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quarta-feira, 6 de abril de 2011

Joanna Angélis

Joanna de Ângelis

Um espírito que irradia ternura e sabedoria, despertando-nos para a vivência do amor na sua mais elevada expressão, mesmo que, para vivê-lo, seja-nos imposta grande soma de sacrifícios. Trata-se do Espírito que se faz conhecido pelo nome JOANNA DE ÂNGELIS, e que, nas estradas dos séculos, vamos encontrá-la na mansa figura de JOANA DE CUSA, numa discípula de Francisco de Assis, na grandiosa SÓROR JUANA INÉS DE LA CRUZ e na intimorata JOANA ANGÉLICA DE JESUS. Nossa querida irmã também faz uso da forma de uma antiga encarnação em solo africano VOVÓ MARIA CONGA
  



JOANA DE CUZA
Joana de Cuza
Joanna de Ângelis, em uma de suas encarnações, foi Joana de Cuza, uma das piedosas mulheres do Evangelho. Era esposa de Cuza, procurador de Herodes, o Tetrarca - governador de uma tetrarquia, ou seja, uma das partes de um estado ou província dividida em quatro governos. Joana foi curada por Jesus (Lucas VIII, 2 e 3), com Maria Madalena, Suzana e muitas outras mulheres, às quais lhes prestava assistência com os seus bens. Em Lucas 24:10, é mencionada entre as mulheres que, na manhã de Páscoa, tendo ido ao sepulcro de Jesus, o encontraram vazio.Em Roma, no dia de 27 de agosto do ano 68, foi sacrificada numa fogueira no Coliseu, por não renunciar à fé em Jesus. Desencarnou perdoando seus carrascos.

SÓROR JUANA DE LA CRUZ

Sóror Juana Inés de La Cruz
Nasceu no México, em San Miguel Neplanta, no ano de 1651. Foi Juana de Asbajey Ramirez de Santillana, filha de D. Manuel Asbaje, espanhol, e de Isabel Ramirez de Santillana, indígena. Foi uma criança precoce. Começou a fazer versos aos cinco anos. Aos doze, aprendeu latim em vinte aulas; e português, aprendeu sozinha. Falava a língua indígena "nauatle", dos "nauas", geralmente chamados de astecas.
Na Corte, o vice-rei de Espanha, o Marquês de Mancera, querendo fazer brilhar ainda mais sua Corte, tal como na tradição européia, convidou a menina - prodígio de treze anos - para dama de companhia de sua mulher. Encantou a todos com sua beleza, inteligência e graciosidades. Seus poemas de amor são até hoje citados, e suas peças, representadas em programas de rádio e televisão. Mas sua sede de saber era maior que a ilusão de prosseguir brilhando na Corte.
Aos dezesseis anos, ingressou para o Convento das Carmelitas Descalças e depois foi para a Ordem de São Gerônimo da Conceição, tomando o nome de Soror Juana Inês de la Cruz, ficando conhecida, pelos seus hábitos de estudo, como "Monja da Biblioteca".
Em 1690, dizia da necessidade do conhecimento geral para melhor entendimento e serviço a Deus, defendendo o direito da mulher de se dedicar às atividades intelectuais. Esse ponto de vista, consubstanciado em um documento, é considerado a "carta magna" da liberdade intelectual da mulher americana. Mulher de letras e ciências, foi a porta-voz das escravizadas do seu tempo.
É citada num artigo da revista "Seleções do Reader's Digest", edição de julho de 1972: "Soror Juana Inês de la Cruz: A Primeira Feminista do Novo Mundo." Dizia que é pela compreensão que o homem é superior aos animais. Trabalhando na cozinha do Convento, descobre muitos segredos naturais e, curiosamente, conclui que, se Aristóteles tivesse cozinhado, muito mais teria.
Como se vê, trata-se de um vulto muito importante para o México e para a Humanidade. Tanto assim, que a cédula de mil pesos tem a sua efígie.
Em 1695, houve uma epidemia de peste na região. Juana, socorrendo os doentes, desencarna em decorrência da mesma peste aos 44 anos.

