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terça-feira, 25 de setembro de 2012

Mocidade e Velhice

Uma existência é a soma da infância, da juventude e velhice,  o tempo começa a contar com a encarnação e finda na desencarnação. 
Esse espaço de tempo, chamamos vida terrena, onde o espírito reúne experiências numa busca pelo bem, pelo belo e pelo desabrochar do amor. Divina e abençoada, deve ser envolvida com respeito, com bondade, com carinho, tolerância e olhada como sendo uma fonte de ensinamentos.
 A velhice não existe para aqueles que têm a consciência de que a vida é um eterno aprendizado e que deve ser aproveitada. 
O espírito na sua roupagem de idoso, deve se sentir valoroso, e esse é o nosso dever, ajudá-lo a sentir que  sua missão foi cumprida, guiando esse irmão a encerrar sua jornada com alegria e desejo de voltar à casa de onde retornou, tendo uma desencarnação sem traumas e sem apegos.
 Eis abaixo uma profunda, mensagem recebida por uma grande companheira de estudo a Patrícia, onde nos leva à reflexão de nossos valores e atitudes diante desses "antigos jovens".
 Elaine Saes

MOCIDADE E VELHICE
Infância, juventude, madureza e velhice são simples fases da experiência maternal.A vida é essência divina e a juventude é seiva eterna do espírito imperecível.Mocidade da alma é condição de todas as criaturas que receberam com a existência o aprendizado sublime, em favor da iluminação de si mesmas e que acolheram no trabalho incessante do bem o melhor programa de engrandecimento e ascensão da personalidade.A velhice, pois, como índice de senilidade improdutiva ou enfermiça, constitui, portanto, apenas um estado provisório da mente que desistiu de aprender e de progredir nos quadros de luta redentora e santificante que o mundo nos oferece.Nesse sentido, há jovens no corpo físico que revelam avançadas características de senectude, pela ociosidade e rebeldia a que se confinam, e velhos na indumentária carnal que ressurgem sempre à maneira de moços invulneráveis, clareando as tarefas de todos pelo entusiasmo e bondade, valor e alegria com que sabem fortalecer os semelhantes na jornada para a frente.Se a individualidade e o caráter não dependem da roupa com que o homem se apresenta na vida social, a varonil idade juvenil e o bom ânimo não se acham escravizados à roupagem transitória.O jovem de hoje, pelas determinações biológicas do Planeta, será o velho de amanhã; e o ancião de agora, pela lei sublime da reencarnação, será o moço do futuro.Lembrando-nos, porém, de que a Vida é imortal, de que o Espiritismo é escola ascendente de progresso e sublimação, de que o Evangelho é luz eterna, em torno da qual nos cabe dever de estruturar as nossas asas de Sabedoria e de Amor e, num abraço compreensivo de verdadeira fraternidade, no círculo das esperanças, dificuldades e aspirações que nos identificam uns com os outros, continuemos o trabalho.

O jovem de hoje, pelas determinações biológicas do Planeta, será o velho de amnhã; e o ancião de agorta, pela lei sublime da reencarnação, será o moço do futuro."
André Luiz
Agradecimento à querida companheira de estudo Patrícia M. T. Santos
Correio Fraterno - André Luiz - Francisco Cândido Xavier

domingo, 16 de setembro de 2012

Para Dedicar Tempo aos Filhos é Preciso Deixar Outras Coisas de lado - Por Sergio Sinay


