O que Deus nos dá que devemos agradecer?
5- Em nossa Prece devemos pedir ajuda a Deus quando temos alguma dificuldade?
6- Quando fazemos Prece Deus sempre atende ao nosso pedido?
7- Pode-se fazer Prece pelos animais?
8- A Prece torna o homem melhor?
9- Devemos fazer Prece somente quando a mamãe ou o papai manda?
10- Como dever ser a Prece para que ela chegue até Deus?

Contar a historinha : Brincadeiras

Eduardo gostava muito de ir à escola. O que será que a professora - a senhora Cleide - iria ensinar? Mal entrou na sala de aula e ela foi falando:

- Crianças, hoje vamos brincar!

A alegria foi geral.

- Prestem bastante atenção! - e começou explicando a primeira brincadeira.

Ela mostrou o apagador e o deixou sobre a mesa, pedindo que observassem bem. Depois colocou uma venda nos olhos de Eduardo, que estava Do outro lado da sala, o fez girar algumas vezes e pediu que procurasse o objeto. Que dificuldade! As outras crianças gritavam:

Está quente! Está frio! - conforme Eduardo se aproximava ou se afastava do apagador.

Até que finalmente conseguiu!

Todos quiseram enfrentar o desafio de procurar o apagador com os olhos vendados. Em seguida a senhorita Cleide afastou as cadeiras e desenhou um oito bem grande no chão.

- Vocês deverão andar sobre est linha que desenhei no chão.

Eduardo pensou:

- Ah! Esta é fácil!

Mas a professora completou:

- Com um pé só!

 Foi uma confusão! Quase todos perderam o equilíbrio e caíram. Risadas e reclamações se misturavam no ar:

Então a senhorita Cleide deu uma bala a cada um e disse:

- para desembrulhá-la vocês só podem usar uma das mãos.

Que algazarra! Alguns, impacientes diziam:

- Não consigo! Professora!

No final da aula a senhorita Cleide perguntou o que haviam achado das brincadeiras. Todos gostarM, mas alguns observaram:

- Foi difícil andar sobre a linha pulando num pé só!

- É! E procurar o apagador de olhos fechados também! - diziam outros.

- Eu não consegui desembrulhar a bala usando só uma das mãos - queixou-se Eduardo.

Então a professora concluiu:

- Sentiram como nossos olhos são importantes e bons! E ter duas pernas para caminhar, duas mãos para desembrulhar balas...

As crianças ouviram atentas. A senhora Cleide perguntou:

- Quem nos deu olhos, pernas, mãos?

- DEUS!!! - responderam em coro.

- Nada mais justo do que agradecer a Ele por tudo, não é? Vamos dizer-Lhe isso numa Prece:

Muito obrigado Deus querido, por nossos olhos, por nossas mãos e pernas.

Eduardo chegou em casa faminto. lavou as mãos e sentou-se à mesa para comer. Ao pegar os talheres murmurou baixinho:

- Muito obrigado, Deus bondoso, pelas minhas mãos!

ATIVIDADE : Desenho Livre.

Autor desconhecido 
Extraído da apostila Evangelização infanto-juvenil - jardim C - ed Aliança.

Aula ministra na Casa da Prece Jesus nos Guie

Elaine Saes





As Orações de Pedrinho

Lendo uma historinha...

Em um lugarejo do interior, bem afastado da cidade, morava Pedrinho com os pais. Tinha uma vida simples e seu pai ganhava a vida como pedreiro, enquanto a mãe cuidava dos afazeres domésticos.

Pedrinho era um bom menino: obediente, bem-educado, amava os pais.Tudo fazia para lhes dar prazer.
Por isso mesmo o pai costuma levá-lo à vila mais próxima onde trabalhava. Para chegar até a vila, precisava passar por uma região que ainda não era povoada, não tinha casas, era só mato.

 Pedrinho adorava esses passeios, principalmente passar pelo mato. Sabem por que? Porque no mato viviam os macaquinhos, seus amigos preferidos. Divertia-se em vê-los pular de árvore em árvore e ria-se a valer de suas caretas engraçadas. E os animaizinhos tão acostumados estavam com sua presença que, mal ele se aproximava, começavam a saltar e a guinchar estridentemente como se o estivessem cumprimentando com grande alegria.