 JOANNA ANGÉLICA DE JESUS

Joanna Angélica de Jesus

Na Bahia, Joanna de Ângelis foi Soror Joana Angélica, religiosa da Ordem das
Reformadas de Nossa Senhora da Conceição e Heroína da Independência do Brasil. Joana Angélica nasceu em Salvador-BA, em 11 de dezembro de 1761. Entrou para o noviciado no Convento de Nossa Senhora da Lapa em 1782, pronunciando os votos um ano depois. Entre 1798 e 1801, exerceu diversos cargos burocráticos na comunidade, assumindo as funções de vigária. Conduzida ao posto de conselheira em 1809, retornou ao vicariato em 1811.
Eleita abadessa em 1814, esteve à frente do Convento até 1817, sendo reeleita três anos depois. Como registro histórico de conhecimento geral, sabe-se que, em 07 de setembro de 1822, no Ipiranga-SP, D. Pedro I proclamou a Independência do Brasil, separando-o de Portugal. Porém, na Bahia, as tropas portuguesas comandadas pelo Brigadeiro Inácio Luis Madeira de Malo (1775-1833), resistiram tenazmente às forças aliadas a D. Pedro I.
Somente em 02 de julho de 1823 Madeira de Malo abandonou a Bahia, embarcando para Portugal com suas tropa. As tropas brasileiras eram comandadas pelo militar francês Pierre Labatut (1768-1849) e pelo tenente Luís Alves de Lima e Silva, futuro Duque de Caxias. Vale lembrar que Maria Quitéria de Jesus Medeiros, a primeira mulher-soldado, sagra-se heroína, sendo condecorada por D. Pedro I.
Durante as lutas pela Independência, os soldados portugueses invadiram o Convento de Nossa Senhora da Lapa em 19 de fevereiro de 1823. Soror Joana Angélica sai à porta do Convento, intimando-os, com a cruz alçada, a não profanarem o abrigo de suas protegidas. Resistiu valentemente, sendo atacada a golpes de baioneta.
Com o seu martírio, deu tempo às internas de escaparem, refugiando-se no Convento da Soledade. Soror Joana Angélica recebeu socorros, porém vivendo por poucas horas e desencarnando no dia seguinte. Tombando numa luta pelos ideais de liberdade, Soror Joana Angélica tornou-se Mártir da Independência do Brasil. Como Joanna de Ângelis, prossegue no mundo espiritual como verdadeira Amiga e Benfeitora - como um Espírito Amigo -, salientando sempre as mensagens do Evangelho


VOVÓ MARIA CONGA
Vovó Maria Congo
Joanna de Ângelis, a venerável irmã conhecida da lide espírita, conhecedora da alma e dos sofrimentos dos encarnados, arguta observadora do psiquismo, atua como mais uma singela e anônima vovó preta nas frentes umbandísticas, assumindo um nome simbólico, como tantos outros espíritos luminares, retomando a forma de uma antiga encarnação em solo africano

É surpreendente o fato de personagens famosos de outrora estarem humildemente por trás de uma aparência de caboclo, como acontece com doutor Bezerra de Menezes, e inúmeros outros espíritos, Joana de Ângelis, também se apresenta com a vestimenta de uma vovó mandigueira do Congo velho africano.


Fonte: Sociedade Espírita Joanna de Ângelis
Umbanda pé no Chão - Ramatis - Norberto Peixoto

Emmanuel

Emmanuel é o nome do espírito que veio tutelando a atividade mediúnica de Franscisco Cândido Xavier, o maior médium psicógrafo com mais de 350 obras psicografadas. Hoje no plano Espiritual.

Ao tempo da passagem de Jesus pela Terra, chamou-se Públio Lentulus – senador romano -, e, ao que se sabe, foi a única autoridade que efetuou perfeito descrição Dele, através da célebre carta, publicada em numerosas línguas, autêntica obra-prima do gênero pessoalmente, encontrou-O, solicitando-Lhe auxílio para a cura de sua filha Flávia, que, supomos, estaria leprosa desencarnou em Pompeia, no ano 79, vítima das lavas do Vesúvio, encontrando-se na altura invisual anos depois, reencarnaria como judeu na Grécia, em Éfeso, já não mais sob a toga de orgulhoso senador romano, mas sim na estamenha de modesto escravo Nestório, que, na idade madura, participava das reuniões secretas dos cristãos nas catacumbas de Roma.