O escritor Sergio Sinay, 66 anos, é um especialista em vínculos humanos. Sociólogo e jornalista, formou-se na Escola de Psicologia da Associação Gestáltica de Buenos Aires. Requisitado consultor sobre assuntos familiares e relações pessoais, tem vários livros publicados. O mais novo,Sociedade dos Filhos Órfãos, que acaba de sair em português (Editora BestSeller), é uma dura crítica ao modo de vida da atualidade, em que pais delegam a educação e a atenção aos filhos para babás, escolas e até para as novas tecnologias – como celular, televisão e computadores. Esse comportamento transmite aos filhos a noção errada de que basta ter dinheiro para encontrar quem se encarregue daquilo que nos cabe fazer, afirma Sinay, em seu livro.
Casado e pai de um jovem, Sinay diz que o amor é uma construção contínua que se fortalece diariamente com responsabilidade e comprometimento. “Para dedicar tempo aos filhos, é preciso deixar outras coisas de lado”. A seguir trechos da entrevista concedida ao Mulher7x7.
Pergunta - Há uma geração de filhos sem pais presentes nascendo ou ela sempre existiu?
SERGIO SINAY – Sempre houve pais que não assumem responsabilidades e sempre haverá. Mas nunca houve como hoje um fenômeno social tão amplo e profundo a ponto de criar uma geração de filhos órfãos de pais vivos. Pela primeira vez podemos dizer, infelizmente, que os filhos com pais presentes que cumprem suas funções são uma minoria.
Até que ponto a relação dos pais com os filhos reproduz um estilo de vida da atualidade?
Vivemos numa cultura do utilitarismo, em que se busca o material a qualquer preço e por qualquer caminho. As pessoas se medem pelo que possuem e não pelo que são. Os pais correm atrás do material e descuidam de seus filhos que, por sua vez, aprendem a valorizar apenas o bem material. Essa é a fórmula para criar filhos materialistas.
Em vários trechos do livro, o senhor diz estar convencido de que muita gente ficará irritada com o que está escrito. Por quê?
Porque muita gente não gosta de escutar ou ler o que precisa, apenas o que gosta. Os pais de filhos órfãos, em sua maioria, não admitem sua própria conduta e acreditam que ser pai e mãe consiste em comprar coisas para os filhos, matriculá-los em escolas caras, dar celulares e computadores modernos.
O senhor relaciona o fracasso dos pais na educação dos filhos ao medo que eles têm da reprovação infantil. De onde vem esse medo e como fugir dessa armadilha?
O medo vem de uma cultura que transformou as relações humanas em transações comerciais. As pessoas se  enxergam como recursos ou clientes. Os pais tratam de comprar o amor dos filhos e temem que o cliente não esteja contente. O carinho dos filhos não se compra. Amor se constrói com presença, atitudes e assumindo a responsabilidade de liderar o caminho dessa vida em direção à autonomia. Para isso, há que se estabelecer limites, marcar as fronteiras, frustrar. Criar e educar é também frustrar, ensinar que nem tudo é possível. Só assim se ensina a escolher. E só quem escolhe pode ser livre. Os pais, no entanto, têm medo de não ser simpáticos, então se esquecem de ser pais, que é o que os filhos precisam.
Ao se referir ao modelo do passado, em que as mães eram o retrato do sacrifício, e os pais, da disciplina ainda que com distância emocional, o senhor diz que todos sabiam seu papel, algo não acontece hoje. Aquele modo de educar era de alguma forma melhor?
Aquele modo de educar tinha muitas limitações e era muito rígido em muitos aspectos. Mas se sabia claramente quem eram os pais e quem eram os filhos. Os pais não tinham medo de atuar como pais, ainda que às vezes cometessem excessos em sua autoridade. Mas é sempre mais fácil corrigir um excesso do que superar uma ausência. Alguém pode mudar um modelo pobre ou insuficiente. Muito mais grave é não ter modelo.
Ao abordar o problema de jovens envolvidos com drogas e violência, o senhor diz que a solução é os pais terem mais controle sobre o que eles fazem e onde vão. Como não resvalar para a superproteção?
A infância e a adolescência são etapas muito breves da vida e necessárias para o amadurecimento biológico, psíquico e cognitivo. Seremos adultos a maior parte da nossa vida. A adolescência termina entre os 18 e os 19 anos. Quando os pais são ausentes ou não cumpriram suas funções, vemos adolescentes imaturos de 30 ou 40 anos. Se os pais pegam no leme do barco, e realizam esse trabalho com amor, ao fim da adolescência, seus filhos serão pessoas com ferramentas para caminhar pela vida. Terão muito por aprender ainda, mas terão boas bases e um bom sistema imunológico contra os principais perigos sociais. Os limites do controle vão mudando com a idade dos filhos e vão se flexibilizando até desaparecer por completo. Para saber quando e como modificá-los, há que estar presente.
Ao propor que os pais busquem interagir com outros pais para a realização de programas em comum e conversas que afinem experiências e atitudes, o senhor está sugerindo que educar é, de alguma forma, uma obra coletiva?
Educar é uma missão intransferível de quem, biologicamente ou por adoção, criou um vínculo de maternidade e paternidade. A responsabilidade é sempre individual. Conversar com outros pais e empreender projetos comuns, ajuda a afirmar a tarefa e permite a troca de experiências úteis.
Nas grandes cidades, em que muitos pais sequer comparecem às reuniões na escola, não é uma utopia propor essa interação entre os pais?
Sem utopias, não se avança. E se cruzarmos os braços, perdemos a batalha. Muitos casais responsáveis e amorosos se sentem sozinhos, não concordam com o que vêem outros pais fazendo e seguem adiante com suas convicções. Por isso, há que falar e propôr interação, dizer a eles “vocês estão num bom caminho”, compartilhem isso. Quando esses pais começarem a falar descobrirão que muita gente pensa assim também, mas estava em silêncio.
É o caso de uma família evitar certos círculos de pessoas e lugares, e até cidades, se achar que a vida do filho está indo pelo caminho errado?
Não se pode ter medo de tomar decisões, dizer não, proibir certas relações perigosas. Os filhos vão protestar, tentarão transgredir. Isso não é um problema, é parte do processo. Os filhos sempre buscarão transgredir para crescer. O problema é quando os pais viram o rosto, olham para o outro lado, não estabelecem limites ou têm medo dos filhos. Ser pai com amor e presença não significa converter-se em uma pessoa simpática, em um animador de televisão. Às vezes, há que se tomar medidas duras.
