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Gustavo, menino de família rica, era muito orgulhoso. Morava numa casa grande e linda, onde nada lhe faltava. Tudo o que ele pedia o pai lhe dava.
Como não poderia deixar de ser, em razão das suas condições de vida, Gustavo era também bastante egoísta. Nunca dava nada para ninguém.
Certo dia, Gustavo saiu de casa e, com a mão no bolso, sentia cheio de satisfação o dinheiro que o pai lhe dera para comprar o que quisesse.
O orgulhoso menino começou a andar pelas ruas olhando tudo que poderia comprar com o dinheiro que tinha no bolso. Olhava as vitrines de roupas, de calçados, de brinquedos, mas nada lhe interessava.
— Que sorvete lindo! Deve estar uma delícia! Ah! Como eu gostaria de experimentá-lo!...
Ao ouvir as palavras do menino, Gustavo levantou ainda mais sua cabeça, com arrogância, e disse:
— Pois do meu sorvete você não tomará! Era só o que faltava! Eu ter que dar-lhe uma colherada do meu delicioso sorvete! Suma daqui, moleque!...
Mas o pobrezinho retrucou:
— Como pode alguém como você, que tem roupas boas, que usa tênis caros e que deve ter de tudo, ser tão egoísta? Se eu tivesse o que você tem, ajudaria quem nada tem!...
Ouvindo o menino de rua, Gustavo ficou vermelho de raiva e não sabia se respondia ou se tomava o sorvete, que começava a derreter sujando sua mão. E respondeu:
— Sou rico, sim! E daí? Posso comprar tudo que quiser! Inclusive este sorvete! Mas ele é meu e não vou dividi-lo com ninguém, muito menos com um garoto mal-educado como você, entendeu?
Gustavo olhou com tristeza o sorvete todo derretido em sua mão. Depois se virou para o menino que o observava, também desolado, e que lamentou:
— Me desculpe. Ao vê-lo tão bem vestido, limpo e cheiroso, todo orgulhoso e ainda com um delicioso sorvete nas mãos, não resisti à vontade de brincar com você. Estou arrependido. Agora nem você nem eu poderemos experimentar o sorvete, que já escorreu pela sua roupa toda!
A expressão do menino era ao mesmo tempo comovente e engraçada. Gustavo começou a rir. Daí a pouco os dois estavam rindo sem parar.
Em seguida, Gustavo disse:
— Você tem razão. Fui muito egoísta mesmo. Como se chama?
— Joãozinho. E você?
— Ah! Então, quero um de chocolate e morango! Sempre achei que deveriam ser os melhores sabores, mas nunca pude comprar. Então hoje vou experimentá-los!
Após pedirem os sorvetes, eles se sentaram num banco e saborearam aquelas delícias, rindo e conversando como bons amigos. Ao terminar de tomar o sorvete, Joãozinho levou a mão à barriga, e respirando fundo, com expressão satisfeita, disse:
— Ah! Que delícia de sorvete! Obrigado, Gustavo, pela sua generosidade.
Ao chegar a casa, ele contou aos pais o que tinha acontecido e como ficara envergonhado diante do menino, com o sorvete derretido nas mãos. E com lindo sorriso, prometeu:
— Deus nos tem dado tanto, não é, papai? Por que não podemos dividir um pouco do muito que temos com quem tem menos do que nós? Senti tamanha satisfação ao ver a alegria de Joãozinho, que meu coração inchou dentro do peito! Nunca mais desejo ser orgulhoso e egoísta com ninguém!... Acho que Jesus está contente comigo!
O pai concordou, satisfeito:
— Sem dúvida, meu filho. O fato de termos dinheiro não significa que devemos nos considerar melhores do que as outras pessoas, porque somos todos irmãos, filhos de Deus, Nosso Pai!
A partir desse dia, Gustavo nunca mais esqueceu que o orgulho e o egoísmo nada nos trazem de bom, afastam de nós as pessoas e impedem-nos de fazer amigos. E por toda a sua vida, ele nunca esqueceu essa lição que lhe fora dada por um menino de rua.