O dr. Elias Barbosa diz-nos que Emmanuel, o mentor espiritual que todos respeitamos, foi a personalidade de Manoel da Nóbrega, renascido em 18 de Outubro de 1517, em Sanfins, Entre Douro e Minho, Portugal, quando reinava D. Manuel I, o Venturoso . Inteligência privilegiada, ingressou na Universidade de Salamanca, Espanha, aos 17 anos, e, com 21, inscreve-se na Faculdade de Cânones da Universidade de Coimbra, frequentando aulas de Direito Canónico e Filosofia a 14 de Junho de 1541, em plena mocidade, recebe a láurea doutoral, sendo, então, considerado doutíssiomo Padre Manoel da Nóbrega , pelo doutor Martim Azpilcueta Navarro.

Mais tarde, a 25 de Janeiro de 1554, seria um dos principais fundadores da grande metrópole São Paulo. Foi também o fundados da cidade de Salvador, Bahia, a primeira capital do Brasil. A informação de que Emmanuel teria sido o Padre Manoel da Nóbrega, foi dada pelo próprio Emmanuel em várias comunicações através da mediunidade idónea e segura de Francisco Cândido Xavier.

No início da atividade mediúnica de Chico, nos anos trinta, aindsem se identificar, disse-lhe que gostaria de trabalhar com ele durante longos anos, mas que necessitaria de três condições básicas para o fazer:
1ª disciplina, 2ª disciplina e 3ª disciplina. O que Chico cumpriu até a hora de sua desencarnação.  Também no início da sua nobre missão, Emmanuel disse-lhe que se alguma vez ele o aconselhar a algo que não esteja de acordo com as palavras de Jesus e Kardec, deverá procurar esquecê-lo, permanecendo fiel a Jesus e Kardec.

Emmanuel fez também parte da falange do Espírito da Verdade que trouxe à Terra o Cristianismo restaurado, definição sua da Doutrina Espírita. No Evangelho Segundo o Espiritismo , Allan Kardec inseriu uma mensagem de Emmanuel, recebida em Paris, 1861, intitulada O Egoísmo (Cap. XI – 11)

OBRAS
com mais de 350 obras psicografadas.
Visto ser completamente impossível, num trabalho deste gênero, falar de toda a sua obra transmitida através de Chico Xavier, gostaríamos, no entanto, de registrar os livros: Há Dois Mil Anos, Cinquenta Anos Depois, A Caminho da Luz , Paulo e Estevão , Ave, Cristo, Renúncia , Caminho, Verdade e Vida , Pão Nosso , Vinha de Luz e Fonte Viva .

Fonte: Mundo Maior

André Luiz

O ano de 1944 marca a estréia de André Luiz no mercado editorial espírita brasileiro, revolucionando, de certo modo, a concepção geral acerca da vida pós-túmulo.

ANDRÉ LUIZ NÃO É SEU VERDADEIRO NOME
Dele sabe-se apenas que foi médico sanitarista, no século iniciante, e que exerceu sua profissão no Rio de Janeiro, Brasil. Segundo suas próprias palavras, optou pelo anonimato, quando da decisão de enviar notícias do além-túmulo, por compreender que "a existência humana apresenta grande maioria de vasos frágeis, que não podem conter ainda toda a verdade".

Declara Emmanuel, no prefácio de "Nosso Lar", que ele, "por trazer valiosas impressões aos companheiros do mundo, necessitou despojar-se de todas as convenções, inclusive a do próprio nome, para não ferir corações amados, envolvidos ainda nos velhos mantos da ilusão."
Imensa curiosidade cerca a personalidade do benfeitor e aventam-se hipóteses, sem que se chegue à sua real identidade.
André Luiz, no entanto, fiel ao desejo de servir sem láureas, e atento ao compromisso com a verdade, prossegue derramando bênçãos em forma de livros, sem curvar-se à curiosidade geral.
André Luiz foi, positivamente, dentre todos os Benfeitores que escreveram aos encarnados o que manteve fidelidade maior aos postulados espíritas, notadamente à Allan Kardec. O seu trabalho, no que concerne à forma e ao fundo, notabiliza-se em tudo pelo respeito e lealdade mantidos, ao longo do tempo, ao Codificador e à Codificação.