Era natural que Pedrinho gostasse muito de ir ao mato, sempre que de lá voltasse, trazia alegria e felicidade em seu rostinho simpático.

Certa vez, porem, pai e filho retornaram a casa com os semblantes preocupados. É que papai adoecera de repente e se vira forçado a voltar mais cedo.

Não é nada, meu filho! - Dizia ele, tentando sorrir, - Amanhã estarei bom.

Mas coitado do pai de Pedrinho! No dia seguinte acordou muito mal!

Mamãe Laura assustou-se, Pedrinho também. Que fazer? O medico morava na vila, e a vila era muito distante! Alguem, entretanto, teria de busca-lo. Dona Laura pensou, pensou. Depois chamou Pedrinho e disse:

- Meu filho, papai está mal e eu não posso sair daqui. Você terá que chamar o doutor. É tão longe!

- Mas conheço o caminho e não tenho medo, mãe! - respondeu sem vacilar.

Então dona Laura abraçou o filho e, apertando-o ao peito, fechou os olhos e falou baixinho:

- Meu Deus! Proteja meu filhinho! Ele ainda é tão pequeno!

Depois beijando o menino, acrescentou:

- Lembre-se, Pedrinho, mamãe ficará pedindo a Deus, nosso Pai, que proteja você.

Pedrinho saiu e pôs-se a andar depressa, preocupado com a doença do pai.


Nisto começou a ventar forte, forte, e as nuvens do céu tornaram-se escuras, ameaçadoras.

- temporal! - murmurou Pedrinho, apressado a passo para fugir da chuva.

Mas a chuva chegou violenta, inundando tudo, encharcando tudo.

\Num instante, Pedrinho ficou com as roupas coladas no corpo, tão molhadas estavam. E o pior não era isso! O pior eram as chispas de fogo que rasgavam o céu e os trovões assustadores que reboavam por toda parte.

Pedrinho corria, corria sempre. De repente, parou. Tina a ponte! A velha ponte de madeira que estremecia ao sopro violento da ventania. Parou um momento, apenas porque se lembrou do pai que necessitava de medico e da mãe que ficara a orar. Então, meio cego pela chuva e meio tonto pelo vento, murmurou aflito:

- Pai do Céu! Preciso buscar o medico! Não me deixe ficar com medo.

E o temporal continuava. Relâmpagos... Trovões. E o vento cada vez mais forte.

Pé aqui, pé ali, o menininho avançava com cuidado, procurando, num terrível esforço, manter o equilíbrio. E enquanto avançava, repedia:

-Pai do céu! Ajuda-me!

Pedrinho caminhava e a ponte estremecia.

E assim, foi avançando, avançando. Embaixo, o rio estava agitado, batido pela fúria do vendaval.

- Ajude-me, bom Deus! Não me deixe cair no rio! - orava com voz trêmula.

Nisto, ao clarão de um relâmpago, Pedrinho percebeu que faltava pouco para chegar ao fim, e avistou, na estrada, um automóvel que se aproximava. Com mais coragem deu os passos finais, mas nesse momento, numa sacudidela mais violenta, a ponte desabou.

Pedrinho caiu! Porem, jogado pelo vento e pelo impulso da queda, caiu sobre um mato que margeava o rio. Estonteado, sem mesmo saber o que fazia, agarrou-se fortemente aos galhos das plantas. Então, em meio a tempestade, ouviu alguém que gritava:

Quem está aí?

Pedrinho gritou por socorro e, em seguida, desmaiou.

Quando abriu os olhos, estava enrolado em cobertores e deitado no automóvel que avistara da ponte.

Falou do pai doente para o senhor que o salvara. E este, depois de ouvir tudo, falou depressa, pondo o carro em marcha:

- Vamos procurar o medico! Acharemos nova estrada.

E assim fez. Encontraram o medico e o levaram a casa de Pedrinho.

Naquela mesma noite, na casinha pobre de Pedrinho, mãe e filho oravam abraçados, enquanto o pai repousava melhor.