O senhor diz que muitos pais usam a suposta importância da qualidade do tempo ao lado do filho para justificar a ausência. O que é qualidade de tempo com o filho, na sua opinião?
Não há qualidade sem quantidade. Em qualquer tarefa para alcançar qualidade é preciso tempo, compromisso, dedicação. O famoso “tempo de qualidade” de que falam muitos pais – e que inclusive tem o apoio de pediatras e psicólogos infantis – é uma desculpa para que os pais não se sintam culpados. Os pais são adultos e um adulto sabe que na vida não se pode tudo. Há que optar. Para dedicar tempo aos filhos, é preciso deixar outras coisas de lado. O “tempo de qualidade” são cinco minutos nos quais os pais culpados dão tudo aos filhos para evitar o conflito. Isso faz muito mal aos filhos. Se não há tempo, não há qualidade. E se não há tempo para os filhos, é preciso pensar antes de se tornar pais. Depois é tarde.
Mas muitos pais não escolhem seus horários, o tempo que perdem no trânsito e, por falta de opção, ficam menos com os filhos do que gostariam. O senhor não acha que os filhos aprendem a diferenciar os pais que nunca estão porque não querem dos pais que não estão porque não podem?
A responsabilidade de ser pais nos obriga a fazer escolhas. É verdade que os pais são demandados por muitas atividades. Mas eu pergunto “são todas obrigatórias?”. Muitas vezes, trabalha-se demais para pagar o que não é necessário. Ser pai e mãe é uma oportunidade para aprender a diferenciar os desejos das necessidades. É uma oportunidade para aprender a diferenciar o que a publicidade vende do que realmente precisamos. Tudo que requer nosso tempo é imprescindível? Podemos trabalhar menos enquanto criamos os filhos pequenos? É possível dividir melhor o tempo entre pais e mães? Por que tem que ser sempre a mãe a que duplica suas tarefas? Por que podemos dizer “não” ao tempo que nossos filhos exigem de nós em vez de dizer “não” aos outros? Se os pais têm sempre tempo para suas obrigações e nunca para seus filhos, os filhos aprendem que essas outras coisas (trabalho, reuniões, encontros sociais, esportes etc) são mais importantes do que eles porque nunca podem ser adiados. Não é obrigação dos filhos compreender os pais (ainda mais quando são pequenos). É obrigação dos pais atender às necessidades dos filhos.Por isso é preciso pensar antes de ser tornar pai e mãe.
O senhor critica também a estratégia de entreter as crianças com DVDs em viagens para elas ficarem quietas. Vemos esse comportamento da não-interação se estendendo à mesa de restaurantes, festas. Onde está o erro dessa atitude?
Ser pai e mãe é um trabalho. Não se pode delegar esse trabalho às novas tecnologias. Essas tecnologias muitas vezes nos conectam mas nos tornam incomunicáveis. Isso se vê especialmente nas famílias, onde todos têm celulares e computadores, mas não mantêm diálogos nem proximidade.
O senhor diz que escola não educa, ensina. O que não se deve esperar da escola?
Educar é transmitir valores por atitudes, vivendo os valores que pregamos. Educar é ensinar que as pessoas são o fim, e não o meio, algo que se passa por vínculos. Educar é transmitir a certeza de que cada vida tem um sentido e há que viver a busca desse sentido. Isso é educar, é o que fazem os pais com presença, ações e condutas. A escola é a grande socializadora que ensina a viver a diversidade e a respeitá-la, que treina habilidades para viver e atuar no mundo, que dá informação vital sobre esse mundo e que é uma ponte para ele. A escola e os pais são sócios, não podem se separar, nem se enfrentar. Tem que atuar de um modo cooperativo. Os filhos são alunos da escola, não clientes. A escola não é um parque de diversões, nem creche, nem shopping. A escola não pode fazer a vez do pai e da mãe. Os pais não podem pedir à escola que ocupe o lugar que eles deixam vago. Pais que não respeitam as escolas ensinam seus filhos a não respeitar as instituições.
Que mensagem o senhor daria para os pais que, sem perceber, estão deixando os filhos de lado acreditando estarem fazendo a coisa certa?
Eu os recordaria que ser pai e mãe foi uma escolha. Em pleno século 21, quem não quer ter filhos não tem, de modo que não há desculpas. Quem tem filhos tem responsabilidades sobre uma vida. Essa vida precisa de respostas. E diria que só há uma maneira de aprender a ser pai e mãe: convivendo com os filhos, estando presentes em suas vidas, errar, pedir desculpas, reparar o erro e seguir adiante, sempre com responsabilidade e presença.
Em seu livro, o senhor deixa claro que educar é um processo contínuo que exige envolvimento e dá trabalho, mas é fato que muita gente opta por soluções fáceis. Que soluções fáceis devem ser postas de lado?
Filhos não vêm com manual de instruções. Cada filho é uma pessoa única. Por isso não há soluções fáceis nem receitas. Nossos filhos nos ensinam a ser pais. Querer que um pediatra, um professor, um psicólogo, a televisão, a internet, uma babá, os avós ou a escola se encarregue dos filhos é buscar uma solução fácil. Pais que procuram esse tipo de solução provam que o problema são eles, e não os filhos. Os filhos nunca são o problema. O grande e maior problema (vício em drogas, alcoolismo, violência juvenil, acidentes de carro, comportamento de risco, doenças novas como obesidade infantil ou déficit de atenção, entre outros) não está nos filhos, nas crianças ou nos adolescentes. Estão nos pais.
É possível impor limites sem ser chato?
Aquele que impõe limites não recebe sorrisos nem aplausos, mas assume responsabilidades e logo colherá frutos.
O senhor afirma que o amor é uma construção. O senhor acredita em amor incondicional?
Como bem dizia Alice Miller, uma extraordinária psicóloga suíça que morreu no ano passado, aos 83 anos, e era uma grande defensora dos filhos, o único amor incondicional que existe é dos filhos para os pais. As crianças precisam muito mais dos pais: para crescer, ser guiadas, ter proteção, ser alimentadas, receber valores e, sobretudo, ser amadas. Os filhos não precisam provar seu amor aos pais, mas se os pais amam seus filhos devem dar a eles provas desse amor, acompanhando seu crescimento, transmitindo-lhes valores, colocando limites, frustrando quando necessário, oferecendo um modelo de vida que faça sentido. Sem isso, o amor será apenas palavras.