Por mais de quatro décadas, André Luiz trabalhou ativamente junto a Seara Espírita, lhe exornando a excelência e clarificando caminhos.
Chico Xavier, o médium que serviu de "ponte", hoje desencarnado, não pode mais oferecer mão segura à transmissão de seus ensinamentos luminosos.
Não sabemos se André Luiz retornará pela mão de outro médium.
André Luiz foi, positivamente, dentre todos os Benfeitores que escreveram aos encarnados o que manteve fidelidade maior aos postulados espíritas, notadamente à Allan Kardec. O seu trabalho, no que concerne à forma e ao fundo, notabiliza-se em tudo pelo respeito e lealdade mantidos, ao longo do tempo, ao Codificador e à Codificação.

Por mais de quatro décadas, André Luiz trabalhou ativamente junto a Seara Espírita, lhe exornando a excelência e clarificando caminhos.

Chico Xavier, o médium que serviu de "ponte", hoje desencarnado, não pode mais oferecer mão segura à transmissão de seus ensinamentos luminosos.
Não sabemos se André Luiz retornará pela mão de outro médium.

LIVROS:
NOSSO LAR, OS MENSAGEIROS, MISSIONÁRIOS DA LUZ, OBREIROS DA VIDA ETERNA, NO MUNDO MAIOR, AÇÃO E REAÇÃO, LIBERTAÇÃO, ENTRE A TERRA E O CÉU, NOS DOMÍNIOS DA MEDIUNIDADE, MECANISMOS DA MEDIUNIDADE, EVOLUÇÃO EM DOIS MUNDOS, CONDUTA ESPÍRITA, SEXO E DESTINO, DESOBSESSÃO, E A VIDA CONTINUA, AGENDA CRISTÃ, SOL NAS ALMAS, SINAL VERDE, ENDEREÇOS DE PAZ, OPINIÃO ESPÍRITA, ESTUDE E VIVA (estes dois últimos com Emmanuel).
Muitos outros livros ainda compõem este acervo, além de centenas de mensagens distribuídas nos inúmeros livros de Chico Xavier.
"Quero trabalhar e conhecer a satisfação dos cooperadores anônimos da felicidade alheia. Procurarei a prodigiosa luz da fraternidade através do serviço às criaturas, olvidando o próprio nome que deixo para trás por amor a Deus e a elas. Revisto-me transitoriamente de outra personagem para melhor ensinar e amparar. Sou André Luiz."
Fonte:Instituto André Luiz

terça-feira, 5 de abril de 2011

Pequeno Espírita




Os Espíritos têm um corpo semi-material que se chama PERISIPÍRITO.


O Perispírito é com se fosse uma roupa de vapor que cobre o Espírito. Ela é tão leve que não o impede de se transportar para onde desejar. E para cada mundo que vai, o Espírito pode mudar de roupa. Pode vestir-se da forma que quiser. Tudo lhe é possível, conforme sua vontade e evolução. Pode até ser visto, como também tocado.

VEJA TAMBÉM


fonte:
 O Livro dos Espíritos para infância e Juventudo Allan Kardec vol I
O Espiritismo Aplicado - Eliseu Rogonatti