- Muito obrigada, meu Deus! - Dizia dona Laura.

- Muito obrigada, bom Deus! - Repetia Pedrinho, lembrando-se dos pedidos que fizera, no meio do temporal, ao atravessar a velha e perigosa ponte.


autor desconhecido.

fonte Evangelização infanto-juvenil  - ciclo primário - programa B - Ed Aliança.



sábado, 16 de maio de 2015

Pais e Filhos - Companheiros de Jornada

Ser perfeito não é se encaixar num molde de pessoa ideal.
 Calunga.













Boa parte de nossas vidas vivemos de imaginar papéis e de tentar vivê-los, de atribuir papéis aos que nos cercam, e esperar que os vivam. Isto é ainda mais evidente quando se fala de pais e filhos.

A maioria dos pais e mães tem uma imagem de paternidade e de maternidade construída ao longo dos milênios e do processo educativo e social, das influências da mídia e dos pais que teve, e projeta para si um ideal de conduta perante os filhos. Mesmo quando discordamos dos pais que tivemos e decidimos adotar outras maneiras de agir, ainda assim não podemos negar que o que fazemos tem relação com o que fizeram.

Muito do que projetamos para nós também tem a ver com o modo como queremos ser vistos no nosso círculo de relações (família, colegas, amigos): cuidadosos, previdentes, interessados no bem-estar e no futuro dos filhos. 

Mas se pararmos para pensar no papel de pai que decidimos viver, encontraremos nele certas características: é afetuoso ou distante, preocupado ou laissez-faire, flexível ou autoritário, exigente ou liberal... 

E este papel assumido, além de não ser garantia de que nos tornamos bons pais, nem sempre tem a ver com o modo como realmente sentimos, dentro de nós. 

Bem nos lembrava J.A. Gaiarsa, em Minha Querida Mamãe (Ed. Gente), de que as famílias funcionam muito mais a partir das expectativas e imposições entre seus membros que da percepção de si mesmo e do outro. Definimos deveres recíprocos e isto nos poupa de olhar olho no olho, de prestar atenção na criatura que vive conosco, de observar se ela é feliz e se nós mesmos estamos felizes com o modo de vida que adotamos. 

Pensamos, por exemplo, em proporcionar cultura, diplomas, bens, como sendo grande parte da função dos pais. E imaginamos que os bens e os diplomas que vamos deixar para ele vão substituir as inúmeras horas de convivência que passamos tensos ou indiferentes às suas necessidades. 

Contudo, pensando melhor, vemos que a posse de coisas e o saber acadêmico não substituem a realização interior que deve acompanhá-los, e que eles podem descobri-la conosco, observando nosso modo de lidar com nossos bens e conhecimentos. No entanto, como fazemos isto?... 

E no relacionamento familiar? Será que interiorizamos clichês do tipo: mãe de verdade faz assim, pai que é pai jamais permitiria tal coisa? E economizamos nossa sensibilidade, tantas vezes embotada por falta de uso, aplicando jargões num terreno que é dos mais importantes de nossas vidas: na educação de nossas crianças. E ainda usamos tais frases, freqüentemente, acompanhadas de: que diriam nossos amigos ou vizinhos, se agíssemos diferente?... 

Talvez seja hora de nos preocuparmos menos com o que pensam os outros e de tentar compreender o que pensam os nossos filhos. 

De entrar em contato com o que realmente sentimos ser bom para nós e para nossa família. De checar nossas crenças arraigadas e antigas, se todas continuam valendo.

De verificar que temos inseguranças e incertezas como qualquer ser humano e não precisamos ter vergonha de assumi-las abertamente. 

Pais nem sempre tem razão. Pais podem eventualmente não saber que atitude tomar. Pais sempre podem pensar melhor sobre o que foi dito. Pais podem aprender algo com seus filhos. Podem reconsiderar sem perder a autoridade e o respeito. 

Que neste 2002, se posso desejar isto, desejo que todos estes pais que vêm sofrendo para caberem num ideal de pai e de mãe onisciente e previdente, sempre seguro e dono da verdade, despertem para a verdade. 