Fonte Coluna revista Época
http://colunas.revistaepoca.globo.com/mulher7por7/2012/08/02/para-dedicar-tempo-aos-filhos-e-preciso-deixar-outras-coisas-de-lado/

Agradecimento a querida companheira de estudo Gleicy Maris Paixão Esposito

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Nó do Afeto


Em uma reunião de pais, numa escola da periferia, a diretora incentivava o apoio que os pais devem dar aos filhos. Pedia-lhes, também, que se fizessem presentes o máximo de tempo possível.
Ela entendia que, embora a maioria dos pais e mães daquela comunidade trabalhassem fora, deveriam achar um tempinho para se dedicar e entender as crianças.
Mas a diretora ficou muito surpresa quando um pai se levantou e explicou, com seu jeito humilde, que ele não tinha tempo de falar com o filho, nem de vê-lo, durante a semana.
Quando ele saía para trabalhar, era muito cedo e o filho ainda estava dormindo. Quando voltava do serviço era muito tarde e o garoto não estava mais acordado.
Explicou, ainda, que tinha de trabalhar assim para prover o sustento da família.
Mas ele contou, também, que isso o deixava angustiado por não ter tempo para o filho e que tentava se redimir indo beijá-lo todas as noites quando chegava em casa.
E, para que o filho soubesse da sua presença, ele dava um nó na ponta do lençol que o cobria.
Isso acontecia, religiosamente, todas as noites quando ia beijá-lo. Quando o filho acordava e via o nó, sabia, através dele, que o pai tinha estado ali e o havia beijado.
O nó era o meio de comunicação entre eles.
A diretora ficou emocionada com aquela história singela e emocionante.
E ficou surpresa quando constatou que o filho desse pai era um dos melhores alunos da escola.
* * *
O fato nos faz refletir sobre as muitas maneiras de um pai ou uma mãe se fazer presente, de se comunicar com o filho. Aquele pai encontrou a sua, simples mas eficiente.
E o mais importante é que o filho percebia, através do nó afetivo, o que o pai estava lhe dizendo.
Por vezes nos importamos tanto com a forma de dizer as coisas e esquecemos do principal, que é a comunicação através do sentimento.
Simples gestos como um beijo e um nó na ponta do lençol, valiam, para aquele filho, muito mais que presentes ou desculpas vazias.
É válido que nos preocupemos com os nossos filhos, mas é importante que eles saibam, que eles sintam isso.
Para que haja a comunicação é preciso que os filhos ouçam a linguagem do nosso coração, pois em matéria de afeto os sentimentos sempre falam mais alto do que as palavras.
É por essa razão que um beijo, revestido do mais puro afeto, cura a dor de cabeça, o arranhão no joelho, o ciúme do bebê que roubou o colo, o medo do escuro.
A criança pode não entender o significado de muitas palavras, mas sabe registrar um gesto de amor.
Mesmo que esse gesto seja apenas um nó. Um nó cheio de afeto e carinho.
E você? Já deu algum nó afetivo no lençol do seu filho hoje?
* * *
Se você é um desses pais ou dessas mães que realmente precisam se ausentar do lar para prover o sustento da família, lembre-se que você pode encontrar a sua própria maneira de garantir ao seu filho a sua presença.
Você pode encontrar um jeito de dizer a ele o quanto ele é importante na sua vida e o quanto você o ama.
Mas lembre-se da linguagem do coração. Dessa linguagem que pode ser sentida, apesar da distância física.
E procure apertar os laços do afeto, pois estes são os verdadeiros elos que nos unem aos seres que amamos.
Pense nisso, mas, pense agora!
Redação do Momento Espírita com base em texto de autoria ignorada.
Disponível no livro Momento Espírita v. 2, ed. Fep.

Em 18.10.2010


Agradecimento a querida Andrea Cinachi Torres

Educando nossos filhos...


Aquele que experimenta a ventura da maternidade ou da paternidade, que tem a alegria incontida de um filho, vindo pelos caminhos biológicos ou pelos caminhos do coração, nunca mais será o mesmo.
Não nos referimos àqueles que simplesmente possibilitam o nascimento, oferecendo seu material genético ou o corpo para o desenvolvimento do feto. Esses não são os que chamamos de pai ou de mãe.
Falamos daqueles que se envolvem até as entranhas da alma, em nome da vida daquele a quem têm a responsabilidade de criar. E não é tarefa fácil.
São as preocupações iniciais da saúde, do corpo ainda frágil se desenvolvendo, começando sua jornada na Terra. O leite materno, a comida balanceada, as vacinas, as noites insones.
Logo mais se sucedem outras preocupações. São os primeiros tombos, as mordidas e brigas na escola, as aulas, tarefas. E, rapidamente vão crescendo. E junto surgem outras e novas necessidades e preocupações.
Depressa chega a adolescência com seus desafios. As dores das primeiras desilusões sentimentais, a decisão do futuro profissional, a inserção no mercado de trabalho, a independência financeira, enfim, tantas preocupações...
Porém, no meio de tantos desafios, há que se perguntar: O que é mais importante para educar um filho?
Alguns talvez respondam que o mais importante é oferecer a ele uma excelente instrução, os melhores colégios, permitir-lhe bons desafios intelectuais.
Outros possivelmente digam ser importante mostrar-lhe as coisas da vida. Dar-lhe noção do mundo, suas armadilhas, a vida de relação, as responsabilidades.
Talvez ainda haja os que digam ser o mais importante dar-lhe noções de religiosidade, fazê-lo entender Deus, não importando como esse Deus se denomine.
Mas infundir-lhe o entendimento do Pai, da nossa relação com Ele e com nosso próximo.
É verdade que nada disso está errado. Todas essas ferramentas estão corretas, e devemos dedicar esforços para oferecê-las aos nossos filhos.
Porém, ao educá-los, haverá uma ferramenta muito mais importante e que deve acompanhar todas as outras: o amor.
Educar um filho é tarefa que, para ser bem sucedida, não dispensa a companhia do amor.
Não desse amor que se fala, mas do amor que age. Do amor paciência, do amor abnegação, do amor companheirismo, amor amizade... Indispensável.
Educar um filho somente oferecendo o que o mundo tem de melhor é instruí-lo, é dar-lhe a formação do cidadão.
Porém, se desejarmos educar nosso filho formando-lhe o caráter, alimentando-lhe a alma que está escondida além da forma física, é indispensável e insubstituível o amor.
Desta forma, procuremos amar nosso filho e externemos nosso amor de forma que ele o possa perceber.
Digamos-lhe o quanto o amamos. Olhemos nos seus olhos para buscar sua alma e entendê-lo. Compreendamos que ele também é um Espírito imortal, cheio de dificuldades e dúvidas, e que conta conosco.
Assim, ele será alimentado, não só pela excelente formação intelectual que lhe oportunizemos mas, muito melhor que isso, terá alimentado o coração, tornando-se forte para enfrentar a existência e seus desafios.
Todo aquele que se sente amado em profundidade, supera os dramas, erros e tropeços com os quais, porventura, venha a se envolver nos caminhos da vida, buscando com mais facilidade o caminho do bem e da felicidade.
Redação do Momento Espírita.
Em 08.04.2011.
Agradecimento a querida Andrea Cinachi Torres