Tomando uma Decisão





    Débora, de apenas sete anos, era menina bastante esperta e ativa. Observava tudo e prestava atenção em tudo.
Certo dia, a menina foi com os pais visitar os avós paternos que moravam em uma cidade próxima. 
A chegada foi uma alegria para Débora, que gostava muito da vovó Catarina e do vovô José.
A avó veio recebê-los com grande alegria, e ela logo perguntou:
— Vovó, onde está o vovô José?
A avozinha explicou que o vovô estava deitado. Ele não tinha passado bem no dia anterior e foi ao médico, que recomendou repouso e pediu alguns exames.
Preocupado, Gilberto, pai de Débora, foi imediatamente até o quarto do pai. Cumprimentou-o e, dando-lhe um abraço, perguntou:
— O que aconteceu, papai? O senhor me parece bastante abatido!
Ao que o velhinho respondeu risonho:
— Isso não é nada, meu filho. Bobagem!
— Como bobagem, meu pai? O senhor precisa cuidar mais da sua saúde! 
— Estou bem, meu filho. Mas deixe-me dar um abraço na neta mais linda do mundo! — completou, ao ver a menina que entrara atrás do pai.
Abraçou Débora, depois contou a ela:
— Tem uma surpresa guardada para você no armário. É só pedir para a vovó.
— Obrigada, vovô. 
E Débora, curiosa para ver o presente, já estava saindo do quarto quando ouviu seu pai dizer, muito sério:
— Papai, o senhor precisa parar de tomar seus aperitivos. Com certeza, não lhe fazem bem! O álcool altera a pressão e pode provocar-lhe um problema mais grave. Quem sabe se o mal-estar que o senhor teve ontem já não é consequência disso? 
Débora escutou assustada o que seu pai tinha dito e ficou muito preocupada. 
O resto do dia eles passaram na residência dos avós e, ao anoitecer, voltaram para casa contentes, depois de horas tão agradáveis. O avô José estava bem melhor e a avó Catarina mais tranquila.
Alguns dias depois, tentando encontrar uns documentos, Gilberto já vasculhara a casa toda sem resultado. Então, resolveu procurar no lugar mais improvável: o armário na sala onde ele guardava algumas garrafas de vinho.
Ao abrir o armário ele ficou surpreso: estava completamente vazio! 
Gilberto estranhou. Quem teria retirado dali todas as garrafas?
Imediatamente, foi até a cozinha, onde a esposa preparava o almoço e perguntou-lhe:
— Vera, foi você que esvaziou o armário da sala?
— Não, claro que não! 
— Será que foi a faxineira? 
— Não, querido, ela não faria isso sem uma ordem. 
— Então, quem foi?
Neste momento, Débora chegava da escola e, entrando na cozinha, ouviu a conversa dos pais. Com um pouco de medo, ela confessou:
— Fui eu, papai. 
Gilberto chegou perto da filha muito bravo e pôs as mãos na cintura:
— Por que fez isso, mocinha?
A menina respondeu a tremer:
— Papai, não fique bravo comigo! É que estava preocupada com você! 
— Preocupada comigo? Ora essa! E por quê?
Então a garota explicou que, ouvindo a conversa entre o pai e o avô, achou que o pai também podia ficar doente por causa de bebida e resolveu jogar tudo no lixo. E concluiu:
— Então, papai, como você estava preocupado com o vovô José, também fiquei preocupada com você, que é meu pai. Não quero que também fique doente! 
— E jogou tudo fora? 
— Joguei!...
E completou, mostrando grande coerência para uma menina da sua idade:
 — Depois de abrir e esvaziar as garrafas, pois eu não queria que alguém, pegando-as do lixo, também ficasse doente.
Admirado da lógica da filha, Gilberto suspirou, lembrando dos vinhos caros que foram perdidos. No entanto, não deixou de reconhecer a coragem e a determinação de Débora que tomara uma atitude, por acreditar que seria a melhor, embora pudesse ter consequências.  
Gilberto sentou-se, pegou a filha no colo, abraçou-a e disse comovido:
— Obrigado, minha filha, por me mostrar essa verdade. Você tem razão. Bebida alcoólica não faz bem a ninguém. 
— Então, você não está zangado comigo, papai?
— Não, filhinha. 
A menina respirou fundo e exclamou:
— Ainda bem! Depois que joguei as garrafas, fiquei com medo e pedi a Jesus que me ajudasse e me protegesse!...

                                                        Meimei


(Recebida por Célia X. de Camargo, em 7/3/2011.) 
Fonte: O Consolador

sábado, 2 de abril de 2011

Como encontrar a Serenidade?