O preço mínimo desta ilusão é a hipocrisia e o distanciamento, e certamente não desejamos pagá-lo. Afinal, nossos filhos até podem encontrar ombros e ouvidos em muitos lugares, felizmente. Mas se lhes perguntássemos, saberíamos que eles prefeririam ter os ombros e ouvidos, a atenção, a compreensão e o carinho de seus pais. 

Rita Foelker
*Em Pensamentos que Resolvem, Ed. GIL.
Extraído http://www.espirito.org.br/portal/artigos/rita-foelker/pais-e-filhos.html



Qual o Papel da Família

Conquanto seja o lar a escola por excelência […] [os pais]

jamais deverão descuidar-se de aproximá-los dos

serviços da evangelização, em cujas abençoadas

atividades se propiciará a formação

espiritual da criança

e do jovem diante do porvir.

Bezerra de Menezes


A família assume relevante função no processo evolutivo dos Espíritos reencarnantes. A maternidade e a paternidade constituem verdadeiras missões, visto que “Deus colocou o filho sob a tutela dos pais, a fim de que estes o dirijam pela senda do bem” (O Livro dos Espíritos, questão 582). Os pais e familiares representam, nesse sentido, evangelizadores por excelência, assumindo séria tarefa educativa junto às crianças e aos jovens que compõem seu núcleo familiar:


[…] inteirai-vos dos vossos deveres e ponde todo o vosso amor em aproximar de Deus essa alma; tal a missão que vos está confiada e cuja recompensa recebereis, se fielmente a cumprirdes. Os vossos cuidados e a educação que lhe dareis auxiliarão o seu aperfeiçoamento e o seu bem-estar futuro. Lembrai-vos de que a cada pai e a cada mãe perguntará Deus: Que fizestes do filho confiado à vossa guarda?” (Santo Agostinho, O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. 14, it. 9).


Tendo em vista a relevante orientação, os núcleos familiares devem promover um ambiente doméstico afetuoso, coerente e evangelizador, de modo a favorecer o desenvolvimento moral dos filhos e a orientá-los para o caminho do bem. A reunião de Evangelho no Lar representa especial momento de estudo em família, convivência e aprendizagem, e os grupos e reuniões de pais oferecidos pelas Instituições Espíritas podem auxiliá-los a melhor compreenderem a sublime oportunidade da maternidade e da paternidade. Portanto, “que os pais enviem seus filhos às escolas de evangelização, interessando-se pelo aprendizado evangélico da prole, indagando, dialogando, motivando, acompanhando…” (Guillon Ribeiro).


Bezerra de Menezes (Mensagem recebida pelo médium Júlio Cezar Grandi Ribeiro, em sessão pública no dia 2/8/1982, na Casa Espírita Cristã, em Vila Velha, Espírito Santo. 


Fonte: Apostila Opinião dos Espíritos sobre a Evangelização Espírita Infantojuvenil, FEB)

domingo, 10 de maio de 2015

EDUCAÇÃO

Um dia desses, lemos em um adesivo colado no vidro traseiro de um veículo a
seguinte advertência: "minha educação depende da tua".
Ficamos a imaginar qual seria o conceito de educação para quem pensa dessa
forma.

Ora, se nossa educação dependesse dos outros, certamente seria tão instável quanto a quantidade de pessoas com as quais nos relacionamos.
Ademais, se assim fosse, não formaríamos jamais o nosso caráter. Seríamos apenas o resultado do comportamento de terceiros. Refletiríamos como se fôssemos um espelho.

A educação, segundo o codificador do Espiritismo Allan Kardec, "é a arte de formar caracteres", e por conseguinte, "é o conjunto de hábitos adquiridos".

Assim sendo, como fica a nossa educação se refletir tão-somente o comportamento dos outros, como uma reação apenas?

O verdadeiro caráter é forjado na luta. Na luta por dominar as más tendências, por não revidar uma ofensa, por retribuir o mal com o bem.

Um amigo tinha o costume de dizer: "bateu, levou". Um dia perguntamos se ele admirava os mal-educados que tanto criticava.


Imediatamente ele se posicionou em contrário: é claro que não!