Educar os filhos


Relacionamento entre Pai e filhos
Tornou-se frequente a procura por receitas da melhor maneira de educar os filhos, como se isso fosse possível. No relacionamento entre pais e filhos, existem muitas variáveis que devem se consideradas, tais como a idade, o nível de compreensão, o ambiente doméstico, o grau de entendimento entre pais, só para citar algumas.
comunicar-se com os filhos é uma tarefa difícil e complexa, porém, na maioria das vezes, agradável, pois permite aos pais acompanhar seu crescimento físico, intelectual e emocional. No início, a comunicação se caracteriza pela total dependência dos filhos em relação aos pais e, com o passar do tempo, esta vai dando lugar sabe a uma maior autonomia. Quem tem mais de um filho sabe o quanto um pode ser diferente do outro. Um é mais tímido, carinhoso, calado: outro mais briguento, zanga-se com facilidade; outro pode ser engraçado, criativo, etc. filhos diferentes exigem cuidados diferentes e formas diferentes de se lidar com eles, mesmo que tenham o mesmo tipo de dificuldades. Enquanto um pode pedir ajuda em tudo o que faz, comentar todo o seu dia a dia, o outro pode se trancar no quarto e não querer conversar até que tudo passar. São estilos diferentes, nem melhore, nem piores, apenas diferentes. Os pais podem e devem procurar a melhor maneira de se relacionar com cada um de seus filhos, evitando as comparações, que são sempre prejudiciais. É importante conhecer as particularidades de cada um deles, pois quanto mais sabemos como nossos filhos são, mais facilmente poderemos reconhecer mudanças significativas em seu comportamento que possam indicar algum tipo de dificuldade. E, quanto mais o filho sentir afeto e a segurança de seus pais, mais facilmente aceitará a ajuda deles.
Concluindo: colocando-se na perspectiva de seus filhos é que os pais escolherão a forma pela qual vão se comunicar com eles. De maneira geral, independentemente da fórmula adotada, é importante ser sincero, usar linguagem adequada à idade dos filhos e, principalmente, abrir caminho para que o relacionamento com os filhos seja um relacionamento de pessoa para pessoa.

Por Por Eliza Helena Ercolin 
Agradecimento a querida Andrea Cinachi Torres

domingo, 24 de junho de 2012

A Vida na Terra


O nosso planeta é uma escola, que possamos colocar em prática o que já aprendemos e assim tornar o nosso mundo mais claro e habitável, sem as nossas más tendências e reclamações que só destroem e apagam a luz da alegria de viver.
"O vento sopra onde quer e ouves o seu ruído, mas não sabes de onde vem e nem para onde vai. Assim acontece com todo aquele que nasceu do Espírito". (Jo 3:8)
...
"VIDA FÍSICA"
Considerando a existência na Terra um conjunto de matérias professadas em determinadas cota de tempo, ver-se-á o Espírito encarnado na perfeita condição de aluno, na Universidade da Vida Eterna, assimilando valores para a obtenção de imortalidade.
Para a verificação disso, basta relacionemos alguns tópicos da jornada humana, referindo-nos tão somente à área física do Planeta, em termos de escola, como sejam:

TERRA, Instituto de ensino e aperfeiçoamento sob a direção e supervisão do Espírito Angélico de Jesus-Cristo.
PLANO FÍSICO, Departamento de provas e expiações.
FINALIDADE, Extinção da ignorância, revisão de culpas, resgate de débitos e eliminação de tendências inferiores.
MATRÍCULA, Certidão de nascimento.
CARTEIRA, O corpo.
DISTINTIVOS, Os sinais morfológicos.
PRIMEIROS MESTRES, Os pais.
CLASSE, O grupo social.
SALA DE AULA,  O lar a que pertence.
MOTIVAÇÕES, As lutas indispensáveis que variam conforme os sentimentos de pessoa a pessoa.
ENSINAMENTOS, Os deveres de cada dia.
EXERCÍCIOS, Os erros e acertos de apreciação de conduta.
COLEGAS DE TURMA, Os parentes.
COMPANHEIROS AFINS, Os amigos.
FISCAIS, Os adversários.
CURRÍCULO DAS LIÇÕES, As provas necessárias, nos múltiplos setores da experiência humana.
EXAMES, As crises de saúde e no trabalho, nas relações e nos ideais.
BANCA DE EXAME, O coração e a consciência de cada um.
SISTEMA CORRETIVO, Provações transferidas para adiante por negligência do aprendiz e, por isso mesmo, naturalmente agravadas, lembrando inspeções de segunda época...
PROMOÇÕES, Mudanças felizes, responsabilidades maiores, encargos mais altos e direitos à continuação do próprio burilamento para a conquista da felicidade imperecível, em novos estágios evolutivos, seja na Terra ou em outros mundos.
PENALIDADES PARA OS ALUNOS RELAPSOS; Repetência de todas as lições malbaratadas, em reencarnações no futuro.
DESLIGAMENTO DA ESCOLA: Desencarnação.
Emmanuel

Psicografado por Francisco Cândido Xavier - (recebida de Amélia Soares)
Agradecimento à Marilda Cassandra. 





"Há urgente necessidade de que a fé, a esperança e o otimismo renasçam nos corações"

MENSAGEM DE EURÍPEDES BARSANULFO - Mensagem recebida no Centro Espirita “Jesus no Lar” Medium - Suely Caldas Schuber

Irmãos Queridos.