MEIMEI
(Mensagem recebida por Célia X. Camargo em 13/04/2015.)
Extraído: http://www.oconsolador.com.br/ano9/414/espiritismoparacriancas.html
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segunda-feira, 18 de maio de 2015
Que delícia de sorvete
domingo, 17 de maio de 2015
Prece - A prática da Oração - aula IV
As Orações de Pedrinho
sábado, 16 de maio de 2015
Pais e Filhos - Companheiros de Jornada
Boa parte de nossas vidas vivemos de imaginar papéis e de tentar vivê-los, de atribuir papéis aos que nos cercam, e esperar que os vivam. Isto é ainda mais evidente quando se fala de pais e filhos.
A maioria dos pais e mães tem uma imagem de paternidade e de maternidade construída ao longo dos milênios e do processo educativo e social, das influências da mídia e dos pais que teve, e projeta para si um ideal de conduta perante os filhos. Mesmo quando discordamos dos pais que tivemos e decidimos adotar outras maneiras de agir, ainda assim não podemos negar que o que fazemos tem relação com o que fizeram.
Muito do que projetamos para nós também tem a ver com o modo como queremos ser vistos no nosso círculo de relações (família, colegas, amigos): cuidadosos, previdentes, interessados no bem-estar e no futuro dos filhos.
Mas se pararmos para pensar no papel de pai que decidimos viver, encontraremos nele certas características: é afetuoso ou distante, preocupado ou laissez-faire, flexível ou autoritário, exigente ou liberal...
E este papel assumido, além de não ser garantia de que nos tornamos bons pais, nem sempre tem a ver com o modo como realmente sentimos, dentro de nós.
Bem nos lembrava J.A. Gaiarsa, em Minha Querida Mamãe (Ed. Gente), de que as famílias funcionam muito mais a partir das expectativas e imposições entre seus membros que da percepção de si mesmo e do outro. Definimos deveres recíprocos e isto nos poupa de olhar olho no olho, de prestar atenção na criatura que vive conosco, de observar se ela é feliz e se nós mesmos estamos felizes com o modo de vida que adotamos.
Pensamos, por exemplo, em proporcionar cultura, diplomas, bens, como sendo grande parte da função dos pais. E imaginamos que os bens e os diplomas que vamos deixar para ele vão substituir as inúmeras horas de convivência que passamos tensos ou indiferentes às suas necessidades.
E no relacionamento familiar? Será que interiorizamos clichês do tipo: mãe de verdade faz assim, pai que é pai jamais permitiria tal coisa? E economizamos nossa sensibilidade, tantas vezes embotada por falta de uso, aplicando jargões num terreno que é dos mais importantes de nossas vidas: na educação de nossas crianças. E ainda usamos tais frases, freqüentemente, acompanhadas de: que diriam nossos amigos ou vizinhos, se agíssemos diferente?...
Talvez seja hora de nos preocuparmos menos com o que pensam os outros e de tentar compreender o que pensam os nossos filhos.
De entrar em contato com o que realmente sentimos ser bom para nós e para nossa família. De checar nossas crenças arraigadas e antigas, se todas continuam valendo.
De verificar que temos inseguranças e incertezas como qualquer ser humano e não precisamos ter vergonha de assumi-las abertamente.
Pais nem sempre tem razão. Pais podem eventualmente não saber que atitude tomar. Pais sempre podem pensar melhor sobre o que foi dito. Pais podem aprender algo com seus filhos. Podem reconsiderar sem perder a autoridade e o respeito.
Que neste 2002, se posso desejar isto, desejo que todos estes pais que vêm sofrendo para caberem num ideal de pai e de mãe onisciente e previdente, sempre seguro e dono da verdade, despertem para a verdade.