Então questionamos outra vez: se não os admira, por que você os imita?

Ele ficou um tanto confuso, pensou um pouco e respondeu: é, de fato deveríamos imitar somente o que achamos bonito.

Dessa forma, a nossa educação não deve jamais depender da educação dos outros, menos ainda da falta de educação dos outros.

Todos os ensinamentos do cristo, a quem a maioria de nós diz seguir, nos recomendam apresentar a outra face.

Imaginemos se Jesus, o mestre, tivesse nos ensinado: se alguém te bater numa face, esmurra-lhe a outra. Ou então, faz aos outros tudo aquilo que não desejas que te façam. Nós certamente não o aceitaríamos como modelo e guia.

Assim sendo, lutemos por nos educar segundo os preceitos do Mestre de Nazaré, que, diante dos momentos mais dolorosos de sua vida, manteve a calma e tolerou com grandeza todas as agressões sofridas.

Não nos espelhemos nos que não são modelos nem de si mesmos. Construamos o nosso caráter com os exemplos nobres.

Quando tivermos que prestar contas às leis que regem a vida, não encontraremos desculpas para a nossa falta de educação, nem poderemos jogar a culpa nos outros, já que Deus nunca deixou a terra sem bons exemplos de educação e dignidade.

***
Não adotemos os costumes comuns que nada têm de normais.
O normal é cada um buscar a melhoria íntima com os recursos internos e externos que Deus oferece.
As rosas, mesmo com as raízes mergulhadas no estrume, se abrem para oferecer ao mundo o seu inconfundível perf ume.


O sândalo, por ser uma árvore nobre, deixa suave fragrância impregnada no machado que lhe dilacera as fibras. Assim, nós também podemos dar exemplos dignos de serem imitados.

Equipe de Redação do Momento Espírita, com base em "O Livro dos Espíritos" perg. 685, 685a. 
Fonte http://www.cvdee.org.br/evangelize/pdf/1_0540.pdf

Jesus e a Maternidade

O espirito de Amélia Rodrigues no livro Há Flores no Caminho psicografado por Divaldo Pereira, nos traz passagens da vida de Jesus.
Ela nos diz que As mensagens de Jesus eram doces e enérgica Aqueles que O ouviam renovavam-se e eram passadas de boca a ouvidos, assinalando o início da comunicação elevada pelo impregnar do amor.
Quando foi para falar de amor para a humanidade, Jesus não mandou ninguém, veio pessoalmente.
Numa noite após a pregação de Jesus, as pessoas comeram a se distanciar lentamente em retorno a suas casas e O Mestre da mesma forma se distanciou para um lugar silencioso onde pudesse entrar em meditação e coração 
Uma mulher se aproximou de Jesus, depois de se desculpar disse:
Sei que Tu vens de Deus e posso perceber-Te a grandeza que nos fascina e emociona...
- Senhor que fazer para viver a felicidade?
O Mestre com seu olhar sereno respondeu veja ao  redor as plantas floridas, as arvores cheias de frutos a relva verde. São Dadiva Divina que nos traz paz e equilíbrio ,mostrando que tudo se renova.
A mulher disse: 
- Sei da Grandeza Divina , mas cometi um delito e desse nasceu-me um filho, que  no momento constitui-me desespero e inquietação.
Jesus interrompendo a mulher falou amorosamente:
  A mulher é sempre mãe.
Quando a mulher é abençoada por Deus, pela maternidade, um filho é sempre uma estrela engastada (embutida) na carne, com a oportunidade de espalhar claridade pelo caminho.
Enquanto houver, na Terra, crianças e mães, o Amor Divino estará cantando esperanças para a Humanidade.
Não existe filho do equívoco, do delito ou do pecado. Todos eles são dádivas da Vida à vida.
Esquece as circunstâncias em que te chegou o anjo que te bate à porta do sentimento. Levanta-te com ele, avançando no rumo das estrelas.
A mulher, emocionada, procurou os olhos de Jesus, por entre a nuvem de lágrimas que encobria sua visão.
Levantou-se com uma discreta reverência, e preparou-se para partir.
Ela não saberia dizer se O ouviu falar ou se O escutou no imo d’alma.
"Vai filha, e ama."
"A maternidade é a mais elevada concessão (permissão) de nosso Pai, demonstrando que o mal jamais triunfará no mundo. Porque, enquanto houver um coração de mãe, um sentimento maternal, na Terra, o amor ateará (lançará) o fogo purificador e a esperança de felicidade jamais se apagará."
                                                      ***
Sabemos que nossas lutas, sao grandes batalhas, mas todos temos a intuição de qual caminho seguir.
Que Deus nosso Pai nos dê forças para segui-Lo, com uma fé raciocinada, estudando, entendendo tudo o que estamos lemos, questionando, buscando respostas, pois com o conhecimento teremos uma existência não somente vivida mas compreendida e o nosso fardo se tornará mais leve.
Um domingo de muita paz para todos nós. Feliz Dia das Mães.
 Elaine Saes