 
Filho meus, aqueles que não se encontraram com a serenidade são como árvores ocas na floresta, vistosos nos galhos e folhagens, mas com grande sofrimento interior. Com a mais breve ventania da vida, podem rachar no meio.
Todo homem sábio inevitavelmente é sereno. Observem quantos são de grande conhecimento intelectual e são extremamente ansiosos. Conhecimento em si não é passaporte para a sabedoria, mas sim,como ele é usado. A boa semente no solo fofo, se destituído do jardineiro fiel, perecerá na aridez dos descompassos climáticos.
A serenidade é alcançada com árduo esforço pessoal e gradativamente, qual formiga que trabalha no verão causticante.
Desafios diários superados; irritação contida; distúrbios emocionais desfeitos; vontade bem dirigida, submetendo os desejos à razão; maus hábitos bloqueados pelo poder do "não quero"; ambição desmedida controlada, esses são alguns exemplos de esforços no dia a dia do ser em busca da aquisição da serenidade.
Aquele que já se encontrou consigo e escalou as montanhas do egoísmo de seu "eu" interior sabe exatamente o que quer da vida, tendo a vontade livre para impor seu ideal e se diferenciar em uma sociedade automatizada, que sofre da síndrome de exteriorização coletiva: todos iguais a produtos pasteurizados de uma fábrica, em que se impõe o império das aparências externas, tal qual embalagens chamativas em vitrines vistosas.
...
A consciência serena se dá com aqueles que subjugaram a vontade inferior que jazia sepultada pelos desejos mundanos. Consciente e serenado é o ser que sabe que ultrapassou as provas dentro de si mesmo em favor do semelhante anulando seu ego e deslocando do centro para a periferia de seu "eu" sua área de interesse pela vida em coletividade.
A serenidade harmoniza, exteriorizando-se do interior do ser, agradavelmente e com mansidão, para os circunstantes periféricos, em seu raio e magnetismo pessoal; assim, o indivíduo não se influencia por apelos de consumo; inspira a confiança sem medo de traição; acalma as mentes agitadas e oferece afeição e amor.
...
"Filho meu, não fique sentado no toco esperando ele brotar, faça você mesmo; plante a semente no solo e cuide dela até virar árvore frondosa."
A decadência de uma sociedade começa quando o homem pergunta a si próprio: "O que irá acontecer? , em vez de inquirir: "O que posso eu fazer?".
A falta de progresso e prosperidade, seja em uma coletividade mais ampla, seja em outras instâncias, com a família, o trabalho, uma religião ou um agrupamento mediúnico, principia quando o imperativo ético da ação é substituído pelas soluções externas que dispensem o esforço interno da criatura, em uma acomodação e letargia psicológica, fruto da preguiça e do medo de modificar-se.
...
É preciso deixar nascer a vontade de uma vida melhor e guiá-la nos primeiros passos da ação todos os dias.
Acomodação, principalmente em remover as montanhas que jazem dentro de cada indivíduo, é se acovardar diante dos imperativos da vida, como descansadas vítimas diante das fraquezas da alma, que imobilizam o espírito em sua evolução.
Não se coloque como perfeito e conviva harmoniosamente com seus defeitos, reconhecendo-os, como o bom cão reconhece o dono. Todavia, urge e é intransferível a mudança dos pensamentos que o fazem agir como autómato, repetindo velhos erros do passado, que estão registrados no inconciênte milenar e o impulsionam em atitudes egoístas na atual personalidade transitória.
Tenha coragem, tire suas máscaras e se olhe no espelho que reflete seu verdadeiro ser.
...
Como sempre nos diz o infatigável amigo, caboclo Pery: "A vitória da vida se dará você vencendo a você mesmo". Se cair frente ao mundo interior que o afronta diariamente, é porque vergou diante de si mesmo.
Por mais amor que tenha por meus aparelhos, a derrota ou a vitória é somente deles. Independentemente disso, estarei abraçando-os, incodicionalmente, pelo amor que sinto por eles, no momento em que retornarem do transitório vaso de carne; seja nas profundezas do umbral lamacento, seja nos píncaros delestias, lá estarei para esse abraço e aconchego desses filhos desgarrados, em meu coração espiritual.