O preço mínimo desta ilusão é a hipocrisia e o distanciamento, e certamente não desejamos pagá-lo. Afinal, nossos filhos até podem encontrar ombros e ouvidos em muitos lugares, felizmente. Mas se lhes perguntássemos, saberíamos que eles prefeririam ter os ombros e ouvidos, a atenção, a compreensão e o carinho de seus pais.
Rita Foelker
*Em Pensamentos que Resolvem, Ed. GIL.
Extraído http://www.espirito.org.br/portal/artigos/rita-foelker/pais-e-filhos.html
Qual o Papel da Família
jamais deverão descuidar-se de aproximá-los dos
serviços da evangelização, em cujas abençoadas
atividades se propiciará a formação
espiritual da criança
e do jovem diante do porvir.
Bezerra de Menezes
A família assume relevante função no processo evolutivo dos Espíritos reencarnantes. A maternidade e a paternidade constituem verdadeiras missões, visto que “Deus colocou o filho sob a tutela dos pais, a fim de que estes o dirijam pela senda do bem” (O Livro dos Espíritos, questão 582). Os pais e familiares representam, nesse sentido, evangelizadores por excelência, assumindo séria tarefa educativa junto às crianças e aos jovens que compõem seu núcleo familiar:
[…] inteirai-vos dos vossos deveres e ponde todo o vosso amor em aproximar de Deus essa alma; tal a missão que vos está confiada e cuja recompensa recebereis, se fielmente a cumprirdes. Os vossos cuidados e a educação que lhe dareis auxiliarão o seu aperfeiçoamento e o seu bem-estar futuro. Lembrai-vos de que a cada pai e a cada mãe perguntará Deus: Que fizestes do filho confiado à vossa guarda?” (Santo Agostinho, O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. 14, it. 9).
Tendo em vista a relevante orientação, os núcleos familiares devem promover um ambiente doméstico afetuoso, coerente e evangelizador, de modo a favorecer o desenvolvimento moral dos filhos e a orientá-los para o caminho do bem. A reunião de Evangelho no Lar representa especial momento de estudo em família, convivência e aprendizagem, e os grupos e reuniões de pais oferecidos pelas Instituições Espíritas podem auxiliá-los a melhor compreenderem a sublime oportunidade da maternidade e da paternidade. Portanto, “que os pais enviem seus filhos às escolas de evangelização, interessando-se pelo aprendizado evangélico da prole, indagando, dialogando, motivando, acompanhando…” (Guillon Ribeiro).
Bezerra de Menezes (Mensagem recebida pelo médium Júlio Cezar Grandi Ribeiro, em sessão pública no dia 2/8/1982, na Casa Espírita Cristã, em Vila Velha, Espírito Santo.
Fonte: Apostila Opinião dos Espíritos sobre a Evangelização Espírita Infantojuvenil, FEB)
domingo, 10 de maio de 2015
EDUCAÇÃO
Jesus e a Maternidade
Mãe
Jesus perguntou aos discípulos:
- “Quem é minha mãe e quem são meus irmãos?”
Essa pergunta de Jesus cala fundo dentro de nós até hoje porque, pelas reencarnações, todos nós, já tivemos diversas mães, diversos pais, diversos irmãos, diversos parentes, confundidos que são pela voragem do tempo e pela dinâmica da vida.
A mãe de ontem pode ser nossa irmã na presente encarnação. Por isso, Jesus perguntou aos discípulos quem era a Sua mãe e os Seus irmãos.
As afinidades nos aproximam e nos colocam em lugares análogos, pois o caso espiritual de termos afinidades, nos levam a andar com os mesmos Espíritos em uma mesma estrada por longos séculos.
Somos Espíritos em busca da redenção e o aprimoramento espiritual para alcançarmos uma relativa perfeição e essa jornada nos leva a andarmos ao lado daqueles que nos querem bem.
As mães são os seres iluminados que clareiam a nossa estrada. Somos Espíritos em busca de luz e Deus permite que tenhamos a mãe, durante certo período da vida, para que possamos seguir a marcha dos justos e crescer em espírito.