Mãe

Jesus perguntou aos discípulos: 

- “Quem é minha mãe e quem são meus irmãos?”

Essa pergunta de Jesus cala fundo dentro de nós até hoje porque, pelas reencarnações, todos nós, já tivemos diversas mães, diversos pais, diversos irmãos, diversos parentes, confundidos que são pela voragem do tempo e pela dinâmica da vida.

A mãe de ontem pode ser nossa irmã na presente encarnação. Por isso, Jesus perguntou aos discípulos quem era a Sua mãe e os Seus irmãos.

As afinidades nos aproximam e nos colocam em lugares análogos, pois o caso espiritual de termos afinidades, nos levam a andar com os mesmos Espíritos em uma mesma estrada por longos séculos.

Somos Espíritos em busca da redenção e o aprimoramento espiritual para alcançarmos uma relativa perfeição e essa jornada nos leva a andarmos ao lado daqueles que nos querem bem.

As mães são os seres iluminados que clareiam a nossa estrada. Somos Espíritos em busca de luz e Deus permite que tenhamos a mãe, durante certo período da vida, para que possamos seguir a marcha dos justos e crescer em espírito.

Felizes daqueles que podem ter uma mãe. Feliz é a mãe que honra esse nome, que seja mãe de verdade, que ensine, ajude, proteja, eduque, mostre o caminho do bem, alicerçado nos ensinamentos do Cristo Jesus.

Bendigo essas mães maravilhosas que ensinam os filhos a seguir no caminho da caridade, da justiça, da fraternidade e do bem. Elas são dignas de serem chamadas de mãe.

Todos nós tivemos diversas mães, pela pluralidade das encarnações e elas se confundem em nosso pensamento, em nosso coração. A multiplicidade de encarnações expande nossas relações com os Espíritos muito mais do que possamos imaginar.

Muitas delas foram nossas mães em vidas anteriores e hoje são nossas irmãs. Muitas retornaram conosco em encarnações múltiplas na figura de nossa mãe.

Esse sentimento de amor que une mães e filhos fica incrustado nos corações dos seres que acabam por repetir a experiência ocorrida em vidas anteriores.

Nós, que estamos no mundo dos espíritos, trabalhando com mães diversas como a avó Maria, Maria Rosa, Senhora Maria, descobrimos que as mães são seres que nos recebem em seu aprisco, nos confortam, iluminam e nos ajudam em nossas dificuldades. São os seres que nos amam incondicionalmente para que possamos desfrutar de seu amor em qualquer tempo.

Temos a misericórdia divina de contar com Mãe Santíssima, a mãe de todas as mães, a nos proteger em todos os momentos. Ela acalma nosso coração e nos guia em todos os momentos.

A mãe é o ser que protege e ajuda sem pensar em receber qualquer retribuição.

- “Quem é minha mãe, quem são meus irmãos?”

A pergunta de Jesus ainda cala fundo em nosso coração, pois todos aqueles que seguem o Seu ensino são nossa mãe e nossos irmãos.


Luisinho/Luiz Marini 06-05-2015

extraido: www.cebezerrademenezes.com/pt/index.php?option=com_content&view=article&id=317:maes&catid=2:mensagens-recebidas&Itemid=8

sábado, 2 de maio de 2015

Prece do Pão


Entre aqueles que te pedem proteção, estou eu também, servo humilde a quem mandaste extinguir o flagelo da fome.