Saravá, zi meus,
Vovó Maria Conga, uma preta velha "metida"a psicóloga das  almas.
Extraido: Diário Mediúnico - Ramatis - Norberto Peixoto

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Cuidado com os Equivocos na Educação

Equivocos na Educação

A mãe é a grande responsável pela formação do caráter do filho, seguida pelo pai, como co-participante dessa grande tarefa.

Por vezes, a mãe, investida da melhor das boas intenções comete equívocos na educação que poderão infelicitar sobremaneira o filho, a quem ama e deseja ver feliz.

Um desses equívocos é assumir a vida e os gostos da criança. É ela que adoça o café ou o suco do filho; é ela que sabe do que ele gosta ou deixa de gostar.

É a mãe que responde quando alguém pergunta à criança se ela deseja isto ou aquilo.

É ela que escolhe roupas, calçados, conforme as cores e modelos que gosta, muitas vezes abafando os desejos do filho, quando este já tem idade para opinar.

A mãe cria o filho ou filha com se fossem mentalmente inválidos.

Embora não se duvide do amor que move essas atitudes, essas mães estão prejudicando sobremaneira a formação dos seus amores.

Isso porque a criança cresce sem se conhecer, porque a mãe é quem sabe tudo sobre ela. Na fase da adolescência, os conflitos aumentam pois agora o filho já não aceita mais ser guiado pela mãe, mas submete-se, sem critérios, ao grupo com o qual passa a conviver.

Daí, se veste como os da sua "tribo", se comporta como o seu grupo estabelece, se caracteriza, enfim, como os demais. Não tem gosto próprio, pois a mãe sempre decidiu tudo por ele.

A criança, que desde cedo aprendeu a ser passiva em tudo, agora não consegue se desvencilhar dessa dependência perigosa.

Esse tipo de educação gera jovens sem opinião própria, sempre preocupados com o que os outros pensam ou dizem deles.

São jovens sem iniciativa, sem senso crítico, sem opinião própria, sem maturidade, que estão sempre esperando que alguém lhes diga o que fazer e do que devem gostar ou desgostar.

Infelizmente essas falhas na educação infelicitam em vez de formar homens e mulheres aptos para gerir as próprias vidas de forma lúcida e coerente.

É por essa razão que moças se deixam iludir por promessas mirabolantes, como as feitas pelo maníaco do parque, que acenava com a possibilidade de fazê-las famosas, fotografando-as, nuas, no meio do mato.

Se essas moças tivessem discernimento e senso crítico, certamente não aceitariam tal convite, por ser destituído de fundamento.

Importante que mães e pais pensem com carinho a respeito da grande missão que lhes cabe como educadores e formadores de caracteres.

Importante se pensar em educar os filhos para que tenham autonomia no pensar e no agir, por si mesmos, e não sejam conduzidos como marionetes, sem direito a pensar nem assumir responsabilidades.

Importante que os pais atentem para essa questão e permitam que os filhos aprendam a se conhecer desde cedo. A fazer algo que os faça sentirem-se úteis e valorizados.

Muito embora se tente combater o trabalho infantil dentro do lar, como se pequenas tarefas fossem prejudicar a infância, os pais conscientes sabem que se hoje têm os pés firmes no chão, é porque seus pais lhes colocaram responsabilidades sobre os ombros.

Você que é mãe ou pai, e ama seus filhos, pense nisso e avalie até que ponto não está tomando para si a vida deles.

E se perceber que está cometendo esse grande equívoco, não perca mais nenhum minuto. Corrija o passo e ofereça ao seu filho a bendita oportunidade de crescer.

***

A educação deve promover o homem não apenas no meio social, mas prepará-lo para a vida essencial, que é realidade do ser imortal, filho da luz, que deve seguir, individualmente, seu caminho para a grande luz, que é o criador.
    
Fonte: Momento Espírita, com base em seminário proferido por Raul Teixeira, no VI Simpósio Paranaense de Espiritismo, no dia 27/05/03.

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