Diante dessa crise que se abate sobre o nosso povo, face a essa onda de pessimismo que toma conta dos brasileiros, frente aos embates que o país atravessa, nós, os seus companheiros, trazemos na noite de hoje a nossa mensagem de fé, de coragem e de estímulo. Estamos irradiando-a para todas as reuniões mediúnicas que estão sendo realizadas neste instante, de norte a sul do Brasil. Durante vários dias estaremos repetindo a nossa palavra, a fim de que maior número de médiuns possa captá-la. Cada um destes que sintonizar nesta faixa vibratória dará a sua interpretação, de acordo com o entendimento e a gradação que lhe forem peculiares.

Estamos convidando todos os espíritas para se engajarem nesta campanha. Há urgente necessidade de que a fé, a esperança e o otimismo renasçam nos corações. A onda de pessimismo, de descrédito e de desalento é tão grande que, mesmo aqueles que estão bem intencionados e aspirando realizar algo de construtivo e útil para o país, em
qualquer nível, veem-se tolhidos em seus propósitos, sufocados nos seus anseios, esbarrando em barreiras quase intransponíveis.
É preciso modificar esse clima espiritual. É imperioso que o sopro renovador de confiança, de fé nos altos destinos de nossa nação, varra para longe os miasmas do desalento e do desânimo. É necessário abrir clareiras e espaços para que brilhe a luz da esperança. Somente através de esperança conseguiremos, de novo, arregimentar as forças de
nosso povo sofrido e cansado.

Os espíritas não devem engrossar as fileiras do desalento. Temos o dever inadiável de transmitir coragem, infundir ânimo, reaquecer esperanças e despertar a fé! Ah! a fé no nosso futuro! A certeza de que estamos destinados a uma nobre missão no concerto dos povos, mas que a nossa vacilação, a nossa incúria podem retardar.
Responsabilidade nossa. Tarefa nossa. Estamos cientes de tudo isto e nos deixamos levar pelo desânimo, este vírus de perigo inimaginável.

O desânimo e seus companheiros, o desalento, a descrença, a incerteza, o pessimismo, andam juntos e contagiam muito sutilmente, enfraquecendo o indivíduo, os grupos, a própria comunidade. São como o cupim a corroer, no silêncio, as estruturas. Não raras vezes, insuflado por mentes em desalinho, por inimigos do progresso, por agentes do caos, esse vírus se expande e se alastra, por contágio, derrotando o ser humano antes da luta. Diante desse quadro de forças negativas, tornam-se muito difíceis quaisquer reações. Portanto, cabe aos espíritas o dever de lutar pela transformação deste estado geral.

Que cada Centro, cada grupo, cada reunião promova nossa campanha. Que haja uma renovação dessa psicosfera sombria e que as pessoas realmente sofredoras e abatidas pelas provações, encontrem em nossas Casas um
clima de paz, de otimismo e de esperança! Que vocês levem a nossa palavra a toda parte. Aqueles que possam fazê-lo, transmitam-na através dos meios de comunicação. Precisamos contagiar o nosso Movimento com estas forças positivas, a fim de ajudarmos efetivamente o nosso país a crescer e a caminhar no rumo do progresso.

São essas forças que impelem o indivíduo ao trabalho, a acreditar em si mesmo, no seu próprio valor e capacidade. São essas forças que o levam a crer e lutar por um futuro melhor. Meus irmãos, o mundo não é uma nau à matroca. Nós sabemos que “Jesus está no leme!” e que não iremos soçobrar. Basta de dúvidas e incertezas que somente retardam o avanço e prejudicam o trabalho. Sejamos solidários, sim, com a dor de nosso próximo. Façamos por ele o que estiver ao nosso alcance. Temos o dever indeclinável de fazê-lo, sobretudo transmitindo o esclarecimento
que a Doutrina Espírita proporciona. Mas também, que a solidariedade exista em nossas fileiras, para que prossigamos no trabalho abençoado, unidos e confiantes na preparação do futuro de paz por todos almejado.
E não esqueçamos de que, se o Brasil “é o coração do mundo”, somente será a “pátria do Evangelho” se este Evangelho estiver sendo sentido e vivido por cada um de nós”.

Eurípedes Barsanulfo



Mensagem recebida no Centro Espirita “Jesus no Lar”
Medium - Suely Caldas Schuber

sábado, 19 de maio de 2012



A vaquinha Malhada

Numa linda fazenda, os animais viviam felizes, convivendo em harmonia.
As galinhas, os patos e os perus ciscavam no terreiro, enquanto as ovelhas, os carneiros, os bois, as vacas, os cavalos e as éguas, aproveitavam o sol para pastar num belo campo, onde encontravam comida à vontade e água num regato cristalino.
Certo dia, uma das ovelhas ouviu o capataz dizer a um dos empregados:
— Logo o bezerrinho da vaca Malhada será vendido. Já veio um comprador que vai pagar alto preço por ele.
A ovelha não perdeu tempo e foi contar para a sua amiga Malhada:
 