Partilhando o movimento daqueles que te servem, fiz hoje igualmente o meu giro.

Vi-me frequentemente detido, em lares faustosos, cooperando nas alegrias da mesa farta, mas vi pobres mulheres que me estendiam, debalde, as mãos!...

Vi crianças esquálidas que me olhavam ansiosas, como se estivessem fitando um tesouro perdido.

Encontrei homens tristes, transpirando suor, que me contemplavam agoniados, rogando em silêncio para que lhes socorresse os filhinhos largados ao extremo infortúnio... 

Escutei doentes que não precisavam tanto de remédio, mas de mim, para que pudessem atender ao estômago torturado!... 

Vi a penúria cansada de pranto e reparei, em muitos corações desvalidos, mudo desespero por minha causa. 

Entretanto, Senhor, quase sempre estou encarcerado por aquelas mesmas criaturas que te dizem honrar.
Falam em teu nome, confortadas e distraídas na moldura do supérfluo, esquecendo que caminhaste no mundo, sem reter uma pedra em que repousar a cabeça. 

Elogiam-te a bondade e exaltam-te a glória, sem perceberem junto delas, seus próprios irmãos fatigados e desnutridos. 

E, muitas vezes, depois de formosas dissertações em torno de teus ensinos, aprisionam-me em gavetas e armários, quando não me trancam sob a tela colorida de vitrines custosas ou no recinto escuro dos armazéns. 

Ensina-lhes, Senhor, nas lições da caridade, a dividir-me por amor, para que eu não seja motivo à delinquência. 

E, se possível, multiplica-me, por misericórdia, outra vez, a fim de que eu possa aliviar todos os famintos da Terra, porque um dia, Senhor, quando ensinavas o homem a orar, incluíste-me entre as necessidades mais justas da vida, suplicando também a Deus:

– “O pão nosso de cada dia dai-nos hoje.” 

MEIMEI

Extraído do livro O Espírito da Verdade - Francisco Cândido Xavier/ Waldo Vieira  - Ditado por diversos Espíritos

10 coisas que não devemos dizer as crianças

Pediatra lista 10 coisas que não devemos dizer para as crianças. Vale a pena ler, já que isso pode influenciar (e muito!) na personalidade delas.

1 – Não rotule seu filho de pestinha, chato, lerdo ou outro adjetivo agressivo, mesmo que de brincadeira. Isso fará com que ele se torne realmente isso.

2 – Não diga apenas sim. Os nãos e porquês fazem parte da relação de amizade que os pais querem construir com os filhos.

3 – Não pergunte à criança se ela quer fazer uma atividade obrigatória ou ir a um evento indispensável. Diga apenas que agora é a hora de fazer.

4 – Não mande a criança parar de chorar. Se for o caso, pergunte o motivo do choro ou apenas peça que mantenha a calma, ensinando assim a lidar com suas emoções.

5 – Não diga que a injeção não vai doer, porque você sabe que vai doer. A menos que seja gotinha, diga que será rápido ou apenas uma picadinha, mas não engane.

6 – Não diga palavrões. Seu filho vai repetir as palavras de baixo calão que ouvir.

7 – Não ria do erro da criança. Fazer piada com mau comportamento ou erros na troca de letras pode inibir o desenvolvimento saudável.

8 – Não diga mentiras. Todos os comportamentos dos pais são aprendidos pelos filhos e servem de espelho.

9 – Não diga que foi apenas um pesadelo e mande voltar para a cama. As crianças têm dificuldade de separar o mundo real do imaginário. Quando acontecer um sonho ruim, acalme seu filho e leve-o para a cama, fazendo companhia até dormir.

10 – Nunca diga que vai embora se não for obedecido. Ameaças e chantagens nunca são saudáveis.


(Fonte: http://www.mulher.com.br/mae/o-que-nao-se-deve-falar-para-as-criancas)

Extraido http://www.passatempoespirita.com.br/products/a10-coisas-que-n%c3%a3o-devemos-dizer-para-as-crian%c3%a7as/

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