Felizes daqueles que podem ter uma mãe. Feliz é a mãe que honra esse nome, que seja mãe de verdade, que ensine, ajude, proteja, eduque, mostre o caminho do bem, alicerçado nos ensinamentos do Cristo Jesus.
Bendigo essas mães maravilhosas que ensinam os filhos a seguir no caminho da caridade, da justiça, da fraternidade e do bem. Elas são dignas de serem chamadas de mãe.
Todos nós tivemos diversas mães, pela pluralidade das encarnações e elas se confundem em nosso pensamento, em nosso coração. A multiplicidade de encarnações expande nossas relações com os Espíritos muito mais do que possamos imaginar.
Muitas delas foram nossas mães em vidas anteriores e hoje são nossas irmãs. Muitas retornaram conosco em encarnações múltiplas na figura de nossa mãe.
Esse sentimento de amor que une mães e filhos fica incrustado nos corações dos seres que acabam por repetir a experiência ocorrida em vidas anteriores.
Nós, que estamos no mundo dos espíritos, trabalhando com mães diversas como a avó Maria, Maria Rosa, Senhora Maria, descobrimos que as mães são seres que nos recebem em seu aprisco, nos confortam, iluminam e nos ajudam em nossas dificuldades. São os seres que nos amam incondicionalmente para que possamos desfrutar de seu amor em qualquer tempo.
Temos a misericórdia divina de contar com Mãe Santíssima, a mãe de todas as mães, a nos proteger em todos os momentos. Ela acalma nosso coração e nos guia em todos os momentos.
A mãe é o ser que protege e ajuda sem pensar em receber qualquer retribuição.
- “Quem é minha mãe, quem são meus irmãos?”
A pergunta de Jesus ainda cala fundo em nosso coração, pois todos aqueles que seguem o Seu ensino são nossa mãe e nossos irmãos.
Luisinho/Luiz Marini 06-05-2015
extraido: www.cebezerrademenezes.com/pt/index.php?option=com_content&view=article&id=317:maes&catid=2:mensagens-recebidas&Itemid=8
sábado, 2 de maio de 2015
Prece do Pão
Partilhando o movimento daqueles que te servem, fiz hoje igualmente o meu giro.
Vi-me frequentemente detido, em lares faustosos, cooperando nas alegrias da mesa farta, mas vi pobres mulheres que me estendiam, debalde, as mãos!...
Vi crianças esquálidas que me olhavam ansiosas, como se estivessem fitando um tesouro perdido.
Encontrei homens tristes, transpirando suor, que me contemplavam agoniados, rogando em silêncio para que lhes socorresse os filhinhos largados ao extremo infortúnio...
Escutei doentes que não precisavam tanto de remédio, mas de mim, para que pudessem atender ao estômago torturado!...
Vi a penúria cansada de pranto e reparei, em muitos corações desvalidos, mudo desespero por minha causa.
Entretanto, Senhor, quase sempre estou encarcerado por aquelas mesmas criaturas que te dizem honrar.
Falam em teu nome, confortadas e distraídas na moldura do supérfluo, esquecendo que caminhaste no mundo, sem reter uma pedra em que repousar a cabeça.
Elogiam-te a bondade e exaltam-te a glória, sem perceberem junto delas, seus próprios irmãos fatigados e desnutridos.
E, muitas vezes, depois de formosas dissertações em torno de teus ensinos, aprisionam-me em gavetas e armários, quando não me trancam sob a tela colorida de vitrines custosas ou no recinto escuro dos armazéns.
Ensina-lhes, Senhor, nas lições da caridade, a dividir-me por amor, para que eu não seja motivo à delinquência.
E, se possível, multiplica-me, por misericórdia, outra vez, a fim de que eu possa aliviar todos os famintos da Terra, porque um dia, Senhor, quando ensinavas o homem a orar, incluíste-me entre as necessidades mais justas da vida, suplicando também a Deus:
MEIMEI
Extraído do livro O Espírito da Verdade - Francisco Cândido Xavier/ Waldo Vieira - Ditado por diversos Espíritos