— Malhada, sabe seu bezerrinho, o Belo?
— Sim. O que tem ele? — indagou a Malhada, ruminando.
— Vai ser vendido! Ouvi uma conversa entre o capataz e um empregado.
A Malhada quase se afogou com o que estava comendo:
— Não pode ser! O patrão é bom e não iria me separar do meu Belo!
Malhada ficou muito triste com a notícia. Aproximou-se da sua cria e não saiu mais de perto dela. Quando o empregado que cuidava dos animais chegou à cocheira, viu Malhada junto de Belo.
Ele quis retirar o bezerrinho de perto da mãe, mas Malhada
ergueu-se e o ameaçava mugindo, com cara de poucos amigos.
O empregado foi avisar o patrão que Malhada estava muito estranha. O dono da fazenda indagou se tinha acontecido alguma coisa e ele respondeu:
— Não, patrão. Essa reação da Malhada começou hoje, não sei por quê!
Intrigado, o patrão resolveu ir até as cocheiras para verificar por si mesmo. Susie, sua filha pequena, que gostava muito dos animais, resolveu acompanhar o pai. Lá chegando, foram até onde Malhada estava com sua cria.
O patrão aproximou-se e tentou encostar a mão em Belo, mas Malhada pôs-se a mugir, abaixando a cabeça como se fosse atacá-lo. Intrigado, ele afastou-se com cuidado.
Nem a pequena Susie, de quem Malhada gostava e que lhe fazia sempre um carinho especial, pôde se aproximar. A menina afastou-se, assustada.
— Papai! O que será que está acontecendo com nossa Malhada? Ela nunca foi assim!
— É verdade, minha filha. Não se aproxime mais dela! Não sabemos o que pode fazer!
A garota sentou-se num banco e ficou observando a vaquinha. Notou que ela não saía de perto do bezerrinho, preocupada com ele e comentou com o pai:
— Papai, aconteceu algo com Belo? Malhada está defendendo seu bezerro!
O pai pensou um pouco e respondeu:
— Não, filhinha. Não aconteceu nada.
Ele parou de falar e ficou pensando, depois comentou:
— A única coisa é que recebi uma excelente oferta por Belo, e penso em vendê-lo. Mas certamente não será por isso que a Malhada está brava!...
Susie fitou a vaca enquanto o pai estava falando e viu a reação dela, que se aproximou mais do bezerrinho como se tivesse entendido a conversa e quisesse protegê-lo.
— Papai, acho que o senhor se engana. De alguma forma, Malhada ficou sabendo que querem separá-la do Belo. Quer ver?
E chegando perto da vaca, a menina disse:
— Malhada, fique calma. Ninguém vai separar você do Belo, entendeu? Fique tranquila. Não permitirei que meu pai faça isso.
Assim falando, a menina se aproximou de Malhada e passou a mão em sua cabeça com carinho. A vaquinha virou os olhos para Susie e ela percebeu que Malhada estava mais calma.
— Não lhe disse, papai? Agora venha, aproxime-se dela e confirme o que eu disse.
O pai, perplexo, sem poder acreditar no que estava acontecendo, conversou com Malhada explicando-lhe que não venderia Belo, que não a separaria do seu bezerrinho. A vaca agora estava serena, como se tudo estivesse resolvido. Em seguida, Malhada ergueu-se e, afastando-se da cria, foi até o cocho, pondo-se a comer. Certamente estava com fome, pois não se afastara do seu bezerrinho nesse tempo todo.
— Está vendo, papai? Os animais entendem tudo o que a gente sente e fala. Por isso devemos respeitá-los. Eles são seres de Deus em evolução, como nós, e são nossos irmãos! — explicou Susie sorrindo, satisfeita com o resultado.
— Onde aprendeu isso, filha?!... — indagou o pai, perplexo.
— Na Escola de Evangelização no Centro Espírita, aonde vou com mamãe.
—Ah! Creio que vou ter que repensar a maneira de lidar com meus animais. Prometo estudar o assunto, minha filha.
A menina olhou para o pai e completou:
— Papai, não apenas com os animais. Com as plantas também!
— Quer dizer que as plantas também têm sensibilidade?!... — surpreso, perguntou o pai, abraçando sua pequena:
— Claro, papai!
— Está bem, filhinha! Reconheço que você é muito sabida para sua idade. Você e sua mãe ainda vão fazer-me frequentar essa Casa Espírita e estudar de novo. Pode apostar!
No fundo, ele estava contente. Ver sua pequena Susie tão inteligente e tão esperta o levara a refletir em assuntos pelos quais nunca se interessara até aquele momento.  
                                                                  MEIMEI
 
(Recebida por Célia X. de Camargo, em Rolândia-PR, em 9 de abril de 2012.)

domingo, 6 de maio de 2012



Diz uma lenda que o dia em que o bom Deus criou as mães, um mensageiro se acercou Dele e Lhe perguntou o porquê de tanto zelo com aquela criação.
Em quê, afinal de contas, ela era tão especial?
O bondoso e paciente Pai de todos nós lhe explicou que aquela mulher teria o papel de mãe, pelo que merecia especial cuidado.
Ela deveria ter um beijo que tivesse o dom de curar qualquer coisa, desde leves machucados até namoro terminado.
Deveria ser dotada de mãos hábeis e ligeiras que agissem depressa preparando o lanche do filho, enquanto mexesse nas panelas para que o almoço não queimasse.
Que tivesse noções básicas de enfermagem e fosse catedrática em medicina da alma. Que aplicasse curativos nos ferimentos do corpo e colocasse bálsamo nas chagas da alma ferida e magoada.
Mãos que soubessem acarinhar, mas que fossem firmes para transmitir segurança ao filho de passos vacilantes. Mãos que soubessem transformar um pedaço de tecido, quase insignificante, numa roupa especial para a festinha da escola.
Por ser mãe deveria ser dotada de muitos pares de olhos. Um par para ver através de portas fechadas, para aqueles momentos em que se perguntasse o que é que as crianças estão tramando no quarto fechado.
Outro par para ver o que não deveria, mas precisa saber e, naturalmente, olhos normais para fitar com doçura uma criança em apuros e lhe dizer: Eu te compreendo. Não tenhas medo. Eu te amo, mesmo sem dizer nenhuma palavra.
O modelo de mãe deveria ser dotado ainda da capacidade de convencer uma criança de nove anos a tomar banho, uma de cinco a escovar os dentes e dormir, quando está na hora.
Um modelo delicado, com certeza, mas resistente, capaz de resistir ao vendaval da adversidade e proteger os filhos.
De superar a própria enfermidade em benefício dos seus amados e de alimentar uma família com o pão do amor.
Uma mulher com capacidade de pensar e fazer acordos com as mais diversas faixas de idade.
Uma mulher com capacidade de derramar lágrimas de saudade e de dor mas, ainda assim, insistir para que o filho parta em busca do que lhe constitua a felicidade ou signifique seu progresso maior.
Uma mulher com lágrimas especiais para os dias da alegria e os da tristeza, para as horas de desapontamento e de solidão.
Uma mulher de lábios ternos, que soubesse cantar canções de ninar para os bebês e tivesse sempre as palavras certas para o filho arrependido pelas tolices feitas.
Lábios que soubessem falar de Deus, do Universo e do amor. Que cantassem poemas de exaltação à beleza da paisagem e aos encantos da vida.
Uma mulher. Uma mãe.
*   *   *
Ser mãe é missão de graves responsabilidades e de subida honra. É gozar do privilégio de receber nos braços Espíritos do Senhor e conduzi-los ao bem.
Enquanto haja mães na Terra, Deus estará abençoando o homem com a oportunidade de alcançar a meta da perfeição que lhe cabe, porque a mãe é a mão que conduz, o anjo que vela, a mulher que ora, na esperança de que os seus filhos alcancem felicidade e paz.

