domingo, 4 de agosto de 2019

SÚPLICA DE MÃE



Diante da educação de nossos filhos, auxilia-nos, Senhor Jesus, a tomar atitudes sempre mais adequadas para nós e para eles. Proteção, sim, mas sem exageros.

Sabemos Rabi de Nazaré, que faz parte do encanto maternal querer proteger os filhos. Como o bebê humano é a espécie mais dependente na Natureza, a proteção dos pais e, principalmente de nós, é fundamental par ao bom desenvolvimento da criança. E compreensível o desvelo e os cuidados que temos, porém é preciso que prestemos atenção para não irmos longe demais, comprometendo o crescimento psíquico da personalidade dos pequenos.

Há mães, Mestre, que entendem o significado da palavra proteção como preocupação exagera e calor humano excessivo. Assim, vivenciam uma ansiedade acima do normal.

Sufocam seus filhos com a intenção de fazer o melhor para eles e acabam exercendo o papel de superprotetoras, sem se dar conta de que esse comportamento pode ser nocivo e danoso, pois tolhe sua liberdade e impede que amadureça psíquica e socialmente.

Amigo Jesus livra-nos dos cuidados desmedidos. É evidente que os menores precisam sempre de um adulto por perto para auxiliá-los, atendendo às suas necessidades. Entretanto, Senhor, hoje sabemos que esses cuidados fora do comum estão relacionados a conflitos pessoais de conteúdo emocional do adulto, que projeta sobre a criança seus medos, anseios, preocupações, frustrações, desgostos, sentimentos de culpa. Todo esse conjunto forma o alicerce profundo e inconsciente da superproteção.
Por fim, Mestre, ajuda-nos a não usar descontroladamente a nossa ternura e o nosso amor para que não vivenciemos situações de risco na educação filial. Entre elas:


·         Relações simbióticas, em que os filhos se sentem amados, mas criam um grau superlativo de dependência em relação ao adulto;
·         Relações permissivas, em que os pais são incapazes de impor limites devido a sentimentos de culpa, permitem tudo à criança;
·         Relações compensatórias, em que o adulto tenta viver através dos filhos, realizando assim aspirações íntimas;
·         Relações contraditórias, em que há falta de coerência nos atos e atitudes e nas palavras do adulto para com as crianças;
·         Relações possessivas, em que se “toma posse” do filho com o intuito de preencher o vazio deixado pela carência afetiva;
·         Relações perfeccionistas, em que se tem a pretensão de ser a melhor mãe do mundo, induzindo o menor a esse mesmo tipo de compulsão.


Semeador do Bem renova-nos os conceitos e convicções para que nós, as mães, não perpetuemos opiniões retrógradas e equivocadas, e sim eduquemos os filhos assegurando-lhes uma formação útil e proveitosa, e um desenvolvimento físico, intelectual e ético que os torne seres humanos ajustado e mais felizes.

Ampara-nos, Jesus, hoje e sempre.

Hammed
Psicografia de Francisco do Espirito Santo Neto 
Livro Lucidez A Luz que Acende na Alma





 
 
Amém.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Obrigada por sua mensagem. Será publicada após aprovação.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...