Redação do Momento Espírita.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Aprendendo a ser mãe






Vitória era uma menina boa, inteligente e criativa. Todavia era arteira e não aceitava quando a impediam de fazer alguma coisa.  

A mãe, preocupada com sua segurança e bem-estar, alertava: 
— Vitória, não mexa com fósforos. Você pode se queimar.  
E a garota, respondia: 
— Não vou me queimar, mamãe. Tenho seis anos e já sou grande! 

A mãe achava graça, abraçava a filha com amor, e guardava a caixa de fósforos no alto do armário, onde a pequena não poderia alcançar. 
E assim acontecia sempre. Quando Vitória brincava de casinha com as amigas, a mãe tinha que estar sempre atenta para que não se machucassem. Ora era uma faca, que a menina pegava para fazer comidinha, ora era o ferro elétrico que ela ligava para passar roupa; de outras vezes, subia numa grande mangueira que havia no quintal para apanhar mangas e assim por diante. A mãe não podia “descansar” um minuto.      
E Vitória reclamava, batendo o pé, indignada: 
— Mamãe! Sei o que estou fazendo. Já sou grande!  
A mãe a colocava no colo e explicava, com carinho: 
— Minha filha, você ainda tem muito que aprender. Quando você nasceu em nosso lar, Deus me fez responsável por sua vida. Minha tarefa é cuidar, educar e proteger você, de modo que nada de mal lhe aconteça. Como as mães de suas amiguinhas permitiram que elas viessem brincar aqui em casa, tenho que cuidar delas também. Entendeu?   
— Entendi, mamãe.  
— Ótimo. Mamãe não faz por mal e nem quer ser desmancha prazeres. Quando você crescer e tiver filhos vai entender melhor. Agora, vá brincar! 
No entanto, tudo continuava como antes.  

Certo dia, Vitória foi com sua mãe fazer compras. Na volta, um cãozinho de rua as seguiu. Tinha o pelo curto, branco com manchas marrons. Parecia abandonado.    
Vitória ficou encantada. Adorava cachorros. E aquele era tão pequeno e desprotegido!  
— Mamãe, podemos levá-lo para casa? 
— Não, Vitória. Ele tem dono.  
— Foi abandonado, mamãe. Tenho certeza. Vamos levá-lo.
   
A mãe recusava e a menina insistia. Conversavam paradas em frente a uma padaria. O dono, um simpático português, entrou no meio da conversa: 
— Queira desculpar-me, senhora, mas realmente esse cãozinho não tem dono. Vem sempre aqui porque costumo lhe dar um prato de leite.   
Vitória, com os olhos brilhando e um sorriso radiante, de mãos postas, suplicou: 
— Viu, mamãe, não lhe disse? Por favor! Vamos levá-lo para nossa casa. Ele terá um lar!  
Diante de tanta insistência, a mãe acabou concordando. 
— Está bem, Vitória. Com uma condição. Que você se responsabilize por cuidar dele: dar ração, água, banho e tudo o mais.  
A garota concordou, feliz. Pegando o filhote no colo, acariciou-o e disse: 
— Vamos, Bilu. Serei sua mãe e cuidarei de você. 
Desse dia em diante, Vitória só pensava no animalzinho. Cuidava dele com muito amor. Quando ela ia para a escola, ele queria acompanhá-la; quando ela voltava, ele a esperava no portão, e a primeira coisa que a menina fazia era abraçá-lo. Mas ela reconhecia que Bilu dava trabalho e estava sempre cuidando dele, vigiando:  
— Bilu, não suba no muro! Não coma porcaria do chão! Não vá para a rua, um carro pode pegar você! — E assim por diante.  
Quando acabava o dia, ela estava cansada, mas feliz, por tê-lo a seu lado. 
Na véspera do Dia das Mães, mãe e filha estavam sentadas no quintal observando Bilu que corria, latindo feliz, atrás de uma borboleta. Vitória olhou para a mãe e disse: 
— Mamãe! A senhora me disse que eu só entenderia o trabalho que dou quando crescesse e tivesse um filho. Não precisei crescer para isso. Bilu já me dá muito trabalho e preocupação. É como se ele fosse meu filho!  
A mãe sorriu achando graça do jeito sério da filha. Vitória sorriu também e trocaram um grande e carinhoso abraço, enquanto a menina exclamava: 
— FELIZ DIA DAS MÃES, mamãe! Ainda não comprei seu presente.  
A mãe suspirou, satisfeita, entendendo que Deus sabe o que faz e que dá a cada um, na vida, as experiências que precisa para aprender e amadurecer. Sua filhinha estava crescendo e tornando-se melhor. 
— Não precisa comprar nada, minha filha. Você já me deu o melhor presente que eu poderia desejar: Você!  



                                                       Tia Célia   


 Fonte: O Consolador
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